Poemas de quem Deu um Fora
Quer falar tanto de carinho,
amor, respeito e esperança…
Que a palavra que te cala;
não mede um terço dessa tua ignorância.
Porta aberta
A porta está aberta
O portão destravado
Sobre a cerca um jardim
Vivo a cultivar
Margaridas, Cravos e Hortênsias
A cima da porta e janela
Se estende a perfumada sombra
Do Jasmim dos poetas
Florescendo a esperar
A porta está aberta
Os olhos estão brilhantes
A boca adocicada
O desejo ansioso
Pelo tocar
A fragrância é de amor
Em noite de Luar
É latente, viçoso
Feito as flores do lugar
Sentimento é algo espontâneo desde um abraço até um eu te amo,e nem sempre coisas que são ditas com freqüência
são verdadeiras, uma prova disso foi que passei uns anos da minha vida com alguém dizendo que me amava... ai eu me pergunto amou? Não! Pois seus gestos demonstravam o contrario do que sua boca dizia, mas me confortava ouvir aquelas palavras...Então eu presumo que falou por falar, virou hábito, e não porque realmente sentia...Enfim, nós seres humanos temos essa necessidade extrema de querer ouvir palavras bonitas mesmo que as atitudes sejam contraditórias...
Eu posso não demonstrar amor
mas o simples fato de eu ter dito você vai acredita...O cérebro precisa disso de palavras,o coração não, ele só precisa de pequenas atitudes...Sou sentimental sim, coração besta sabe?! Aliás nunca consegui ser razão...Meu coração sempre fala mais alto...sempre, sempre...Um bom exemplo é que essas palavras que escrevi agora saíram todas de lá...
A Morte é um Diálogo entre
O Espírito e o Pó.
“Dissolva” diz a Morte — O Espírito “Senhora
Tenho uma Ideia melhor” —
A Morte duvida — Impreca desde a Cova —
O Espírito se vira
Só deixando — como prova —
Um Casaco de Argila.
~Relato de um falso amor~
Eu to cansado
Eu to quebrado
E tudo isso por pensar
que pudesse ser amado.
Eu te dei a minha confiança, mas você a tratou com desprezo e ignorância.
Talvez ainda vala a pena
tentar de novo e acreditar na esperança.
Esperança de encontrar o lugar certo pra mim.
Um refúgio onde eu possa
encontrar o amor, e que nele você
não possa existir.
Refúgio esse que não existia mentiras e ingratidão.
Porque preciso cuidar do que você pisou, e do que um dia chamei de coração...
Estou servido deste
Dia, dia, dia
Todo dia mais
E estamos recém no dia dez
De mais um mês talvez
Estou comendo desta vez horas temperadas com pimenta
Se no entanto continuo
É por sonhar que existe mais daquilo que acredito
Em que tudo fez sentido
E que eu via mais que vejo
E que sentia mais que sinto
E que a tristeza não trocava aquele abraço por absinto.
Aglomerado
De 7753 bilhões
Alucinado
Por algumas 7 ou 6 ações
De um lado
Diminuto em minuto
Por outro
Multiplicado
De orações
De horas que são fruto
De imaginações
Calado e
Deitado
Assim, enquanto e tanto!
Assim que se faça presente nosso bem maior
Enquanto persite um caminho
Assim como é agora e sempre, sem só
Enquanto não consigo pensar demais
Assim por mais que eu queira, não fico triste
Enquanto o tempo me satisfaz
Assim que a culpa é minha e nela tu existe
Enquanto o tudo é saber que conseguiste
Que VÁ
que VÁ para outro mundo
e viva em um segundo tudo que não vivemos
que VÁ e não me leve
nem em um pingo do teu pensamento
me deixe sem vontades, me deixe sem saudades
e VÁ
VÁ para bem longe
aonde não alcance o som das minhas lágrimas ou o gotejar de meus berros
não me diga mais nada e VÁ
e se por mal ou bem quiser ainda ser alguém
VÁ com a certeza de que pagará por me tornar ninguém.
Resta-me
Resta-me um lamento no término,
Além, digo
No resto de minha vida que sozinho sigo
Comigo resta-me a distância daquilo que consigo
E sinto um consolo
Complexo contorno
E nele ainda cabe alguém.
Em certos momentos
Incertas certezas
Mas daí vem a solução
Estar dissolvido
Em um almoço de domingo
Com uma nova paixão
Três dias de um
retorno Alegre
Matando saudades
Assumindo novas
Responsabilidades
Vendo pessoinhas
No céu anuviado
Seguindo dias meus
Dias fechados
Mas aqui tem muita cor
Sou um arco íris
Em minhas histórias
Já fui de manifestante
A sereia
E nem por um instante
Deixei de ser
E ia, seguia
Longe de alguma poesia
Mas o poeta maluco me achou
Seria eu um pedacinho da sua ilusão
Ou seria ele o doido, doído Donny
Que queria jogar uma carta na garrafa na praia de presidente
Esse louco é tão carente
Que se quer fazer presente
Até quando não cabe
Já tenho tudo que preciso
E até disso ele sabe
O que quer de mim?
Se contentaria com tão pouco assim?
Sei que é admiração
Mas aqui é carne, osso e coração
Nada demais
Mesmo assim ele insiste
Em querer me ver
Não sei o que existe
De tão legal no ser
Foi bom viver
E já passou
Mas seu carinho não acabou
Vou esperar
Se um dia der vou marcar
E esse dia ainda vai chegar
Máquina do tempo
Saudade é um doce desassossego
Que mora entre a lembrança e a
Vontade de voltar no tempo.
Num pensamento lindo,
eu inventei uma história repetida:
falei que o teu sorriso um dia,
ainda vai ser nome de avenida.
I. O fio invisível entre a razão e o abismo
Há um fio quase imperceptível que separa a sanidade da loucura. Ele não é feito de lógica nem de evidência. É tecido em silêncio, por forças que a consciência não domina e o juízo não decifra. Às vezes firme, às vezes tênue como névoa, esse fio nos atravessa. E todos nós, em algum momento, já o sentimos estremecer.
A sanidade é frequentemente confundida com controle, previsibilidade, coerência. Mas há loucuras que são apenas formas radicais de sentir. Sentir demais. Sentir o que o mundo não suporta nomear. Sentir o que escapa às categorias da razão domesticada. E há insanidades que nascem não do caos, mas do excesso de lucidez, quando a realidade se mostra em sua nudez crua e insuportável.
Nem toda loucura é ruína. Algumas são defesa. Outras, travessia. Há quem precise se despedaçar para sobreviver à rigidez do que é dito normal. E há quem se esconda atrás da sanidade como quem se fecha numa prisão segura, mas estéril.
A lucidez não é ausência de delírio. É a capacidade de dialogar com ele sem se perder. De acolher o que se rompeu sem rejeitar o que ainda sustenta. De habitar a própria mente como um território sagrado, mesmo quando os mapas falham.
No fundo, talvez sejamos todos dançarinos à beira do abismo. E o que nos salva não é o equilíbrio perfeito, mas a graça com que aprendemos a cair e voltar.
O eco que não veio
por Leonardo Azevedo
Publiquei minha alma,
esperando ao menos um aceno dos que me dizem amor.
Mas o que veio
foi o silêncio mais ensurdecedor que já conheci —
o silêncio dos íntimos,
que preferem calar diante da verdade que os atravessa.
Foram os estranhos
os que primeiro estenderam a mão,
os que leram sem filtros,
os que disseram: “eu vi você.”
E, nesse instante, percebi
que ser lido por um estranho vale mais
do que ser ignorado por quem me conhece.
Eu não escrevi para agradar.
Escrevi para sobreviver.
E, se sobrevivi sem os que deveriam me aplaudir,
então já venci.
Erva DaninhaErva Daninha
por Leonardo Azevedo
Há em mim um cultivo inconsciente do que me destrói.
Permito que o parasita cresça, talvez por costume, talvez por inércia.
Carrego uma casca rachada por abandonos,
e um núcleo que, mesmo em crise, busca sustento em silêncio.
Sou o que cresce apesar, ou por causa, da ausência.
E, na tentativa de compreender o que me movimenta, recolho-me.
Porque certas respostas exigem raízes mais profundas do que a superfície suporta.
Sob o véu da noite sombria,
um homem caminha em solidão,
carregando o peso do mundo em seus ombros,
enquanto o brilho de seu jaleco enfrenta o inexorável destino.
A chuva, como uma dança melancólica,
derrama suas gotas como confissões silenciosas,
lavando não apenas o asfalto encharcado,
mas a alma cansada e sobrecarregada.
Luzes tímidas iluminam seu trajeto,
como faróis de uma esperança distante e tênue.
O chão úmido reflete sua solitude,
enquanto seus passos ecoam em um ritmo pausado e incerto.
Aqui se revela o retrato de um herói anônimo,
cabisbaixo, mas inquebrantável.
Ele carrega a vida e as dores de muitos,
mas quem, afinal, se encarrega de carregar as suas?
Um dia me sentei bem na beira da praia E me perguntei por que a vida parece tanto com o mar...?!
Uma hora tudo tão calmo e Brando outra hora tudo tão tempestade
Tenho certeza que Deus sabia o que fazia quando criava o mar...
O mar e as suas ondas os ventos
A onda é a sua dor ...ela vai...volta..some..sobe..desce...
sempre...
Você precisa ser o mar que fica.
Ela era um mundo em um só coração...
Amava o mar...o sol, a música... Amava Ivete ...
Amava tanto o amor, que não teve coragem de deixa -lo partir quando era tempo ...
E não deixando esse amor partir, se partiu seu coração...
E viveu na imensidão sem novamente encher seu coração...
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