Poemas de quem Deu um Fora
Então, resolvi fazer uma faxina geral. Já doei roupas, livros... já joguei fora papéis inúteis, recortes de jornal. E, a mais importante das etapas está por vir: me desfazer de tudo aquilo que me faz mal. O que me rouba de mim, já não tem mais espaço por aqui; nem aqui, nem no meu quintal!
Agora eu quero ver minhas ideias fora de minha cabeça... Foi pelo amor que sacrifiquei pra te ver sorrindo... Sim, foi por ele.Na vida, não existe nada a temer, mas a entender... É o que estou fazendo... Baybe foi o que eu estava fazendo.
Colocar fora o que nos limita, deixar o novo reinar até que se torne velho também e assim, a cada pequeno espaço de tempo, permitir-se renovar.
do meu texto- Permitir-se renovar.
Lá fora só se ouve o vento. Ele deve ter vindo para me consolar. Tremendo calor de verão e ainda não chegou nem a primavera. Contraste curioso entre o clima e o meu coração no momento. Um quente e o outro congelando gradualmente. Sensação estranha, melancolia adversa. Esse nó na garganta está me sufocando, dando a impressão de que quanto mais eu tento desatá-lo, mais espesso ele fica. Abro a janela, enquanto sinto meu coração se quebrando, batendo lentamente. Sinto aquela brisa gelada que vem em direção ao meu corpo. E eu luto… Literalmente eu luto contra essa vontade desesperador de chorar. Luto para não deixar as lágrimas quentes e salgadas transbordarem dos meus olhos e molharem toda a minha face. Mantenho meus olhos fechados, me focando na escuridão por detrás das minhas pálpebras. Escuridão. É isso o que eu vejo. É isso o que sinto. Escuridão, essa, que me rodeia e me abraça.
Eu sou por dentro o que sou por fora. Meus cabelos desgrenhados mostram o que pensa uma mente solitária. Minhas roupas amassadas demonstram minha mente embaralhada. Meus olhos cansados transmitem meu cansaço interior. Porque os olhos são o espelho da alma. E meus olhos tudo lhe dizem, tudo lhe mostram. Ou melhor, nada mostram.
...e pode sim, de repente, o amor chegar fora de hora...Sem aviso, sem sinais de fumaça, sem ligar antes... o que não pode é a gente deixar ele ir embora. Porque o amor é assim mesmo - imprevisível - e deixando ele ir, a gente corre o sério risco de não vê-lo voltar nunca mais. Então não se culpe se ele chegou quando o coração estava ocupado e a vida em ordem... Há coisas que não precisam de um bom motivo para acontecerem...e o amor é uma delas! Então respira fundo e vai lá receber o amor que veio pra te fazer mais feliz, e acredite: se ele veio é porque você merece! Então relaxe... e ame!
Dei uma trégua e fechei a janela, sem mais enxergar a chuva que jorrava profusamente lá fora, sem irrigar o meu jardim!
É preciso ter coragem de abrir a gaveta da alma e jogar algumas coisas fora, arrumar o que é preciso. E se vestir de vestes novas, e avançar rumo a uma nova oportunidade.
Adriana Paulino
É na escrita que eu consigo colocar pra fora o que há de ruim dentro mim, o que me causa angústia e aflição. Comparo isso ao ato de vomitar. Colocamos pra fora algo que não nos fez bem. Mas muitas vezes vomitar sentimentos no papel não é suficiente. Alguns sentimentos são inalcançáveis, pois habitam no âmago do meu ser.
Gosto do que é doce, antigo, do que está fora de uso. Tenho ‘vinte’ e poucos anos, uma coleção de interrogações e desconfio que a menina em mim não quer partir…
Por isso, transformando-se de dentro para fora, a pessoa se renova em todos os aspectos. Com a sua consciência expandida, ela passa a ver e a compreender as pessoas, o mundo e os acontecimentos, não sob um ângulo ou outro, nem limitados a um aspecto ou outro, mas à luz da totalidade.
Eu aconteço pra fora, meu corpo é pequeno demais pra festa que acontece aqui dentro, sou mais extensa do que se vê, tem é que me sentir, tem que me ter, e quando me tem não existe metade, sou inteira, completa e não aceito ser de outra maneira, não aceito o menos, o pouco, o nada, tudo tem que ser demais, sem limites, sem meio termos.
“Só acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as coisas de dentro. O que tá fora, meu amigo, é completamente perecível.”
as vezes os poetas precisam da escuridao e da solidao para poderem pensar porque o mundo la fora nao e nada bonito de ser ver pois a destruicao esta aqui agora olhe pela janela voce pode nao ver como eu vejo mais voce que esta la fora
Coloquei minha voz para fora, gritei o que consegui até ficar rouca. Gritei até o último timbre da minha voz desaparecer da imensidão que me cercava. Eu precisava sentir que não estava sozinha, eu precisava ouvir o eco do meu próprio abismo.
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