Poemas de Sol

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Poema depois do sábado


Domingo amanheceu em silêncio
com o sol entrando devagar.


A noite foi longa nos meus pensamentos,
mas nenhuma noite sabe durar.
Ainda caminho sozinho,
mas já não me sinto perdido.


Há vazios que são só espaços
esperando ser preenchidos.


Talvez o próximo sábado
me encontre com outro olhar —
não procurando alguém no mundo,
mas aprendendo a me encontrar.


Porque a solidão, quando escutada,
não é castigo nem fim:
é o começo de um abraço
que nasce primeiro em mim.

⁠Esperança na espera


Carrega-se um sol que lhe vê.
Sinta-se o tempo que não parou!
Pois é na espera
que a noite ensina a tecer
A fé que se abre na mente
para o dia de amanhã ,
que ainda vai renascer..

Sem exigências,
Apenas aceito meu destino
E pulo nessa dança,
Sentindo o vento me levar
Ao sol do meio-dia.

Já é tarde agora


Já é tarde agora,
O céu se ilumina com o brilho do sol,
O azul intenso toca o horizonte,
E imagino-te perto mesmo estando longe.


Da varanda da casinha branca
No quintal que dá pra floresta
Mas montanhas que enfeitam a paisagem
Temos um verde em festa...


Imaginar-te sorrindo,
Acreditar que o fazes
Faz esse dia tão lindo
Que queria eu não tivesse fim
Parecer te pegar no colo
E trazer-te pra perto de mim.


-Pekenah

Cantarei o teu amor


Cantarei o teu amor
como quem descobre
o sol depois da mais longa noite,
como quem encontra no deserto
uma fonte escondida sob
a areia do medo.
Teu nome é primavera em minha boca, é brisa que desperta jardins adormecidos no peito que
já se dizia inverno.


Cantarei o teu amor
como o mar insiste em beijar a areia,
mesmo sabendo que a maré o afastará outra vez.
Teu olhar é farol em minhas tempestades,
é bússola apontando para casa
quando me perco em mim mesmo.
Em teus braços, até o silêncio floresce.


Cantarei o teu amor
enquanto houver céu
para sustentar estrelas
e vento para carregar promessas.
Se a vida for estrada de pedras,
farei de cada passo um verso teu.
Porque amar-te é transformar cicatrizes em asas
e aprender a voar
dentro do impossível.

O Nosso Verão


O sol caía como ouro derretido sobre nossas peles,
E a brisa trazia cheiro de mar e de mangueira,
Risos escorriam pelos becos da cidade antiga,
Enquanto a música do verão tocava em cada esquina.


O vento embalava histórias que ninguém contava,
Veleiros de papel flutuavam nos rios da lembrança,
E nossas mãos, cúmplices, desenhavam no ar
Mapas secretos de cidades, de amores, de esperanças.


As cores do entardecer tingiam nossas sombras,
Laranjas, violetas e vermelhos de promessa,
Enquanto o cheiro de café e pão quente da rua
Misturava-se ao perfume dos nossos sonhos.


Mesmo quando o inverno tentou apagar a memória,
O calor voltou em lembranças de ruas e risos,
Guardando o nosso verão em versos e saudade,
Como quem transforma o tempo em poesia viva.

Raiz que não se arranca


A terra não é chão:
é corpo antigo,
é pele marcada pelo sol e pela memória.
Cada passo indígena é um traço no mapa do tempo,
onde a raiz aprende a resistir
mesmo quando tentam
chamá-la de invasão.


A luta não grita
— permanece.
É flecha feita de direito,
é canto que demarca o invisível,
é sobrevivência plantada no hoje
para que o amanhã não seja um deserto sem nome, sem povo, sem origem.


Sete de fevereiro
Não é data: é vigília.
É a história de pé, sem pedir licença,
defendendo o que sempre foi seu.
Enquanto houver terra respirando,
haverá luta
—e ela nunca esteve sozinha.

Estações


Te amei no verão dos teus risos soltos, quando o sol morava nos teus olhos e cada toque era incêndio manso que não pedia pressa, só presença.


No outono, te amei em silêncio,
entre folhas caindo dentro de mim.
Aprendi que o amor também amadurece, fica mais denso, mais verdade, mesmo quando o
vento leva o que sobra.


No inverno, confesso, doeu.
Teu nome virou neblina,
teu abraço, lembrança fria.
Mas foi ali que entendi
que amor não morre
— resiste.


E quando a primavera voltou,
voltaste diferente, ou talvez eu.
Flores nasceram onde antes era ausência, e percebi:


amar você é aceitar as estações,
porque até a saudade
faz parte do ciclo do coração.

Ser amor é a sua essência mais pura,
como o sol beijando a pele em manhã calma.
Tudo que você entrega de coração aberto faz o mundo e quem ama mais bonito e inteiro.

⁠Tô arrasada ouvi uma pessoa xingando o sol nesta tarde linda.
Essas pessoas assim que fala mal,do que faz bem,nem pode sonhar como sua vida vai findar.




Obs;outra versão termina: "como sua vida finda."

Ao pôr do sol, as chamas, de longe,
aquecem ardentemente a paisagem ...


transpõem fios âmbares
de nuvens entardecidas...


soprando o calor de carícias suaves
no tecido do meu rosto ...


começo a despertar a noite
concedida à poesia ...


se ainda inebriado
pela sede poética ...


você não fosse o mais sincero e leal ,
como sempre e ainda mais um dia,
você me apagaria e desapareceria?! ...


Faça isso!
Eu te dou mais uma chance ...


Oh! Meu coração destemido!
Que a dor é tão antiga que pode
até morrer em mim...


e mesmo assim,
a jóia de viver é tão sagrada
que pode ressuscitar em mim...


que a vida que pulsa em mim é tão viva,
que quando quer...
pode golpearmi no momento certo
para reviver...


eu te perdoo, oh coração !
que ama mais do que pode
e sofre mais do que deve ...


Oh! Alma minha!
que escuta pacientemente as batidas
do meu coração nos serenos lamentos sussurrados aos caprichos da Lua ...


e guarda com ternura
todos os meus versos de sentimentos batizados pelo Oceano ...


que sob serenos auspícios
chegará ao crepúsculo e desejará adormecer
nos lençóis bordados pela fiel poesia ...
✍©️@MiriamDaCosta

O sol tá brabo?
Tá nublado?
Tá chovendo ou vai chover ?
O calor tá demais ?
Esfriou ?
Cara! Relaxa o clima da sua mente
e... curta a natureza com o clima que for !...
✍©️@MiriamDaCosta

💃
Minh'alma cigana
no caminhar não se engana,
a Lua me protege,
o Sol me aquece
e o Vento me levanta
na dança da Vida que me encanta,
porque sou uma cigana
adiante sempre tenho que seguir
a Força do Universo acompanha o meu ir
e ilumina todo o meu existir 💃
✍©️@MiriamDaCosta

Meu olhar se embriaga
na poesia do pôr do sol,
que irrompe da janela
da minha cozinha
como um poema em chamas.


O céu escreve, em tons alaranjados,
os seus silêncios,
enquanto o dia se retira devagar,
com a serenidade
de quem conhece o próprio tempo.


Sobre a pia,
a louça reflete o esplendor
desse arco-íris poético.


E a minh’alma,
pincelada por essa paleta de cores,
deleita-se
num estado puro de êxtase.


E eu, inspirada,
derramo estes versos
de gratidão à Natureza,
por conceder-me
tamanha bênção.
✍©️ @MiriamDaCosta

No calendário é (ou seria…) verão 🌞
mas o sol parece uma promessa
que não assinou contrato com o céu.


Já nem me lembro
da última vez
em que estendi as roupas lavadas
no varal do quintal,
onde o vento fazia carinho
e o sol beijava as roupas
até deixá-las com perfume de tarde.


Faz tempo. 🌞


Tempo de nuvens espessas, 🌧
de chuvas que não pedem licença,
de previsões que mudam de humor
como quem muda de roupa,
e ironicamente
a roupa é que não muda de lugar.


Agora estendo tudo no varal do porão,
entre paredes
e uma claridade tímida
que entra pelas frestas
como quem pede desculpas.


É verão no papel, mas por aqui
as estações parecem suspensas.


E enquanto as roupas
demoram a secar,
eu penso que talvez
haja dias assim também na alma,
dias de porão,
em pleno verão.
✍©️@MiriamDaCosta

O sol do entardecer

Os raios de sol alaranjados do entardecer
Varam o céu e causam belas listras nos objetos que tocam
As nuvens belas se revelam nessa hora
Um resplendor de milhares de quilômetros de água em vapor
O sol brilha infinitamente
A sua luz gira como fogo espiral
A rotação infinita da luz divina
Meus olhos se cegam ao olhar ou encarar
Mas é lindo demais para eu não o fazer
As cicatrizes são feitas na minha íris
Minha visão manchada é um prenúncio de que eu vou poder me lembrar disso
E que talvez possa
Só mais uma vez
Ver isso de novo amanhã

Com amor
Obrigada

Eu te ofereci o meu melhor farol,
fui o guia no seu labirinto,
e enquanto você buscava o sol,
eu ignorava o que agora sinto.
​Apertei sua mão com tanta força,
com medo de te ver cair,
que não percebi a maré que embaça,
nem o chão que estava a sumir.
​Hoje, você caminha sob o dia,
curado, livre e em paz.
Mas levou consigo a minha alegria,
e a luz que eu tinha... já não brilha mais.
​Você se achou no horizonte,
eu me perdi na sua antiga dor.
Sou o balde esquecido na fonte,
no poço escuro que você deixou.Eu te ofereci o meu melhor farol,
fui o guia no seu labirinto,
e enquanto você buscava o sol,
eu ignorava o que agora sinto.
​Apertei sua mão com tanta força,
com medo de te ver cair,
que não percebi a maré que embaça,
nem o chão que estava a sumir.
​Hoje, você caminha sob o dia,
curado, livre e em paz.
Mas levou consigo a minha alegria,
e a luz que eu tinha... já não brilha mais.
​Você se achou no horizonte,
eu me perdi na sua antiga dor.
Sou o balde esquecido na fonte,
no poço escuro que você deixou.

⁠ Dias de chuva...
muitos dias chuvosos .
O sol tirou férias
São Pedro deixou o posto de controle
Baldes de água caem aleatoriamente
Diz o poeta :
A chuva veio para renovar
e levar embora tudo aquilo que faz mal
poeira, terra seca
calor intenso
Mas desta vez a chuva veio como inimiga
e tanta tragédia causou
Vítimas dos deslizamentos
das enchentes , dos destroços
Não podem esperar a tempestade passar
tem que aprender a dançar na chuva
Muitos voluntários
Os ajudam a acertar o passo
cada passo seja uma conquista
para um novo amanhecer.
********

⁠ENCONTRO CASUAL


Era a hora sexta
sol do meio dia a pino
Apenas dos passarinhos
ouvia se um hino
o lento sibilar do vento
trazendo frescor e acalanto
Ela na relva a descansar
Desde muito cedo estava a pastorear
Uma pausa para descansar
enquanto as ovelhas
também se deitam a dormitar
De repente atrás de si um leve ruído
Estalar de folhas secas se faz ouvir
Lentamente ele se achega
poucas palavras,
Num lascivo olhar logo a seduz
É que de longe a observava
e uma oportunidade esperava
dela se aproximar
e então se declarar
E assim de mãos dadas
por muito tempo ficaram
Um jeito poético
de mostrar almas juntinhas
prontos a mostrar pro munndo
como era lindo seu amor

editelima 60
Março/2023

⁠Eis que o sol desponta

O sol desponta
lá no horizonte
tingindo os montes
Iluminando os prados
Beijando as campinas
despertando a natureza
onde Tudo se faz beleza
Em voo rasante
Dançam os pássaros
formando uma pintura
no céu radiante
Tudo é alegria
um pouco de nostalgia
Mas é Certeza de vida
Certeza de recomeço

editelima 60

maio/2018