Poemas de reflexão sobre a Vida
A sombra do poder institucional é um véu de sangue inocente, que pende como um crepe fúnebre sobre a história da humanidade, lembrando-nos de que a autoridade e a ordem são frequentemente compradas ao preço da vida e da liberdade.
"Nosso erro é achar que nossos erros são justificados pelos erros dos outros. Se estiver errado, errado está."
Por vezes, a vida nos presenteia, de forma sutil e voluntária, com flores, que não nos falte sensibilidade para reconhecê-las.
Viver sem moldura nem armadura é deixar a dor chegar, chorar sem receio, sentir no peito, permitir-se ser ferido, partido, refeito.
A vida não se anestesia, se atravessa, se arrepia, é luto, é riso, é ferida que ensina, é tristeza que ilumina.
Uma vida bem vivida não veste fantasia, não cabe no sorriso forçado, na vitrine da alegria, não se vende em propaganda, mas se derrama pela varanda.
Vida é risco abraçado, desejo ousado, feito comemorado, peito marcado, velório demorado, luto chorado, no tempo dedicado.
Viver é estar no agora nos risos, nos gritos, nos imprevistos, no abraço do tempo, no passo torto, no susto, nas dores e nos sabores.
Viver não é editar a vida para caber no aplauso, mas ousar ser, sem rótulo e sem disfarce, mesmo que doa, mesmo que desagrade.
A raiz não se vê, mas sustenta; a palavra não se toca, mas transforma – tua presença em mim é semente que floresce eternamente.
A mulher sábia não precisa gritar para ser ouvida, nem manipular para ser seguida. Sua autoridade vem de Deus. Ela tem discernimento para saber quando falar e quando calar, quando confrontar e quando esperar. Ela ora, vigia e age com fé. E com isso, edifica.
A segurança da integridade está na consciência limpa. O justo dorme em paz. Trabalha com liberdade. Relaciona-se com confiança.
Perdida nos devaneios da vida, a solidão doe na alma, o peito chora e coração já não bate mais tão forte. Um dia , uma batalha, as vezes vence as vezes perde, mas segue pois o percurso é longo e a palavra desistir não existe no meu dicionário.
Na ânsia de catalogar desejos, sofrimentos e identidades, transformamos a complexidade humana em produto vendável, enquanto perdemos de vista a essência do ser.
Talvez a vida seja um enigma sem resposta, e o sentido não esteja nas perguntas que fazemos, mas nas estradas que escolhemos. Cada escolha é um universo que deixamos de viver, e cada passo é uma invenção do destino, como se fôssemos autores de um livro que nunca lemos até o fim.
A vida é como um jogo de dados: podemos calcular as chances, mas o resultado sempre nos surpreende.
