Poemas Decidi Ficar na minha
No silêncio profundo da noite, onde tudo é mistério e sombra, minha alma de perde em devaneios, e meus pensamentos de desdobram.
Na profundidade do meu ser, sinto o universo inteiro.
Sou um oceano a transbordar, e não sei se quero ou se espero.
As palavras escapam de mim, como pássaros livres no ar. E eu me perco nesse labirinto, sem saber como voltar.
Mas é nessa imensidão de mim que encontro a minha verdade. E percebo que a vida é assim, uma busca sem fim, sem idade.
Eu sou o que sou, sem definição, sou a soma do que vivi.
Mesmo que a vida seja escuridão, é preciso olhar além do que se vê. A beleza está nas coisas simples, que as vezes não sabemos ver. É preciso olhar com os olhos da alma para verdadeiramente viver.
E hoje eu escrevo essa poesia, com a alma cheia de você.
Provavelmente.
Por culpa minha,
Ou por culpa de outros, não consegui.
Não consegui realizar,
Aquilo que eu esperava de mim.
Provavelmente,
Por culpa minha, outros não conseguirão, Não conseguiram, Não hão-de conseguir.
Perdi-me na infância do tempo.
A ansiedade é como uma nuvem pesada na minha cabeça,
que me faz perder o controle das coisas.
É como se eu estivesse em outro planeta,
onde nada faz sentido e tudo tá fora do meu alcance.
Meu coração dispara,
minha respiração fica ofegante
e meu corpo fica todo tenso,
como se eu estivesse preparado pra fugir de algo que nem sei o que é.
Nessa situação, é difícil encontrar um pouco de calma
e clareza pra tomar decisões
e viver a vida de verdade.
É como se a ansiedade fosse minha sombra,
sempre me lembrando que estou à beira de um buraco
e pode me engolir a qualquer momento."
Ainda que eu não possa ter a Graça de vê-la Nu@ de preocupações, os olhos da minha Alma lacrimejam de Alegria e Gratidão por vê-la vestida de Sorrisos.
Que eles sejam sempre a sua segunda pele!
À Estimada prima, Valdirene!
Bisbilhoto um desconhecido que
acaricia minha gata na rua.
Ele vai.
Eu chego.
Ela foge.
Essa tem meu dote,
tá sempre na saideira.
Sarnento conhecido que sou
só peço carícia na coceira
No sempre tentar,
o sempre é minha tentação,
Vingança velada
de quem se levanta
acariciando o chão.
Na minha fé muda,
a minha sede
pra parede mudar de cor,
me moldará apenas
co'mum excelente torcedor.
O Papai Noel estava na sala da minha casa, rindo e dando presentes para todos.
Eu estava lá olhando pra ele, olhando pra cima; eu era uma das crianças de boca aberta e feliz.
Ganhei um martelo de brinquedo. Ele era colorido e bem legal.
Entre as conversas de adultos e gritos dos meus primos, o Papai Noel se despediu:
- Tchau, amiguinhos !!!
Imediatamente corri até a porta de saída para ele me notar mais uma vez.
Só que o Papai Noel disse tchau e foi para o quarto do papai e da mamãe.
Corri super rápido atrás dele, desviando de pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta gente nessa sala, meu deus? Pergunta minha ansiedade.
Mas cheguei na porta do quarto e o vi entrando no banheiro.
- Será que o Papai Noel foi fazer cocô antes de ir embora?
perguntei pra mim mesmo enquanto esperava do lado de fora.
Esperei, esperei e a porta se abriu.
Foi o José que saiu,
José, o meu titio.
Ele não me viu.
Passou arrumando as calças, fechando o ziper e ajeitando o cabelo.
Estava claro pra mim. Agora tudo fazia sentido.
Lembrei das conversas de minha titia.
Ela já desconfiava, ela sempre dizia:
- José tem amante!
Mas, meodeos do céu.
Quem diria que o amante
fosse o Papai Noel.
EQUILÍBRIO...
E no salto eu vou fazendo malabarismo…
Do que?
- Dos percalços da minha vida na corda bamba…
SAUDADE QUE CHORA...
Acordei com uma saudade
de minha vida lá fora…
Aí fico observando da janela
a chuva fininha que chora…
PENSAMENTO PRESO...
Meu pensamento em ti se transforma
em versos em minha legítima defesa…
Pois quando meu olhar se perde no teu
minhas palavras na voz ficam presas…
POR QUE ESCREVO?
Escrevo pensamentos, emoções e sentimentos que minha voz não consegue falar, e quando me lê, o seu coração consegue entender o que o meu quer dizer pra você…
APENAS...
Ora sou calma, ora tempestuosa selada a minha manumissão…
Sou coerência, às vezes contradição e também o sim e o não…
tenho momentos de dor e também algumas cicatrizes de amor
faço-me menina mulher, às vezes angelical e outras vezes insana…
Enquanto isso fico incrustada na obscuridade dessa forma humana…
E PASSA...
Olho para trás e não vejo ninguém…
como companhia minha própria sombra
que fica nesse impasse entre o vai e o vem…
enquanto isso o tempo vai passando
e eu também…
CAMINHO...
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
no caminho vou deixando cicatrizes
e marcas dos meus pés descalços...
Eu vi o arco íris no céu!
O meu eu se atrelou a Terra e minha forma etérea decolou numa viagem astral. Encontrei-me numa linda nave espacial. Viajores do tempo eu vi e também o lindo e incomensurável arco íris no céu. Então eu a avistei a Deusa Ísis que me disse: - Veio buscar o tesouro? Mas não vais encontrar, pois ele está incrustado nas encostas mais íngremes do teu subconsciente. Atrelagem num pouso rasante. Sonho que desperta!
Já percorri metade de minha vida
entre os escombros e os percalços...
atalhos e reversos do sepulcro...
as marcas dos meus pés descalços...
suor misturado com o sangue rubro
Prossigo no caminho do manto sacro...
O DESPERTAR DO SILÊNCIO
Adubei minha mente com sementes de esperança que ficaram muito tempo em hibernação. Agora, vejo pequenos brotos que timidamente florescem neste novo tempo, em que as palavras da matéria calam e o silêncio da alma fala, num sorriso tímido de libertação.
Lu Lena
