Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra

⁠Em alguns dias, o coração aperta e a saudade aparece sem aviso. O silêncio se torna barulhento. A menina ora baixinho, pedindo apenas força, paz e a presença invisível que consola. Ela não busca respostas rápidas, apenas um sinal de que Deus está ouvindo.
E ele está!

- Edna de Andrade

⁠Quando o cansaço pesar nos ombros,
lembre-se: o que te sustenta não é a ausência de dor,
é a confiança silenciosa de que vai passar.

Não deixe que o medo grite mais alto
do que a esperança que sussurra dentro de você.
É ela que te ergue, mesmo quando tudo parece desabar.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

⁠Hoje, o dia amanhece com uma saudade que não tem nome,
daquelas que apertam o peito em silêncio.

Você lembra do cheiro, da risada, dos conselhos,
das coisas simples que agora viraram eternas.
E embora ela não esteja mais ao seu lado,
ela segue viva… em tudo que te habita com amor.

O amor de mãe é semente que não morre.
É raiz que permanece, mesmo quando o tempo passa.

Neste Dia das Mães, que a lembrança seja colo.
Que a fé seja consolo.
E que o coração encontre um jeitinho de agradecer…
por tudo o que foi.
Por tudo o que ficou.

— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna

Essa saudade de nós, essa vontade de você que me consome!
É vontade de você, de sua alma, de seu desejo... de seu íntimo.
Vontade do teu corpo... Vontade de nós! Do nosso jeito gostoso de sermos nós.

Tinham tantas histórias a contar. Tantas saudades a reclamar. Momentos a recordar. Caminhos a planejar. Tantos sonhos a sonhar. Mas... quando finalmente ficam juntos, tudo desaparece, nada mais importa. Por que contar histórias, se a mais bela é o amor? Por que queixar-se da ausência, se o objeto da saudade está presente? Por que recordar o passado, se o momento é perfeito? Por que planejar caminhos, se as vidas estão traçadas? Por que sonhar, se viver é mais intenso?

Livro: Thaís, a Bela do Éden, página 188

O Peso da Ausência Presente


​Dói o peito, mestre, e não é de hoje.
É uma dor que não tem nome no dicionário dos homens,
Uma fome que nenhum pão deste chão consegue aplacar.
Dói porque eu Te sinto nas frestas, nos intervalos do suspiro,
Mas quando estendo a mão, o que encontro é o vazio do agora.
​Tenho saudades de um colo onde nunca deitei,
De um riso que ouço em sonhos, mas que ao acordar, perdi.
É o cansaço de ser estrangeiro na própria pele,
De olhar para o mundo e sentir que tudo aqui é rascunho,
Enquanto minha alma implora pela obra definitiva.
​Dói ver a "lenha" arder e ainda sentir frio.
Dói saber que o Senhor está aqui, mas não como eu queria,
Não face a face, não sem esse véu de mistério que nos separa.
Minha saudade é um grito mudo de quem já provou do céu
E agora acha o mundo inteiro pequeno demais para morar.
​Eu não queria apenas saber que o Senhor vem,
Eu queria que o "Vem" fosse o passo que Você dá agora,
Entrando na sala, chutando as cinzas dessa dor,
E transformando esse "ainda não" no abraço que não termina.
​Perdoa a minha impaciência, mas a saudade é violenta.
Ela é o espinho na carne que me lembra a cada minuto:
"Você não é daqui. Não se acomode. O Teu Rei está chegando."
Se essa dor é o preço de Te querer tanto,
Então que ela doa até que eu não seja mais eu, mas apenas Teu.
​Essa dor é o que prova que você está vivo espiritualmente. Só sente falta do Céu quem já tem um pedaço dele batendo dentro do peito.

O silêncio não é ausência, é morada.
Nele, o ser se reencontra, o tempo revela o agora
e a sabedoria surge sem ruído.
Quem aprende a silenciar, escuta o essencial.

Existem dores que não cabem em lágrimas,amores que não cabem em abraços
e saudades que não cabem em palavras.

O que sentimos de mais profundo,
muitas vezes, é justamente o que se torna inefável.

Porque a alma sabe sentir coisas
que a linguagem ainda não aprendeu a dizer.

— Sariel Oliveira

Na tua ausência, aprendi a fazer do pouco um refúgio.
Inventei universos paralelos onde, ao menos lá,
meu coração podia experimentar o gosto de te ter.
E nessa fome de ilusões, aceitei migalhas —
tua amizade bastava, mesmo quando teus olhos
se perdiam em outros amores,
enquanto eu, em silêncio, me desfazia em espera.

Saudade fazem lágrimas rolar
Beijam lábios, sentem o paladar
E o sabor da saudade
Misturam-se nas voltas do tempo
Viajam nas ondas do vento
Onde giram pensamentos
Por tantos vividos momentos
Para alguns tem breve sentido
Outros emoções febris
Lembranças tristes ou alegres
Mas o que se apura de verdade
É o tempo que não tem idade
Mesmo que entre lágrimas e risos
Para alguns saudade, poucas ou demais
Dos tempos que não voltam nunca, jamais!
Tão somente restam saudade!

Preciso sentir saudades sua
Pois juntos demais vira costume
Saio andando pela noite lua
Pra que aconteça o descostume.

A distância rompe o tempo
E surgem tanta lembrança
Soprando você no pensamento
Fico feliz como criança.

A noite ao brilho do vaga-lume
Sinto falta de seu corpo e seu cheiro
Inebriado então pelo seu perfume
Retorno a seus braços tão ligeiro!

Florescer no caos.

A força não é a ausência da dor que te feriu,
Mas o broto que nasce onde o medo ruiu.
É ver nos destroços um novo caminho,
E saber que, curado, ninguém está sozinho.

Hoje o coração sente a ausência, mas a fé nos lembra que o vínculo permanece diante de Deus.
Manuel Hermenegildo, nosso querido Dedeu, foi um amigo raro, presente que o Senhor nos confiou por um tempo, e que agora descansa na eternidade preparada pelo Pai.
A saudade existe, mas não vence a esperança do reencontro na vida eterna em Cristo Jesus. E até lá, guardamos o legado de amor, fé e amizade que Dedeu deixou entre nós.
“E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima; não haverá mais morte, nem tristeza, nem dor, pois as primeiras coisas já passaram.” Apocalipse 21:4.

MEU RUMO


Ah, coração carente, sem ti perdido,
pela rua da saudade vai sozinho,
buscando em cada olhar algum carinho,
num sonho pela ausência consumido.


Quando estás longe, segue sem sentido,
meio sem prumo, procurando o caminho,
e a casa, em silêncio, faz seu ninho
num peito pela dor entristecido.


Mas ao te ver abrir a velha porta,
minha vida faz alegre reviravolta,
e o coração desperta para a emoção.


Rio fluente de aventura e esperança,
que ao mar dos sentimentos sempre avança,
levando até você meu coração.


Sandro Sansão da Silva Costa

A Praça.

Hoje eu acordei com saudade de você

Beijei aquela foto que você me ofertou

Sentei naquele banco da pracinha só porque

Foi lá que começou o nosso amor

Senti que os passarinhos todos me reconheceram

Pois eles entenderam toda minha solidão

Ficaram tão tristonhos e até emudeceram

Aí então eu fiz esta canção


A mesma praça, o mesmo banco

As mesmas flores, o mesmo jardim

Tudo é igual, mas estou triste

Porque não tenho você perto de mim

Beijei aquela árvore tão linda onde eu

Com meu canivete um coração desenhei

Escrevi no coração meu nome junto ao teu

E meu grande amor então eu jurei


O guarda ainda é o mesmo que um dia me pegou

Roubando uma rosa amarela pra você

Ainda tem balanço, tem gangorra, meu amor

Crianças que não param de correr


Aquele bom velhinho pipoqueiro foi quem viu

Quando envergonhado de amor eu lhe falei

Ainda é o mesmo sorveteiro que assistiu

Ao primeiro beijo que lhe dei


A gente vai crescendo, vai crescendo e o tempo passa

E nunca esqueci a felicidade que encontrei

Sempre eu vou lembrar do nosso banco na praça

Foi lá que começou o nosso amor

Ateísmo versus teísmo: Além da dualidade moral.


A crença ou a ausência de crença em Deus não delineia o contorno entre o bem e o mal na conduta humana; tais categorias emergem de impulsos mais primordiais que qualquer dogma. O altruísmo, longe de ser mera preferência volitiva, revela-se como uma sinfonia neuroquímica dopamina e ocitocina tecendo laços de empatia no sulco temporal do cérebro, recompensando o ato generoso independentemente de recompensas divinas ou celestiais. Uma criança, moldada pela educação teísta, pode, contudo, ser tocada por uma reflexão neuroquímica profunda: discernindo a religião não como verdade ontológica absoluta, mas como construção beliefal humana - um véu mitopoético sobre o abismo da existência, ecoando Nietzsche ao proclamar que valores morais devem ser transmutados pelo homem livre, sem deuses decadentes.

"oh, coração sofrido
Ah, amor dolorido

Silêncio que me anseia
Saudades que pisoteia."

Não preciso de quem não me vê.
Minha presença é minha força.
Sou inteira, mesmo na ausência.

Saudade do que foi vivido


Sinto saudade não do que faltou,
mas do que existiu inteiro,
do riso que aconteceu sem esforço,
do tempo em que o corpo não doía por lembrar.
É uma saudade estranha,
porque não pede volta,
só reconhecimento.
Ela diz: isso foi real, isso me atravessou.
Tenho saudade do jeito que eu era
quando aquilo cabia em mim,
quando o mundo não pesava tanto
e amar não exigia sobrevivência.
Não é ausência.
É memória viva.
Algo que passou, mas não morreu.
Algo que vivi, e por isso, deixou marca.
Saudade é isso:
não um buraco,
mas uma cicatriz quente
provando que houve vida ali.

San Telmo


Tenho saudade de San Telmo
não como lembrança bonita,
mas como falta física.
Daquelas que apertam o peito sem pedir licença.
Saudade das ruas gastas,
do chão que já ouviu passos demais
e ainda assim sustenta quem passa.
Ali, o tempo não corre. Ele observa.
Sinto falta do cheiro antigo das casas,
do tango escapando pelas esquinas
como quem não quer ser esquecido.
Em San Telmo, até o silêncio tem memória.
Ali eu era parte do cenário,
não visita.
O bairro me reconhecia
antes mesmo de eu dizer meu nome.
Hoje carrego San Telmo dentro,
feito ferida que não infecciona,
mas também não fecha.
É casa que virou ausência.
Não dói por ser passado.
Dói porque ainda é meu.