Poemas de Reflexão
Fique em paz quando começar a odiar a ideia que tanto ama. É nesse momento que você descobre onde ela falha e por que ela pode ser genial.
A frustração da espera, do acreditar que vai acontecer, que é só ter fé... nos maltrata e impede de viver o extraordinário.
A filosofia erige no íntimo da alma do ser racional um santuário de sabedoria, colunas de virtudes que sustentam o homem no bem e na verdade.
O tempo não passa: dissolve-se. E nós, inconscientes, caminhamos sobre suas águas turvas, acreditando navegar. Cada lembrança é um navio naufragado que insiste em surgir na superfície, e cada encontro, um fantasma de nós mesmos que insiste em nos reconhecer.
O acaso não erra: apenas nos mostra, em fragmentos, que jamais fomos senhores do que acreditávamos controlar. Cada gesto carrega ecos de mundos que não vivemos, e cada silêncio é mais eloquente que todas as palavras que ousamos pronunciar.
O tempo observa em silêncio, indiferente às nossas urgências. Cada escolha que acreditamos decisiva é apenas um fio lançado sobre o abismo, e cada desejo não realizado ecoa como sombra de nós mesmos, lembrando que nada nos pertence, nem mesmo a própria esperança.
Cada sonho é uma chama que pede céu, mas arde primeiro no peito; e quem o segue descobre que não há triunfo sem ferida, nem voo que não nasça da promessa secreta da queda.
Há um engano recorrente: acreditar que as próprias dores são montanhas enquanto as dores alheias não passam de colinas. Trata-se de ilusão forjada pelo claustro da mente, que amplia o que arde por dentro e minimiza o incêndio do outro. Cada ser caminha carregando cataclismos invisíveis, e nenhum sofrimento é pequeno para quem o atravessa. Quando essa verdade finalmente se impõe, nasce uma humildade funda: percebe-se que ninguém é o centro da tragédia universal — apenas parte de um coro silencioso que tenta, a seu modo, sobreviver ao labirinto.
O sujeito que acredita decidir a partir de si não examinou ainda a densidade do que o constitui. O aparato psíquico é formado por sedimentos: internalizações precoces, modelos parentais, identificações com figuras de afeto e de conflito, traumas que atravessaram gerações sem nome. O que se chama de escolha é, com frequência, a repetição de um roteiro cuja autoria pertence a outro — às vezes a um morto que nem chegou a ser nomeado. O indivíduo como unidade coesa é uma ficção defensiva: o que existe é um sujeito dividido, atravessado por vozes que não reconhece como suas e que, justamente por isso, age como se fossem.
Quanto mais se acumulam informações, menos se cultiva sabedoria. Informação amplia o repertório; sabedoria orienta a existência. A primeira resolve o “como”; a segunda interroga o “por quê” e o “para quê”. Pode-se saber muito e ainda assim não compreender o essencial. E é assim que o homem moderno se torna saturado de dados e carente de direção — capaz de alcançar outros planetas, mas incapaz de sustentar o que dá sentido à própria vida.
A cada arte, a cada dança, a cada conversa, a cada leitura, e através de toda sabedoria, nasce do jardim uma flor sábia.
Tão perigoso quanto o negacionismo, são a generalização e o ódio gratuito! Quando acreditamos em tudo, não temos fé em nada!
Os discursos são poderosos e manipuladores: o falante convence o ouvinte e também passa a acreditar no seu discurso como verdade legitimada.
Há uma serenidade que só o amor conhece: a de descobrir que a felicidade é simplesmente estar ao teu lado.
Sou como uma colmeia de abelhas: quem vem me cutucar, descobre tarde demais que a doçura que guardo também sabe se defender. 🐝
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Você não sente falta de todas as pessoas que perdeu. Sente falta de quem acreditou que elas poderiam ser.
Da natureza humana, tenho receio de descobrir que ela desconhece aquilo que o amor divino é capaz de ensinar.
