Poemas Famosos de Amor Distancia
Precisava escrever
Há dias que precisava escrever. Meses talvez, ou será anos? Enfim, sempre falei, acreditei e repeti que “nada acontece por acaso”, então se somente hoje eu estou escrevendo, significa que existe um porquê.
Será mesmo? Será que as histórias vividas até aqui, histórias essas que não foram contadas, realmente não deveriam ser? Ou será que o fato de não serem contadas, hoje tornou-se fundamental para que eu entendesse a real necessidade de não deixá-las somente nas minhas vagas lembranças?
Entendo que precisava escrever sobre a vida, talvez relatar tudo que aconteceu até aqui, quem sabe assim entenderia como mudei tanto em tão pouco tempo. Afinal o que me fez diferente? O que hoje, é diferente? É melhor? É pior? Não faço ideia. Tá bom, talvez eu faça, mas somente porque acredito que nada acontece por acaso.
Enfim, poderia escrever muito sobre isso, talvez eu deva… é eu sei que devo, mas calma não será hoje, pois apesar de ainda ter muito o que escrever, agora pelo menos sei, que de fato hoje eu precisava escrever.
"Turquesa"
Senti o seu cheiro
A sua pele exalava
A sensação desequilibrada
Dos meus olhos perdidos
Sem entender , sem requeri
Te despi com os olhos
Tentei juro , tentei
Me engasguei
Prostrada , não consegui
O que ? Porque
Sobre o que
Deslocar os olhos de te
Pobre carne infundada
Em desejos todos por nada
Golpeada exposta ali
Montou uma armadilha
De mim, dentro de mim ,
Para mim.
A vida deveria vir com um botãozinho de reset!
"Significado de Resetar:
verbo transitivo direto e intransitivo Desligar e religar um equipamento, por falha ou incorreção no seu funcionamento, fazendo-o funcionar corretamente; travou, vou ter que resetar."
Um dia durmo num "rendez-vouz" pecaminoso, outro dia acordo numa igreja, um dia eu grito, no outro medito, às vezes negro, às vezes pardo, às vezes branquinho como a neve... boa companhia, pessima influência
Só os santos nunca mudaram de cor.
Atraversiamo!
"Toque"
Por cá dentro dos seus olhos
Façam jus a minha frenética ausência
Por lá a minha indignidade e decência
Vertentes impuras , saltitam
Gritantes, elevadas borbulham
O peso do beijo medido na balança
O acinte , indevido daquela chama
O grunhido descontente
De uma voz gemido desconcertante
Vez ou outra pelos meus ouvidos
Passam por mim
Destilam pelo suaves dedos e relevos
Alvoroço , o brilho escandaloso
Derrepente ego despido
Cheirava a folha de alecrim
Nunca esquecer...
Devo ser a pessoa que sempre vai querer me ver bem.
Não espere isso dos outros. Eles vão achar, ou que você não merece ou que não é a hora.
Procure nunca entregar para alguém uma vida editada.
Assim como não existe crime perfeito, a pessoa deixará pedaços dela em algum lugar.
Sempre existirá sinal.
Basta não se cegar para a beleza que te apresentam.
💭 Ela é um mergulho profundo no infinito oceano de emoções ,
Se você não estiver disposto a conhecer as profundezas desse mar, é melhor não se arriscar .
Quanto mais fundo se vai , maior é a mágica do seu universo, um mundo distante e raro que só entra quem for convidado.
Mudo é aquele que se cala perante uma injustiça
Sego e aquele que mesmo diante da luz mais reluzente só ver escuridão
Surdo e aquele que caminha por uma floresta aovindo apenas o som da própria voz
Poesia: O passado influência
Quientos anos atrás
A população negra era mercadoria
Eram vendidos igual bixos
Ou até menos que isso
Hoje em dia
A população negra é maioria
Na cadeia,
No crime,
E na periferia
Isso mostra que o passado influência.
Poesia: 2/12/22
Me arrependo de não ter admirado mais aquele sorriso
Lindo, bonito e espetacular
Perfeição que se fala?
Também tinha aquele olhar que me seduzia e me lembrava o luar
Acho q um foi feito para o outro
Como o Céu e o Mar
Cá no meu canto
eu espero
na esperança de
acontecer num dia ou numa noite qualquer
Mais cedo ou mais tarde
Cá no meu canto
Talvez em seu canto
Ou no canto que der
PORQUÊ
Por que é que as acácias de repente
floriram flores de sangue?
Por que é que as noites já não são calmas e doces,
por que são agora carregadas de electricidade
e longas, longas?
Ah, por que é que os negros já não gemem,
noite fora,
Por que é que os negros gritam,
gritam à luz do dia?
- Quem são os espíritos?
- Seremos nós amanhã.
Ou
- Quem foram os espíritos?
- Fomos nós ontem.
Isso se chama reencarnação.
Canção Fraterna
Irmão negro de voz quente
o olhar magoado,
diz‑me:
Que séculos de escravidão
geraram tua voz dolente?
Quem pôs o mistério e a dor
em cada palavra tua?
E a humilde resignação
na tua triste canção?
Foi ávida? o desespero? o medo?
Diz‑me aqui, em segredo,
irmão negro.
Porque a tua canção é sofrimento
e a tua voz sentimento
e magia.
Há nela a nostalgia
da liberdade perdida,
a morte das emoções proibidas,
e a saudade de tudo que foi teu
e já não é.
Diz‑me, irmão negro,
Quem fez a vida assim…
Foi a vida? o desespero? o medo?
Mas mesmo encadeado, irmão,
que estranho feitiço o teu!
A tua voz dolente chorou
de dor e saudade,
gritou de escravidão e veio murmurar à minha em alma ferida
que a tua triste canção dorida
não é só tua, irmão de voz de veludo
e olhos de luar.
Veio, de manso murmurar
que a tua canção é minha
