Poemas de quem Deu um Fora
Folhas secas caídas ao chão;
Em um dia frio e sem inspiração;
E para amenizar essa situação;
Nada melhor que seguir o coração.
Uma poesia para alegrar a alma;
Daqueles que buscam um pouco de calma;
Um lindo dia, não é o mesmo, que um dia lindo;
É o vento que passa..., é a folha caindo.
O Sol pode brilhar;
Os pássaros cantar;
Seu príncipe, pode até passar;
Mas se não se levantar...,
Infelizmente, não irá reparar;
Parece até um lindo dia;
Repleto de melodia;
Mas é apenas um dia lindo;
Que ansiosamente, espera sorrindo;
A folha seca que está caindo.
A vida é um presente
É maravilhoso acordar pela manhã, com disposição, força,
coragem para enfrentar os desafios, e esses são tantos,
que nos fazem esquecer quão belo é o nascer do sol.
Hoje, abri as cortinas e o vi raiar.
Seus reflexos ofuscaram meus olhos e penetraram minha pele,
aqueceram meu sangue e enfeitaram minha alma.
E me senti no coração de Deus.
Senti todo seu amor correndo em minhas veias,
senti-me aquecida pelo bem, senti a beleza presente em cada objeto,
em cada ser e senti a força fluir.
A vida é um presente divino.
Ana Paula Silva
Autora do Livro: Me Apaixonei Por Um Poeta
Eu já vi mil versos
Belos e simétricos
Mil versos
Coloridos e singelos
Mas só um
Chamou a atenção
Somente esse
Ganhou o coração
Nessa hora
Vou te dizer
Que de todos mil versos
Ganhou foi você
Vestido Vermelho
Num de meus aniversários, não sei qual, ganhei da minha madrinha um vestido vermelho; era a coisa mais linda que eu já tinha visto, com a saia rodada, a cor viva, eu me sentia uma princesa com ele. Mas havia um probleminha: o vestido era sufocantemente quente, parecia um forno, com todo aquele tecido pesado e o forro grosso, me fazia suar em bicas e eu suportava calada a tortura, ficava quietinha, não brincava, pois parecia que a roupa abafada me tirava as forças, me deixava febril, sem ânimo para nada. Minha mãe dizia que com aquele vestido eu (moleca) me comportava como uma "mocinha". A paixão doentia pelo vestido vermelho acabou de vez quando eu cresci um pouco e ele não cabia mais em mim... Parando um pouco para pensar, acho que aquela coisa nem era tão bonita assim, não passava apenas de delírios de conto de fadas na cabeça de uma sonhadora criança do interior... Fiquei bem melhor sem ele, acho que por isso até hoje não suporto roupa desconfortável, aquela já foi suficiente para a vida toda, ufa!!!!
PROCURA-SE UM AMIGO...
não precisa ser perfeito basta ser humano,
e que seja verdadeiro e tenha sentimentos
que saiba falar quando é preciso
e se calar quando for necessário,
e sobre tudo saber ouvir.
procura-se um amigo que tenha consciência
que ainda vale a pena viver este sentimento
de cumplicidade e de amor
chamado amizade.
A pior sensação que um ser humano pode sentir: A sensação de um coração partido.
Quantas pessoas não se iludem por alguém lhe dizendo "Eu te amo", sendo somente mais algumas palavras da boca para fora? Quantas pessoas não sofrem por esses "Eu te amo", acham que é verdadeiro, mas na verdade...
Nunca diga eu te amo a quem você não conhece de verdade, você pode destrui-lo.
Sumo dos olhos.
Eu quero rir de felicidade!
Este é um carinho-lápide,
para se escrever nele
todo o alucinado álibi
dos amantes ansiosos,
sumo do ópio.
Eu quero fantasiar em lençóis nunca dantes navegados!
Escrever as vezes é como se jogar em um abismo
Um abismo profundo de palavras
É aceitar a tristeza e partilhar
As vezes tem o objetivo de encontrar alguém que possa te entender
Ou que possa te salvar.
Tinha tanta chuva no céu que parecia um oceano
A chuva caiu na terra e parecia um dilúvio
Tinha tanta gente cheia de pensamentos que parecia um livro
Os pensamentos foram parar em um papel e parece contos urbanos
Tinha tanta gente cheia de amor que parecia um romance
O amor foi dado a quem não merecia e parece ser suicídio
De onde é que tantas coisas se perdem ?
Por onde tantas coisas andam ?
Se minhas perguntas são só minhas;
Porque tantas pessoas às usam ?
Triste tarde de tédio
Tantas tardes frias...
O Jovem e as Estrelas-do-mar
Numa praia tranquila, junto a uma colônia de pescadores, morava um escritor. Todas as manhãs ele ficava passeando pela praia, olhando as ondas. Assim, ele se inspirava e, de tarde, ficava em casa escrevendo. Um dia, caminhando pela areia, ele viu um vulto que parecia dançar. Chegou mais perto e viu que era um jovem, pegando na areia estrelas-do-mar, uma a uma, e jogando-as de volta ao oceano.
– E aí? – disse-lhe o jovem num sorriso, sem parar o que fazia.
– Por que está fazendo isso? – perguntou o escritor, curioso.
– Não vê que maré baixou e o sol está brilhando forte? Se essas estrelas ficarem aqui na areia, vão secar no sol e morrer!
O escritor até que achou bonita a intenção do garoto, mas deu um sorriso cético e comentou:
– Só que existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, meu caro. Centenas de milhares de estrelas-do-mar devem estar espalhadas por todas essas praias, trazidas pelas ondas. Você aqui, jogando umas poucas de volta ao oceano, que diferença faz?
O jovem olhou para o escritor, pegou mais uma estrela na areia, jogou na água do mar, voltou a olhar para ele e disse:
– Pra essa eu fiz diferença.
No dia seguinte, de manhãzinha, o escritor foi à praia. O jovem pegava as primeiras ondas do dia. Juntos, com o sol ainda manso, começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.
Mesmo que o cotidiano nos canse,
precisamos buscar nas entrelinhas do tempo,
um pouco de emoção.
Sentir o coração bater mais forte,
impulsiona a viver.
A PAIXÃO É UM JOGO
Às vezes ganhamos
E na maioria perdemos.
Às vezes entendemos
E na maioria enlouquecemos.
Às vezes se inspiramos
E na maioria nos afundamos.
Às vezes nos encantamos por alguém
Que vira seu TUDO
E na maioria se torna o seu NADA.
Às vezes surgi simples
E na maioria se complica.
Enfim,
Às vezes pensamos que é Amor
E na maioria compreendemos
Que é Paixão.
Esse é o jogo da vida
Do Bem-me-quer,
Para o mal-me-quer que faz.
E pinga a tinta que inicia a obra, de um poeta,
com a caneta onde a ponta, aponta um conselho.
Inquieto me aquieto enquanto a mão arquiteta
escrituras, que registram tudo que aconselho.
Um dia o amor perguntou ao ódio o porquê de tamanho sentimento negativo:
Amor-
Ódio porquê me odeias tanto?
Ódio-por que um dia lhe amei de mais...
Quando crescer, quero ser pipa
Cores dançantes em um mar de azul. Assim Pedro vê o céu repleto de pipas da laje de sua casa. Ansioso, inicia o desenrolar de sua linha, o vento amigo está a seu favor, sua pipa vermelha levanta voo. Pedro “dá linha”, gosta da sensação de controle, sabe que pipa feliz é pipa amarrada, se ela se perde, acaba em tragédia. Aconteceu outro dia quando Pedro teve sua pipa cortada, sabe como é, nem toda pipa do céu é pipa parceira, tem pipa que tem fio de navalha e, do mesmo jeito que andar no morro pode ser perigoso, sua linda pipa amarela foi assassinada, após o corte fatal, rodou, perdeu o cúmplice controle e caiu em seu voo final. Nunca mais foi vista, embora ainda seja lembrada.
Pedro gosta de pensar na vida das pipas como pensa na vida das pessoas, a noite, deitado na cama, planeja suas aventuras. Hoje, com sua pipa vermelha, pretende sair dos limites da favela e conhecer o mundo que existe do lado de lá, do lado que ele nunca foi. Será que a linha vai dar?- pensa consigo.
Dá um puxão na pipa para ver se ela responde, ela puxa de volta. Tá tudo bem, ele pensa. Pedro gosta de imaginar que quando o sol reflete no papel de seda e ele consegue ver um pequeno brilho é sua pipa sorrindo, que ela sorri porque está voando. Aí Pedro fica feliz e sorri também. Mas interrompe o sorriso e para por um minuto, concentra-se, lembra da palavra da mãe, tem medo de cair da laje como caiu o Teco, seu vizinho. Foi outro dia mesmo, Teco estava tão feliz com sua pipa voadora que esqueceu que o chão tinha fim. Pedro sente falta dele, mas no fundo, tem esperança que ele more no mundo das pipas perdidas, talvez até conheça sua pipa amarela. Lá deve ser mais bonito que aqui, ele pensa.
Quando crescer Pedro quer ser piloto de avião, quer subir lá onde as pipas vão. Mas ainda não tem certeza. Ele queria mesmo era ser pipa.
o amor, às vezes, é um pássaro ensaguentado, à beira da morte, que encontramos no meio da neve, e perdemos todas as dimensões de tempo e distancia pra cuidá-lo e curá-lo, impensavelmente mesmo que todo sacrifício venha a ser em vão no final…
o amor, às vezes, é uma nuvem negra que surge quando tudo o que precisamos é de chuva forte, e nem sempre nos damos conta do quanto estivemos secos e sem vida em nossas clausuras infecundas, frias e empoeiradas…
o amor, às vezes, é como despertar num domingo de manhã com a preocupação de atraso, e então nos damos conta que está tudo bem, pois podemos ficar quanto tempo quisermos, porque não precisamos sair, pois não há lugar melhor do que onde estamos…
o amor, às vezes, é tão pequeno a ponto de levarmos pra todo canto, e grande o suficiente pra que nossas vidas o orbite sem que venhamos a cair, porque o amor é como um orvalho que salva a flor, e nele se refletem o céu e todas as constelações de andrômeda.
amor é sei lá o quê e nem sei pra onde, nem como, nem bebo, nem cuspo. apenas me assusto quando chega tombando os trincos, e agarro às cegas, olho, beijo, unho, pra não deixar assim por vir e partir, porque amar também é um rasgo, um bocejo, e entender que nem sempre devemos ter por onde ir.
A vida é um enigma
Nunca que vou entender
Ela passa tão depressa
Nem da pra perceber.
Eu não sou assim tão bobo
Mas a vida me intriga.
Ela junta as pessoas
Só pra deixar ferida.
Eu sofri algumas vezes
Pois a vida é injusta
Provoca alguns encontros
E depois a despedida.
Você não sabe como dói
Ver a estrada tão vazia.
Minha vida é de acenos
De adeus, de despedida.
Me acostumei a ser sozinho
Mas a vida é bandida
Me apresenta as pessoas
Que vão embora em seguida.
Um dia ela acaba
E o que é que vai ficar
Meu enterro não vai ter
Nem amigos pra chorar.
VENÇA A DITADURA DA BELEZA.
O mundo inteiro tem manipulado a sociedade com um padrão de beleza doentio, este padrão de beleza sofre muitas oscilações devido a cultura de cada país.
A beleza na África; é ter um corpo pintado e adornado, na Coréia; nariz fino e corpo magro, na China; feições delicadas e rosto oval, no Brasil; o verdadeiro culto ao corpo.. Todos os países possui a sua ditadura, todos possui a embalagem de uma mulher perfeita.. O padrão de beleza aderido pelo Brasil, é um insulto para quem admira a beleza de um coração, é um tapa no rosto de pessoas que esperam por algo mais encantador do que um corpo anabolizado e um rosto maquiado.
Todavia, homens e mulheres com base na aparência, fazem julgamentos de quem é feio ou bonito.
Ei, se este padrão de beleza for o motivo pela qual nos apaixonaremos; nunca saberemos o que é amor, se for a causa pela qual priorizamos nossas atenções; seremos preconceituosos, se for o motivo de oferecermos uma carona; seremos interesseiros, se for a causa para oferecermos ajuda; seremos hipócritas.
Vai por mim, encontre a beleza que está além de um rostinho bonito, encontre a beleza que está além de um corpo anabolizado, vença a ditadura da beleza.
Algumas pessoas
tem a essência perfumada,
e por onde passam deixam um perfume
inebriante no ar,
um doce inefável néctar,
misturam-se ao paladar
da simplicidade que vem do coração.
"Não vou me cansar antecipadamente,
pois depois de amanhã será um novo recomeço
e quero estar bem para recomeçar sorrindo.
Tenho planos traçados, sonhos, desejos
e direções a serem percorridas,
mas só depois de amanhã".
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