Poemas de Solidão Amor Não Correspondido
Reconstruir
Acreditei em suas mentiras
Aceitei as tuas birras
Tudo porque eu esperava que você dissesse
Que eu era importante para você
Você foi partindo devagar
Sem nem se importar como eu sentia
Será que não consegue perceber
Que sem você eu morreria
Aceitei ser humilhada
Apenas porque queria ser amada
Mas agora eu descobri
Que não precisa ser assim
Fui alvo de suas amarguras
Me desestruturei, fiquei insegura
Eu disse que iria te esperar
Mas cansei, agora vou me levantar
Me levantar para uma nova vida
Sem você, sem parte de mim
A despedida pode doer
Mas agora é necessário chegar ao fim
Perdoei até uma traição
Tudo porque não queria te perder
Tolice minha
Pois você nem notou minha dor
Preso em seu egoísmo
Amarrado pelo seu próprio ego
Agora é tarde,
Sou melhor sem você
Para te satisfazer
Minha vida deixei de viver
Virei uma sombra tua
Mas você queria a lua
Afinal o que esperava de mim
Mas tudo isto teve um fim
Sou melhor sem você
E você é melhor sem mim
Sem tempo
Sem tempo pra namorar
Sem tempo pra viajar
Sem tempo pra comemorar
Sem tempo pra assistir
Sem tempo pra ir a praia
Sem tempo pra refletir
Sem tempo pra sorrir
Sem tempo pra ver a lua
Sem tempo pra passear
Sem tempo pra um café
Sem tempo pra ler
Sem tempo pra escutar
Sem tempo pra estudar
Sem tempo pra admirar
Sem tempo pra ver por do sol
Sem tempo pra andar sem rumo
Sem tempo pra injustiça
Sem tempo pra amar
Sem tempo pra escrever
Sem tempo pra ir a festas
Sem tempo pra um litrão
Sem tempo pra ilusão
Sem tempo pra carência
Sem tempo pra sofrimento
Sem tempo pra jogar
Sem tempo pra cinema
Sem tempo pra piadinhas
Sem tempo pra se irritar
Sem tempo pra balada
Sem tempo pra resmungar
Sem tempo pro natal
Sem tempo pro ano novo
Sem tempo pra um romance
Sem tempo pra conhecer
Sem tempo pra defeitos
Sem tempo pra qualidades
São tantos tempos.
Sozinho não tenho tanto tempo
Adoraria partilhar alguns desses tempos com você.
Será que ainda dá tempo de viver um romance?
Alma em Solidão
Na solidão, me refugio em um abraço macio,
Um vício reconfortante, mas vazio.
Almejo um sorriso que aqueça meu ser,
Um beijo de bom dia para florescer.
Um "eu te amo" sussurrado ao anoitecer,
Um ombro amigo para as lágrimas verter.
Compartilhar alegrias, tristezas e sonhos,
Com alguém que me complete, sem tronos.
Quem recusa esse amor, se priva de viver,
De sentir a chama do afeto arder.
Ignora o que é amar, sonhar e vibrar,
Em um dueto de almas que se vão encantar.
Solidão, adeus! Pois chegou a hora
De abrir meu coração para a aurora.
Buscar um amor que me faça transbordar,
E nesse encontro, a vida celebrar.
Tens o dom de me arrancar da solidão, de me mergulhar na confusão entre coragem e pânico, dor e prazer, lágrimas e sorrisos, gemidos e sussurros... Pela visão de sua face cheia de prazer me submeto a ti, estou aqui.
não me afastei de você por te odiar, apenas não quero que se contamine com minha solidão , odeio a solidão mas já não tenho forças para combater por isso não quero que você se esforce, por uma coisa que eu já desistir
"A maior solidão é a do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro" Vinicius de Moraes em Para Viver um Grande Amor (Companhia das Letras).
Há uma comunhão mais tranquila do que a solidão, e que, corretamente entendida é a solidão perfeita.
Agora sei: sou só. Eu e minha liberdade que não sei usar. Grande responsabilidade da solidão. Quem não é perdido não conhece a liberdade e não a ama.
Eu costumava andar perdido em volto em solidão, com o coração frio e machucado completamente desnorteado, fugindo do amor por muitas vezes ter sido machucado, e quando parecia não a ver mais solução, para o meu rígido coração, o teu sorriso me surgiu, e tudo mudou, como o dia ilumina a noite, o frio é vencido pelo calor, o teu amor me resgatou, me tirou da escuridão, me fez novamente acreditar, que a felicidade eu posso encontrar, e sonho ao teu lado ela vivenciar
“Quem sabe você me encontre no Whisky que toma, ou na solidão da sala vazia. A questão é que você sabe o caminho, mas insiste em permanecer nesses atalhos que não levam a nada. Pode ser que sofrer seja sua ambição, vai entender...
TEU NOME (soneto)
Deixa a vida com sua sina, enfim devasse
A tua solidão que é o teu maior lamento
Que tem a dor calada no teu sentimento
Todo a angústia que sente se mostrasse?
Chega de engano! Revela-te o ferimento
Ao universo, defrontando-a sem repasse
Ao coração, que já lágrimas tem na face
E suspiros nas noites num pesar sedento
Olha: não suporto mais! Ando cabisbaixo
Deste sofrer, que o meu amor consome
De senti-te sozinho no peito tão imerso
Ouço em tudo o silêncio, golpe baixo
Do desejo. Que vive a calar o teu nome
E insiste em recordá-lo no meu verso
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
23 de fevereiro de 2020, Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Alguém que entenda meu coração de poeta?
Que chora tantas dores, vive tantos amores e na solidão, as vezes faz festa
Que sofre calado
Bate alarmado
Transbordando esperança
Quando nada mais resta.
SILÊNCIO #3
Às vezes o silêncio e a solidão são os melhores remédios, tanto pra dor como para às incertezas da vida.
Calar às vozes do mundo ao nosso redor e se afastar das pessoas, ficar só você e Deus, ouvindo no silêncio a voz dEle e fazendo do colo dEle seu lugar seguro!
Ecos da solidão...
...e quando com teus silêncios
minh'alma decorei
(e foram tantos e tão doridos
e tão profundos os teus silêncios)
que de brumas e breus me vesti
e em nostalgias então, me recolhi...
...e a solidão ecoou, ressou, gritou
e em mil sons, explodiu em mim...
...e foi então que em prantos,
mágoa e desespero constatei
que apesar da tua indiferença,
do teu cruel desprezo
ainda assim,
de ti não esqueci...
(ania)
“Brisa”
"É a brisa que me distrai,
A solidão que me consola,
O tédio é que me acompanha.
A rotina me destrói...
A vida me decepciona,
Pessoas que vem e vão.
O passado que me prende,
Minha libertação está "lá",
Um lugar que não consigo encontrar,
A solução dos meus problemas,
Onde estás?
Vivo cá, vivo lá,
E continuo sempre aqui,
Aqui na mesma,
Na mesma rotina que me destrói,
Na mesma brisa que me distrai...
Na mesma solidão,
Que é a única que me consola,
No mesmo tédio insuportável,
Esperando sempre a próxima decepção...
Esperando sempre uma solução,
Esperando alguém...
Alguém que me tire daqui,
Que me tire dessa solidão!
Alguém que me liberte,
Alguém que me console,
Alguém que transforme... Minha brisa, em cor.
Alguém que transforme...
Esse meu mundo preto e branco,
Em um belo arco-íris"
Soneto torto sobre flores e desespero
Nosso quarto sem você é um mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia
As flores do jardim, uma a uma na escuridão
Também esperam o raiar do novo dia.
A aurora renova a esperança
Que o sol que nos move e ilumina
Porto feliz onde meu coração descansa
Presenteie-nos com sua silhueta divina.
O crepúsculo vespertino no horizonte que venero
Recolhe mais um dia de espera, de dor lenta que lacera
Ao meu suave modo me desespero.
As ondas da noite fria
Me carregam novamente para o mar de solidão
Onde me afogo na cama vazia na espera do novo dia.
Na noite solitário já chorei
Naquela música emocionei
Na solidão eu já fui peão
Da dor eu fui escravidão
Tentei no vasto e no pouco
Odiei um momento ou outro
Já fui magoado e magoei
Amei, fui amado, e não amei...
Estar longe de você, me causa solidão profunda e eu sofro com isto.
E sinto que nada mais me importa longe dos seus carinhos e do seu amor. Eu não sinto mais nada....
O que importa afinal, viver ou saber que se está vivendo?
eleitos
no silêncio, predestinação, na solidão
desígnios dos sentimentos estreitos
o mistério do coração
feitos, leitos, imperfeitos...
eu não te aguardava mais
estava sentado no barranco do cerrado
calado, as entranhas prostradas no cais
do fado, e cá nossos olhares acordado
suspirando os mesmos sensos reias
que já a muito sepultado...
e agora fatais.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
14 de outubro de 2019
Cerrado goiano
