Poemas de quem Deu um Fora

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POETA


Poetas lhes deram um dia!
Quem o fez, saber não poderia...
Poeta é a natureza, por Deus o homem habitar!
Poeta é janela, por Deus aberta no universo de versos!
Poeta é vela, por Deus acesa nesse mesmo universo que só por Deus há de se apagar!
Poeta é por Deus pelo homem, as sete artes tradicionais.
Poeta é homem, por Deus de gratidão embevecido!
Poeta é uva pisoteada, por Deus produz alma sangrada, curtida e saboreada!
Poeta é pote de uva fermentada reproduzida bebida da sorte, por Deus jorra vinho no amor, vinagre na dor, sangra na morte!
Poeta é campo fértil, por Deus mãos que cavam nas profundezas do ser terra!
Poeta é terra, por Deus o homem adubado, com sentimento, com excremento humano, fazendo artes!
Poeta é carta de vinho aberta, por Deus reproduzindo com teor de amor, desamor o improdutível!
Poeta é jardim, por Deus canteiros floridos regados. Poeta florescendo é por Deus autor de poesias.
Poeta é o ser poetizando, por Deus seu recado ao mundo vai deixando sem o outro sem saber poderia, por Deus Poeta são seus todos os dias!

Inserida por CleuttaPaixao

Quem diria
O mundo deu suas voltas,
E um dia
Você voltaria.

Aquilo era apenas
Um desvio,
Na estrada
Do nosso destino.

Inserida por hugolopes19

Você não imagina o que um sorriso é capaz…

Quem pensa que Deus não deu mecanismos de defesa para o homem quando criou, com certeza, está enganado. Vamos analisar um caso: Um dia você deve ter ficado muito bravo com algo que aconteceu, como uma batida no seu carro carro. Você sai do veículo soltando fumaça pelas orelhas, vermelho de raiva, com os olhos esbugalhados e…um simpático e intimidado sorriso aliado a um olhar que mistura susto com culpa o encara da janela do veículo que bateu no seu e que…só aranhou o seu para-choque…- Desculpe, perdão…como a gente resolve isso? Teus olhos vão voltando ao normal, a cor retorna ao rosto, a fumacinha se dissipa e, você responde: – Não foi nada, isso acontece! Viu, que armas Deus nos Deu: sinceridade, discernimento e um sorriso que pode concertar o mundo! Você está esperando o quê? Pega teu simpático sorriso e vai a luta! Vai concertar esse confuso mundo!

Inserida por andresaut

⁠Um dia me falaram sobre borboletas no estômago
Ouvir aquilo deu desânimo
Como ouvir de quem se gosta, que as borboletas querem voar em outros cantos?

Inserida por Kamylasantana1291

⁠Nunca fui Falso com ninguém,
Quem tem minha amizade, Tem Ouro,
Deus me deu um Coração Maravilhoso, porque Mesmo com As decepções que tive, nunca Desejei o mal de Ninguém, até Porque o Mundo gira, e Deus Não dorme.

Inserida por nicoli_ribeiro

Vejo em seus olhos meu lugar ainda intacto
Aquele beijo em sua boca quem te deu?
O aroma de um perfume tão barato
Que você senti e lembra que era o meu
Procurando em velhas fotos
Os momentos bons da gente
E sem destino uma lágrima se perdeu
Quando eu já estava em liberdade

Inserida por Taffarel88

Não
existe quem Canta MAIS
ou MENOS... Deus deu a
cada um a capacidade
exata para proclamar a
Sua verdade e tocar
corações com a Sua
canção.

Inserida por ReuelMaciel

Fui ferido, por um amor.
Fui traído, por quem não me deu valor.
Fui deixado, por alguém que se achava melhor.
Fui umilhado, Por alguém que hoje está na pior.
Hoje sou amado, por alguém que em mim vê a felicidade.
Hoje sou querido, por alguém que supri minhas necessidades.
Hoje sou valorizado, por alguém que reconhece o meu valor.
Hoje sou reconhecido, por alguém que em mim despertou um novo amor.

Inserida por 100PaSSaDo

Nos braços de quem te deu um nó, fica as experiências de não mais querer perder o coração para quem brincou de amar;
Saiba que disponível o interior do meu coração está a sua espera para cicatrizar toda ferida que ainda se encontrar aberta em sua alma;
Meu acolher é verdadeiro com carinhos e atenção para com a sua vida de luta que busca o acalento aos seus sentimentos;
Tire suas algemas e adentre em sua liberdade para que eu possa enfeitar o seu doce caminho;

Inserida por JULIOAUKAY

Mais uma vez a vida deu um jeito de seguir seu rumo. Afastou novamente quem deveria permanecer, levou para outro continente quem deveria estar permanentemente recebendo calor e ser possível todo dia abraçar.
Se ela vai trazer de volta ou não, já não posso dizer, não é possível premeditar.
Já não tenho mais coragem de fazer planos ou simplesmente esperar alguma resolução prévia do que se sucederá.
O destino nunca foi uma caneta possível de se segurar.
Pobre menina que não pesquisa antes de se apaixonar, que sempre esteve a mercê do que virá.

Inserida por klarawingler

Como eu não possuo

Olho em volta de mim. Todos possuem ---
Um afecto, um sorriso ou um abraço.
Só para mim as ânsias se diluem
E não possuo mesmo quando enlaço.

Roça por mim, em longe, a teoria
Dos espasmos golfados ruivamente;
São êxtases da cor que eu fremiria,
Mas a minhalma pára e não os sente!

Quero sentir. Não sei... perco-me todo...
Não posso afeiçoar-me nem ser eu:
Falta-me egoísmo para ascender ao céu,
Falta-me unção pra me afundar no lodo.

Não sou amigo de ninguém. Pra o ser
Forçoso me era antes possuir
Quem eu estimasse --- ou homem ou mulher,
E eu não logro nunca possuir!...

Castrado de alma e sem saber fixar-me,
Tarde a tarde na minha dor me afundo...
Serei um emigrado doutro mundo
Que nem na minha dor posso encontrar-me?...

Como eu desejo a que ali vai na rua,
Tão ágil, tão agreste, tão de amor...
Como eu quisera emaranhá-la nua,
Bebê-la em espasmos de harmonia e cor!...

Desejo errado... Se a tivera um dia,
Toda sem véus, a carne estilizada
Sob o meu corpo arfando transbordada,
Nem mesmo assim --- ó ânsia! --- eu a teria...

Eu vibraria só agonizante
Sobre o seu corpo de êxtases doirados,
Se fosse aqueles seios transtornados,
Se fosse aquele sexo aglutinante...

De embate ao meu amor todo me ruo,
E vejo-me em destroço até vencendo:
É que eu teria só, sentindo e sendo
Aquilo que estrebucho e não possuo.

DEFINE A SUA CIDADE

De dous ff se compõe
esta cidade a meu ver,
um furtar, outro foder.
Recopilou-se o direito,
e quem o recopilou com dous ff o explicou
por estar feito e bem feito:
por bem digesto e colheito,
só com dous ff o expõe,
e assim quem os olhos põe
no trato, que aqui se encerra,
há de dizer que esta terra
De dous ff se compõe.
Se de dous ff composta
está a nossa Bahia,
errada a ortografia
a grande dano está posta:
eu quero fazer aposta,
e quero um tostão perder,
que isso a há de perverter,
se o furtar e o foder bem
não são os ff que tem
Esta cidade a meu ver.
Provo a conjetura já
prontamente com um brinco:
Bahia tem letras cinco
que são BAHIA,
logo ninguém me dirá
que dous ff chega a ter
pois nenhum contém sequer,
salvo se em boa verdade
são os ff da cidade
um furtar, outro foder.

Fui um douto em sonhar tantos amores...
Que loucura, meu Deus!
Em expandir-lhe aos pés, pobre insensato,
Todos os sonhos meus!

E ela, triste mulher, ela tão bela,
Dos seus anos na flor,
Por que havia de sagrar pelos meus sonhos
Um suspiro de amor?

Um beijo — um beijo só! eu não pedia
Senão um beijo seu
E nas horas do amor e do silêncio
Juntá-la ao peito meu!

Foi mais uma ilusão! de minha fronte
Rosa que desbotou
Uma estrela de vida e de futuro
Que riu... e desmaiou!

Meu triste coração, é tempo, dorme,
Dorme no peito meu!
Do último sonho despertei e n’alma
Tudo! tudo morreu!

Meus Deus! por que sonhei e assim por ela
Perdi a noite ardente...
Se devia acordar dessa esperança,
E o sonho era demente?...

Eu nada lhe pedi: ousei apenas
Junto dela, à noitinha,
Nos meus delírios apertar tremendo
A sua mão na minha!

Adeus, pobre mulher! no meu silêncio
Sinto que morrerei...
Se rias desse amor que te votava,
Deus sabe se te amei!

Se te amei! se minha alma só queria
Pela tua viver,
No silêncio do amor e da ventura
Nos teus lábios morrer!

Mas vota ao menos no lembrar saudoso
Um ai ao sonhador...
Deus sabe se te amei!... Não te maldigo,
Maldigo o meu amor!...

Mas não... inda uma vez... Não posso ainda
Dizer o eterno adeus
E a sangue frio renegar dos sonhos
E blasfemar de Deus!

Oh! Fala-me de amor!... — eu quero crer-te
Um momento sequer...
E esperar na ventura e nos amores,
Num olhar de mulher!

Só um olhar por compaixão te peço,
Um olhar.... mas bem lânguido, bem terno...

Um homem precisa de ouvidos fortes
Para ouvir o que se diz sobre ele,
Quando é julgado com liberdade.

Paixão

Um soluço quebrando o pranto que rola pelo rosto, traz consigo a dor de uma saudade indolente. Rasga meu peito, abrem e fecham as correntes que prendem meu coração. Ah, esse amor... essa paixão que alucina, domina, entontece, enlouquece, e quanto mais penso que adormece, mais ela retorna, fortalecida, rodeada por uma chama ardente, incandescente, flamejante. E em meio a madrugada, quando tudo é silêncio, vem você na minha mente para fazer sofrer meu coração. Ah, mas a paixão... apesar de dolorosa essa ferida... não poderia viver sem ela.

Um plano genial

Joaquim Rebolão estava desempregado e lutava com grandes dificuldades para se manter. A sua situação ainda mais se agravava pelo fato de ter que dar assistência a um filho, rapaz inexperiente que também estava no desvio.

Joaquim Rebolão, porém, defendia-se como um autêntico leão da Núbia, neste deserto de homens e idéias.

O seu cérebro, torturado pela miséria, era fértil e brilhante, engendrando planos verdadeiramente geniais, graça; aos quais sempre se saía galhardamente das aperturas diárias com que o destino cruel o torturava.

Naquele dia, o seu grude já estava garantido. Recebera convite para um banquete de cerimônia, em homenagem a um alto figurão que estava necessitando de claque. Mas o nosso herói não estava satisfeito, porque não conseguira um convite para o filho.

À hora marcada, porém, Rebolão, acompanhado do rapaz, dirige-se para o salão, onde se celebraria a cerimônia. Antes de penetrar no recinto, diz a seu filho faminto:

— Fica firme aqui na porta um momento, porque preciso dar um jeito a fim de que tu também tomes parte no festim. Já estavam todos os convidados sentados nos respectivos lugares, na grande mesa em forma de ferradura, quando, ao começar o bródio, Rebolão se levanta .e exclama:

— Senhores, em vista da ausência do Sr. Vigário nesta festa, tomo a liberdade de benzer a mesa. Em nome do Padre e do Espírito Santo!

— E o filho? — perguntou-lhe um dos convivas.

— Está na porta — responde prontamente. E, voltando-se para o rapaz, ordena, autoritário e enérgico:

— Entra de uma vez, menino! Não vês que estes senhores te estão chamando?

(1955)
Extraído do livro “Máximas e Mínimas do Barão de Itararé”, Editora Record – Rio de Janeiro, 1985, pág. 40, organização de Afonso Félix de Souza.

Quem chamas, já não existe,
Quem chamas, já não existe,
Quem chamas, já não existe,
Agora já não é - alguém
Quem chamas, já não existe,
Quem chamas, já não existe,
Quem chamas, já não existe,

Neste funeral de mentiras.

Inserida por edgarsacadura

⁠Quem sou, quem fui, quem serei

Fui primeiro, fui últi mo, fui produto do meio.
Continuo na fila, não sei que posição larguei.
Escroto, medonho, covarde.
O sonho, o anseio, vibra, dói, arde.
Hoje é cedo, ontem escreveu, amanhã pode ser ou não ser tarde.

Fui preconceito, também tratado desse jeito.
Menosprezei, desfiz, fui menosprezado, quebrado nariz.

Malandro, relapso, vagabundo.
Também um sentimento de pai, profundo.
Insensato, inseguro, agredi meu caráter.
Paguei caro, um jogo milionário.

Achei que poderia fazer, organizar, da familia fazer diferença.
Não sabia, da estripulia, a história, geração e memória, um preço pagaria.

Fui crime, fui fraqueza, fui a natureza ordinária.
Talvez não conhecia desse tribunal, impiedosa avareza, que se vale da fraqueza, profundamente, esmaga a gente na medida binária.

Fui torto, fui direito.
Olhei pra trás, pra frente, mundo Brasil perfeito.
Eu cordeiro manco, manchado, jamais aceitado, por este mundo de efeito.

Enfim, assim, se a colheita está plantada em mim.
Amigo, este mundo perfeito, sacie e boa sorte, vida sim.
Hoje, do começo, meio e fim.
43 anos morrendo.
A esperança nascendo.
Tanta ambição.
Frustração.
Não vou ser ingrato.
Um dia, também e exaltação.
Amanhã não sei.
Ontem um livro que não desvendei.
Hoje o contentamento, uma no grau, uma bolacha água e sal, nada mais sei.

Giovane Silva Santos

Inserida por giovanesilvasantos1

Não sou sempre flor. Às vezes espinho me define tão melhor. Mas só espeto os dedos de quem acha que me tem nas mãos.

Quem te abandonou, não te conheceu!
Quem não te conheceu, jamais poderia ter te amado!