Poemas sobre o Silêncio
Cada indivíduo carrega consigo as histórias não contadas de seus antepassados, moldando
silenciosamente seus destinos. Ao honrar essas histórias e integrar suas lições, encontramos o caminho para a plenitude.
Há momentos em que nos faltam palavras e outros em que escolhemos o silêncio; ainda assim, em todos eles, a vida exige que permaneçamos presentes.
"O verbo é contingente e o silêncio é escolha. Mas a Presença, o ato de ser no Agora, é a única demanda inegociável da existência."
"O silêncio é valioso; porém, há instantes em que a existência exige voz, para que não sejamos sufocados pelo ímpeto daqueles que fazem do silenciamento a sua força.”
"Driblamos o destino no automático da vida, sem ver que o universo, em silêncio, já recalculou a rota."
"💕...no silêncio daquele momento pude ouvir o pulsar do seu coração me chamado para ,juntos,nós entregar na mais pura emoção...vêm, estou esperando...o seu beijo...seu olhar...vêm...💕"
Sinto-me como um eco perdido entre o que fui e o que se quebrou, carregando um silêncio que dói — mas ainda tentando encontrar um lugar onde eu possa respirar de novo.
Guardo essas causas em silêncio, sabendo — sem ponte que as una — que ter validade própria é o preço da liberdade no exílio do ser.
“O vazio se instaura onde antes pulsava a vida, não como um buraco, mas como um silêncio carregado de ecos. Inexistir não é apenas ausência: é o apagamento do nome, do gesto e da memória que sustentavam o real. O que foi fictício desfaz-se no ar como miragem; o que se extinguiu retorna ao cosmos em forma de quietude. No intervalo sutil entre o ser e o nada, pairam as cinzas luminosas de uma quimera — não mortas, apenas transmutadas. O fim não é escolha nem castigo: é o rito inevitável pelo qual uma existência atravessa o tempo e se converte em lembrança, antes mesmo de cessar.”
A experiência ajuda a responder com o silêncio as perguntas que já foram respondidas. A falta de segurança está em quem pergunta repetidamente sobre o mesmo assunto e nunca em quem já respondeu.
Onde o ouro dita o tom e o verbo é mudo, o erro veste o manto da razão. Nutrir o silêncio de atos atrozes é alimentar a besta que, de tanto vulto, devora a própria alma e o caráter. No reino do 'posso tudo', o homem se perde por nunca ter encontrado o 'não'
Ass vida Roseli Ribeiro
O imposto cresce em silêncio, o produto some discretamente. Em breve, abriremos a embalagem só para sentir o cheiro.
A montanha acordou antes mesmo de lembrarem que ela tinha nome, não era pedra, era silêncio acumulado em camadas. No meio dela existia uma floresta lilás que parecia bug visual do universo, como se o céu tivesse dado erro e deixado sua cor espalhada ali. Borboletas cor de neon cruzavam o ar como notificações urgentes, brilhando demais para serem ignoradas, enquanto o químico Otto misturava fórmulas invisíveis em frascos vazios, dizendo que toda reação começa onde aparentemente não tem nada. Aviões cortavam o horizonte como se estivessem assinando o próprio destino no céu, sem explicar partida nem chegada. E lá no improvável, havia uma cachoeira no meio de desertos cheio de flores, água escorrendo contra a lógica e pétalas nascendo da areia seca como se o impossível fosse só questão de perspectiva. Nada parecia fazer sentido, mas tudo funcionava perfeitamente dentro de uma matemática secreta: a montanha sustentava o vazio, a floresta lilás provava que cor também é argumento, as borboletas neon iluminavam o que ninguém queria ver, Otto entendia que caos é só ciência em processo, os aviões voavam para dentro do silêncio e o deserto florescia porque sempre soube que era jardim antes de ser ausência. Era estranho, era confuso, mas era exatamente assim que precisava ser.
O silêncio dói.
Mais vocês já tacaram o cotovelo na quina da mesa e sentiu aquela dor junto com aquele choque da desgraça?
“Depois de atravessar o modo caverna, o homem escolhe o silêncio. Não por fraqueza, mas por perceber que carrega princípios em um mundo movido por vaidades e prazeres passageiros.”
Mais uma vez me peguei chorando, desejando, no silêncio do meu quarto, que a morte me levasse de uma vez, porque a dor e a solidão já me consomem por inteiro, é um cansaço que não é do corpo, é da alma, um peso que aperta o peito, sufoca os pensamentos e transforma cada dia em uma batalha que eu já começo derrotado. Estou cercado de pessoas que dizem gostar de mim, mas as palavras soam vazias, como ecos sem verdade. Sinto que falam por educação, por costume, não por sentimento e eu continuo ali, no meio da multidão, me sentindo invisível, deslocado, julgado em silêncio, diminuído em cada olhar, é uma solidão que não depende de estar sozinho, é estar rodeado e, ainda assim, não pertencer a lugar nenhum, é carregar por dentro um grito que nunca sai, uma dor que ninguém vê, uma ferida que não fecha. Às vezes, tudo o que eu faço é esperar e esperar que o tempo passe, esperar que algo mude, esperar que essa dor finalmente se cale. Mas o que mais machuca é sentir que estou apenas sobrevivendo, contando os dias, como se aguardasse o momento em que tudo isso termine e o sofrimento, enfim acabe.
Ao perceber que até o seu silêncio alimenta a engrenagem, você descobre, num frio existencial, que não há fora do jogo político apenas peças conscientes de seu movimento, ou engrenagens inconscientes de sua própria moagem.
