Poemas Decidi Ficar na minha
Reflexão diária 18/02/2017 (sábado)
Essa conversa de fase ruim, já não se encaixa em minha qualidade de vida, agora quando deixo de lado as vontades de Deus para seguir as minhas, ai sim, preciso assumir as consequências da minha desobediência.
O QUE SOBRA?!
Vou dormir no teu silêncio
Vou morrer na minha cama
Adeus amor, estou cansado
Muito padece quem ama.
E desce a noite lentamente
Em mim desce um estranho medo
Desce a Lua sobre o mar
Quero contar-te um segredo.
Meu coração está parado
Nem de mim te despediste
E os meus olhos magoados
Desde a hora em que partiste.
E a saudade é um vendaval
É um barco em alto mar
Que se afunda em Solidão
Na solidão do teu olhar.
Muito doem os meus lábios
Na ausência dos teus beijos
E mordo flores, mordo rosas
No calor dos teus desejos.
Vou pra lá deste sofrer
Destas noites sem dormir
Meu amor o quanto dói
Saber que finges não sentir.
Já gastámos nossos sonhos
Até a voz de quem nos chama
E o que sobra meu amor?!
Só morrer na minha cama ...
gritos dentro da minha mente
gritos não consigo parar de ouvir...
gritos que nunca param sem sorrir,
gritos que apenas são um diluvio,
ou apenas gritos de um sentimento,
gritar sem parar porquê?
gritar ainda ouvir passos da angustia
e pensar em teus gritos e lamentar,
sonhar sem teus gritos musica de desespero...
Eu não sou poeta...
Eu não sou poeta...
E por mais que eu rime,
minha mente vagueia quieta
buscando perdão pelos meus crimes
Eu não sou poeta...
Não sou arrogante a tal ponto
Acredito ser muito careta
Mas com teu beijo, me desmonto
Eu não sou poeta...
Sei que me falta bagagem
Talvez só tenha esta faceta
Me falta malandragem
Eu não sou poeta...
Eu tiro da dor, a inspiração
As estrofes se fazem silhueta
Mas com minha rima não se faz canção.
Balança
Você balança entre
o meu coração,
e a minha mente.
É alegre, e triste ao
mesmo tempo.
Te vejo às vezes tão perto,
e em outras distante,
indiferente.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
(Na capa do livro)
Minha cara
Refletida na terra,
Meu rosto ali exposto,
Todo derramado no mapa,
Na capa daquele livro...
Colocaram minha imagem
Na paisagem,
Passei a ser parte de tudo,
Misturado ao solo que geme
E treme,
Com tanta ´devastação que é feita
Ao nosso planeta!....
***
Quando estás comigo minha noite se faz dia..
Tem sol,de uma claridade imensa..
Iluminando caminhos só com o brilho do teu sorriso.
Teus olhos desnudam e devoram minha alma.
Tão intensamente,quanto o calor que faz o sangue nas minhas veias ferverem..
A um simples toque Teu.
DIREI À MINHA LINHAGEM:
Jamais aceitem ruas, praças
Ou avenidas com meu nome.
Não queiram bustos e estátuas
Em jardins ou mesas de café.
Fujam de homenagens e medalhas
de metal. Tudo é vão!...
Em vida nunca me quiseram!
Depois de morto sou eu quem
Os não quer! E se assim não for,
Será apenas o meu nome
Ou o meu rosto que usarão ...
O Poeta não estará nessa mentira!
Se fosse escolha minha,
Eu usaria uma máquina do tempo,
E voltaria ao dia em que disse adeus,
Então poderíamos tentar de novo.
Somos oficialmente mais que amigos,
Não, não me diga adeus.
Não se engane, eu te tenho na minha mão,
Nos braços de um animal.
Te faço pensar que eu sou toda inocente,
Mas espere até te eu te levar pra casa.
(Se você não sabe, querido, você deveria saber,
Sou eu quem está no controle).
Forte, um lado de mim que você nunca encontrou,
Porque você só me vê,
Quando a minha guarda está para baixo.
E é errado, e eu odeio que isso seja a verdade,
Mas eu só gosto de mim mesma quando estou com você.
Esta noite eu vou desligar a minha mente,
Não ligo se alguém,
Está com suas mãos por todo o meu corpo.
Fico fora a noite toda,
Vou para onde a música está mais alta.
Para eu não ter que pensar sobre isso,
Estou implorando, por favor não toque
Sem mais! músicas tristes.
A Máscara Que Uso
O silêncio corrompe minha paz
Indiferença dói mais que desprezo
No teu calor, me fiz indefeso
Sinto que este amor aqui jaz...
Sou tão hábil em negar, disfarçar
Como cão ao lado de uma baderna
Sinto que esta falha ficará eterna
Me perdoe se não cheguei lá...
Me perdoe se não sei esconder...
É muita angústia que sinto em meu interior
Eu queria ser, unicamente, de você
A máscara que uso é uma só
E esta, não consegue esconder minha dor
E não... por favor não... não tenha dó...
Ausência equivocada
Eu já não sei o que fazer,
Para onde foi o meu prazer?
A minha vontade, minha inspiração
Todos foram, me restando a razão
Razão pela qual insisto
no que não é previsto...
No que aparenta ser voraz
me tornando cada vez mais audaz
Fazendo crer que é possível
acreditar no amanhã...
O amanhã será inesquecível
como o gosto de uma maçã
De uma maçã mordida
pelos teus alvos dentes
É o que me faz ter vida
Apesar deles estarem ausentes
Minha doce mulata
Minha nega, minha preta
doce e querida mulata
serena feito borboleta
e é pra você essa serenata
Uma serenata sem som
mas eu grito para o mundo
que contigo, tudo é bom
Cada instante, cada segundo
Saber que você existe
Não há por que ficar triste
Apenas alegria permanece
como um resistente alicerce
Obrigado minha morena,
por fazer parte da minha vida
seja ela com passagem só de ida
obrigado por ser assim morena
Não se vá
Quando minha mão soltar a sua,
você vai se esquecer de mim?
Não quero que vá pela rua
me diga que não é o fim.
Tenho uma inquietante impressão
que nunca mais vou te ver.
Isso foge a toda minha razão,
isso contraria todo o meu ser
Queria muito te dizer,
mas as palavras não aparecem
pro seu amor eu acender.
Sou mais um nesse trem
Que poderia apenas mentir...
Mas não posso dizer (não se vá),
mesmo assim vejo você partir.
Deixando um perfume de maracujá
Personalide
Esta, porém, é a minha,
ignorante, inocente,
sem padrão e sem linha,
tão enferma e adjacente
Foi uma epifania,
eu tenho que confessar.
Talvez fosse uma mania
ou apenas o meu falar
Esperei demais de ti
acho que foi esse meu erro
te procurei daqui e dali
E sem querer fui ao meu enterro
Esse deve ser meu jeito,
efusivo e maltrapilho,
tão cheio de defeito.
Eu fui seu empecilho
Pra mim foi uma dádiva.
Agora, em uma sala
eu estou na tentativa
de tentar mudá-la
Influência
De Manoel Bandeira
Para minha pessoa,
um monte de baboseira,
uma poesia que escoa
Tanta dor e amargura,
que me vi forçado
a mudar minha compostura
e dizer, obrigado
Por achar mais um
que venha a sentir
o mesmo que eu num
dia em que parecia decidir
O que era propenso
à minha perspectiva
algo tão diferente e intenso
que se tornou afirmativa
Um sentimento irônico
que chegou a evitar
que um instrumento sinfônico
deixasse de amar
Do meu eu-lírico
para Manoel Bandeira
usando um tom satírico
eu agradeço à barulheira
Oh vento do leste, porque levastes meu amado?
O grito estridente da saudade, angústia minha alma
Sem o encanto dos teus lábios, o brilho dos seus olhos, receio que, o espírito dá vida que em vós habita, morrerás...!
