Poemas de Solidariedade
Vento impetuoso
Soprou em nós um vento impetuoso
Trouxe medo, tristeza e incerteza
Deixou para trás o frescor habitual da manhã
Não senti o singelo abraço da noite ao relento grandioso
De sobressalto, inesperado, tudo arredou
Quão belo, quão meigo e estonteante é um afago
Um abraço apertado, um aperto de mãos
Uma pandemia veio nos ensinar
A amar e agir com prontidão
A partilhar o pão e a repartir a dor
A chorar com os que choram
A alegrar-se com os que se alegram
A gerar e gerir o amor sem medidas
Quero serenidade no olhar e aprender a cuidar
Quero chorar de rir e não de dor
Familiarizar e a saudade matar
Não queria tanto me preocupar
Queria sair com segurança
Abraçar e amar de novo
Quando a tormenta passar
Estarei aqui para te lembrar
E bradaremos que o amor venceu.
Quem espera sempre alcança
Já dizia o meu avô.
De: Mim
Para: Eu
Querido eu, na minha
pior fase, são poucos
ao meu lado, me ajuda
a lembrar disso quando
tudo estiver bem!
Com a ESPERANÇA renascida e FÉ no que virá,
BENDIGAMOS o NOVO ANO!
Que 2023 nos surpreenda POSITIVAMENTE,
tendo a FELICIDADE como meta, e a SABEDORIA a nos guiar.
Que o BOM SENSO nos oriente, para que a JUSTIÇA prevaleça.
Que a maldade se transforme em LUZ a nossos caminhos, e que a VERDADE seja dita, BENDITA e VIVIDA.
Que da BOA VONTADE sejamos portadores, e com SORRISOS iluminados conquistemos corações desesperançosos. Que a SOLIDARIEDADE nos identifique irmãos... E que a PAZ seja perene.
ᖴEᒪIᘔ ᗩᑎO ᑎOᐯO ᗩ TOᗪOS!
31/12/2022
Seja a paz que o mundo precisa.
Espalhe amor.
Acalme a vida todo dia.
Eu preciso.
Você precisa.
Nós precisamos...
Esqueceram-se, talvez,
de quem vos deu o fardo e a força,
não para erguer muros,
mas para proteger as portas abertas
das casas simples,
onde mora o povo,
esse que vos deu o sentido
e não o cetro.
Fardados, sim,
mas não para a guerra contra irmãos,
não para erguerem o peito
como se fossem senhores,
mas para que nunca se ergam os tiranos,
para que a voz que vos comanda
não seja o eco da ditadura,
mas o sussurro da liberdade.
Se vos vêem como maiores,
lembrai-vos:
os gigantes que esmagam a terra
não plantam raízes,
não semeiam paz.
A vossa força é guarda,
não sobre a nação que teme,
mas sobre a pátria que respira
livre.
Soberba? Não!
Só há grandeza
em servir,
em ser de todos,
não contra todos.
E se vos esquecestes
a quem jurastes lealdade,
então lembrai-vos:
quem se julga dono da espada
perde o fio da razão.
A natureza Humana
A natureza humana, entrelaçada em histórias de fome, solidão e desprezo, clama por atenção, mas frequentemente é relegada ao invisível, continuamente estamos imersos em rotinas que nos tornaram frios, esquecendo que cada rosto abandonado carrega um universo de anseios e lutas. O eco do desamparo ressoa nas calçadas da vida, onde o olhar se desvia e a indiferença se instala, pois perdemos a capacidade de nos conectar, de sentir a compaixão pulsar dentro de nós. É urgente resgatar a empatia, para que não sejamos meros caminheiros, mas também acolhedores, rezemos para que a luz da humanidade brilhe novamente, revelando os que, em meio à escuridão, ainda esperam ser vistos.
O CRISTIANISMO COMO AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
Para além da minha característica filantrópica natural, entendo que a verdadeira essência do Evangelho é transformar e resignificar vidas, sob a Luz das "Boas Novas".
É esse braço da religião que sempre me encanta no cristianismo.
Eu já disse várias vezes e vou repetir sempre que tiver oportunidade: se não existisse a igreja como agente de equilíbrio da sociedade, o homem já teria entrado em psicose coletiva e o mundo já teria sido destruído por autofagia.
Essa interação da fé religiosa com o caos, dá ao homem uma alternativa estoica para lidar diariamente com sua falência moral e pessoal, assim como uma perspectiva de uma eventual mudança de quadro, oriunda do divino, do transcendental.
Se a humanidade ainda não se degradou completamente e se persistem no mundo ações de misericórdia, solidariedade e amor ao próximo; isto se dá exclusivamente ao poder educador e conscientizador do ideal religioso. E nesse sentido, o cristianismo puro e simples (como Cristo ensinou), é sem dúvida, o agente mais eficiente deles.
Europa, Levanta-te
Europa, levanta-te! Não és apenas terra e mar,
não és apenas mapas e tratados,
és o fogo que atravessou os séculos,
és a soma dos sonhos e dos ideais,
és as vozes que clamaram por liberdade
e não se calaram diante da tirania.
Que cada pedra do teu caminho recorde
o sangue e o suor dos que ergueram catedrais,
dos que navegaram sem medo,
dos que escreveram versos de esperança
e leis de justiça.
Não és um só povo, és muitos.
Não és uma só língua, és mil.
Mas falas com uma só voz
quando a liberdade é ameaçada,
quando a igualdade é negada,
quando a fraternidade é esquecida.
Juntos somos mais.
Mais do que reinos e bandeiras,
mais do que fronteiras desenhadas por guerras antigas.
Somos a luz de Atenas,
a coragem de Roma,
a razão de Paris,
o espírito de Lisboa,
a força de Berlim.
Os tiranos nos temem porque não estamos sós.
Eles sonham com muros,
mas nós construímos pontes.
Eles querem silenciar-nos,
mas a nossa voz ecoa em todas as línguas.
Europa, levanta-te!
Ergue a tua bandeira não como arma,
mas como promessa:
enquanto estivermos juntos,
nenhum homem será escravo,
nenhuma nação será acorrentada,
nenhum direito será negado.
O futuro não pertence aos que dividem,
mas aos que unem.
E unidos, seremos sempre livres.
Coisas universalmente belas:
Um sorriso espontâneo;
Uma gentileza;
Ajudar pessoas;
Compartilhar o saber;
Ser solidário.
Texto em homenagem a todos os participantes do grupo do Facebook: Artrodese da Coluna Cervical - "Guerreiros Parafusados".
O apoio - 19/05/2023
A dor nos machucou
O sofrimento nos uniu
Entre um relato e outro
A empatia surgiu
Gente que gosta de gente
Orações ecoando aos céus
Pessoas reunidas humildemente
Confiando na graça de Deus
A distância não nos impediu
De sermos sensíveis a ouvir
Pensamento positivo fluiu
Dando forças para decidir
Muitas mensagens e experiências
Alento trouxe ao coração
Sou grata a Deus pela providência
E a cada um pela compaixão
Sinopse CHADQ:
"Como você se sente em relação ao covid-19? Quais as dores, medos e inseguranças que isso
gerou na sua vida e no seu dia a dia? Nas “Contrônicas: Histórias Amorfas de Quarentena” o
herói, ou melhor os heróis e heroínas, somos todos nós, pessoas comuns, na nossa luta diária
pra vencer os desafios que essa pandemia que chegou sem avisar trouxe. As Contrônicas são
histórias que independem uma da outra e que buscam, de alguma forma, retratar o cotidiano
das pessoas nesse momento difícil que todos estamos vivendo. Desde jovens trancados em
casa sem ter o que fazer, passando por donas de casa idosas fofoqueiras, a ida ao
supermercado que se torna um desafio, o medo, os sonhos, a criatividade do brasileiro, uma
youtuber dando dicas, um cachorro que incomoda os vizinhos mas também desperta
curiosidade, a falta que, de alguma forma, todos sentimos, de algo ou de alguém e a
solidariedade que aflora nas pessoas, apesar de tudo, a esperança e uma luz no fim do túnel." Contrônicas: Histórias Amorfas de Quarentena (CHADQ)
Versão da Música “Under Pressure”.
Composição David Bowie e interpretação de Davis Bowie e Freddie Mercury (Banda QUEEN).
Pressionados.
A pressão que está me derrubando,
Pressiona você também?
Ninguém pede isso pra si.
Mas quem não está sobre pressão?
Daquelas que faz tudo desabar,
Que leva uma família a ruína,
Que coloca a pessoa a margem da vida.
Isso nada mais é do que saber sobre o terror que é esse mundo.
De ver pessoas boas gritando: ‘deixe-me sair’.
Apenas peço para que amanhã estejamos melhor.
Mas há pessoas na rua, vivendo sobre pressão.
É loucura, ando por aí, batendo a cabeça contras muros.
É loucura, me afogo com a chuva eu nunca cai
E essas pessoas na rua, como ajudar?
Quando se sabe o que é o mundo,
Ficamos aterrorizados.
Nos deixem sair, para amanhã ser um dia melhor,
Mas as ruas nos pressionam, nos colocam para baixo.
Tentei ignorar, me fazendo de cego,
Apenas sentei na praça e fingir não ver.
Fingindo que não me importava.
Mas esse fingimento era mentira.
Por que sei o que é se sentir desesperado.
Por que se importar? Amor! Só por cause desse sentimento.
Mas a insanidade rir-se, sabe que estamos cedendo.
Não damos a nós mesmos uma nova chance.
Não podemos dar mais uma chance ao sentimento?
Mas “amor” é uma palavra banalizada.
Por que o verdadeiro amor nos desafia a se importa.
Se importar com quem está mais próximo do precipício que nós.
Esse tipo de amor nós desafia a sermos melhores.
Em primeiro melhorarmos para então melhorar.
Está é nossa única chance,
E agora é nossa última chance.
Mas quem somos de verdade, sob essa pressão?
Laços de Inocência
Entre as mãos infantis, a inocência
Cuidando de outra criança desprovida
Um século de mãos, em negligência
Que negam amor e segurança à vida
Mas na escuridão, uma luz reluz
A compaixão, como estrelas a brilhar
Aqueles que estendem a mão, a sua luz
Podem nas almas feridas, cura plantar
Assim, na correnteza da existência,
Onde a dor e o amor se entrelaçam,
Encontramos na nossa experiência,
Que é no ato de dar que nos abraçam.
Que o mundo se encha de mãos que doem,
E o amor nasça onde antes havia só poeira,
Pois é na ajuda mútua que floresce o que é ser humano,
Nessa dança de dar e receber, a vida verdadeira.
Oferece uma espada
a quem não sabe lutar.
Deixa subir no teu barco
quem não pode mais nadar.
Todos a quem deste a mão,
mesmo que não te deem pão,
vão por ti muito rezar.
Outubro de 2021: por causa da pandemia, sigo ainda numa liberdade vigiada, dois anos depois da última mudança, que seria o início das liberdades.
Desse período, foram dezenove meses totalmente confinado até que a segunda dose da vacina anti covid fosse aplicada.
Sinto vontade de botar novamente o "saco nas costas" e sair por aí, achar um canto novo.
Mas ainda preciso de confinamento de multidões furiosas, mesmo quando a ciência declarar vitória sobre a pandemia de Covid.
Talvez eu possa colonizar um lugar onde eu possa levar todas pessoas que apoiaram o próximo e pensaram no bem coletivo durante as fases mais críticas da pandemia.
E se não conseguir um lugar físico para essa nova pátria, vou declarar o meu coração a nação independente dos solidarios, dos empáticos, dos que cortam em quatro partes (ou milhares) o seu pão, a sua amizade, a sua arte, a sua inspiração, a sua sanidade e a sua alegria.
Quero as pessoas que compartilharam o lenço na hora do choro e que marcaram presença (mesmo à distancia) na agonia. Estes viverão como embaixadores.
E serão libertos todos aqueles que foram maculados pelo SIM, quando a resposta deveria ter sido NÂO aos seus predadores...
Não haverá ambiente para abusos, pressões, subordinações ou comandos possessivos.
E não serão permitidas relações abusivas , manipulações individuais ou coletivas, mentiras, calúnias e difamações.
Pessoas que buscam evolução serão bem vindas e aprenderemos de mãos dadas.
Atraversiamo!
#abdução
É trágico e irônico como em filmes de catástrofes, a Humanidade se junta para destruir um grande meteoro (ameaça natural).
Mas o que não nos sensibilizamos,é que cada “míssil lançado é um meteoro” na realidade particular de cada comunidade atingida.(Tragédia artificial).
Na ficção nos unimos para destruir um meteoro. Na realidade nos segregamos, em uma corrida armamentista, na ambição de ter se o maior arsenal de pequenos meteoros particulares!
A Humanidade é retratada como uma espécie solidaria e civilizada em um filme de ficção, e classificada como tribal e bárbara em um filme de documentário!
"LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE."
Não existe liberdade em uma sociedade sem igualdade; não existe igualdade que perdure sem fraternidade e não existe razão de uma coletividade existir desprovida de Fraternidade!
Assim como uma
criança, ao tomar uma vacina, chora por não saber a finalidade daquela e a temporalidade da dor,
assim é o indivíduo, que desconhece seu propósito social de fomentar o “bem comum”.
Ignorando ainda a insignificância do seu egocentrismo em relação a sua breve existência na proporcionalidade da continuidade do tempo…
Comportamento Humano está sujeito às mesmas leis
que qualquer fenômeno natural. Nossos costumes, comportamentos
e valores são subprodutos de nossa cultura. Ninguém nasce com ganância, preconceito, fanatismo, patriotismo e ódio; todos esses são padrões de comportamento aprendidos.
Se o ambiente for inalterado,
um comportamento semelhante ocorrerá novamente.
