Poemas e versos curtos

Vestiu se a alma de solidão, desnudou se o meu ser
O universo pequeno se formou nas ondas obscuras do amor
Tragando as formosuras de um sonho que para vida se acovardou
Rasgou se o véu do tempo, formosuras desvendou-se
Os caminhos eloquentes a doce brisa a tocou

Inserida por luciaalves07

⁠Foi numa fria noite de inverno
Que meu coração entrou num frio eterno

E daquela noite...
Não esquecerei jamais

Teus olhos juravam amor infinito
Mas tua boca gritou num tom aflito:
Não te quero mais

Inserida por inocinVERSOS

⁠Hoje...
Nossos momentos simples e cheios de intensidade
São apenas saudade

Saudade do teu abraço que acalma
De olhar teus olhos,
Janela de tua alma

Inserida por inocinVERSOS

⁠O que temos é tão inexplicável
Quanto a forma com nos encontramos
Mas você sempre tão amável
Então nos conectamos

Então eis o que quero que vivamos:

Que vivamos tudo que cada momento nos permite
Pois você é minha dose de serotonina
E que nada nos limite
Nem nada nos defina

Inserida por inocinVERSOS

⁠Perdão por não lidar bem com o nosso fim...

Mas foram tantos momentos felizes e marcantes
Que ainda tem muito de você dentro de mim

Por isso, só peço que você me entenda
Por favor
O amor demora um tempo até deixar de ser amor

Inserida por inocinVERSOS

⁠Uma criança curiosa
admira um arco-íris resplandecente
ansiando chegar ao seu final

Um ladrão cuidadoso
espreita um diamante elegante
ansiando possuir o seu valor

E um simples cara que sou eu
observo a sua bela imagem
ansiando ficar com você

Inserida por UmMeroNomeador

Você mora tão longe

Por que a vida tinha que ser tão cruel?

Se pudesse veria você hoje

E no número de dias equivalentes às estrelas que há no céu;

Sou só

Sou eu só
Jogado no mundão
Um copo de whisky
E um cigarro em outra mão
Sou só eu
Jogado no mundão

(des)elegante

Não tenho elegância
Sou, talvez, um trapo
Que não vale um fiapo
Não tenho etiqueta
E se tivesse
O valor seria baixo
É, eu não me encaixo
O que tenho de elegante
É a dor que Leminski dizia
E com ela faço obra-prima
O melhor dos cálices:
Vinho tinto de poesia

Limoeiro

É limão
É limoeiro
Nossos corações
Estão no pé
Tem limão
E tem coração
No meio
Se jogar uma pedra
Qual será
Que cai primeiro?

Noite

Nos dias ruins
Durmo cedo
Para que
Acabem logo
Me engano
Fico pensando
Que a noite
Resolverá tudo
O duro é acordar...

Pagamento

Carrego algumas culpas no bolso
Não por meu gosto
Estou livre deste sentimento
Tem gente que cobra o amor
Que cobra chegada e saída
E só aceita este pagamento

Palavras do olhar

Você sabe ler olhares
E percebeu quando no meu
Não havia mais o seu nome

Sem pressa

Sou devassa
Me devora
Aqui e agora
Sem pressa
Devagar
Não precisa
Se apavorar
Isso, bem devagar
Que a hora não passa

Saudade

Dizem que o vazio
É algo sem preenchimento.
Discordo,
Pois a saudade
É um vazio que nos preenche.

Ponto de encontro

Só te vejo em meus sonhos
É por isso que,
A todo instante,
Fecho meus olhos
Pois sei que,
Entre um sonho ou outro,
Ainda verei teu rosto

Otimismo

O mundo
Não vai mudar
A escolha é sua:
Vai sorrir
Ou vai chorar?

Sonhador

Já é hora de dormir
E eu deveria estar deitado
Mas não sei se sonho mais
Quando durmo
Ou quando estou acordado

Betoneira

As lágrimas
Que não caem para fora
Caem para dentro
E nos deixam duros
Igual cimento

Dentro do peito

Lá fora
Chuva e vento
Engraçado
Faz mais frio
Aqui dentro
Não da casa
Mas do peito