Poemas de Reflexão
Mas eu não quero deixar ninguém saber
Porque todo mundo quer algo de mim agora
E eu não quero decepcioná-los
Estou sem saber de você
Estou sem amor
Vou levantá-la
Quando você estiver para baixo
E dentre todas essas coisas que fiz
Acho que te amo mais agora
Estou escondido
Perdi a cabeça
Eu faria de tudo para você a qualquer hora
E dentre todas essas coisas que fiz
Acho que te amo mais agora
Se eu ainda soubesse como mudar o mundo
Se eu ainda pudesse saber um pouco de tudo
Eu voltaria atrás do tempo
Eu não te deixaria preso no passado
E arrumaria um jeito pra você estar ao meu lado de novo
Eu voltaria no tempo
Pra voltar pra ontem sem temer o futuro
E olhar pra hoje cheio de orgulho
Eu voltaria atrás do tempo...
Os nossos erros seriam apagados
Nossos primeiros desejos ressuscitados
E de novo eu voltaria no tempo
Eu não te deixaria desistir tão fácil
E não te negaria nenhum abraço
De novo Eu voltaria no tempo
Quero partir e encontrar-me,
Quero voltar a saber de mim,
Como quem volta ao lar, como quem torna a ser recebido,
Como quem ainda é amado na aldeia antiga,
Como quem roça pela infância morta em cada pedra de muro,
Havia nela
uma sensualidade escancarada mesmo!
Assim, meio despudorada,
sem saber.
Descarada,
inocentemente, descarada!
Coisa de bicho solto.
Sem falsos pudores
ou vergonhas descabidas!
Ela se "doava"
caridosamente.
Nada pedia em troca.
Só a própria satisfação.
E se lambuzava,
solta como abelha no mel.
OUVIR
É preciso saber ouvir mais com o coração do que com os ouvidos.
O coração possui canais auditivos bem mais sensíveis e dispostos a ouvir e entender.
É preciso saber ouvir as palavras entreditas, mais do que as que foram claramente ditas.
Ouvir as palavras que restam na penumbra.
Ouvir não só os lábios, mas os olhos, os gestos, os passos - que falam muito, e falam sempre.
Bem-aventurados são os que não ouvem só com os ouvidos.
Bem-aventurados são os que podem contar com quem não tem só ouvidos para ouvir.
ENTREPOSTO
Num monólogo louco
tento saber teus passos.
Onde estás? em casa? pelas ruas?
Que roupas vestes? O que calças?
Se é que calças.
Brincas e sorris ou te perdes
o olhar no nada?
Pensas em mim ou no etéreo
mundo que nos serve de entreposto?
Se nada mais nos acompanha
e de nada vale esperar,
que me falte a vida e que
seja a última parada,
o entreposto.
Sinto orgulho em saber
que meu passado me permitiu
ter mais sensibilidade.
Hoje me sinto menos tempestuosa e
mais, bem mais pronta, próxima de mim,
do que fui, do que sou, dessa pessoa
que o tempo me fez.
Hoje, sou mais compreensiva
diante desse futuro que me brinda
com gentil delicadeza.
Surpreendo-me quando
me pego espalhando flores
no caminho que cruzo.
Quem sabe essa não seja
a confirmação de que preciso continuar.
Acho que isso é o que me salva todos os dias.
É essa esperança de vida que me consome.
Quer saber? Eu adoro ser diferente.
É, gosto mesmo é de não ser igual a todo mundo, de ser um exemplo das exceções, de fugir às regras, de não ser incluída em generalizações.
E aliás, eu também nunca me importei quando me chamaram de anti-social ou coisa parecida. Não me ofende, eu não me importo.
Não sou obrigada a curtir balada e saber dançar. Também não sou obrigada a acreditar no que todos acreditam ou fazer o que todos fazem.
Eu assumo o compromisso de ser sempre eu, mesmo sabendo que isso possa me afastar das pessoas, por que eu sei que se eu fizesse o contrário não teria êxito nenhum.
Eu posso até ser boa atriz quando se trata de palco. Mas na vida real, me perdoem, não quero interpretar nenhum personagem que tire de mim a essência de ser eu.
Toda vez que eu me lembro de tudo que já fizemos juntos...
Você me conquista novamente sem saber!
E quando eu me esquecer...
Aí você saberá que eu desisti!
"Não te saber amar
Desculpa ainda se te perdi
Ou não te soube agarrar
Desculpa se te deixei de encontrar
Desculpa ainda amar o teu sorriso
Amar o teu olhar
Desculpa...
Não te saber procurar
Por ter medo de me reencontrar
Arriscar e perder
Desculpa...
Por todos os caminhos incertos que percorreu
Para me encontrar
Desculpa..."
Não há dúvida de que é inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante o mundo. Resta saber se não é igualmente inútil e prejudicial lamentarmo-nos perante nós próprios. Evidentemente. De fato, ninguém se lamentará perante si próprio, a fim de se incitar à piedade, o que nada significaria, dado que a piedade é, por definição, o voluptuoso encontro de dois espíritos. Para quê, então? Não para obter favores, porque o único favor que um espírito pode fazer a si próprio é conceder-se indulgência, e toda a gente percebe quanto é prejudicial que a vontade seja indulgente para com a sua própria e lamentável fraqueza.
Resta a hipótese de o fazermos para extrair verdades do nosso coração amolecido pela ternura. Mas a experiência ensina que as verdades surgem apenas em virtude de uma pacata e severa busca, que surpreende a consciência numa atitude inesperada e a vê, como de um filme que parasse de repente, estupefata, mas não emocionada.
Cesare Pavese, in O ofício de viver
Você não quis saber de tudo o que eu tinha a dizer, por isso não pode entender que não queria me afastar e que continuo a te amar...
Sou forçada a lhe respeitar e esperar, nutrindo a esperança, e tentando suavizar o sofrimento que sua ausência trás.
Enquanto isso peço aos anjos que te façam feliz da forma que sempre quis.
Se não tentar nunca vai saber
Se não arriscar os pensamentos serão em vão
Se não amar nunca saberá o que é viver
Se não perguntar a resposta sempre será não
RESILIÊNCIA
“É a capacidade de se adaptar e conviver com situações difíceis. É saber aprender com elas, superando-as oportunamente. É preciso ter a mente flexível, ser otimista, consciente de que tudo na vida é passageiro.”
Eu não tenho nada pra dizer
você parece no momento até saber como eu estou
sofrendo
Vem veja através dos olhos meus a emoção que sinto
em estar aqui
Sentir seu coração me amando
Amigos para sempre é o que nós iremos ser
Na primavera ou em qualquer das estações
Nas horas tristes nos momentos de prazer
amigos para sempre
Você pode estar longe, muito longe sim
Mas por te amar sinto você perto de mim, e o meu coração contente
Não nos perderemos não te esquecerei você é minha vida tudo que eu sonhei
E quis para mim um dia.
Amigos para sempre é o que nós iremos ser
Na primavera ou em qualquer das estações
Nas horas tristes nos momentos de prazer
amigos para sempre
Olho, pra você e me pergunto assim
Se tudo é tão sincero
Por que tem que haver
Um tempo de dizer adeus ...
Amigos para sempre é o que nós iremos ser
Na primavera ou em qualquer das estações
Nas horas tristes nos momentos de prazer
amigos para sempre
"Há quem busque o saber por si mesmo, conhecer por conhecer: é uma indigna curiosidade.
Há quem busque o saber para poder exibir-se: é uma indigna vaidade. Estes não escapam a mordaz sátira que diz: 'Teu saber nada é, se não há outro que saiba que sabes'.
Há quem busque o saber para vendê-lo por dinheiro ou por honras: é um indigno tráfico.
Mas há quem busque o saber para edificar, e isto é amor. E há quem busque o saber para se edificar, e isto é prudência".
“O saber não nos torna melhores nem mais felizes.”
Mas a educação pode ajudar a nos tornarmos melhores, se não mais felizes, e nos ensinar a assumir a parte prosaica e viver a parte poética de nossas vidas.
(Extraído do livro em PDF: A CABEÇA BEM-FEITA – Edgar Morin – Página 10 – EDITORA BERTRAND BRASIL LTDA.)
