Poemas Famosos de Medo
Provavelmente você já tenha escutado que ansiedade no aspecto patológico é excesso de futuro. Observo que este entendimento tem tido grandes proporções, incluindo na própria psicologia, e em vários outros meios quando abordam sobre a saúde mental e psicológica. Este não me parece um bom conceito.Entendo também que a maior parte das ansiedades estão ligados a fatos futuros, por mais nada além de um fator lógico! Penso que, quando dizemos que a ansiedade é excesso de futuro, estamos tocando apenas uma regra de recorrência!
Fazendo um adendo, antes de começar a escrever este texto me perguntei sobre a pertinência do tema, mas logo cheguei à conclusão de que, o que não tem pertinência é o próprio questionamento sobre a impertinência do tema, já que muitas pessoas me chegam e perguntam: Como eu paro de pensar tanto no futuro?
Agora, peço que me entenda além das palavras para que eu possamos abordar a regra de recorrência: “a ansiedade está mais para o controle do que para o futuro, já que há maior multiplicidade nas coisas em que posso mudar do que as que poderia ter feito!” Compreende?
Já em relação a definição da ansiedade patológica que comentei, e buscando ser sucinto, me parece ser mais pertinente a seguinte: falta de aceitação das consequências que entendo serem provindas do excesso de responsabilidade sobre os fatos que posso mudar ou poderia ter mudado.
O Corpo Humano
Fundamenta-se em energia
química e movimenta-se
através da física.
É complexo em células, que respondem ao planeta!
Cuidado! O que faz com seu
corpo? - O horror que sente, faz sentido!
Ele não te pertence!
O amor é para os que conseguem atravessar o deserto das incertezas, dos que conseguem enfrentar os demônios do medo, do ciúme e da ansiedade.
S.A.
Quanto mais cauteloso, mais tarde vou morrer, pois assim posso viver sem culpas.
Logo, quanto menor o medo, menor o perigo!
Medo de viver
Medo de morrer
Medo de existir
Medo de fazer acontecer
Medo de ver para crer
Medo de aparecer
Medo de se apaixonar ou de se comprometer
Medo de estudar e entender
Medo desse mundo não me compreender
Medo de tentar e se arrepender
Medo de viver
Medo de ser sagaz
Medo de viver em paz
Medo de surpreender
Medo de perder
Medo de não sei o que
Medo de um fantasma aparecer
Medo desse mundo desaparecer
Entre linhas se esconde o medo
Camuflado no campo da incerteza
Carregar no peito um segredo
Com chama de uma vela acesa
Infinito
Que bom seria se todos nossos amores fossem "nosso primeiro amor"
Seria ser feliz ao infinito
Ser feliz depois de ser feliz, e depois ser mais feliz ainda, denovo e denovo
Seria entrega, seria inocência, seria malícia, seria procura, calor, confiança seria coragem e também medo
Mas, não esse medo
Esse medo que não vem do coração
Esse medo que vem quando um primeiro amor já "fudeu" sua vida
E que péssimo!
Primeiro e último amor.
Aprendendo a navegar...
Estranha viagem é a vida. Somos lançados no mar da existência, em um pequeno bote, que chamamos corpo, dirigidos por um silencioso e estranho capitão, que chamamos alma, coração, mente... ou qualquer outro nome.
Ambos não se conhecem e talvez a única razão dessa estranha viagem seja possibilitar a aproximação desses estranhos navegantes.
Nas noites de tempestade, o pequeno barco percebe, aterrorizado, a sua patética fragilidade. Nesses momentos, transforma seu desespero em uma prece e tenta se agarrar a alguma verdade inventada, alguma certeza “absoluta”, a algum deus generoso para chamar de Pai.
Mas a fúria do mar revela a exata dimensão de tudo o que nos cerca, mostra que nossa ignorância não tem alcance para certezas absolutas, nossas verdades não passam de possibilidades que não possuem raízes no nosso coração e nosso Deus Pai continua tão silencioso quanto no dia em que o primeiro homem lançou ao mundo seu primeiro grito de horror em busca de um alento.
Onde estão as mãos que me colocaram nesta estranha viagem, sem guias, mapa ou uma bússola que me aponte um norte qualquer?
Por que não consigo compreender a rota que esse capitão sussurra e teimo em navegar por caminhos estranhos, que me afastam, cada vez mais, do meu porto seguro?
Sem certezas ou verdades, apenas amparada pelo anseio, ou pela suspeita de um Deus Pai, onde posso aportar meu abandono?
O pânico sempre chegava naqueles dias turbulentos, e então não conseguia ver a luz, não sentia meu corpo, tudo era envolvido em medo e pavor...entendi que não podia evitar aquela sensação que tomava conta de mim, decidi conhecê-lo e me familiarizar com ele, ele estava ali por um motivo, se alimentava de mim e passei a fazer o mesmo com ele,
E então sua chegada se tornou comum, abracei-o em minhas entranhas e com todo o meu amor, nos tornamos um...agora respiramos juntos, não o temo mais, pois ele já não é estranho, aquilo que conhecemos e acolhemos nunca mais fere.
Medo Exasperado
Um som requintado
O castor reverbera na janela
Empurrando e batendo, chamando atenção
Sempre ouço, mas o desprezo.
Num dia, estava lá novamente
Soava rítmico, como água corrente
Decido estudá-lo. Parece aflito
Mas afoito com o inexplorado
Tentando adentrar à casa
Noutro dia, abrir-lhe entrada
Soa mais interessante conquanto observá-lo
Sua entrada, estupenda
Sua estadia, demorada.
O crepitar do fogo é mais aconchegante
Do que aquele conflito incessante.
Conselhos para mim mesmo. Se você quiser, pode ser pra você também.
Às vezes sentimos medo de andar em frente, de prosseguir; temos medo de crescer. Isso muitas vezes por causa do que o outro vai pensar. Por acaso você lê pensamentos? Na verdade, o medo é do que o outro irá "pensar" ou de você não saber lidar com seu crescimento e sucesso? Saiba que você é incrível e isso ninguém vai tirar de você. Sua essência. Seja Leve, apesar dos pesares. Seja luz onde há escuridão. Seja alento onde há dor mas, se você estiver na dor, então se permita acalentar. Não insista em algo que você sabe que não vai dar certo. Você sabe do que tô falando. Olhe pra frente, mesmo se as circunstâncias te puxam para o passado.
Hoje chorei algumas vezes antes de dormir pensando em você..
não sei o que acontece..
é como se eu não pudesse me controlar..
toda vez que te vejo, minha respiração começa a falhar e meu rosto a queimar cada vez mais.
é como se meu estômago quisesse sair do meu corpo, e como se minhas pernas perdessem a força..
Eu realmente não sei o que está acontecendo, seu olhar é como um abismo que me deixa perdido toda vez que te vejo...
sua boca é como um mistério
que me faz ansiar cada vez mais por desvendar..
Afinal eu sempre choro... choro por não conseguir te alcançar, choro por não poder te confessar meus sentimentos...
Acho que você nunca vai me ver como outra coisa senão "amigo"
Também não pago para ver, com certeza a dor da rejeição é maior do que posso suportar.
Prefiro sofrer sem saber sua resposta do que sofrer por sua rejeição..
Com amor, para meu amor platônico.
Eu tenho medo...
Medo de morrer e não poder te ver
Promete que não vai me esquecer?
Que prometo te dizer o porque
O que deixei de fazer?
Quem eu não amei?
Abusei da sorte
Assim como pensei em morte
Mas seria impossível viver
Se for pra me esquecer
quase sempre
morria de medo
mas fingia que não
quase sempre
morria de amor
mas fingia que não
quase sempre
morria de tudo
mas era bom em fingir
talvez a vida fosse isso
Duas ferramentas modelam um homem.
A primeira, sem sombras de dúvidas é o Poder. Pois o homem com poder, consegue tudo e todos.
A segunda é o medo.
O homem com medo obedece quem tem o poder.
Era abril
O céu azul
O vento frio
Dois corações corajosos
Disponíveis e dispostos.
Disposição é construção,
Dedicação e presença.
É imperfeição e até impermanência
E isso assusta um pouco
Dá medo
Dá coragem
A coragem só existe pra superar o medo
O amor existe pra um bocado de coisas
Eu não quero o futuro
Pensar no futuro
É sofrer antes de acontecer,
É viver nas sombras do que pode ser,
Preso em "um dia", "talvez", "quem sabe".
Eu não quero encarar o amanhã,
Nem carregar o peso do que virá,
Responsabilidades de um alguém
Que ainda nem existe,
Que não sou eu.
Não quero escolhas,
Que meu "eu" do futuro
Venha a se arrepender.
Eu não quero ter o futuro,
E, no fundo,
Ele não quer me ter.
Paralisia do Silêncio
O silêncio, tão denso quanto a noite, não veio pela calma, mas pelo medo. Ele se instalou nas palavras que nunca foram ditas, nas mãos que não se tocam mais, nas promessas que ficaram no ar, suspensas entre o desejo de acertar e o temor de errar. Cada olhar fugidio, cada suspiro contido, revela uma alma paralisada, sem direção, presa em um labirinto de incertezas.
O silêncio é um campo minado, onde cada passo hesitante pode desencadear uma explosão de dores veladas. Ele é o eco da insegurança, uma muralha invisível que se ergueu entre dois corações que, outrora, pulsavam em uníssono. E agora, o amor que antes era um farol se perde na escuridão, sem saber para onde ir, sem ter para onde correr.
Neste silêncio, há uma busca desesperada por segurança, por não errar mais, por não perder o que resta. Mas, ao mesmo tempo, há o receio de que, ao tentar se mover, tudo desmorone. O silêncio, então, se torna um refúgio doloroso, um esconderijo onde o coração se protege do que não pode controlar.
E assim, paralisados, permanecemos em um espaço onde o medo de perder fala mais alto do que a vontade de encontrar o caminho.
Não para trás...
Da infância à velhice, somos conduzidos pelo tempo, como um riacho que flui incessante, muitas vezes sem refletir, movidos por forças maiores que a nossa própria vontade. Vivemos os dias com a inércia de quem não deseja, e as noites com a hesitação de quem não ousa. Mas por que não retornar? E se o desejo de voltar no tempo e refazer aquela noite, que carrega o peso do arrependimento, se manifestar? Não... a vida insiste em seguir adiante, e, quando menos se espera, já teremos ultrapassado as pedras que moldam o curso do riacho, que se expande e transforma a cada novo verão.
