Poemas Famosos de Morte

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Esse giro
Esse amor
Essa cachaça
Esse cheiro de morte
Eu respiro forte
Eu desmaio
Eu amo demais.

Os opostos

O oposto de viver é a morte,
O oposto do azar é a sorte,
O pesadelo é o oposto de sonhar,
O ódio é o oposto de amar,

O oposto da treva é a luz,
O oposto do diabo é a cruz,
O doce é o oposto do sal,
O bem é o oposto do mal,

O oposto da água é o fogo,
O oposto do sábio é o tolo,
O desistir é o oposto de superar,
A bobagem é o oposto de amar,

O oposto da flor é o canhão,
O rei é o oposto do peão,
O oposto do ser é o não ser,
Mas o eu é o oposto do você.

algumas flores teimam em viver

apesar do peso
apesar da morte
apesar de algumas

que teimam em morrer
apesar de tudo

"A morte e a vida estão no poder da língua; o que bem a utiliza come do seu fruto.”

"O que você diz ( fala) pode salvar ou destruir uma vida; portanto, use bem as suas palavras e você será recompensado.” –

A morte pertence à vida,
como pertence o nascimento.
O caminhar tanto está
em levantar o pé
como em pousá-lo ao chão.
(Pássaros Errantes)

Se me amas, não chores mais!

A morte não é nada.
Apenas passei ao outro mundo.
Eu sou eu. Tu és tu.
O que fomos um para o outro ainda o somos.

Dá-me o nome que sempre me deste.
Fala-me como sempre me falaste.
Não mudes o tom a um triste ou solene.
Continua rindo com aquilo que nos fazia rir juntos.
Reza, sorri, pensa em mim, reza comigo.

Que o meu nome se pronuncie em casa,
como sempre se pronunciou.
Sem nenhuma ênfase, sem rosto de sombra.
A vida continua significando o que significou:
continua sendo o que era.
O cordão de união não se quebrou.

Porque estaria eu fora dos teus pensamentos,
apenas porque estou fora de tua vista?
Não estou longe,
Somente estou do outro lado do caminho.
Já verás, tudo está bem.

Redescobrirás o meu coração,
e nele redescobrirás a ternura mais pura.
Seca as tuas lágrimas e, se me amas,
não chores mais.

A morte é que está morta
Ela é aquela Princesa Adormecida
no seu claro jazigo de cristal.
Aquela a quem, um dia - enfim - despertarás...

E o que esperavas ser teu suspiro final
é o teu primeiro beijo nupcial!

- Mas como é que eu te receava tanto
(no teu encantamento lhe dirás)
e como podes ser assim - tão bela?!
Nas tantas buscas, em que me perdi,
vejo que cada amor tinha um pouco de ti...

E ela, sorrindo, compassiva e calma:

- E tu, por que é que me chamavas Morte?
Eu sou, apenas, tua Alma...

Recaída
Eu estava sendo forte,
Considerava-me mais forte que a morte
Mas hoje, sei que não sou...
Minha maior fraqueza é
O meu coração que insiste em me desobedecer.

Pensei que estava começando a te esquecer
Mas agora vejo que era apenas
O que eu queria
E não o que eu sentia.
Meu cérebro de repente parou de me obedecer.

E, tudo voltou, ou.
Na verdade não voltou, porque nunca FOI.
Mas na verdade... O que me deixa
Confusa é...
A certeza de que eu sempre vou te amar.

Mundo em extinção,
Vidas sem salvação,
Morte em seres fora do caixão,
Tristeza sem quietude,
Felicidade virou virtude,
Mentir por prazer,
Matar é lazer,
A verdade é buscada,
Mas só no ódio é encontrada,
A vingança não é mais banal,
Por que nesse mundo só existe o mal,
Sem leis e sem justiça,
Não se encontra a paz nem na missa,
Mundo em extinção,
Onde os seres podres vivem,
E os bons se vão,
Onde guerra é o único meio,
e a liberdade ilusão.

Sinceramente...
numa era onde até os lobos uivam friamente
ao precentir que a morte está a sua frente
acho que não preciso ter sentimento suficiente
pra ver o lado sensível e comovente
de um musuculo independente
que sobrivive por si só diariamente...

não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com este monte
de coisa
nenhuma.

O norte, a morte, a falta de sorte...
Eu tô vivo, tá sabendo?
Vivo sem norte, vivo sem sorte, eu vivo...
Eu vivo, Paulinho.
Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: ‘Tudo bem?’
E ele diz pá gente: ‘Tudo bem!’
Não é um barato, Paulinho?
É um barato...

Morte Confortante

Há felicidade no morrer.
Pois acaba toda tristeza.
E junto vai o sofrer.
Eu vejo na morte a beleza.

A morte chega a ser uma recompensa,
Para uma vida de solidão.
Quem sofre, na morte sempre pensa,
Principalmente quem sofre de paixão.

Morte eu te agradeço.
Faz tempo que eu espero por este encontro.
A minha vida eu te ofereço.
Abraça-me! Eu estou pronto.

A morte não é para amadores. A morte não pede para você guardar os óculos antes de bater em sua cara. A morte não se intimida se é idoso ou uma criança. A morte é implacável e não espera que você prepare um discurso de adeus - os outros terão que se virar com as palavras ditas e as lembranças esparsas. A morte dói duas vezes: para quem parte sem saber e para quem fica sem compreender o sumiço. A morte desidrata a alma. A morte não lhe poupa das piores notícias, diz de uma vez, grosseira. A morte vai tirando quem você mais gosta de repente e deve se virar com o luto. A morte é a solidão da memória. A morte não respeita Dia dos Pais ou das Mães e leva o seu pai e sua mãe no meio da comemoração.

A morte não poupa sequer o aniversário de alguém. Não aguarda que soprem as velas, que vire o pêndulo da meia-noite, que se abram os presentes. Ela não ama ninguém para dar desconto, sobrevida, perdoar atrasos.

A morte tem inveja da vida. Parece que ela nos obriga a ser feliz sem pensar muito no futuro, sem se demorar para responder os afetos, sem adiar os sonhos. A morte grita em nossos ouvidos: faça agora antes que seja tarde.

Fabrício Carpinejar 🍃

Ser forte é sempre desejar vida sem temer a morte.
Querer o impossível e desafiar o imponderável.
É seguir firme querendo o inatingível.
E tornar o improvável, possível.

Morte, negritude

A violência está no ar
Rubra a se banhar
Em sangue, e cadê
A misericordia...
Os dias estão rotos,
E o coração pulsa
Tristezas escuras
Como o fim de uma sisterna.
Sentir! Cada elemento
Morrer em partículas,
Que não se juntam mais,
Cair no abismo,
E tudo, e tudo acaba
Não se encontrando
Mais.

Life, life, life. A vida è cruel, o destino è
sombrio, a morte è um alivio a vida è um
desafio.

Falamos do que não sabemos,
porque a morte nos espanta
e dói a mortalidade.

O que é ser imortal?

O arranco da morte

Pesa-me a vida já. Força de bronze
Os desmaiados braços me pendura.
Ah! já não pode o espírito cansado
Sustentar a matéria.

Eu morro, eu morro. A matutina brisa
Já não me arranca um riso. A rósea tarde
Já não me doura as descoradas faces
Que gélidas se encovam.

O noturno crepúsculo caindo
Só não me lembra o escurecido bosque,
Onde me espera, a meditar prazeres,
A bela que eu amava.

A meia-noite já não traz-me em sonhos
As formas dela - desejosa e lânguida -
Ao pé do leito, recostada em cheio
Sobre meus braços ávidos.

A cada instante o coração vencido
Diminui um palpite; o sangue, o sangue,
Que nas artérias férvido corria,
Arroxa-se e congela.

Ah! é chegada a minha hora extrema!
Vai meu corpo dissolver-se em cinza;
Já não podia sustentar mais tempo
O espírito tão puro.

É uma cena inteiramente nova.
Como será? - Como um prazer tão belo,
Estranho e peregrino, e raro e doce,
Vem assaltar-me todo!

E pelos imos ossos me refoge
Não sei que fio elétrico. Eis! sou livre!
O corpo que foi meu! que lodo impuro!
Caiu, uniu-se à terra.

A Vida e a Morte

Me sinto tão viva que estou morta.
A morte é vivida, sentida, doida.
A diferença é que a morte nos faz querer viver,
Já a vida, nos faz querer morrer.
Mas e quando você está vivo e morto ao mesmo tempo?
Quando todos os dias acorda de manhã com o singelo canto dos pássaros;
As nuvens ainda em seu pranto por se despedirem da doce lua;
O céu ainda escuro por esperar a chegada dos raios solares;
As flores esperando a brisa quente, as abelhas em seu pouso para retirar seu néctar;
Quando as manhãs são iguais,
Sempre ao som das buzinas de trânsito;
Dos gritos humanos;
Dos cafés derramados na roupa enquanto seu chefe o explica oque deve fazer nessa manhã;
Ou a chamada de seu nome em voz alta na sala de aula enquanto todos gritam desesperadamente.
As manhãs sempre estressantes.
Sentir o arco-íris solar em sua despedida,
Ver as múltiplas cores que o cercam.
A brisa da tarde, algo encantador.
A chegada da noite nos alivia.
Estamos com nós mesmos, em nossos pensamentos, em nossas brisas.
A chegada da noite nos traz para quem realmente somos, por dentro, alguém que queria algo que não pode ter,
A felicidade vivida.
A tristeza nos consome,
A vida se torna a morte.
Por que viver morto?
Sentir a falta de quem ama, sabendo que em muito tempo não poderá olhar no fundo de seus olhos e abraçá-lo forte,e então, só ai, se sentir vivo.
Mas, como diz o ditado:
"Querer não é poder";
Então o ciclo se repete em inúmeras vezes e você percebe que seus esforços são somente para alimentar a morte, com suas conquistas e derrotas.
Com seus bens materiais, perfumes caros, o carro que sempre desejou ter;
Mas, enquanto a vida, ela nunca será vivida?
Sua felicidade nunca chegará à tona,
Seus ombros sempre estarão contraídos sem aquele carinho, afeto da vida?
Sem o amor?
Sem aquela pessoa amada?
Sem ninguém que ama a sua volta?
Sem o fazer sentir vivo.