Poemas de Reflexão
No inverso
Ao avesso
Observo o invisível
Indizível
Inimaginavelmente
Consequentemente
Inconsequente mente
Tropeça em passos torpes
Cidadão selvagem
Cidade turva
Chuva ácida
Flores murchas
A complexidade do simples
A simplicidade do exato
Becos humanos, ratos urbanos
Se escoem por ralos
Pudera eu ser outrem
Sendo eu pra ser o Todo
Em meio a tanta sujeira
Desvio-me do esgoto
Sábio é aquele que sabe ouvir uma critica e crescer com ela, que sabe assumir seus erros e se compromete a melhorar.
Sábio é aquele que ouve mais do que fala, porque quem muito fala muito se compromete.
Sábio é aquele que consegue enxergar a vida além dos disabores, que consegue manter a fé nos dias maus.
Se engana quem pensa que ser sábio é saber tudo, pois o verdadeiro sábio está em constante aprendizado, nunca é altivo de espírito, e se faz menor do que os outros.
O verdadeiro sábio é aliado da humildade, e nunca desfaz de ninguém, pois sabe que a essência da vida esta em ser e não em ter.
Feliz é o homem sábio pois este sim sabe apreciar as coisas realmente importantes na vida.
Ninguém calça os seus sapatos, nem caminha a sua estrada.
Então só você sabe o que é, e como é viver a sua vida.
Por isso calce os seus sapatos, caminhe a sua estrada e seja feliz!
Nem sempre o importante é sorrir, mas sim ter a felicidade consigo...
Nem sempre o importante é falar, mas sim ter a sabedoria presente...
Nem sempre o importante é ouvir, mas sim ser compreensivo...
Nem sempre o importante é estar com a razão, mas sim fazer parte da honestidade...
Abra caminhos para uma nova consciência
Não tem coerência essa sua demência
Em ver o bem como uma forma de imprudência
Reciprocidade é sabedoria
Só a tem se você cria
Á água que se dá é o amor
Limpa a alma e tira o odor dessas coisas sem valor
O alimento é a paciência
Que nutre uma sapiência que não exige sentença
Brilha sem querer ofuscar
Ofusca-se sem querer desaguar
A todo dia se nasce um olhar
A todo dia é oportuno querer ajudar
Aceitar a felicidade deveria ser coisa normal
O infinito explica o nada, ou melhor,
Apenas que somos humanos
Suscetíveis de erros e enganos
Em busca de dias de paz
Consciência é quem nos interroga
Vivemos em preto e branco
Transformando tudo que há
Poder é dado para tal
Mas sabedoria existe de poucos
Buscamos sobre tela de um pintor
Imagens coloridas e perfeitas
Da vida que imaginamos viver
Esquecemos que a tela retrata
Um sentimento individual
E que cada um de nós
Deve pintar nossa própria tela
Construindo o caminho
Pelos nossos méritos e da maneira que sonhamos.
O que é o amor?
O amor não é para ser desvendado, é para ser vivido. Digo isso porque todas as vezes que peço uma definição de amor, todos, na tentativa de dizer algo esplendido, mas que se pareça o máximo com alguma experiência própria, me metralham conceitos parecidos, porém cada qual com suas especificidades.
O espirito amante se abrasa ditando um lindo ensaio misturado, comparando o amor com algo vivido que, infelizmente, perde a firmeza, sempre que falta uma ou duas características. Quando o amor erra... Desculpa... O amor não é perfeito. Então eu pergunto: o amor é fiel? Tudo suporta? Não acaba? Você já amou? Respostas: Inconclusivas.
Nestas narrativas divergentes, já ouvi um “era amor” e “quase amor” e ainda “acho que era amor” e até “pensei que era amor”. Amor e duvida combinam?
Cada alguém ama como quer e por isso não dar para juntar todos os conceitos, pois haveria um confronto de interesses. O amor na sua ausência de culpa e na indulgencia da sua paixão, na verdade, é uma boa desculpa para a gente viver longas ou curtas aventuras eternas. Se perfeitas, não, nem tanto assim, mas que duram até a eternidade daquele instante único.
Uma das coisas que perseguem e atemorizam o “animal” humano é o risco de morrer por nada e – pior – morrer sozinho.
É por isso que as pessoas não ousam destoar do modo de viver da coletividade onde estão inseridos. E, quando o fazem, isto acontece sempre em segredo, como fosse ignomínia detestável, um “pecado”. Mas, há pecado maior do que crer-se melhor ao destoar do coletivo, como um Rei sem coroa? E mais: como um Rei-filósofo, sem coroa e sem a Razão?
(Extraído de "O ser humano e seus estábulos": http://wp.me/pwUpj-1Km)
Boas idéias flutuam como folhas no outono...
Quando as folhas são arrancadas das árvores pelos fortes ventos, morrem antes de completar o espetáculo.
Assim completamos nosso ciclo de vida, crescendo e envelhecendo com sabedoria, os fundamentos que importam é a legitimidade do que somos, que criamos e fazemos sem censuras, mas em determinado momento bruscamente tudo pode ser interrompido.
Indóceis ilusões
Nas noites trevosas e indomáveis, me recordo dos dias em que eu era um fantasista utópico, embriagado por incontáveis lendas que me tornavam um ser devaneador e totalmente sem noção da realidade.
Algumas pessoas não podem entregar aquilo que desejamos, não porque não querem, mas por não ostentarem ferramentas para tal exercício. Destarte, vemos que não passamos de meros sonhadores, lançados em um mundo onde as criaturas que poderiam criar o nosso desejo, simplesmente não o fazem por não possuírem o maior atributo da humanidade, que é o de ter fé.
E assim, depois de muito esperar, somos presenteados por algo que é maravilhoso apenas por um tempo específico, pois, no decorrer de nossa existência, podemos verificar facilmente que o âmago é opaco e completamente vazio, porquanto nossos olhos são traidores e tem o poder de nos embair, nos transformando em seres religiosos, totalmente crentes nessas doutrinas que são propagadas por esses falsos mestres que não conhecem a verdade, a honra, a justiça, e, principalmente, o amor.
Desta forma, todos os nossos sonhos são quebrados, dilacerados e destronados, juntamente com os nossos corações, que passam a ser semelhantes a um jardim sem flores, tornando-se o cemitério das nossas almas, aguardando piedosamente para serem o túmulo das nossas fantasias.
Campeonato sem vencedor
As criaturas que caminham por essa esfera terrestre são apaixonadas pela superficialidade e constantemente apreciam apoiar intuitivamente, a ignorância provida por falsos mestres que existem para criar malabarismos verbais e causar sistematicamente a confusão. Destarte, podemos visualizar algumas ideias nem um pouco assertivas, mas, que são postadas na mente cauterizada de nossos amados semelhantes. Para exemplificar, cito a questão do amor existente entre um casal a partir do momento que um filho passa a existir no universo de ambos. Ora, alguns estultos insistem em propagar que o amor existente entre pai e filho, ou mãe e filho é infinitamente superior ao amor existente entre o casal gerador deste pequenino, como se a criança viesse para dividir o matrimônio e, principalmente, para ocupar uma posição maior no coração de seu pai/mãe, em um universo onde as igualdades de sentimentos não podem existir, haja vista, que obrigatoriamente alguém PRECISA GANHAR, e para isso, obviamente, alguém PRECISA PERDER. Sendo assim, é uma utopia pensarmos em um nível de amor igual entre os referidos seres por conta de verificarmos a existência do egoísmo exacerbado da nossa sociedade, que age como se as pessoas mais importantes da nossa vida fossem passíveis de julgamentos qualitativos embasados no raio de importância que cada um tem de acordo com seu papel existencial estrelado em vida. Portanto, podemos concluir que para essas pessoas, a família deve ser unificada, mas com uma ressalva: é necessário que se crie uma tabela didática (ou subliminar) para a demonstração dos “medalhistas”, que herdarão suas honrarias meritocráticas de prata ou de ouro, ocupando um degrau mais alto ou mais baixo no pódio das premiações de seus entes queridos, em um campeonato familiar criado para quantificar o amor entre tais pessoas.
Pobre abre um pacote de biscoito, come alguns e coloca em seguida na embalagem um pregador de roupas, para guardar o restante para o dia seguinte.
Mas rico pega o pacote de biscoito, coloca sobre a mesa e não abre. Depois, finge que já comeu e guarda o pacote na despensa, para fazer a mesma coisa no dia seguinte.
Quando o rio fizer a curva, levará consigo as tristezas do teu coração;
Quando a maré estiver agitada, são os anjos batalhando pela sua tranquilidade levando todas as energias ruim que te assolam;
Quando a chuva cair mansamente, são as lágrimas divinas que lavarão a tua alma, regando o solo e prosperando a vida na terra;
Quando o Sol se ausentar por muito tempo, não tenhas medo, ele voltará na manhã seguinte trazendo consigo de volta a felicidade irradiante;
Quando olhares para o céu estrelado e iluminado pela lua, perceba a grandiosidade da vida, note a presença daqueles que nos protegem todos os dias brilhando lá do alto;
Por fim, quando se sentires só nunca se esqueças que mesmo na companhia da solidão, haverá sempre um anjo ao seu lado te direcionado, e jamais se esqueça da fé que foi colocada cuidadosamente em teu coração, ela quem alimenta teus sonhos e desejos, tuas crenças e valores. Mas lembre-se, a fé precisa de alimento espiritual, fé com fome deixa alma doente.
O empresário e o seu empregado
O operário chegou ao seu patrão e perguntou-lhe:
- Meu patrão, com todo respeito, gostaria de lhe fazer uma pergunta: eu sou uma pessoa bonita, as mulheres me olham bastante, mas nunca recebo um convite dos amigos e nem de ninguém para participar de algo interessante. No entanto, percebo que o senhor é cheio de convites. Será que eu tenho algum defeito?
- Seu defeito é a falta de dinheiro. - Respondeu-lhe o seu chefe.
No oriente médio, um turista brasileiro encontra um velhinho caminhando pelas areias do deserto, e questiona-o:
- Se o senhor conhecesse o nosso pais, não ficaria aqui nem um minuto. No Brasil há muito verde, muita coisa bonita, e aqui é somente essa imensidão de deserto.
O ancião não gostou das palavras do seu interlocutor:
- Qual é a cabeça que coça mais, a do cabeludo ou a do careca?
O turista se apressou na sua resposta:
- Acho que a do cabeludo.
E o velhinho sorrindo, justificou o motivo de sua indagação:
- Então? A nossa terra pode parecer estéril na aparência, mas no seu bojo há muito petróleo. No entanto, um território que se mostra próspero na aparência vive cheio de problemas. Outra diferença entre o deserto e uma terra coberta de arbustos, é que aqui aprendemos a valorizar uma palmeira como se ela fosse uma imensa floresta. Diferentemente de vocês brasileiros que aprenderam a valorizar a Amazônia como se ela fosse uma palmeira.
O forasteiro ainda quis contra-argumentar e falar também dos problemas milenares daqueles povos do oriente com a disputa de território, mas achou melhor ficar calado para não receber uma lição ainda maior.
tudo é movimento
tudo é a causa dele
e o seu fim derradeiro
inclina-se a sombra
à passagem da palavra acabada
de nascer
sábia
culta e nova
fugiu desse abismo onde andou
tanto tempo
esquecida de dizer
in "Meditações sobre a palavra" (um tributo a Ramos Rosa, o poeta do presente absoluto), editora Temas Originais, do poeta Alvaro Giesta
O importante é agradar a todos, mesmo que desagrade a si mesmo.
Vamos combinar que isso não é nada bom!
Seja feliz com você e por você, só assim será feliz de verdade e se porventura agradar a alguns, que bom!!!
Mudanças
Se você for ouvir tudo o que o outros dizem você enlouquece.
As pessoas te olham, olham o seu exterior, analisam seus gestos e gostos e pronto!
Você já está padronizado.
Não pode mais mudar.
As pessoas já te conhecem, já traçaram o seu perfil e ponto final.
Ai de você se mudar!
Nossa olha ela que roupa é aquela?
Uns dizem melhorou.
Outros falam: prefiro como era antes!
E outros acham horrivel.
Mas ninguém pensa em você, em como você de fato é, se está feliz ou não! Não!
O importante é agradar a todos, mesmo que desagrade a si mesmo.
Vamos combinar que isso não é nada bom!
Seja feliz com você e por você, só assim será feliz de verdade e se porventura agradar a alguns, que bom!!!
Até mais!
Um dia a gente cansa do peso, e quer aliviar a carga.
E vai deixando por ai pequenos fardos que nos paralisavam.
E descobrimos que perdemos tanto tempo levando o que nunca foi nosso…
O quanto foi desnecessário o sobrepeso.
E reaprende a andar com suavidade pela vida.
Sem cansaços, sem ansiedades, sem travas.
Conquistando espaços e trilhando nosso caminho simplesmente, mais leve.
