Poemas sobre o Silêncio
O amor Trivial
O que sufoca é o silêncio de tudo que não foi dito, são aquelas conversas sem nenhum preâmbulo, explicação, ou definição, onde nosso coração grita, mas nossa mente teima no faz de conta de não querer escutar... e tudo que prevalece é a ausência de um fim, e permanência daquele espaço oculto indistinto, onde as palavras não atingem seu real objetivo.
Definir o indefinivél certamente não é algo fácil, mas permanecer com estas amarras invisíveis, lascivamente dolorosas, é como percorrer tentando buscar o equilíbrio estando nas margens entre caos e o paraíso.
Estarei a beira de minha demência? Pois mesmo sendo algoz, me perco no alento e não me permito sucumbir aos anseios! E lhe digo sim, mesmo assim eu gostaria de mais doses elevadas diárias de ti, e um pouco de tudo, e de todo aquele pouco que me pertencia. Quero de volta aquele seu olhar desconcertante e do desperdício deste vício que rege e consome meus instintos.
Não é digno dizer eu te amo, sem realmente amar, e percebo que muitas vezes faltou-me a tal dignidade, não pelo não amar, mas pelo amor na visão de um olhar qual apenas eu poderia enxergar, nesta altura da vida me observo quão egoísta fui e somos.
Mas acredito que ainda prefiro o egoismo ào descuido de um amor, aquele tipo de gente que se empolga, e empolga, lança sobre ti todos os efeitos e defeitos dos artefugios da boa e velha arte da conquista, mas quando atinge seu ápice o alge visceral de um platônico terreno, alça âncoras e segue mar afora em busca de outros "amores", "novas paixões"transformando sentimentos num mero parque de diversão, onde apenas uma única pessoa se diverte, e verbalizando a coisa, isso se resume ao velho e infimo amor trivial.
Rê Pinheiro
Entre o Silêncio e a Fé, há Espera.
Na quietude do tempo, a alma cala,
E aguarda, mesmo sem saber o dia.
O coração ansioso não se exala,
Sustenta em fé o fio que o guia.
A espera dói, mas também semeia,
Ensina o passo lento a florescer.
Na terra árida, a esperança ateia,
O lume oculto que insiste em viver.
É como o mar que aguarda a maré cheia,
Ou o céu, que espera a lua aparecer.
No vão dos dias, a dor que incendeia,
Também prepara o sol para nascer.
Pois quem espera, mesmo sem razão,
Encontra em Deus o pulso da estação.
O silêncio no olhar de uma criança,
o perfume na simplicidade da flor,
o conforto no calor do abraço,
o recado no valor do sorriso,
o alívio no frescor da brisa,
a segurança na palavra amiga;
tudo me leva a crer: sou mesmo um pobre.
O silêncio ajuda, mas você não precisa dele para encontrar a calma. Mesmo se houver barulho por perto, você pode perceber a calma por baixo do ruído, do espaço em que surge o ruído. Esse é o espaço interior da percepção pura, da própria consciência.
Você pode se dar conta dessa percepção como um pano de fundo para tudo o que seus sentidos apreendem, para todos os seus pensamentos.Dar-se conta da percepção é o início da calma interior.
Voce sabe...
Entendo de perdas, da impotência ao ver o sonho ruir.
Choro em silêncio...
Alma ferida pela dor , de não ter tocado .
Despi-me de qualquer preconceito, joguei fora medos...
Só pra te ver caminhar pra mim...
Era só o que queria...
Aquele fio condutor que me levasse ou que te trouxesse ,
e me prendesses nos teus braços.
Queria a tua boca , tua mão na minha , teus beijos...
O eco dos teus passos...
Te dar meu colo, ter-te em mim, horas sem fim...
Amar com o corpo, com o pensamento , amar sem reservas.
Apenas e somente Amar.
Hoje...
Voce sabe...
A falta de você me rouba o ar.
As palavras já não fazem sentido.
No limite de cada uma delas estico as frases , e quando ultrapassa o limite, elas flutuam , como se misturadas em sentimentos, virassem poema.
Noites vazias... toques sem respostas...
Silêncios distantes e amargos.
As horas são nuvens que se desfazem ao menor vento...
Os sentimentos estão aqui , escondidos...
E como se fosse do meu sentir, a epiderme , tudo isso feriu meu coração.
Hoje vai ser assim...
A música é o silencio , a quietude,
nada mais.
Há um lugar dentro de mim que não tem nome.
Não é sombra nem luz — é um silêncio que pulsa, como se guardasse o segredo de todas as respostas que nunca tive coragem de perguntar.
Ali, as memórias não se mostram em ordem, mas em fragmentos que se repetem como ondas. Cada lembrança traz um peso diferente, e cada peso molda um pouco mais quem sou. É um território onde o tempo não existe, mas onde cada instante tem o peso de uma eternidade.
Não é um lugar para visitas apressadas.
É preciso entrar devagar, com a respiração contida, aceitando que algumas verdades não se dizem — apenas se sentem.
Ali, o choro não é tristeza, é purificação. A dor não é inimiga, é guia. E a solidão não é ausência, é presença ampliada de si.
Talvez, no fundo, essa profundidade seja o que me mantém viva.
Porque é ali que encontro a mim mesma antes que o mundo me peça para ser outra.
Nos braços da saudade
Acordei no meio da noite, sentindo um silêncio que pesava mais do que a escuridão.
Não era medo – ou talvez fosse, mas de um jeito diferente.
Um medo que não pede socorro, só escuta o eco do que já foi.
Fechei os olhos e vi você.
Seu abraço morava em mim, mesmo sem estar ali.
O tempo, teimoso, levou sua presença, mas não soube apagar o que ficou.
Porque amor de verdade não some, só muda de forma.
Vira cheiro no vento, calor no peito, voz na lembrança.
E mesmo quando a saudade aperta, há um consolo invisível
Que me embala como você fazia.
O passado não volta, mas sussurra.
E toda vez que a noite me encontra, eu escuto.
Fecho os olhos, respiro fundo
E me deixo levar por aquilo que nunca me deixou.
Para ela, que foi meu lar antes mesmo que eu entendesse o que era ter um.
Silêncio da Partida: Quando Só Para Mim Tinha Importância
Às vezes, chego a um ponto em que finjo estar tolerando tudo. Tenho preguiça de argumentar, de tentar explicar. Calo-me, mas não engulo. Apenas me preparo para partir. A decisão já está tomada, mesmo que a tristeza ainda me acompanhe. Porque, ao longo do caminho, percebo que aquilo que para mim tinha tanta importância, para o outro não significava nada. E isso dói. A dor não vem do afastamento em si, mas da constatação de que, mesmo quando entregamos o nosso melhor, muitas vezes somos deixados para trás.
A tristeza não é uma fraqueza, mas um reflexo de tudo o que tentamos construir, das esperanças que alimentamos, e das promessas que não se cumpriram. O que resta agora é seguir em frente, mesmo com os olhos ainda voltados para o passado. Porque, mesmo sabendo que só para mim tinha importância, há algo mais forte dentro de mim, algo que me permite seguir. A liberdade vem da escolha de ir, mesmo quando a partida se faz silenciosa, e a dor é uma lembrança do que não foi recíproco.
E, com o tempo, essa dor se transforma. Não mais como um peso, mas como a sabedoria de quem se escolhe, de quem aprende a se dar valor, mesmo que o outro não tenha visto. O fim não é o fim, mas o começo de algo que só a mim importa agora.
Basta um abraço. Nada mais que o silêncio de um abraço. Bastam uns braços. Os teus braços ao meu redor. Nada mais que a força do teu abraço em mim.
Basta um abraço. Um abraço que tudo acalma. Uns braços que nos protegem. Uns braços que nos envolvem e seguram. Que nos aquecem e acalmam.
Basta um abraço. O teu. Em mim.
Botão de Rosa
Nos reconcavos da vida jaz a morte
Germinando no silêncio.
Floresce como um girassol no escuro.
De repente vai se abrir.
No meio da vida, a morte jaz profundamente viva.
• ♡ ೋ ✿ ... um momento de silêncio ... A prece no coração ... Que Deus possa olhar ... cuidar e abençoar
Cada alma que clama por sua misericórdia!• ♡ ೋ ✿ ..
.... Liahna Mell ღ ೋ
A ARTE DE CALAR
"O silêncio é um momento vivificante de graça, em que a criatura se cala, mas o espírito fala"
Calar sobre sua própria pessoa, é humildade.
Calar sobre os defeitos dos outros, é caridade.
Calar quando a gente está sofrendo, é heroísmo.
Calar diante do sofrimento alheio, é covardia.
Calar diante da injustiça, é fraqueza.
Calar quando o outro está falando, é delicadeza.
Calar quando o outro espera um palavra, é omissão.
Calar e não falar palavras inúteis, é penitência.
Calar quando não há necessidade de falar, é prudência.
Calar quando DEUS nos fala no coração, é silêncio.
Calar, diante do mistério que não entendemos, é sabedoria.
Arrependo-me muitas vezes de ter falado, nunca de me ter calado. Seja dono de sua boca para não ser escravo de suas palavras. Cuide da palavra. É da essência da palavra, tornar-se realidade. Palavras como: "péssimo", "infeliz", "desgraçado"..., podem voltar-se contra você e infelicitar a sua vida.
Repetidas, mais fortes ainda tornam-se os seus efeitos. Tenha cuidado. Fale somente o que é bom. Quando não puder falar o que é bom, cale-se. Ter a fala disciplinada é conquistar segurança e grandeza de espírito.
Aprenda a falar com Jesus em seu coração, e em sua mente ele se manifestará.
Prefira o silêncio do que as
palavras,
Prefira a fome do que a
ganância,
Prefira sobreviver do que
morrer em vida, tente
Andar sobre as águas.
O SILÊNCIO É A MELHOR RESPOSTA
Às vezes você nem sempre precisa de imediato obter respostas, só precisa ficar em silêncio e deixar que o outro entenda o que realmente fez.
Aquele seu tanto faz, como dói. O tanto fez como magoa.
Aquele amor perdido no silêncio do tempo.
Tempo perdido para agradar um alguém.
Qualquer barulho perturbador pode ser tão útil quanto o silêncio. De que forma? Abolindo sua resistência interior ao barulho, deixando-o ser como é. Essa aceitação também leva você ao reino da paz interior que é calma.
Sempre que aceitar profundamente o momento como ele é –
qualquer que seja a sua forma – ,você experimenta a calma e fica em paz.
Preste atenção nos intervalos – o intervalo entre dois pensamentos, o curto e silencioso espaço entre as palavras e frases numa conversa, entre as notas de um piano ou de uma flauta ou o intervalo entre a inspiração e a expiração.
Quando você presta atenção nesses intervalos, a percepção de “alguma coisa” se torna apenas percepção. Dentro de você surge a pura consciência desprovida de qualquer forma. Você deixa então de identificarse com a forma.
O silêncio é a linguagem de quem ama;
é melhor que a palavra humana
renuncie e se exprima
com afeto.
Somente a alma, na sua
linguagem silenciosa,
consegue fazer o que sentimos.
DIANTE DA OPORTUNIDADE.
A porta abriu-se em silêncio.
E o meu medo respirou primeiro.
Não era o abismo que me assustava.
Era a altura que eu poderia alcançar.
Tremi não pela queda.
Mas pela possibilidade de voo.
Palavras são inúteis. Posso seguir meu caminho em silêncio.
Meu merecimento? Sou eu quem faz.
O medo já deixei para trás. Alguns sonhos também. Não importa, vou buscar outros.
Meu passo leve não deixa pegadas. Você poderá até encontrar algumas lágrimas por onde passei.
A energia de minha alegria? Que insisto em distribuir por onde passo? Ah! Essa sim mostra por onde estive.
Ser livre não é escolher um novo rumo a cada nascer do sol. Ser livre é poder desfazer os laços que me impedem de chegar aonde quero.
Mas em certos momentos é preciso se armar: carrego sempre uma aquarela. De repente, se a verdade se mostrar ‘nua e crua’, poderei ao menos deixá-la mais colorida.
No silêncio da noite quente,
Imagino em minha nuca teus lábios quentes,
A despertar-me de um sono profundo,
Envolvendo-me em carícias ardentes.
E entrego-me inteiro nos seus braços,
Minha sacerdotisa linda e envolvente,
Mas de súbito, acordo, para não profanar,
nossos templos por um ato inconsequente.
