Poemas de quem Deu um Fora
Deitados sob o sofá - cama, assistindo um filme de velho oeste, ele se vira para a direção dela e subitamente diz: "eu vou te amar para sempre!".
Ela franziu as sobrancelhas e disse: "Jura? Não sei não, as pessoas sempre dizem isso e até falam de um amor para até depois da vida, mas aí terminam e dizem coisas como: "tô livre na pista!" Então faz assim, diz que me ama todos os dias, e a gente vai se amando até quando a vida quiser".
O rapaz olhou, primeiro espantado, depois rindo e disse: "Você é meio paranóica né?"
Ambos caíram na gargalhada até que ela falou: "Ok, eu me rendo. Vou te amar pra sempre também!"
E assim o "para sempre" foi feito.
Sentado em um banco de praça, um senhor de oitenta e tantos anos, faz o que fazia rotineiramente. Alimentando pássaros com migalhas de pão, ele recebe uma visita. Um homem de meia idade, usando um terno cinza, senta - se ao lado dele e diz: "Sr Antônio, como tem vivido sua vida?"
Estranhando o fato de aquele homem o chamar pelo nome, de certa forma ele sabia quem era. "Eu vivi plenamente pelas últimas 8 décadas. Levo no coração os amigos mais leais, o grande amor da minha vida, que já se foi, mas juntamente comigo, construiu uma grande família. Meus filhos estão todos bem, e meus netos igualmente."
O homem de terno o questiona: "O senhor não parece assustado em me ver."
E ele respondeu: "Estou a 10 anos longe da pessoa que mais amei na vida. Vivi a vida do meu jeito, e vou partir do meu jeito. Agora posso vê-la, novamente."
O homem espantado, sorri, estende sua mão e diz: "Assim espero e torço, senhor."
E se foi.
Fazia um frio assombroso naquela madrugada. A janela, borrada pela neblina, e gotas de água que escorriam, revelavam o quanto era difícil sair de baixo das três camadas de edredom, e da única camada de abraço que vinha exatamente dela.
5:00 da manhã e o dever o chamava.
"Sério, amor. O frio já é desmotivante, se você não me deixar ir, eu não vou poder trabalhar." Disse ele, que em sua mente confinou o desejo de permanecer ali, naquele abraço angelical.
Ela abre apenas um olho, cara de sono e responde: "Relaxa, hoje é domingo. Você esqueceu de desligar o despertador de novo".
"Graças a Deus", ele pensou. Seria um pecado deixar ela sozinha na cama fria, isso o preocupava mais do que um dia de serviço perdido.
"Qual é o limite da sua timidez?", ela pergunta, de frente para ele e um velho jogo de tabuleiro que a muito tempo não saía da caixa. Meio surpreso pela repentina pergunta ele responde: "Aí depende. Primeiramente da sua disposição em querer descobrir, e de quanta bebida teria aqui no seu apartamento".
Aquelas foram palavras chave. O intuito do jogo mudou, o objetivo picante era o alvo de ambos, o vencedor levava tudo. Tudo mesmo! A partir dali, as paredes presenciaram jogadas de indiretas, palavras ao vento, e as tentações que só os amantes provocam.
O resto, bom, os poetas não possuem autoridade para relatar...
Naveguei como os melhores navegadores em suas expedições.
Corri como maratonistas corriam por um grande prêmio.
Escalei a maior das montanhas como os melhores alpinistas.
Escrevi como os maiores poetas.
Lutei como os melhores pugilistas.
Me diverti como o maior dos palhaços.
Amei como o mais sublime dos românticos.
Cheguei até onde outros já haviam chegado, e nunca além disso.
Morri, e nada de novo vislumbrei.
Sou apenas um dos outros, somente porque não dei um passo a mais do que eles.
Vivemos em um momento o qual ser classificado é primordial para a sociedade. Não seja assim! Porque você não é o dinheiro que tem na carteira, nem o seu trabalho. Você não é uma casa grande, com bebidas caras, carros de luxo e paredes vazias. Você não é a imagem que ostenta para se enquadrar na visão das minorias.
Você é o amontoado de sonhos, você é as viagens que fará, os amores que viveu e viverá, o carinho que transmite e recebe. É aquela pessoa que muda em si o que crê não estar certo, que defende os que não se defendem, que vive aquilo que os outros não se permitem viver por mesquinharia.
Não somos o que temos, somos o que significamos para o mundo.
Um brinde, em um copo fundo de whisky, papel e caneta descrevem. O sabor amargo sufoca como grandes tentáculos que puxam para baixo. O calor do sol não toca a pele, pois sua luz agora se esconde por trás das asas colossais que escurecem o velho continente. Espalhando insanidade com olhos em chamas, numa história onde mocinhos não podem salvar o mundo, e o desconhecido e vasto universo esconde o segredo de um despertar. Vós que permaneces adormecido na submersa cidade sombria, agora faz com que os corvos destoem seus sons. Não haverá esperança, se o mundo jaz dos Antigos.
-Homenagem a dois dos maiores escritores de todos os tempos. Edgar Allan Poe e Howard P. Lovecraft
-Você se considera uma pessoa infeliz?
Ela questionou o rapaz, no meio de um diálogo. Ele olhou para as próprias mãos e em seguida disse.
-Infelicidade é interpretativa. Se me perguntasse se sou feliz, provavelmente diria que não, mas se me perguntasse se sou infeliz, não saberia responder. Porque eu tenho saúde, tenho uma casa, seria justo com as pessoas que não possuem tais coisas? O que define a felicidade?
Ainda sim, possuindo essas coisas é possível ser infeliz. Porque felicidade é a ausência das coisas que não nos fazem bem, e infelicidade é a simples presença delas.
Sentimos todos! Essa ameaça sem nome tem se aproximado cada vez mais dos nossos corações. Vivo em um local de certa paz. Meus vizinhos são moderadamente calmos, até ouvirem a voz dele. E se eu te disser que Deus pode ter sido uma invenção humana? E se eu te disser que os verdadeiros demônios estão lá encima, no frio e sem vida, o espaço. Que habitam as águas do mundo, acreditaria em mim?
Pois é... a vil literatura do árabe nos disse quem são. Os verdadeiros donos desse mundo, o senhor dos Grandes viajantes de tempos imemoriais está aqui! Eu não consigo rezar, PRA QUEM VOU REZAR? Ele fala comigo, de onde pacificamente jaz. O rei do submundo flutuante está perto! Sob as montanhas espalha loucura, sob os vales fétidos de Dagon, ele vem. Meus filhos...minha esposa... São dele agora. Ele me pediu isso, ele me ordenou! Eu não queria! Minhas mãos apenas empunharam a lâmina que os entregou a ele. Mas seus sussurros não param. Eu posso ouvi-lo, eu posso senti-lo. O grande senhor dos Antigos está aqui! Meus vizinhos estão barulhentos agora. Afinal, não é muito difícil assustar um sanatório inteiro! Hahahaha
Ouço vozes em coro: "Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh Wgah'nagl fhtan."
Ele vem...ele vem...
Homenagem a H.P Lovecracft e um presente de noivado para um grande amigo. Daniel Santos, sei que as adversidades da vida nos distanciaram mais do que gostaria, mas com esse conto baseado em um dos seus escritores favoritos, eu eternizo meu carinho e admiração por ti. Um abraço tentaculoso e ancestral, amigo.
Um dia me disseram:
"Tomé posse de tudo que for seu"
Ingrata a surpresa de ver que não tinha posses.
Ao mesmo tempo, libertadora a idéia de que nem tudo era meu.
Nem tudo me pertenceu.
Ainda há muito à se fazer.
Amornados os sentimentos, criou-se um vazio.
E cada sentido à partir dali tornou-se frio.
E de todo sentimento em sua natureza, modificou o que era naturalmente puro, entregou-se a frieza.
E no final todas as pétalas caem uma a uma, até que sobrou o homem, seu drink, e total amargura.
Felicidade é um desconhecimento.
Ela desconhece rosto, gosto, e entendimento.
Entorpece o lamento do homem, rejeita a incoerência e a compreensão alheia.
Felicidade é incoerente. É ser e fazer o que ninguém espera, o que não imaginam, fazer por si e nada mais.
Felicidade pode ser cruel. Pode indiretamente ferir de forma mortal, e fatalmente ceifar a razão.
Razão essa que pra ser feliz não tem espaço. Ser feliz é irracional. É a crença real de que o invisível e o impossível terminarão.
É a visão de que pra alcançar esse ideal, é preciso rejeitar as marés que virão.
Tomo mais um trago
Desse rum amargo
Conhaque cerrado,
Whisky ralo.
De todo amargor tomado
É bem mais degustado
Que um amor envenenado..
O que é um prédio em chamas comparado a 400 anos de gerações chicoteadas, queimadas, marcadas, e que quando conseguiram sua liberdade, foram caçados e até mortos de forma que os que estão acima sequer demonstrassem incômodo?
Um país em chamas não pagaria esse prejuízo.
Tenho sido constantemente tragado.
Me sinto um trago,
Um cigarro, desses fortes
Que contaminam o ar na fumaça
Que poluem por milênios com bitucas.
Um trago de bebida amarga
De raízes, de carvalho defumado
Um rum envelhecido e forte
Um whisky puro em dia muito quente.
Um trago de vida, e no vento
Observo atentamente as areias que escorrem.
Os grãos caem talvez mais rápidos
Sim, mais do que de costume.
Entre meus dedos,
Intragável, indiferente, irreversível.
Me sinto o fumo tragado
Um trago de bebida.
Quem me traga não é gente
Não o vejo, porém posso senti-lo
Nos ossos, na pele, no reflexo, no desespero.
Tragado pelo tempo.
Um amor ou um meio amor?
Amor que sinto com pouca e muita intensidade,
meio a meio, quase nada.
É isso que você faz me sentir:
muito amada, às vezes só desejada.
Um dia sou tudo,
no outro, sou nada.
Como sempre, quase nada.
Elogios ouço e leio como se fossem apenas palavras
escritas para preencher um vazio,
mas não sinto nada.
Quero presença,
quero atitudes,
que todos falam por falar ,
mas eu continuo sentindo:
amada, ou meia amada,
e tem dias em que sou quase nada.
A amizade (da minha parte)
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Intensos e satisfeitos.
E um repouso lento…
Tão lento que, dos amores, formou-se amizade.
Amizades — da minha parte.
Parte de quando finalizei na sexta,
E, em outra sexta, veio o recomeço.
E o ciclo se repete.
Miséria de amores que um dia foram radiantes,
Ardentes, ásperos, cortantes.
Agora, um repouso lento…
Tão lento que, de colegas, tornaram-se desconhecidos.
E o ciclo, inevitável, se repete.
O Toque Silencioso
A yoga entrou pedindo licença, com delicadeza,
um suspiro suave que toca a alma e a natureza.
Ela tem me guiado há anos, sem pressa,
todos os dias, ao tocar o tapete, uma lágrima se despeja.
É gratidão que transborda, silenciosa e profunda,
pois em cada movimento, a vida se refunda.
Com a leveza de uma dança, ela me ensina a ser,
a encontrar a paz, a quietude, a saber.
No tapete, sou inteira, sou sem fim,
mas é fora dele que a verdadeira prática começa em mim.
Ela me ensina a respirar, a viver, a olhar,
a ser fiel a mim mesma, a me escutar.
A yoga, como uma amiga silenciosa, se faz presença,
é amor e autoconhecimento, é pura essência.
Ela me guia, me molda, e me faz crescer,
para que, a cada dia, eu me descubra e floresça em meu ser.
Caminho Da compaixão
O animal é um ser único, cheio de luz,
Carrega em si o amor mais puro, que brilha e conduz.
Em um mundo cruel, onde o sofrimento é normal,
Eles nos ensinam a beleza de um amor sem igual.
Tirei-os do meu prato, com a promessa de nunca mais,
Meus filhos, no futuro, não saberão esse sabor tão fugaz.
Claro que ao crescer, farão suas escolhas com voz,
Mas estarei ao lado, para que compreendam a razão, e a voz.
Guiando os para ver, com olhos de compaixão,
Que todo ser merece viver, com respeito e proteção.
Como eu e você, merecem o direito de existir,
Com dignidade e paz, sem nenhum ser a se consumir.
Indo Dormir Na Esperança, De Que Amanhã Seja Um Dia Melhor, Que Deus Esteja Comigo E Me De Força Pra Vencer Nós Dias De Luta...
Boa Noite 🤍🙏🏼
- Relacionados
- Textos de amizade para honrar quem está sempre do seu lado
- Poemas sobre saudade para transformar ausência em palavra
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas românticos para declarar todo o seu amor
- Mensagens de amizade para valorizar e celebrar quem sempre está ao seu lado
- Poemas de amor
