Poemas e versos curtos
Perdi-me no espaço
que teu silêncio abriu
no buraco negro que se fez
por tua mudez
na omissão do verbo
que me salvaria...
Mário Corredor
Como podes me apaixonar
Sem se quer me tocar,
Sem se quer me abraçar,
Sem se quer me beijar.
Foi assim que por ti me apaixonei
Apenas lhe vendo pude, facilmente
Dizer que era por você que me fascinei.
-JP
Conta um conto
em todo canto
contadora
taxa minhas baixas
e entra no meu peito
pois nele nada
é imposto
Emoções afloradas surgem feito um maremoto o deixando a deriva em seus momentos de martírio enquanto olhamos para o horizonte. O tormento De não encontrar em si, mesmo.
O fará Sentir-se como morrer
Bem diante a praia.
Perante ao vento eu encontrei amores
Diante a chuva chorei por eles
Em meio ao pôr do sol deixei doer
E quando ressurgir um novo amanhã
Meu próprio amor será meu,
sistema climático.
Conforme a faço chorar Acredito
lhe perder pouco a pouco
No momento em que perceber
O desamor próprio afasta-se
De mim.
Não se torture porém, procure constantemente resolver!
Pois, a insônia o fará Obrigatoriamente
O resolver-se.
Entre pernas molhadas
Relações frias
Te, abrigar da chuva
Não faz do meu, corpo
Tua casa!
Se depender
Da minha pele
Seu, amor morrerá
De hipotermia.
Desculpe-me por, torna-lo áspero
Feito Eu Pois, somente sentindo
cada lágrima derramar de meus, olhos percebi o quanto afiei os cacos:
Que atualmente cortam-me!
Deixe de alimentar a tristeza
E perceberá Ela, se esvair:
De sua (casa) feito um camundongo
Que jamais encontrará
Tuas, migalhas.
Morena de olhar profundo
Com este jeito elegante
Penso em ti a todo instante
Criatura mais bela do mundo
Não fico nem um segundo
Mesmo estando distante
Meu pensamento é constante.
"LAMENTO"
O que eu fiz com os meus amores
Eram lindos, eram puros, eram verdades
No começo foram um jardim de flores
Mas cresceram e vieram os espinhos,
Desacertos, tristezas, dissabores
Causando ferimentos profundos
Que o tempo ainda não curou as dores.
"INSÔNIA E MATE"
Quando de madrugada a insônia me pega
E o minuano nas paredes do rancho se esfrega
Levanto da cama e cevo o meu mate
Enquanto o vento forte e frio no oitão bate
Eu sorvo o meu mate bem tranquilo sentadito
Faceiro aqui no meu cantinho solito.
CHINA BUENA...
China buena é assim
Não me deixa matear solito
A tarde chega no fim
E ao chergar da lida ela prende o grito
Meu velho faz o mate e te senta perto de mim.
MORENA LINDA...
Morena minha morena
Estou contando os dias
Para que essa pandemia
Cruel e tenebrosa vá simbóra
Porque não vejo a hora
De te abraçar minha pequena.
Um pássaro angustiado
Seco como uma folha
Asas atrofiadas não voam
Conforme um galho
Sem frutos ou ventos sem aves
Seu, ninho o conforta
enquanto impõe medo
perante sua, liberdade.
