Poemas de quem Deu um Fora
O Meu Amor
Te levo no peito
As vezes preso à garganta
Dentro do coração,
As vezes perto da mão
Te levo na veia
Amarrado na alma
As vezes bem apertado,
Calçado na meia
Te levo no sal
Que salta o suor
E no clarão,
Que solta o luar
Lá no topo do céu
Até o fundo do mar
Desde o centro da terra,
Até o fim desse ar.
Amor
Como posso definir o amor?
Como é tão difícil descrever este sentimento...
De várias formas eu tentei mais não consegui...
Mas sei
que o amor e um sentimento bom que traz boas energias no coração
O amor não e querer ferir o próximo...
Mas é sempre querer o bem das pessoas
Quem dar o maior exemplo de amor do mundo de Deus que sempre está conosco para cuidar de nós.
O amor é um sentimento bom que gira em torno de nós...
O amor é um sentimento que só quem sente pode descrever...
A pior coisa é sofrer por amor.
Ver o brilho dos seus olhos
é o que me da esperança,
Mas não queria que seu sorriso
pertenssece a outra pessoa.
Queria te fazer sorrir,
Para que quando lembrasse de mim,
lembrasse de alguém especial.
lembrando de tudo isso,
me faz sofrer do pior jeito
pela pior coisa
e essa coisa é não te ter
NÃO ESQUEÇA:eu já te amei.
Não sofro mais por amor,
Nem pela falta dele,
"Não procuro mais perfeição,
só um pouco de maturidade"-CM
"Por que sempre achamos que haverá tempo, quando o tempo não nos pertence.
O tempo de reconciliar, o tempo de rever um amigo, o tempo de visitar o amigo enfermo, o tempo de reconstruir pontes quebradas...
Sempre deixamos para depois, mas ainda que haja tempo, os outros podem não estar mais lá..."
Eremita
Teu mundo
É confuso,
Com tudo
Ele é turvo
Teu mundo
É fechado
Com tudo
Ele é mudo
Teu mundo
É estranho
Com tudo
Ele estranha
Ele não se assanha
Ele já se acanha
Ele não apita
Ele não palpita
Ele faz de conta
Ele não agita.
Eremitando
Na solidão me entrego,
entre olhares perdidos,
Erguidos em escapismo.
Lirismo encoberto.
No horizonte me enterro,
neste luto eterno,
entre meu mundo interno,
e a realidade que impera.
Quisera eu poder inventar
minha quimera,
e dela fazer minha existência,
substância, essência.
Havia Marta.
Estava morta.
Entrava torta.
Não tinha vida.
Que dirá sorte.
Tão milionária.
De grande porte.
Mas dentro d'alma
Não era forte.
A arte faz parte da sorte
A sorte faz arte com a gente
A gente quer sonhos à parte
Os sonhos espantam a morte
Números são infinitos,
Não quero ter razões,
Prefiro ter certezas.
Escolho a qualidade,
Não quero quantidade,
Temo a incerteza.
Os acrobatas
Tensos
Pela corda luminosa
Que pende invisível
E cujos nós são astros
Queimando nas mãos
Subamos à tona
Do grande mar de estrelas
Onde dorme a noite
Subamos!
Miligrama de verso XVI
O tempo passa
Vem e me abraça
Não acho graça
Desta distância
Que não te alcança
Vem e me enlaça
Pois, de verdade
Não tenho a menor vontade
De fazer rima com saudade.
Miligrama de verso XVII
Não mais o pranto
Não mais o espanto.
Sou Ser de Luz
Tudo Reluz
Alto é o meu canto
Estou num processo de Desencanto...
Miligrama de verso XVIII
A menina sonhava ser feliz
E se produziu toda, se passando por princesa, mas ficou desapontada
Pois permanecia triste dentro do seu pensar.
Ainda não sabia que pra desencantar
Precisa raciocinar ao invés de sonhar
Sol e Sonho
Solto meus bichos e extravaso o meu desejo
Preciso ser uma anciã feliz ainda que solitária.
Redimir das, e dirimir minhas inquietações
De querer saber o que vim fazer aqui.
Solta e só como um pião sem prumo.
Sem rumo
Então, onde o entra o Sol neste poema?
Dilema.
Não sei. Talvez eu o insira no meu olhar
Só pra morrer de delírio e nada mais.
E os Sonhos?
Ah! Sonhar é bom. Sonho que sou uma
Fada e transito na estrada que passa
Ao lado da avenida onde brilhas.
Vento do outro lado da serra
Vento do outro lado da serra
Traz pra mim algum recado dele
Estou sozinha aqui na Terra
E vivo esperando por ele.
Vento que enreda pro mundo inteiro.
Não enredou pro meu amor onde estou.
Espalha pra todos os diversos cheiros.
Ma não me ouve nem me consolou.
Com cheiros que meu olfato adocicaria.
Que minha alma embriagaria
E lavaria todo o pecado.
Enfim eu teria o sonho resgatado.
Vento me deixa ao menos ouvir o que ele diz.
Pois este silêncio me torna ainda mais infeliz.
Essa montanha que não me deixa avistar seu semblante
É muito maior dentro do coração dele inconstante.
Que fique este segredo apenas entre nós.
Preciso ao menos ouvir a sua voz. (dele)
E, se não puder viver, ao menos morrer por ele.
"O Amor é mais forte que a morte"
Eu vi a terra banhada de vermelho
Com o sangue dos inocentes
E os pedaços de gente espalhados
Como retalhos velhos nos escombros
Das casas destruídas pelas bombas
Pensei, então, comigo: jamais vou amar
Alguém capaz de desencadear tal mortificina
Daí eu pedi para você ordenar o cessar-fogo
Pra que eu pudesse ouvir o som do seu coração.
De humano
E você ordenou, pra minha surpresa.
E desde ai, amo você com a força maior que todas
As causas e motivos e razões
Das vidas ceifadas até hoje na humanidade.
De fato, “o amor é mais forte que a morte”.
... É preciso arrancar as raízes, romper com as tradições, extinguir os rituais, conhecer a boa e perfeita vontade daquele que nos CRIOU...
Aceitar a liberdade...
Confiar na suficiência...
Caminhar no deserto sem o medo de não ter pão.
É preciso conhecer a verdade e ser livre...
É preciso amar apesar de não se ter a magia e o mistério da mentira fantástica pela qual nos fizemos escravos da lei e do pecado.
É preciso abandonar os templos...
É preciso saber que se É A TENDA...
Ser bem vindo a liberdade...
Não temas! Deus é contigo.
Meu pequeno Gigante
Quando eu era uma menininha
Papai me carregava ao pescoço.
Ele era do tamanho da Torre da nossa igreja.
Lá de cima eu via o mundo fantástico.
Ficava tudo muito longe de mim.
Eu ia a balançar as pernas
Manejando o meu leme, a cabeça de papai.
Quando ele me punha no chão, gritava:
Agora veja se me alcança.
Eu saia dando pulinhos tentando cobrir
Suas passadas
Sem jamais conseguir
Também pudera. Papai era um gigante
Que calçava as botas de sete-léguas.
Ele já se foi pra outra morada
Eu fiquei aqui com a saudade e a doce lembrança
De um pequeno pai com um pouco mais de um metro e sessenta.
O cara que pensa em você toda hora e no meio da noite murmura ao teu ouvido palavras de amor, carinho e desejo....
O cara que pega você pelo braço, te faz um afago, interrompendo teu lindo sorriso com um beijo de paixão
Estar do seu lado pro que der e vier, seja nos momentos difíceis, bem como nos bons, te ouvir, cuidar de você...
Por você ele encara o perigo, não digo perigo, mas de resgaste de uma harmonia familiar...
Seu melhor amigo para todos os momentos...
O cara que entende o seu jeito de ser e suas incoerências e suas inseguranças...
Que depois do amor, deita em seu peito, te faz um afago, levitando de alegria e prazer..
Te acaricia os cabelos, te fala de amor sussurrando ao seu ouvido...
Te fala outras coisas, de como você é maravilhosa e encantadora,te causando um calor que sai de dentro e não para..
De manhã você acorda feliz, com um sorriso no rosto te oferece um café da amanha na cama....
Num sorriso que diz: foi maravilhosa esta noite, fico um desejo que quero mais.....
Que te faz feliz, que quer contribuir para sua felicidade por completo.
Que enxuga seu pranto quando você chora, quando o coração da uma dor de resgaste.
Esse cara sou eu
O cara que sempre te espera sorrindo, tendo o prazer maior ao ver sua alegria ao chegar quando me vê.
Que abre a porta do carro quando você vem vindo, é um prazer vê-la entrar, pois sei que estará ao meu lado por algo tempo, ate chegar ao nosso destino, me sinto protegendo-a por algum instantes....
Te beija na boca, te abraça feliz, com muito prazer e alegria
Esse cara sou eu
Perfume da noite...
procuro-te
em todos os lugares sombrios em que a tua mente se esconde e onde a minha ousa avançar. traças loucas e inusitadas tramas e esperas que chegue. aí, sem dó ou piedade, és a noite: avanças, sugas-me em isometrias de uma forma vampírica e, numa boca descarnada de dentes e, sem que exista sentido neste jogo, deixo que me aspires e que me faças tua presa (se ti estou presa há tanto tempo ... ) noite!
noite da minha vida, inverso da luz, lugar provável onde reside a alma.
entras
pela janela dos meus olhos, deslizas sob a epiderme dos sentidos.
enrosco-me em ti, dramática e, felina agradeço a tua visita, a cada vinda.
refloresço em orgasmos inveterados de palavras. em epigramas e anáforas…
lentamente,
deixo que me penetres todos os sentidos.
código de barras impresso na parede, dou-me a ti, neste altar de frutos e de flores e espero que me conduzas ao teu mundo…
quando a manhã chega, sob os lençóis freáticos da alvorada, encontra duas sombras imprecisas e, no vale onde me habitas, um cheiro a cânfora, a enxofre, a rosas e a sândalo...
duas gotas de sangue escrevem o horizonte.
à boca da bica, na bica do abismo.__________________. ciclópicas gotas.
o perfume da noite, ou nada!
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