Poemas e Poesias

Cerca de 59985 poemas poesias Poemas e Poesias

Contar-te-ei eternamente as carícias do amor
Contar-te-ei os sonhos de um amor excessivo
Contar-te-ei a sanidade para minha dor
Contar-te eternamente por um olhar cativo
Embarcando em pensamentos incomparáveis;
Não te contarei meus sentimentos,
Pois são inexplicáveis.

Atada em teus olhos a minha desordem.
O meu devido querer.
O silêncio fazendo ordem.
Atada em meus olhos para não te perder
Mas sem te deter, prendo-me em
Ideal ilusão sem nada saber
Arquitetando meus sonhos
Buscando o que ter.
Crescendo um lago
Por gota a gota.
Querendo-te ao meu lado
Nobre garota.
Calado querer
Dor de vaidade
O silêncio me traz
O prazer da verdade
Atado no querer
Da jovem idade
Ideal encanto
Querendo-te tanto
Tê-la em um canto
E provocar minha vontade.

Logo de lágrimas fez-se a alegria.
E do ramalhar veio o silêncio.
Meu mundo todo em um só canto
No canto dos pássaros de meu sertão.
Se asas eu tivesse, junto a eles;
Em todos os cantos eu cantaria.
Em doce encanto eu lhe teria.
Ansiando os desejos de minha paixão.

Eu sou
O nascer do Sol
Enquanto a Terra estertora.
E quando o engenho da vida vai embora
Eu sou o crescer da Lua no intimo de um céu que chora.
Todavia, encontro a arte da vida vagando pelo ar.
Vejo deliberadamente o abstrato a se formar.
Faço-me de Sol e Lua
Enquanto a Terra aflige
Faço-me eclipsar.

O amor não se vai
É momento sem tempo
Ele não se decai
É fogo que se espalha
Quando sopra o vento
É chuva que cai
Em um solo sedento
Água viva
Ar puro
Casto pensamento.

Tu
Se o céu pudesse
Nesta noite escura e triste
Isolar-me uma estrela
Para que tu então viste

Não pediria mais nada
Pois do céu vem meu sossego
E das primaveras mais lindas
Não tive tanto apego

O que quero na madrugada
É sonhar como antes fazia
Quando as estrelas acordavam
E eu com elas dormia

Mas tu acalmas-te logo
E não se apresse por entender
Eu mesma queria encontrar a paz
Em que acostumávamos adormecer.
(28/12/2008)

Ainda estou aqui

Lembro da primeira vez que te vi,
não foi amor a primeira vista
mais uma coisa eu sei
vc foi o amor da minha vida
vc era tudo para mim
em meio ao caos você era luz
em meio a tristeza vc era alegria
mas hoje você me abandonou
me deixou aqui,
em meio a escuridão e o caos


Perdi minha alegria
perdi minha luz
perdi a vontade de viver
mas n tenho coragem de morrer

Meu mundo esta em preto e branco
sem cor, sem alegria, sem som
Sinto que meu mundo esta desmoronando
mas nem ligo
estou caindo de um predio
mas nem
estou me afogando em lagrimas
mas nem ligo
Só uma coisa que eu ligo
é quando você ira voltar
para o meu abraço, para o meu olhar
e para minha vida!

Está noite quando você deitar a cabeça no travesseiro, sinta satisfação pelo dever cumprido.

Agradeça por este momento...

O agora é o nosso bem mais precioso, pois é nele que se encontra a chave para dias melhores.

Seja grato pelo amanhã, que nos presenteia sempre com uma nova chance de recomeçar de novo
E de novo...

Se aprimore na arte da metamorfose.

Se liberte do casulo que te prende ao chão
o impedindo de abrir suas asas
E alçar voos rumo a seus sonhos.

Não deixe o medo de falhar te impedir de tentar

Só falha quem tenta...

A perfeição surge
das inúmeras tentativas que falharam.

Por tanto tente quantas vezes necessário for.

Seja luz
E ilumine não somente a sua vida
Mas a do outro também.

Pois de uma coisa tenho certeza:
- quanto mais clareamos o caminho das pessoas a nossa volta, tão mais claro e leve se torna nosso próprio caminhar.

MINHA ESSÊNCIA
(21.10.2018).

Envolvo-me com os teus olhos,
E confirmo o sentido da busque sua,
No qual tenta andar conforme o mar,
Parar para ouvir o tempo passar...

És a fonte a não se explicar por si,
Mas pela dimensão do coração,
A emanar luz como o sol,
Pois tu vens a ser: MINHA ESSÊNCIA!

VELHO GOIÁS

Olha os ipês no cerrado, mais belos
Do que as da estação da chuvarada
Tão antigos, tanto mais belos, nada
mais magnificante... e tão singelos!

Os brancos, os rosas e os amarelos
Nos galhos, a cantiga da passarada
E o frágil das flores no chão arriada
É o velho Goiás nos seus paralelos

Toca o berrante, boiadeiro e boiada
Carro de boi, os seus causos e viola
Assim, assim vão todos pela estrada

No suor da terra a mão do capataz
Cidade grande e também a aldeola
É o espírito do chão do velho Goiás...

© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano

O poeta é sim um bom fingidor,
Porém reconhece seu amor.
Diferencia o luxo com simplicidade,
Para viver em tranquilidade.
Esquece o tempo do tempo,
E vive sem perceber o passar do tempo.

São desejos profundos com a perda da razão.
Esse efeito artístico se chama ilusão.
É enganando os sentidos que se distancia a realidade.

Despedida

Me desculpa vir aqui assim
Perdoa eu entrar desse jeito
A porta estava aberta meu caro,
Então entrei com todo respeito

Reparei em toda bagunça
Reparei em sua confusão
Inevitável não reparar em tudo,
Desculpa,não foi minha intenção.

Tentei ajudar,meu amigo,
Tentei encontrar uma solução
Você precisava de ajuda
Mas tudo que fiz foi em vão.

A bagunça continua ali
A confusão está intocável
Fui embora sem me despedir
Aos choros de quem me viu partir.

Te amar foi muito fácil...
Difícil foi te esquecer...
Foi por teu sorriso grácil
que me deixei envolver...

Por feitiço, ao teu olhar
me ví assim, cativada...
Nele eu me deixei estar
e não pensei mais em nada...

Agora não sei voltar...
Eu perdi a direção...
Tento a tua imagem apagar...
Mas ai de mim, perdição.

Obrigada por me ensinar,
que o amor ,pode muito bem machucar,
e que palavras e atitudes podem ser como uma facada em meu peito,
que só se deve amar a quem você conhece direito,
pra não te entristecer,
só te fazer sofrer..

Eu nunca te senti
eu nunca olhei nos teus olhos
eu nunca chorei no teu ombro
eu nunca sorrir nos teus braços
mas eu sempre te amei
o meu amor por ti chegou a um ponto
que virou paixão
eu não soube lidar
eu não consegui suportar
a minha alma chora
o meu coração grita
e eu continuo aqui
a chorar.

EU PRECISO DE UM ANJO

Eu vejo a escuridão do meu olhar
E a saudade me invade o peito
Uma ferida sangra na alma
E não me faz dormir direito
Eu tenho o peito aberto
Por rosas de espinhos feridos
De promessas jogadas ao vento
Que fazem meu coração partido
Eu preciso de um anjo
Que me encha de sonho
Que me cubra com suas asas
E me proteja do mal
Com ele vou correr na chuva
Para lavar minha alma
Sanar todas a minhas feridas
E voar com ele pelo céu celestial
Tocar no brilho das estrelas
Ir ao jardim do éden
Beber da pura fonte do amor
E descobrir que posso ser feliz...
À noite vamos descansar
Sobre a relva a florir
E quando o sono chegar
Ele vai cantar pra eu dormir...

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Desatinos do Tempo


O tempo mata da mesma forma que cura e nos traz a vida. O tempo ama, o tempo odeia. O tempo dá, exatamente da mesma forma que tira. O tempo anseia e desdenha. O tempo é o cheio, o tempo é o vazio. O tempo traz o tempo leva. O tempo é glória, o tempo é fracasso. O tempo é parceiro e inimigo. O tempo é longo, o tempo é curto. O tempo engorda o tempo emagrece. O tempo para o tempo não para. O tempo é para. O tempo não é para. O tempo enaltece, o tempo deprecia. O tempo nos deixa felizes e o tempo nos deixa tristes. O tempo é visível. O tempo é invisível. O tempo e seus desatinos...

O tempo vem o tempo vai. O tempo é tudo o tempo é nada. O tempo sobra, o tempo falta. O tempo deseja, o tempo ojeriza. O tempo é e o tempo não é. O tempo é Deus, ateu, gnóstico, agnóstico. O tempo é branco, preto e colorido. O tempo tem cheiro e o tempo fede. Perdemos tempo pensando, ganhamos tempo pensando. Nós perdemos tempo, mas o tempo não nos perde. Nós esquecemos o tempo, mas o tempo nunca, nunca nos esquece. O tempo e seus desatinos. O tempo é rei para uns e súdito para outros(que pensam que são monarcas). O tempo é luz e escuridão, é amor, é paixão, é lascívia é um não. É um sim é um talvez. O tempo é tudo. Não temos mais tempo para pensar sobre o tempo, no entanto o tempo está sempre a pensar em nós. O tempo é macho e fêmea, união e desunião. Somos caprichos, devaneios, desatinos do tempo...

Luciano Calazans. Salvador, 12/11/2012.

Vento

Sinto a respiração aliviada da noite
O sussurro do vento e seu timbre aveludado
a falar das vidas, de nortes, do pecado
Enquanto fito um sono digno das fadas

Numa mistura de lençóis brancos e pernas,
Viçosas, fortes, bem torneadas
Arquitetura em carne, osso e cheiro
Morros, montes e vales ocultos

As vezes não, pelo vento
Que revela os cheiros e fragrâncias
De Vênus, das suas, dos seus...

Como sou grato ao olfato e a visão
O tato, paladar e audição
Para que mesmo em obscenos pensamentos,

Possa tocar furtivamente o vento
Cheirar em um sussurro os montes
Degustar o sono das fadas
Ouvir a melodia do desejo ....

Meu
Do vento...

Luciano Calazans. Salvador, Bahia. 17/03/2015

A ROSA MISTERIOSA
(24.11.2018)

Vou adentrando o meu mundo interno,
Com tanta beleza que vem a ser a rosa.
A rosa misteriosa dos meus dias e,
Seu cheiro traz um pouco de sorriso.

Os meus lábios sentem o gosto!
Uma doçura dos sentimentos,
No qual transborda minh'alma,
Explodindo o meu peito inteiro...