Poemas de quem Deu um Fora
Imaginário
O meu imaginário não sera
ausente como quem diz ser
farei dessa parcela da vida
uma eterna e voraz corrida,
e se no meio de todo esse
caos arquitetado e falho um
amor ardente e transparente
aparecer, prometo esquecer
por um instante o que me faz
sofrer e olhar com descredito
para os momentos de grande
agonia e adultério, não digo
que sou um eterno compositor
da realidade, e muito menos o
apreciador dos arcos escravos
da estaticidade, sou a nova arte,
aquela que se cria ao encontrar
o seu amor e sua eterna vaidade.
achismo
quem disse que
cão que ladra
não morde?
morde sim,
amordaça,
tortura e
cala com
a morte.
sobre o nome
o sobrenome
machismo:
achismo de achar
que o corpo feminino
é de seu domínio.
Desamor
Quem vê o poeta
Se debruçar em versos
Sobre o amor, mal sabe
Que ele o viveu tão pouco,
Quase um desamor.
de volta para o mapa da fome
Quem tem fome
tem nome e sobrenome
sonhos e anseios
e se eu vejo
você também pode ver
só sobreviver
sem viver
veja bem
o tempo de todo ser
corre sem olhar para trás
eu sei
que uma vida
feita de esperas
passa tão depressa,
mas quem me dera
depois de tanto sofrer
não esperar muito
ser feliz outra vez.
Quem vive
só de memorias
perde o controle
de sua própria historia
vive todo dia
o mesmo dia
um dia
que já se foi
sem intenção
de voltar.
Qual seu nome? amor
E o que você faz? amo
Todo mundo? Não
Quem? Você
E onde mora? dentro de seu coração
E quando posso te ver? Abra os olhos
A última pessoa com quem devo brigar é comigo mesmo!
É muita covardia judiar de uma pessoa que está sozinha!
Não posso massacrar uma pessoa que me atura 24 horas por dia!
Por que meu maior medo é a solidão se eu me abandonar!
Toc toc...
quem bate?
é o amor
tenho medo de abrir e me machucar
mas se não abrir não me veras
mas já passei por tudo isso e sofri
vc quem sabe, vou embora e não sei se baterei em sua porta novamente
tudo bem, eu abro se me der uma prova que és verdadeiro
impossível pra saber isso, terás que abrir a porta para mim e deixar eu entrar no seu coração
pode passar amanha?
Não ,,,eu somente passo uma vez, dificilmente eu retorno, ou você abre suas portas para mim, e me conhece, ou então ficara preso no seu desamor
Abrir mão ou apegar-se,
Ao discurso que é desconfiado,
Quem duvida é duvidoso,
O incerto está acertado,
Ferramentas pra divulgar,
O poder de propagar.
No fundo do túnel você avistará,
Apenas alguém com quem contar,
Apenas alguém em quem confiar,
E do seu pesadelo te resgatará.
Já houve quem descasou,
Plantando-lhe junto no encalço,
Afeto que avassalou,
Pela Deusa dos Pés Descalços.
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Amores que vivi
Vão singulares os amores...
Quem pagou os direitos autorais ao amor ?
Por tê-lo usado banalmente, sem créditos do autor.
Desconheço a autoria conhecida, em nosso favor;
Clonagem, cópia, plágio ou imitação,
Do que já publicaram sem devida concessão,
Descrevendo o exaustivamente descrito;
Sem receio de ser bobo, caio no que já foi dito,
Despenco na repetição, repetição.
Do que causa-nos contágio,
Portador de bons-presságios,
O mais caro dos pedágios,
Dentre todos os valores.
Frágeis, ágeis, inabaláveis,
Vão singulares os amores...
Amores que vivi, que se ausentaram.
Amores que vivi, que me castigaram.
Amores que vivi e se quer me notaram.
Amores que vivi, que me contagiaram.
Voam singulares os amores...
Amores que vivi, que me desfiaram.
Amores que vivi, que me restauraram.
Amores que vivi, me impulsionaram.
Amores que vivi, amores que me amaram.
Voam singulares os amores e se vão...
Rose
Tempestuosamente firme em sua calmaria,
Tranqüilidade aquecida.
Quem ousaria defender a amabilidade
Como geração de energia ?
Ela ousa !
Defende e desfere suas particularidades.
Recita citações reinventando o que cita
E soa tão original.
Originalidade permanente.
Fizemos um trato,
Ofereço a carona e ela sua companhia.
Restou a força dos brutos,
E todo o resto pereceu,
Estamos colhendo os frutos,
Pra quem ainda não nasceu,
Não nasceu e o culpado fui eu.
Pois quem vos fala é torto,
Deslocado, repulsivo e indigesto.
Chega de preparação,
Basta de embrulhos e embalagens,
Daqui pra frente, só quero a polpa,
O recheio e a cobertura.
E uma única vez,
Ser a Cereja.
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