Poemas de quem Deu um Fora

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⁠Quando um vaso se quebra

Cavando uma saída sem fim
Doi quando eu respiro
Meu coração sangra
E meus olhos se molham

São duas linhas distintas, em caminhos separados
Não importa quantas vezes eu chore
Sera minhas mãos a enxugar meu próprio rosto.

Como explicar tanta dor
Como te fazer viver e sentir
Escrevendo as aqui
Como te mostrar aquela pontada?

Seguida de falta de ar
Junto a engasgo de melancolia
Como dizer escrevendo , sinto ,
Eu sinto , sinto se partirem

Como ossos secos
Jorram como sangue de uma artéria
Como cinzas quentes
De uma árvore em chamas

Inserida por Ariane28

⁠Sou hipermodernista estou conectado com tudo desde os primitivos aos mais avançados meios de expressão visual
A inteligência artificial são para humanos que desejam ser ciborgues. Não seja enganado pelas políticas atrás da programação de uma inteligência artificial. Use a inteligência artificial não deixe que ela use seu poder de pensamento crítico.
Use carvão para desenhar as linhas místicas dos primatas mas não deixe a oportunidade de usar um robô afinal o Telemóvel é um robô. Meu atelier é um robô.

Inserida por marcelodecastro3

⁠Faça o dia do outro um pouco mais feliz. Seja generoso, solidário, prestativo, educado (a), olhe nos olhos, seja atencioso(a), mostre que o seu próximo é importante pra você, mostre que Ele tem valor pra você. Eleve a autoestima de alguém.


Márcio de Medeiros
16/12/2024

Inserida por marciodemedeiros

Ao soar dos sinos

Traz de volta , traz pra mim
Revoga o beijo o cheiro , desejo
Arromba a porta que ficou trancada
Não por opção , mas por orgulho besta .

Segure os dedos minhas mãos
Não solte não vá embora , fique .
Resista , peça , me queira
Me dispa.

Beba de mim, sugue de mim
Sussurre enquanto beija minha boca
Converse no meu ouvido
Com sua voz rouca .

Sorria
Quando fechar lentamente os olhos
Enquanto se curva sobre mim
Abra as pernas e como na cadeira

Sente , apoie seus braços e viaje em me
Passeie com as mãos no meus pescoço
Busque meus olhos pra se
Impeça minha fuga .

Beije-me
Não me deixe ir.

Inserida por Ariane28

Pigmentos

Algumas vezes ou outras
O meu coração , vai acelerar
Algumas vezes ou outras
Eu vou perguntar o porque

Vou sentar no sofá e olhar
A mesa de centro vazia
E vou pensar nos vários porquês ⁠
Vai ser como um flecha

Dilacerante , como o destino
Friamente , dissimulado
Mesquinho ,
Quão mesquinho , destino.

Inserida por Ariane28

Um chamado João

João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.

Carlos Drummond de Andrade
Correio da Manhã, 22 nov. 1967 (homenagem póstuma a João Guimarães Rosa).
Inserida por marcosarmuzel

A concupiscência é a origem de todos os males⁠,
Existe 4 tipos de sofrimentos emocionais, são eles; o espiritual, o famíliar, o matérial, e o mais importante, os sentimentos por outra pessoa.
As vezes tudo oque preparamos de bom não irá passar de uma piada.
Nem todos tem um coração igual ao seu, ou uma mente igual a sua, ou um temor igual o seu, enquanto você prepara algo especial em um bom ato, no mesmo momento algo acontece também, por conta dos pensamentos obsoletos,
E depois é revelado tudo oque aconteceu, e é onde você percebe que o mel, virou Fel.
O tempo é uma dádiva, o futuro é um mistério, o presente é o agora, e o passado é o ontem, também conhecido como revelação, o passado sempre vai está presente em nossas vidas, e é por conta dele que nos tornaremos mais sábios.

Inserida por davi_campos

Desistir e seguir em frente as vezes pode ser o caminho mais sensato a seguir.
Sempre há um amanhã e a vida nos dá sempre mais uma oportunidade para fazermos a coisa certa.

O destino une e separa pessoas, mas mesmo ele sendo tão forte é incapaz de fazer com que esqueçamos pessoas que nos fizeram felizes...

Quantas pessoas você pode falar isso?
Quantas pessoas o fazem sentir raro, puro e especial?
Quantas pessoas o fazem sentir-se extraordinário?

Pode ser que eu tenha feito a escolha errada,
De ter cultivado um sentimento sem ser correspondido,
mas não me arrependo eu aceitei esse caminho
e para mim aquilo que vive com você foi especial.

Foram bons momentos, momentos que irei levar comigo muitos e muitos anos e que irão me fazer sorrir a cada vez que lembrar. Quando estava com você me sentia bem, alegre e sonhador e graça a você eu pode sentir pela primeira vez o sentimento de amar alguém... Obrigado.

Inserida por RamonDetoni

⁠Sou intro
Sou extro
Sou gente
8 ou 80
Apego fácil
Desapego fácil
Não vivo para agradar
E desagrado também
Não sei esconder quem sou
Não vivo de máscaras
Sou eu
100% das vezes e do tempo
Assim somente, não guardarei arrependimentos até a próxima vida.

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Você já cogitou tamanha imensidão?
Você já refletiu sobre as coisas da vida?
Você já pensou em você?
Tenho o nascente e o poente
Tenho o horizonte e a imensidão
Sou filha do Sol e da lua
Os planetas são minha casa
As estrelas são meus olhos
A via Láctea é infinita
E Deus é isso. O laço que nos une.
(Sonho lúcido)

Inserida por ARRUDAJBde

“” O que há em um céu
Se céu é o que há
Se lá onde pousa o firmamento
Em algum perdido momento
Eu fui o teu céu...””

Inserida por OscarKlemz

Ser humano
“Jamais poderei encontrar-me se me isolar dos demais homens como se eu fora uma espécie diferente de ser.”

O que é que uma pessoa diz à outra? Fora “como vai?” Se desse a loucura da franqueza, que diriam as pessoas às outras?

Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.

Nota: Trecho da crônica “Brain storm”.

...Mais

Lá fora passarão civilizações, escacharão revoltas, turbilhonarão festas, correrão mansos quotidianos povos.. E nós, ó meu amor irreal, teremos sempre o mesmo gesto inútil, a mesma existência falsa.

Não se prenda a mim, não se limite, não pare de olhar para fora. Daqui a pouco vai ser muito tarde, eu sei que é assim porque eu sinto isso.

Fiz uma faxina na minha vida vida. Joguei fora o desnecessário, eliminei o que não presta, separei o que é preciso, adicionei coisas novas […] Não sofro mais por excesso de lixo!

Eu, corpo neutro de barata, eu com uma vida que finalmente não me escapa pois enfim a vejo fora de mim – eu sou a barata, sou minha perna, sou meus cabelos, sou o trecho de luz mais branca no reboco da parede sou cada pedaço infernal de mim – a vida em mim é tão insistente que se me partirem, como a uma lagartixa, os pedaços continuarão estremecendo e se mexendo. Sou o silêncio gravado numa parede, e a borboleta mais antiga esvoaça e me defronta: a mesma de sempre. De nascer até morrer é o que eu me chamo de humana, e nunca propriamente morrerei.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Inserida por tarciene

Aquilo estava pela primeira vez fora de mim e ao meu inteiro alcance, incompreensível mas ao meu alcance.

Clarice Lispector
A paixão segundo G. H. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Inserida por natxalinha

Não adianta nada ficar do lado de fora, vendo fantasmas, imaginando coisas que não existem. Melhor entrar de uma vez.

Inserida por sizinha1234