Poemas de quem Deu um Fora

Cerca de 432440 frases e pensamentos: Poemas de quem Deu um Fora

⁠SONHO ÉPICO:
Antes de crescer...
Eu queria ganhar
Um milhão de dólares
Beijar a mais linda modelo
Calçar o mais caro reebok
Tomar a mais forte tequila
Saltar o mais alto dos Alpes
Vingar o meu bullying escolar
Conhecer os quadrantes do orbe
Vestir a mais fina seda
Pensar que seria imortal
Gozar a perpetua puberdade.
Depois que “cresci”
Só queria entender
Porque não cresci
Mas também percebi
Que meus sonhos pretéritos
Deixavam-me entender
Porque não pude crescer...

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MUTAÇÃO:
Todo vão metafísico
Tudo o que penso sou.
Toda doutrina do livro
Todo lugar onde vou.
É um deserto infinito
Onde nem mesmo estou.
Todo o amor das Helenas
Todo o dogma do pastor
Todo o mutar das falenas
Toda letra que se consome
Toda dimensão das melenas
Toda sorte que me some
Toda essa metafísica
Se transmuta noutra cena!

Inserida por NICOLAVITAL

⁠
AMOR MATERNAL:
O amor que assoberbaste
Sei, não era o que querias.
Nem de longe encontraste
Um amor em sintonia
Amar como anseias
É feérico e bem sutil
Só o êxtase delineia
Um amor tão juvenil
O amor com sutileza
Diz o coração febril
É de tamanha grandeza
Que torna o universo vil
O amor a quem almejas
É amor de mãe pra filho
Não possui outro perfil.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série: Minicontos⁠

PLEBE
Todos os dias àquela hora, as portas se trancam para um universo alheio. Onde aqueles que me rodeiam não são meus, e os meus não me dizem seus..

Inserida por NICOLAVITAL

⁠NINGUÉM DE MIM SABERÁ
Ninguém me ver...
Ninguém me sabe!
Meu coração um perfeito
- Pretérito...
Nada do que fui tornará
Nada do que sou sobreviverá!
E minha alma em algures
- Preterida está.
Só a morte me resta como única
Essa pantera, conclusão me fará.
Ninguém me ver
Ninguém de mim saberá.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠⁠Série: Minicontos

EU e EU
Ontem, proseava com um amigo fumante com o maço de cigarros ao lado. Olhou e perguntou: Ainda tem?
Apenas um!
Disse-me. Manda, o infeliz vai morrer!
Qual dos dois?

Inserida por NICOLAVITAL

⁠
CRÔNICA, PAIXÃO PELA ESCRITA.
Escrever é um exercício de amor ou quase santidade. E, como os apaixonados nossas criações faz despertar o egocentrismo intrínseco ao ser.
Todos os textos que escrevo, sempre imagino que as pessoas assim como eu, também vão gostar e admirar. E no intuito de mensurar essa ideia, eu quase sempre peço a opinião dos meus próximos que na maioria das vezes, minimiza com a deprimente frase.
- Eh! Mais ou menos. [Com uma discreta torcida no nariz]. Claro, ninguém é obrigado a gosta do que eu gosto ou faço.
Mas não é de se negar que diante de tamanha afirmativa, não role certo desanimo. ai a gente coloca aquele textinho de molho em um “balde de água fria” Mas como toda mãe e todo pai nunca vai aceitar que seu filho seja feio ou imprestável. Logo o abraçamos oferecendo-lhe o calor do sentimento.
- E ai, fazemos novas leituras, colocamos a quarar no anil.
- E outras e outras leituras, para podermos expô-lo Como diria Graciliano Ramos.
- E só após, postamos para o veredito social.
- Transbordando-nos de curiosidade para saber qual vai ser a aceitação daquela obra.
- Nos tornando uma capsula de ansiedade e esperança.
E ante uma diversidade de opiniões, eis que surge uma alma que se reconhece ali naquele texto, e se declara admirador do autor, mesmo sem nunca tê-lo visto. Talvez fosse um gesto saudosista ou um instante de ínfima lucidez.
- Mas no cotidiano do autor é inexoravelmente o êxtase.
- O condimento para seguir sua caminhada com esmero e carinho.
E então se conclui que o ato da escrita é quase um sentimento de santidade. É como fazer Hamlet lá 1956, com câmeras pesadíssimas sem VT, sem cores, sem nada. Só paixão e raça.
E somente por amor verdadeiro nos propomos a escrever em uma nação em que não se prima pela leitura crítica e pensante.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série: Minicontos

EFEITO PANDÊMICO
2020. A retórica era um futuro mais humano. 2022. Guerra..

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠FELICIDADE:
Apenas um cercadinho triangular. sabiás branquinhos e retilíneos.
De longe se avista dois altos coqueiros, três frondosos cajueiros e algumas poucas mangueiras bem carregadinhas.
Seus pés de jerimum descem ladeira abaixo como se o riacho perene e seus barquinhos de gazeta a bailar...
Ao centro, bem no centrinho, entre a roseira e o mussambê, uma singela casinha de sapê azul celestial.
Tão azulzinha que chega a doer os olhos ao mirar-te.
Os campos esverdeados que circundam pelas montanhas servem de adorno à vida campesina em dias de chuva e trovoada, em que o cãozinho rouxinol sob a figueira acuado, encolhe-se ao som dos trovões.
Os sonhos franzinos, campesinos, escorre com as fendas do corisco para os céus anunciar...
Na madeira talhada veem-se os sonhos do lugar.
Na beleza sútil da negra menina, o sonho de tear.
Que se finda-se nas sovinas madonas do Rodat.
A felicidade não tem, não convém! Existe para além.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠LOUCURA
Sob a cúpula, um conglomerado de pecadores bebe o sangue do perdão. Só Allonso, que não peca à vida.
Com suas leis à mão decide quem deve ou não. E, ao final da leitura, o suprassumo venda a razão ante o triunfo dos loucos.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MANHÄ DE DOMINGO
Sobre a mesa redonda adornada com uma velha toalha de renda vermelha
Um prato de sobremesa com arroz branco e uma pequena poção de Strogonoff.
Um sachê de algodão estéril
Dois esmaltes de cores preta e laranja.
Algumas lixas de unha e outros acessórios para adornar as unhas do mais velho.
Missangas enfeitavam as bonecas passadas da netinha.
À minha frente um copo de cristal cica amealhado de cerveja me dava inspiração.
Uma garrafa plástica de refrigerante indaiá sabor limão discretamente desamparada.
O óculos de grau redondo fechado ao centro da mesa
Paralelamente o chaveiro com a chave do carro que mais tarde levaria todos deixando a saudade e o sonho de um novo reencontro.
Era assim o domingo da vovó

Inserida por NICOLAVITAL

⁠O que me faz feliz?
De verdade?
É acordar e poder andar.
Calçar um sapato confortável
Ouvir no radinho a música da adolescência
E ser gentil.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Escrever é conceber um filho.
Encontramos prazer no fazer e no nascer
O limite do gozo é sempre o mesmo
No primeiro, no segundo e doravante
Assim como os filhos biológicos,
Amamos um a um mesmo em momentos distintos
De certo, alguns ganham maior destaque
Apenas para o mundo exterior.
Ao olhar genitor todos possuem
O mesmo cheiro e a mesma beleza.
Assim como a coruja disse ao gavião que seus filhos eram as mais belas criaturas da floresta
É o poeta para seus rebentos

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Quando morre um rio.
Para onde vão seus encantados?
E se todos os insetos fenecerem?
De certo, em seis meses a natureza jazia.
Se todas as árvores sucumbicem
Não haveria novas gerações.
Todavia se os humanos fossem extintos
Seria a hora da natureza brilhar.
Em bem pouco tempo
Árvores cresceriam por entre os arranha céu.
A fauna distanciaria-se da extinção.
E a flora abraçavam -se em festa.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

Amor maternal
Em um dia de muita chuva e trovoada, sinhá coruja procurava atônita comida para os seus dois filhotes indefesos e expostos aos perigos da floresta
De repente encontra o gavião faminto que também caçava seu próximo jantar.
Mamãe coruja implora
- Compadre, se encontrares meus filhinhos poupe-os!
- Mas como vou identifica-los em meu a tantos bichos? - perguntou o gavião
- quando encontrares as mais belas criaturas da floresta serão os meus filhinhos.
E nunca mais sinhá coruja os encontrou.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Tenho idade suficiente para não ser um livro aberto.
Viaje, e não conte a ninguém
Se estiver triste, não conte o porquê.
Se estiver alegre, viva consigo o sentimento.
Sua história de amor é patrimônio bilateral.
Seus erros e acertos ninguém irá remediar.
Não conte de sua vida a ninguém.
A inveja é um sentimento corrosivo.

Inserida por NICOLAVITAL

Um dia eu conheci um homem aguerrido. Este homem já tinha vencido varias batalhas, "cruzadas", lutas incansáveis. Nunca sucumbiu a derrota, nunca se entregou.
Tive a oportunidade de lutar com ele. Junto com outros guerreiros, nós alcançamos o êxito esperado. Não falo das Guerras Greco-persas, Guerra do Peloponeso, Guerras Púnicas ou Guerras romano-persas. Todavia o inimigo neste contexto é constante e impiedoso. Concordamos em está nessa última batalha por um longo período, a não ser que algum de nós sucumba ao inimigo e caiamos em solo. E pelo que eu te conheço, o inimigo precisará de toda sorte traiçoeira, mas mesmo assim o nosso Deus é por nós. Ou quem sabe procuremos outras batalhas.

Amigo, não encontrei momento mais oportuno para falar um pouco da tua trajetória como um admirável guerreiro (toda honra e toda glória pertence a Deus)e com a tua permissão me insiro a um curto, mas expressivo momento da tua vida.
Deus é testemunha da gratidão que tenho em tê-lo como amigo.
Parabéns por este momento, que seja perpetuado por muitos e muitos outros carnavais.

Inserida por NATALINO1980

Peço-lhes um instante das vossas atenções para dividir com vós um relato.
Ao dia dois de janeiro de dois mil e doze, tomei uma decisão ao qual mudaria a minha trajetória nesta dadivosa vida concedida por meu Deus. Olhando por alto, tal escolha, nos dias atuais, está gritantemente banalizada, volta e meia vemos fatos semelhantes. Quando não ainda mais trágico. Mas para alguém de sensibilidade e de princípios irrefutáveis, bastará apenas alguns dias para perceber que as escolhas devem ser feitas no momento certo, este momento é instável, muito difícil saber quando há razão na escolha. Por isso, requer cuidados específicos e particulares. E isso realmente me faltou. Não tenha dúvidas muitos irão te confortar, dizendo: meu pai fez a mesma coisa, parente, amigo, vizinho, nada poderia ser tão normal, tão comum. Mas ai é que está, acreditar que é muito fácil nos dá uma pseuda impressão de que tudo vai acabar bem, vai dá tudo certo. Uns precisarão de um tempo maior, mas perceberam, eu, por exemplo, sobreviví só por alguns dias. Quando me dei conta do meu erro já era tarde de mais.
Acreditem! existe uma relação forte entre seu erro e o erro dos outros. Foi isso que aconteceu, pelo meu erro pessoas erraram. Pois é, ela errou feio. É um ciclo vicioso, por acreditar que estava tudo certo, ela cometeu seu erro. E dessa vez foi para decidir de verdade. Ponto final.
Graças ao erros dos país, adultos, os filhos, crianças pagam o preço.
Separar, desmembrar, descolar, dividir ... Percebem o quanto é doloroso. Não existe uma receita para estes casos, mas antes de tomar qualquer decisão, ainda mais quando tais escolhas envolverem emoções tome muito cuidado, caso contrário pode ser um caso irreversível. Pense nisso.

Inserida por NATALINO1980

A inconstância dos bens do mundo

Nasce o sol, e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.
Porém se acaba o Sol, por que nascia
Se formosura a Luz e, por que não dura
Como beleza assim se transfigura
Como o gosto da pena assim se fia
Mas no Sol, e na Luz, falte firmeza,
Na formosura não se dê constância.
E na alegria sinta-se tristeza.
Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância

Inserida por Caliburn