Poemas Famosos de Morte
Você é tão bonita!
Não sei porque se esconde tanto.
Não sei do que foge, se da morte ou da vida, da paixão ou da ferida.
Do que se esconde? De mim ou de você?
Tic
A morte não é o fim da linha,
Nem o ponto final do viver.
É um véu que se descortina,
Um portal que não podemos ver.
É a última estância da vida,
Um legado que o tempo faz esquecer.
Morrer nunca foi o último ato,
Mesmo quando a luz acaba ao anoitecer.
A morte é um fato que nos deixa perplexos,
Mais profundo que o próprio céu.
Algo tão duro quanto o cálice,
E menos doce que o mel.
" Estarei satisfeito! "
Se a morte me encontrar hoje
Me tirar desta terra e levar-me mesmo longe
Bem ao lado da distância da palavra perto da minha voz
Ao lado da encruzelhada próximo daquela foz
Eu estaria satisfeito
Sim... Estaria satisfeito
Pois meus irmãos não me largaram no perigo
Apoiaram-me independentemente deste caminho que sigo
Levantaram-me mesmo quando Eu dizia:
" Já não consigo "
Porque nas decepções do cotidiano ganhei novos amigos
Satisfeito porque meus pais me guiaram neste labirinto
Nos ganhos e perdas ensinaram-me a conservar o que sinto
Entre amores e paixões a distinguir o verdadeiro mito
Pois nas ondas das marés é onde nasceu o conflito
Para abraçar o desconhecido mas não abandonar os antigos amigos
Porque nas ilimitações das opressões estiveram sempre comigo
Sim... Satisfeito porque assim eu devo estar
Na trilha do destino eu sigo apesar dos apesares
Nas loucuras da vida eu ainda consigo pensar
Na clareza escura da escuridão consigo ainda andar
Nas águas dos oceanos dos meus olhos consigo mesmo nadar
Porque é assim que consiguiria me salvar
Satisfeito porque é o destino e não posso contextar
No contexto deste texto é o meu pensamento que estarei a questionar
Assim eu estou e apenas posso condicionar
Nas impressões de cada metáfora ainda pude impressionar
Satisfeito porque a alegria do mau momento fui Eu quem colhi
Os frutos das plantaçãoes do meu pensamento Eu recolhi
Porque nas frases escritas pelos poetas me acolhi
E sim... Estarei satisfeito!
LEO/PARDO
Naquele momento a presença da Morte informou seu definitivo, irreversível, impagável veredicto:
"Sua vida foi um extraordinário, formidável, elaboradissimo engano.
Você caiu numa cilada perfeita.
Leu os sinais invertidos.
Amor , pelo ódio.
Ódio , pelo amor.
Lealdade, pela traição.
Traição pela lealdade".
Sentença irrecorrível.
A expiação a pagar pela vaidade, o orgulho , a estultice e a pretensão da certeza.
Seduzido pelos cantos da Sereia, dai para frente o mergulho no abismo insuportável
da inexorável dor.
E o flagelo diuturno ( vigília e sono-sonho)
da mágoa,
do arrependimento,
a busca desenfreada, desesperada, por uma reparação fantástica.
Ironia enlouquecedora
dum cruel destino
que faz do planeta um inferno cujas chamas lapidam memórias,
nervos e tensões
alongados ao infinito.
O extático desejo do encontro sem tempo,
dum espaço roubado,
as lágrimas descompassadas que margeiam o perfil
daquele rosto, olhos, mãos, voz, sofrimento, riso, inocência, crueldade, que jamais,
jamais.
Jacob Pinheiro Goldberg
In Ritual de Clivagem
O mundo está falando,
de corona vírus.
Pandemia.
Doença.
Morte.
Sepultamento.
Cemitério.
Busca realizar os sonhos,
que você consegue.
Existe, o Paraíso.
A vida eterna.
Acredito que todas as pessoas,
vão ser salvas.
São filhos, e filhas de Deus.
Deus é o Pai, amoroso.
Cada pessoa, tem valor.
Se a morte do cão Orelha foi capaz de mobilizar tanta gente, é urgente que a mesma indignação se levante diante das mulheres e crianças assassinadas anonimamente todos os dias no Brasil.
Benê Morais
PARA VIVER É PRECISO MORRER
A vida é uma doença
que só a morte cura.
A vida é uma ferida aberta.
Visceral.
Viver é um vício universal.
Sem viver
é como provar comida sem sal.
Mas o que é viver?
Não é só respir(ar)...
Talvez seja negar a si mesmo,
esvaziar o ego,
amar o outro,
desinflamar o “eu”.
Talvez viver seja isso:
deixar de ser dono,
e começar a ser dom.
Abandonar a velha mania
de dizer pra morte:
“sai, sai...”
quando, talvez,
é ela quem nos abre
a porta da verdade.
A vida
uma ferida aberta.
Só a morte cicatriza.
Mas qual morte?
Vivemos febris de existência,
e só o silêncio da morte
nos arrefece.
Sim, eu digo:
a existência é um mal crônico,
e a morte seu único alívio.
Que morra o “nós” do ego,
e vivamos à semelhança
do Cristo
o Eu que se fez
ninguém,
pra amar
tudo. Jesus!
COLÍRIO
madrugada é uma estrada tão distante pro passado,
sono é estágio pra morte,
eu tenho sorte,
eu tenho o olhar
num outro trópico, num outro signo ...
meu verso é um mendigo,
indigno de jornais ou revistas...
eu quero entender sargitario
e entender por que qualquer otário
pensa que é o “bicho”
cancer e capricórnio não são mais que carrapichos
não sei dizer te amo, todos sabem disso
queria entender Cristo, todos sabem...
queria durar tanto quanto Matusalém,
queria pertencer a tribo de Araquém ,
a madrugada ´´e uma estrada tão solitária
meus lábios suplicam ósculos
meus olhos suplicam óculos
tua figura é um colírio pros meus olhos
como deixar de ser poeta???
A morte é o fim de tudo, ou o começo de nada?
Não há resposta, só silêncio, e o vazio que nos devora.
O vazio é a essência da vida, ou a negação do ser? Não há sentido, só angústia, e o vazio que nos consome
O vazio é o destino final, ou o eterno retorno?
Não há saída, só abismo, e o vazio que nos espera.O existir é um erro?
Não há sentido na vida, por que teria esperança na morte?
Somos apenas sombras errantes em um mundo sem luz, buscando um alívio ilusório em um abismo sem fundo.
Nada nos salva da angústia; nem a fé, nem a razão, nem o amor. Somos condenados ao sofrimento e à insignificância do ser. Alguns contentam-se com verdades que não são mais que sombras, afogando-se na superficialidade de explicações tolas. No fundo, a busca por respostas vazias é uma fuga desesperada da angústia que nos consome. Eles são os cegos da luz e os surdos da paixão. Não conhecem a si mesmos, nem o mundo em que vivem. Eles não sofrem, nem gozam, eles apenas sobrevivem.
A única saída é o silêncio. O silêncio da alma e da mente. O silêncio que precede a morte, e que sucede o vazio.
A sensação da Morte é muito agoniante,
Deixa todos Nós, com a mente muito frustrantes.
Queria Eu, não ter essa mente e viver em um Mundo deslumbrante.
A morte não é o coração interromper - se simplesmente: a covardia e esmorecimento no recurso da batalha da vida inclusive, também é a morte.
"Tem tanta gente que se vai
Na imensidão do seu querer
Querendo a vida sem a morte
Ser mais forte, sem sofrer
E ter certeza sem buscar
Ganhar o amigo sem se dar
Sem semear, colher o amor
O amor ferido pela guerra
Quem na terra desconhece
Aparece sem valor
Ergo o meu braço como alguém
Que já caiu, mas levantou
Quem fui, já não sou..."
Autor: Tayguara (Cantor)
Musica: Um Novo rumo (parte)
E como Bóreas, chegou trazendo desalento, tristeza e morte!
Pandemia -Covid 19 - Anos 20 -Século XXI
Ao somarmos o sofrimento de uma vida,
Concluímos que toda e qualquer morte,
Não pode ser outra coisa, senão branda.
É possível que levemos
Muito tempo ainda
Para compreender,
Quão estratégica era a atitude dela,
Soube esperar o momento certo,
Algo extremamente difícil
Até mesmo para quem é munido
E amparado por longos períodos
De experiência prática de vida,
Mas sim, ela sabia esperar
E o desfecho sempre será surpreendente,
Se permitirmos, com que ele aconteça.
Despeço-me da letra,
Do leitor e da leitura;
Para estar com ela.
Lamentavelmente,
Não sei contar histórias,
Nunca aprendi.
A narrativa que me perdoe,
Mas foi na rima que me perdi.
Da série Morte da Razão:
No País das Armadilhas, existiu um rato marqueteiro que se travestia de leão
A Batalha em
Favor da Vida
contra o Retorno
da Morte
Presencial
Eles queriam nossa morte,
Nós queríamos viver,
Eles queriam nossas vidas,
Nós lutaríamos por elas.
Eles escolheram os lucros,
Nós decidimos lutar,
Eles criavam prisões,
Nós demolíamos celas.
Eles queriam o poder,
Nós queríamos pra todos,
Eles construíam muros,
Nós levantamos pontes.
Eles quiseram tudo,
Nós quisemos o justo,
Eles se agarraram às grades,
Nós, nos tornamos horizontes.
