Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
Enquanto a cidade dorme eu te espero
Noite e noites em claro esperando você bater na porta
Mas com a certeza que não acontecerá
Saio pelas ruas com apenas a lua de companhia
Em cada esquina procuro seu olhar
Na esperança de novamente te amar
Sentir teu corpo todo suado no desejo e na ânsia de me amar
Seu toque, seu cheiro, seu gosto
Em cada pessoa nessa noite vejo teu rosto
Mas não passa de pura imaginação de alguém apaixonado
Preciso tanto de um olhar sincero o bastante pra me dizer se a direção esta certa ou errada... De um abraço forte que me mostre que ainda existe um lugar seguro no mundo...
De uma palavra doce que me mostre que a vida não é só palavras que o vento leva...
De um amor puro e forte pra suportar o balanço do mar e a chuva que cai la fora...
De um ser importante e inesquecível que me traga motivos pra existir...
De um ser importante e difícil de encontrar preciso de alguém especial que me faça saber que no final de tudo ainda posso sorrir como antes.
*Pra onde foi o tempo?*
Você percebe a importância de criar objetivos 😾
Sem objetivos e viver em um ciclo vicioso de tristeza e vazio.
Avenida lenta,
No meu caminhar tão agitado,
mas numa avenida tão lenta…
nesse domingo de manhã,
um café amargo,
um gosto saboroso
de um sonho tão esperado,
vi fotos, brilho no olhar,
vi um aconchegante sorriso,
esse que acalma o meu corpo,
adormece minha insatisfação,
exalta minha esperança
e me faz repensar na minha lida,
nas minhas companhias.
Nesse sorriso que se alarga,
mas se cala, e não me permite
entendero que se passa no coração,
passo horas,dedico toda minha atenção.
Mas o corpo não pode perder
a noçãodo tempo,
nem a razão do destino.
A alma precisa tomar decisão,
criar um espaço para que a unicidade domine,
para que os nossos corpos se aproximem
e prosperem.
Nessa manhã de domingo,
nada pode ficar ao caso, ao esquecimento,
porque a recordação que vem agora,
ela não deve ser esquecida,
não pode ser adormecida.
Meus olhos alcançam os seus e, você,
nesta manhã de calor e de monotonia,
poderia mergulhar nas águas frescas
dos meus pensamentos,
das minhas vontades de estar
ao seu lado.
Entre mágoas sombrias e lampejos de lembranças tristes
De desenlaces e do ouro fluido como um verso de amargura
Surge a moldura do amor recôndito, dentre frutos de risos, de loucuras de elementos unidos... de moléculas de vida
Do divino lugar, onde a saudade traz a lembrança da ausência, da fragância da transparência
A alma voa, o coração soluça na amplitude da distância...
Na constância da esperança, a saudade seja fluida e de lugar a tua voz macia no ouvido, trazendo a doçura da mudança
Da presença inteira, da paixão colorida, do amor correspondido, e a saudade? Ah apenas na lembrança!
Sabe aquele dia que fugi de você?
Eu queria te abraçar, te beijar, te olhar.
Perdoe-me pela minha covardia, mas eu te amava com todas as minhas forças.
Ahh...
Não sabia! A merda que aconteceria, depois daquele dia.
Se eu soubesse que com aquele beijo me apaixonaria... ahh! Eu não te daria!
Se eu soubesse onde aquela ansiedade que me causava aflição na barriga me traria...
Eu nem te conheceria!
Se eu soubesse que aquele "sim, vou me arrumar e já vou" me enlouqueceria... eu não ia!
Se eu soubesse que o céu, o mar.. os papos naquele terraço, a primeira noite de conchinha, o tanto que me torturaria.. eu não subia!
Mas ainda bem!! Ainda bem que eu não sabia...
Pois é
já tive monaretta
sou do tempo que briga era treta
já fui em mattineê
já fui jovem como você
andava de Barra Forte
cruzava a cidade de sul à norte
joguei pelada
brinquei na enxurrada
andava descalço
brincava no mato
já tive pintinho e
porquinho da índia
já almocei na vizinha
roubava fruta
laranja manga
nunca usei drogas
sou de uma época
que isso era prosa
colhi mamona
vendi jornal
não fui engraxate
mas fiz todo tipo de mascate
sou orgulhoso
não me envergonho de nada
a vida não era fácil
era um empreendimento da pesada
já usei boca-sino
já fui menino
não fui coroinha algum dia quem sabe
mas minha mãe queria
que um dia eu fosse padre.
Até mais com gosto de adeus
Um sorriso de lagrimas
Da realidade meu sonho, você
Faz a falta, minha falta
Do meu sonho, não real, eu
A coisa errada
Não se engane, o Demônio não se oculta na escuridão,
Ele ouve suas calúnias, suas injúrias, todas as suas falsas acusações;
Ele conhece suas decepções, suas fragilidades suas desilusões.
Sabe que você não é tão frágil ou ingênua quanto tenta parecer.
Não! Você sofre consciente porque decidiu correr os riscos
mesmo diante de todas as evidências;
Você permanece no erro por não querer admitir que dedicou
o seu tempo, o seu amor à coisa errada.
E, pensando nisso, você se desespera e até chora
muitas vezes, tentando encontrar um meio de tornar
a coisa errada a coisa certa para sua vida.
Não tente recriar a coisa errada, imaginando-a bela, amorosa,
asseada, culta, honesta, responsável;
Não se esforce para redesenhar sua personalidade para transformá-la
no protótipo de sua ambição.
Isso apenas contribuirá para desgastar ainda mais o (ré)lacionamento,
Pois o tempo adiado se tornará um inimigo implacável
de suas emoções,
E o rompimento será ainda mais dramático para ambos - embora, em suas obsessões, você encontre muitos motivos
para permanecer.
Liberte-se! Liberte-a!
Há muitas coisas erradas esperando por ela longe de você.
Ou você jamais será a coisa certa para alguém,
Tampouco para si mesma.
Hoje sou outono,
quarenta e oito vezes.
Há em mim o peso das folhas,
mas também a promessa das raízes
que nunca deixaram de se agarrar à terra.
Não conto os anos,
conto os abraços,
as vozes dos amigos que resistem
como rochedos ao vento.
A família,
são os rios onde mergulho o coração,
sempre frescos, sempre certos,
a correr pela alma
como um alívio antigo.
Olho o horizonte e há luz,
mesmo que o inverno venha,
há calor guardado nas mãos,
como sementes que esperam a hora certa.
Sigo em frente, confiante,
porque cada estação traz consigo
a promessa de um recomeço.
Agradeço a todos que se lembram de mim
neste dia simples,
e aos que partiram,
carrego-os comigo,
como sombras que dançam ao sol,
um eco de memórias que nunca se apaga.
O mundo é para todo mundo, mas nem todo mundo é para o mundo.
No dia em que você sair de suas raízes, vai deixar muito mais do que uma vida para trás. Vai deixar cheiros, vozes, risadas que se perdem no vento. Vai sentir o vazio de quem partiu carregando a esperança no peito, mas também o peso de não saber se, ao voltar, encontrará tudo do jeito que deixou.
Quando você conquistar o que veio buscar, quando finalmente decidir retornar às suas raízes, perceberá que o lugar que um dia foi seu porto seguro não existe mais do jeito que você lembrava. Talvez as ruas sejam as mesmas, as casas de portas abertas ainda lá, mas dentro de você, um silêncio se instalará. O tempo passou para todos, e as marcas que ele deixou são mais profundas do que imaginávamos. Talvez você perca alguém importante no caminho, ou talvez perceba que os amigos, aqueles de infância, já não riem das mesmas piadas. Quem sabe a saudade que você sentiu por tanto tempo se torne agora uma presença distante, como uma sombra que você não consegue mais tocar.
E aí, nesse retorno, você vai entender que não foi só o mundo que mudou. Foi você. Você já não pertence mais ao lugar onde cresceu, porque os seus olhos enxergam mais longe agora. Voltar para onde tudo começou é perceber que a única coisa que não mudou foi o cenário. Mas você? Você se transformou. O que um dia foi o seu ‘eu’ já não existe mais. E aí você chora, não por tristeza, mas porque crescer também dói. Dói deixar para trás quem você foi, os sonhos que já não fazem mais sentido, e as memórias que vão ficando embaçadas.
Você amadureceu. E no fim, percebe que o maior desafio não foi ter deixado suas raízes, mas aceitar que, mesmo voltando, nunca mais será o mesmo. E talvez, isso seja o mais difícil: entender que não há retorno para quem se perdeu ou se encontrou pelo caminho.
Fragmentos de Amor
Em versos quebrados, um adeus amargo,
Um coração partido em mil pedaços.
O amor que um dia floresceu tão farto,
Agora se desfaz em tantos laços.
Divergimos em sonhos, em ideais,
Caminhos distintos, rumos opostos.
A dor da despedida nos corrói os ais,
E a saudade nos invade, insistente e colosso.
Queria te ter para sempre, assim, ao meu lado,
Mas o destino traçou um outro desenrolar.
A razão, fria, nos afastou, pesado,
Deixando em nós uma ferida a sangrar.
Em cada canto, um eco da tua voz,
Em cada olhar, um reflexo do teu ser.
A vida segue, mas a alma não se acomoda,
E a saudade, insistente, não quer se perder.
Que a vida te leve para onde sonhas,
Que a felicidade te encontre, a todo instante.
Mas saiba, meu amor, que em meu coração,
Tuas lembranças guardarei, pulsante.
Segundas…
Nossas segundas,
Da vontade de te reencontrar,
O frio na barriga ao te olhar
Tenta minha mente enganar, dizendo
"Você precisa parar."
Chega o bom dia acanhado,
O olhar meio de lado.
Com os olhos cerrados,
Procuro desviar o olhar.
Na segunda metade do dia,
Mesmo consciente, tentando enganar,
Vem uma vontade enlouquecente
Dizendo: "Vai lá."
O olhar, antes acanhado, agora é desejo;
O frio na barriga, apenas um lampejo.
Na mente, a vontade ardente
De estar ao seu lado,
O toque no braço,
A ânsia dos teus abraços.
Eis que aquele pensamento da manhã,
Antes consciente,
Agora é desejo ardente
De me entregar.
Me entregar aos teus abraços,
Aos teus beijos molhados,
Ao teu cheiro suado,
Meu corpo cansado
Quer no teu repousar.
Segundas…
Ele não quis jantar aquela noite,
Resolveu deixar espaço para as borboletas voarem no seu estômago.
Nem um copo de leite, nem um copo de suco,
Nem um copo de nada,
Não quis dormir.
Ele sentou na cadeira com o rangido quase infinito,
Olhou o relógio,
Olhou pra janela,
Olhou nas memórias,
Mas não quis jantar naquela noite.
À sombra de que nem todo clichê é válido,
A certeza iminente do fim,
A raiva por aceitar que: é a vida.
Falta dó impalpável mesmo achando ter vivido cada segundo como se fosse o último .
Olhou pra dentro
Respirou fundo
Tentou achar razão e até cochilar
Mas não quis jantar naquela noite."
Certa manhã alguém me falou que eu era um pássaro
Que a verdade alguém me roubou
Que eu era livre
Que eu precisava de mais
Que eu não entendia
Achava que voar não poderia jamais
Achava assim que era proibido
Mas meus instintos eram inibidos
Sobre a liberdade, não sabia o que era verdade
Entre tantos medos e mitos
Meus desejos eram oprimidos
Mas de repente eu estava voando
Respirando a liberdade
O mundo conquistando
Pássaro que voa
Asas que batem
Canto e alegro
Ante esse mundo selvagem
Abra sua mente, ouça seu coração
Voe pra bem longe da opressão
Use suas asas pra voar
Pra amar, pra se libertar
Abra sua mente, ouça seu coração
Voe para bem longe da opressão
Use suas asas para voar
Para amar, para se libertar
Que crueldade
Você vai me desculpar
Mas esse fogo amigo não tem perdão
Você se foi e me deixou no chão.
Não há reinícios, não há kit médico, não há desfibrilador
Que te cure e alivie a sua dor.
Estou no chão
E enquanto agonizo indefinidamente
O seu corpo esfria diante da gente...
