Poemas Famosos Portugal

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"Sinto muito contrariar, mas o mundo não está precisando de mais poesia. A poesia suficiente existe desde sempre. O mundo está precisando de pessoas mais tolerantes. Umbigos minúsculos. Pessoas que sabem amar gratuitamente. O mundo precisa de pessoas que são de verdade. De existências amorosas. De encontros verdadeiros e desinteressados. O mundo está precisando de menos juízes e mais interlocutores de esperança. De quem finca raízes e colhe flores. De quem quebra algemas e desata nós em nome da fraternidade. Fossem as pessoas mais justas, não precisaríamos de muros que afastam, mas de pontes que aproximam. O mundo precisa de menos culpados em disputas imbecis e mais acertadores em palavras que acolhem. O mundo precisa de gente desacostumada com o frio do distanciamento humano. Se as pessoas fossem mais sábias e menos sabidas, a palavra seria um ato com validade como sopa quente em dias frios."

Há coisas que não se pode controlar, alterar, mudar. Então o melhor é viver e deixar passar!

Já fiz besteiras dignas de risadas, quebrei protocolos, e outras coisas que nem deram muito certo. Tudo pelo gosto da liberdade e desprendimento de viver.

Sou feita de doçuras, mas também de palavrões.
Sou arruaça, mas preservo um silêncio antipático. Sou afeto e um monte de preguiça para intolerância. Sou atalho para as preocupações e a invenção de planos sem limitações. Sou o amor que quase deu certo e o calor de uma paixão escondida. Sou a tentativa do caminho e as malas prontas para o acaso. No meu sonho, sou a urgência do quase tudo e a insatisfação do quase nada.

Se eu fosse rebobinar minha biografia afetiva, certamente encontraria: dois tropeções, uma loucura, três teimosias, uma ilusão, uma desistência, quatro bis, duas besteiras, uma escorregada, algumas covardias e vida longa para o romantismo.Sinto-me honrada pelas oportunidades de ter me danado e com isso aprender que preciso aprender. Andemos.

Com o tempo, alargamos a nossa credibilidade e passamos a viver com menos descompassos. Acomodamos as aflições e deixamos de impedir o tempo de cumprir seu ritual. A partir de um certo tempo o que nos importa é a boniteza da alma e a tranquilidade do coração.

A gente também se perde com sentimentos. Queremos acreditar, mas também desejamos ardentemente questionar, descartar, proibir. Acovardamos de tomar qualquer decisão e ficamos ali, jogados na cama, cantando Djavan...

Às vezes o amor só existe na ponta da caneta. No texto incompleto. No poema feito às pressas. Na música que toca repetidamente. Às vezes o amor é apenas lembrança. Às vezes, saudade.

Eu tive muita vontade de ir bem fundo, cair de quatro e ficar prostrada, esperando você chegar com uma solução infalível, tipo uma mágica onde todas as questões tivessem respostas e o alívio para qualquer queda, fosse imediato. No lugar desse milagre, eu ouvi: levante-se, arrume o cabelo, estufe o peito e corra senão vai perder o último ônibus.

Pra falar a verdade, não sei bem cuidar de minhas dúvidas, minhas angústias. Sei apenas que preciso todos os dias me reinventar para defender sem nenhum heroísmo aquilo que boto fé. Sinceramente, dou uma de amadora, mas acredite, eu mergulho com toda força. Tenho tido a sorte de conseguir fazer a viagem. Só ainda não fiz upgrade da saudade que você deixou.

Abençoados e necessários silêncios em mim, que disciplinam e ensinam-me a desentalar amarguras, desaprender as tristezas, rejeitar dependências e conjugar o amor.

Tenho pressa. Só consigo prometer o agora. Talvez, amanhã a casa esteja bagunçada. Talvez a cama não esteja arrumada. Talvez chova. Talvez molhe e a gente não suporte a friagem. Talvez amanhã as palavras estejam velhas. Talvez não dê tempo. Talvez não tenhamos sorte amanhã. Hoje não. Hoje, estou preparada. Hoje, tive tempo para organizar os sentimentos aqui dentro. Hoje, conservo as lembranças. Hoje, ainda existe a poesia. Hoje, conservo o frescor dos desejos.
Tem que ser hoje, pois ainda somos.

Quando alguém veste uma ideologia não consegue mais ver a realidade, pois sua mascára ideológica o cega, impedindo-o de ver a realidade sem pré-conceitos, nunca enxergará a realidade como ela é, por isso a religião causa tantos conflitos, cada um enxerga a realidade de seu modo, mas para o saber puro, temos que nos livrarmos de nossas ideologias, pois o pior dos alienados é aquele que optou por ser assim.

Um lembrete:
Abraça-me ao invés de cantar. O corpo traz a música que preciso.

Fincar a alma no sentimento. E não esperar a dor do acaso. Sem plano, sem eira, nem beira. É sempre ou para sempre. Pular uma casa, atrasar tantas luas e despida, amar sem prazo de validade.

Não sei sobre você, mas eu invento, me esforço, faço apelos e guardo tudo na memória, faço promessas para que nunca morra a pulsação no corpo que me leva a sonhar. Não sei você, mas eu encontro dentro de mim, um repertório novinho de coisas para viver.

Abençoadas sejam todas as voltas que a vida dá, pois numa dessas, a gente esbarra com a rainha, o sábio, o tolo, o rico, o bonito, o feio. A gente esbarra no mundo e percebe que no final do jogo, todos partilham do mesmo vestiário. A peça termina. Os aplausos cessam. A cortina se fecha e tanto o vilão quanto o mocinho dividem o mesmo camarim.

Se eu fosse rebobinar minha biografia afetiva, certamente encontraria: dois tropeções, três teimosias, uma ilusão, uma desistência, quatro bis, duas besteiras, uma escorregada, incontáveis loucuras, algumas covardias e vida longa para o romantismo. Andemos para viver outras emoções.

Preciso que conheça tantas coisas, inclusive as palavras que não falei. Se quiser, ainda moro no mesmo endereço.

⁠Omitir a "verdade", para mim é uma das maiores burrices da raça humana, sendo ela descoberta, a confiança que era existente, se torna inexistente.