Poemas famosos de Silêncio
Oração do Silêncio
Ouvi o som do vazio, meu amor,
o eco de mundos suspensos no espaço,
como se o universo guardasse um segredo
no instante em que tua prece tomou forma.
Era um murmúrio antigo,
feito da respiração das estrelas,
um canto sem voz
celebrando a existência
num espelho onde o infinito se reflete.
Nos teus lábios, senti o renascer da matéria,
não como milagre, mas como fluxo,
como se o beijo fosse a maré se entregando ao vento.
Era a força que tudo move,
o gesto eterno que o cosmo repete
quando o dia se dissolve em sombras
e a noite se abre em promessas veladas.
Na reverência do teu gesto,
teu amor, meu amor,
era mais que oferenda:
era força que unia nossos mundos,
era órbita e atração em harmonia,
era o corpo compreendendo os ciclos do tempo
no instante em que se curvava.
Tu me tocaste com a alma entregue,
não em servidão,
mas na dança de corpos celestes
que encontram equilíbrio na troca.
Fomos constelações em convergência,
não por acaso,
mas porque o universo escolheu
aquele momento para ser eterno.
E ali, onde o vazio tornou-se canção,
onde a matéria renasceu em ternura,
aprendi que amar é dançar com o cosmo,
sem nunca precisar de respostas.
Pedras de Silêncio
Quantas pedras no caminho,
silêncio de granito a bloquear os passos,
abismos do não dito,
vácuo entre as palavras,
o incômodo que reverbera na ausência,
pausa que pesa mais que o grito.
São pedras que travam a jornada,
despertam o torpor,
adormecem a razão e o afeto,
e nesse deserto sem verbo,
brotam vermes na casa, na alma,
no corpo, na mente, na relação,
consumindo o que não foi pronunciado.
Quando a comunicação se cala,
o verbo, exilado,
deixa órfãos os sentidos,
e o silêncio se torna cárcere,
sepultura do diálogo.
Mas quem haverá de quebrar as pedras?
Que mão será martelo
e trará do eco do silêncio
uma palavra nova, inteira,
capaz de reconstruir o espaço vazio,
onde a pausa se transforma
em ponte,
e o verbo renasce,
vivo e perfeito?
No SENHOR, encontro o silêncio que sara
E a dulcíssima calma que me faz renascer!
Quando o meu mundo se torna um peso
E o coração começa a temer,
É no SENHOR que a minha alma repousa!
Pois Ele é o refúgio que destrói as mágoas
E faz a ansiedade perder a força!
Sinto neste madrugada
profunda que sou eu
aquela que te ocupa
absoluta no seu silêncio,
De mim já não há mais
nenhum regresso,
Sou como as Ibirapirangas
com sementes espalhadas
pelo caminho, o seu plano
ambicioso e desejo íntimo derramando e amoroso.
Tem Beiju para nós
e tudo aquilo que
não se deixa para depois,
O silêncio de amor
escreve a declaração
que permite só
sentir a palpitação.
No silêncio sereno
do Médio Vale do Itajaí
poeticamente bordei aqui
na minha Rodeio um lindo
Ipê Amarelo do Cerrado
no meu bastidor brasileiro
para dizer tu tem deixado
o meu coração por ti faceiro
e és dono do meu total desejo.
Com o bonito canto
do galo inundando
o silencio do centro
da cidade de Rodeio,
despertei pensando
com toda a poesia
que aqui vive em mim.
Inspirada na beleza
do Médio Vale do Itajaí
no brilho dos olhos
mais lindos que eu vi:
a poesia já vive em ti.
O Rio Itajaí-Açu dá
lições para quem
quer na vida aprender,
muito antes você
não havia me notado
como alguém que sabe
muito bem o quê quer.
Rodeio surpreende
porque aqui já havia
poesia muito antes
de você perceber,
e todo o dia tenho
uma pista a oferecer.
Não nego que tenho
percebido que você
tem guardado o quê
pode ser visto em noite
de lua e estrelada
e a cada dia os meus
poemas têm feito
a sua alma capturada.
Rodeio Sublime
Você me ama em silêncio,
moro com arte em Rodeio
e escrevo poemas diários
soltos pelo Médio Vale do Itajaí
para fisgar o seu coração
com este rodeense poemário.
Sou eu o teu Ano Novo
mesmo que você não me veja,
eis-me como o sussurro
do Rio Itajaí-Açu
e a tranquilidade da arrozeira.
Você me cativa com devoção
moro com poesia em Rodeio,
você por enquanto ainda não
veio e me endereça o coração.
(Sou eu quem escreveu este
Poemário para a nossa Rodeio
sublime e amor mais que perfeito).
Você sabe que te amo
e nós dois continuamos
em silêncio por tudo
aquilo que sonhamos;
e sabemos que encontramos
na poesia romântica que
as nossas mãos podem nos dar.
se está proibido duvidar,
prefiro mesmo é calar
por saber que o silêncio
tem o poder de abalar
o indelével princípio
da ciência é a dúvida
é imperativo no caminho
deixar a infâmia para
quem quer que a gente
não saiba se posicionar
silenciar e se afastar
não é desistir de nada,
é dar rasteira na trapaça
se está proibido,
falar prefiro a poesia
para não desaprender
a me expressar
até o inevitável chegar,
a tempestade passar
e a ignorância se dissipar
deixo a exaustão
para os que acham
que têm poder
de domar o indomável,
enquanto me ocupo do que é incrível.
De mãos dadas com você
caminhando em meio
as Aroeiras-Mansas,
Com apaixonadas ânsias,
silenciosos e orgulhosos
do amor ter nos encontrado
e criado o paraíso habitado.
Diante do desprezo e do silêncio
desrespeitosos por parte de alguns,
Aprenda com a sabedoria das flores do Araçá-Amarelo,
Floresça, sê poesia plena
e entregue nas mãos do tempo
a sua vida que é o seu poema:
Porque no final de tudo
sempre será você ou você.
O Amendoim-Bravo desponta
na mata em meio aos ventos,
Eu te celebro em silêncio
com os meus poemas de amor
neste mundo que a cada dia
envergonha quem tem sentimento,
Prefiro eu ir contra as correntes
que causam tormentos ao peito,
e cultivar a espera do nosso momento.
Para cada Cobra Grande
de duas pernas
vivendo fora d'água
eu respondo
com silêncio e oração,
Tenho mesmo é que
me preparar para receber
o amor no coração:
Deus é meu guardião,
E não vou viver
para alimentar a maldição.
O silêncio é o fogo brando
que aquece as paixões,
fortalece as emoções
e faz o desejo aumentar
as nossas tentações,
O amor se for de verdade tende
a florescer como um jardim
na sua Primavera particular,
É no silêncio que as almas se beijam
sem precisar uma palavra trocar.
Com poesia guardo
o quê sinto e deixo
que ela fale por mim
já que o silêncio vale ouro,
Continuo querendo saber
de você o tempo todo,
Quando o assunto é amor,
sou como a Tachã-do-sul:
no território do meu
coração não existe outro.
Acropora serrata Lamarck
por cada lugar avistado
no silêncio deste recife,
os meus olhos, os ouvidos
e a atenção não permito afetar
mesmo com esta correnteza
forte na profundeza do mar
da minha poética existência
(o nosso mundo não é
só de quem tem poder,
ele pertence a todos que
buscam cultivar a paciência)
o quê é de poder dura um
tempo e depois se dissolve,
e o quê é de paciência permanece
na vida um dia sempre se resolve.
O que é feito em silêncio
declara com sinceridade
seu verdadeiro sentimento,
O Hijab é o seu diário
poema de amor à Allah.
Não se sabe
mais nada,
O silêncio
só aumenta
e tortura,
E não me
conformo,
Não sei
viver sem
saber de tudo,
Sei que não
vou mudar
o mundo,
Só acho que
posso tentar
ser poeta.
Se o Major
foi forçado
a se suicidar
ou se não
aguentou
a pressão,
Não se sabe
a verdade;
Só se sabe
que o estado
é delicado.
Não há luz
e sobra dor,
Até que me
provem o
contrário
Todos estão
ameaçados
para não
denunciar
os maltratos,
Quase não
há mais ar,
Faltam janelas.
Tudo me faz
atordoada,
A dor alheia
à revelia
transferi
para mim,
Não convivo
bem com
a indiferença,
Não soube
de mais nada
do General
e da tropa,
Dessa história
só quero crer
que haverá
um bom final.
Faço votos que
isso não passe
de um mal
entendido,
de uma intriga
ou mesmo de
um pesadelo;
Porque custo
a acreditar
que entre
os Filhos
de Bolívar
isso esteja
acontecendo.
