Poemas de reflexão sobre a Vida
O movimento antivacina no Brasil tem um viés muito mais de negacionismo político do que de negacionismo científico.
A maioria esmagadora de seus defensores já tomou outros tipos de vacina por conta própria, o que torna uma contradição autodenominarem-se "antivacina".
Se nos concentrarmos demasiadamente no inverno, não testemunharemos a chegada do verão.
É crucial experimentar todas as estações.
Algumas pessoas optam por viver em um inverno constante, buscando sempre motivos para não se aventurarem.
Outras escolhas na vida implicariam em diferentes desafios.
Não existe caminhada sem tropeços.
Tanto os casados quanto os solteiros enfrentam insatisfações e tristezas; estas fazem parte da natureza humana.
Quando olho para retrovisor da vida percebo o quanto Belchior estava certo ao afirmar que:
"Apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos
e vivemos como os nossos pais."
Aprendendo com a vida.
"Quem tem boca vai a Roma"
No meu primeiro dia de trabalho, com 15 anos, menino da periferia, fui acompanhado por meu pai para agência do Banco Nacional, localizada no bairro da Pituba. Logo na recepção, foram nítidas as expressões de surpresa e desconfiança dos funcionários presentes.
Confesso que na época não dei muita importância para esse fato, talvez pela vida dura que levávamos e pela necessidade, sempre fui pragmático e focado no que era mais importante, naquele momento: o emprego.
Logo na primeira semana de trabalho, uma das minhas funções como boy era fazer pagamentos nos cartórios, bancos, correios, repartições públicas. Era muito verde, tímido, introspectivo, inexperiente e não conhecia a maioria dos bairros de Salvador.
De fato, não achava essa situação um grande empecilho para executar minhas tarefas. Porém, percebi que não poderia demonstrar ao meu chefe essa limitação quando comparado ao outro colega de função.
Dessa forma, sempre que ele perguntava sabe aonde fica? Eu respondia sem titubear: Sei, sim!
Já no ponto de ônibus, lembrei de um ditado antigo: quem tem boca vai a Roma. E assim, de grão em grão fui conhecendo todos cantos da cidade.
Mas uma coisa chamou bastante atenção nesses primeiros dias de trabalho.
Antes de sair para tarefas externas meu chefe entregava um valor em espécie para despesas com transportes.
Num desses dias, ao retonar no final da tarde, devolvi ao meu chefe o troco, já que não gastei tudo. Para minha surpresa, em vez de devolver o troco para tesouraria, ele simplesmente colocou o dinheiro no bolso e deu uma sorriso sarcástico.
A percepção da vida como ela é no mundo corporativo dava os seus primeiros sinais.
A prova de sucesso da nossa ação educativa é a felicidade da criança.
(Maria Montessori)
Meu primeiro contato com a escola ocorreu pertinho da minha casa, através da pró Luzia e da pró Dalva, que além de vizinhas foram responsáveis pela minha alfabetização.
Luzia, professora titular, simpática, carinhosa e sorridente. Dalva professora auxiliar, séria, rigorosa e de poucas palavras. Decerto, que uma completava a outra, tanto no jeito de ser, como no desempenho das atividades pedagógicas.
Lembro que um dia, num ato de rebeldia joguei o lápis no rosto da pró Dalva. Não sei o porquê daquela atitude, talvez pelo fato gostar mais da pró Luzia tenha agido daquela maneira.
Acredito que, de fato, eu não gostava muito da pró Dalva, principalmente quando ela substituia a pró Luizia nas aulas.
Seu jeito de poucos sorrisos não me agradava. Tanto que, uma dia resolvi esconder meu caderno atrás do guarda-roupa, tentando convencer minha mãe que não poderia ir para escola. Imagine!
Em poucos minutos minha mãe descobriu a artimanha e tive que ir para escola.
Mas, é importante frisar que durante todo primário nunca gostei de estudar, queria mesmo era brincar e brincar, nada mais me interessava.
Apesar dessa má vontade com os estudos tirava boas notas.
Essa condição permitiu meu ingresso diretamente da alfabetização para o segundo ano primário na Escola Muncipal Manoel de Abeu, através de uma avaliação
Hoje, relembro com muitas saudades daqueles tempos, tendo consciência que tanto pró Luzia quanto pró Dalva foram importantíssimas na minha formação humana.
E, aquelas birras com pró Dalva são nada mais do que coisas de crianças.
A estabilidade de uma vida eterna seria o fim da sociedade produtiva.
O que nos move é a certeza da morte.
"Vida que segue”
Lema usado pela sociedade pós-moderna diante dos dissabores e infortúnios da vida.
É sempre bom lembrar que nossa experiência de vida é única.
E jamais poderá ser cconsiderada um modelo universal.
A excessiva fragmentação da vida tem levado muitas pessoas a sofrerem de depressão.
Fragmentamos tudo, família, trabalho, ensino, lazeres, livros, músicas, artes...
Estamos virando pedaços de vida desprovidos de sentido.
Grande parte dos problemas de ansiedade presente na sociedade pós-moderna deriva do estilo de vida cada vez mais:
Acelerado, excessivo, compulsivo, consumista, individualista, narcisista, exibicionista, fragmentado, desregulamentado e sem referências.
Vida eterna = vidas passadas + vidas presentes + vidas futuras
Nossa vida é uma parcela no universo eterno.
Palavras
Todas as palavras já estão guardadas em nosso ser.
libere_as com toda gratidão e luz, para poder sentir o amor de Deus em sua vida 🙌
A Vida Não é Justa. Viva Assim Mesmo
O mundo é cruel.
A vida é cruel.
As pessoas fazem de tudo o mais cruel possível.
Mas veja o mundo —
veja a vida com outros olhos.
Romantize o que há de melhor,
se envolva com o que te faz querer viver.
E considere mortos
aqueles que, um dia, te fizeram acreditar
que viver não valia a pena.
É natural ao ser humano buscar o sucesso, mas na prática, muitos acabam aceitando oportunidades de trabalho disponíveis e viáveis, mesmo que estas não correspondam exatamente às suas aspirações.
Entretanto, a circunstância de buscar e aceitar ocupações por conveniência pragmática não implica, necessariamente, um estado de desafortunamento.
O estoicismo preconiza que a felicidade não deve ser vinculada à prosperidade e ao sucesso, nem depender constantemente do reconhecimento dos outros.
Recomenda-se evitar o desejo de ser o centro das atenções e aceitar que algumas circunstâncias podem ser mudadas, enquanto outras não.
Além disso, é fundamental compreender que o envelhecimento, a morte e a perda são inerentes à condição humana.
Transitamos entre extremos emocionais, da alegria à tristeza, do negativo ao positivo.
Ao despertar, enfrentamos o esgotamento energético, mas a rotina diária - com seu café matinal, banho revigorante e execução de atividades - nos revitaliza gradualmente.
No entanto, nossa capacidade de manter a positividade é frágil, sujeita a interações sociais. Uma simples crítica pode nos mergulhar na tristeza, enquanto um elogio pode trazer mais alegria.
Adquira proficiência nas normas estabelecidas e, em seguida, permita-se transgredir algumas delas, caso seja necessário.
Evite interromper quando estiver sendo alvo de elogios.
Priorize a leitura de obras literárias e reduza o consumo televisivo, assim como o uso excessivo de smartphones como forma de entretenimento.
Esteja receptivo às transformações; todavia, mantenha-se fiel aos seus princípios e convicções.
Por fim, não permita que desentendimentos insignificantes manchem uma amizade de longa data.
A tomada de decisões existenciais, como a escolha pela maternidade, é um fenômeno mais comum na esfera social da classe burguesa.
Em contraste, nas áreas periféricas, a vida cotidiana é marcada por conflitos e precariedades, onde a sobrevivência frequentemente se resume a uma dicotomia de vida ou morte.
De maneira geral, as pessoas nutrem uma variedade de necessidades, as quais podem variar consideravelmente de acordo com sua formação educacional e disposição inata para a competição.
Algumas indivíduos priorizam necessidades de ordem material e tangível, como a busca por recursos financeiros, aquisição de bens e o desejo por poder.
Por outro lado, existem aqueles que valorizam e privilegiam necessidades de natureza mais humana e qualitativa, tais como o cultivo da introspecção, a busca por relações de amizade e amorosas, bem como a importância do convívio social e da diversão.
Essa diferenciação reflete não apenas a índole intrínseca de cada indivíduo, mas também a influência da educação recebida ao longo da vida.
