Poemas de palavras

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Falar mal é fácil, pois não é necessário calcular o peso das palavras que soltamos.

A fofoca é semente de discórdia; que possamos plantar palavras de vida e colher frutos de paz.

Antes de falar, que nossa mente se volte ao Espírito Santo, e que nossas palavras sejam reflexo do amor e da verdade de Deus.

Deus não procura apenas religião, nem palavras bonitas em uma oração. Ele procura um coração transformado, pela verdade e pelo amor moldado. miriamleal

"Há momentos em que as palavras se tornam lâminas afiadas, e por isso deveriam ser usadas com cautela."

Deus é um paradoxo silencioso, que insisto em crer, mesmo sem compreender, mesmo sem ter palavras para explicar.

A experiência é meu patrimônio líquido, não se perde no mercado das palavras, rende decisões melhores a cada dia.

Fui machucado por palavras, e curado pelo silêncio. O poder das palavras ferem, o silêncio curador ensina a escutar e a colocar remédio no tempo.

O silêncio é o lugar onde Deus fala sem palavras. Quem aprende a ouvir a quietude, descobre o som da eternidade. A graça não se impõe, apenas convida a permanecer.

Falo com a minha sombra como se fosse confissão. Ela não responde com palavras, mas conhece meus segredos. Permanece quando todos os outros vão, como testemunha muda. Às vezes a abraço e sinto que as coisas podem voltar a ser. Outras, a empurro e desejo que se torne apenas um traço.

Há palavras que têm o peso de pedras e outras, a leveza do lenço. Escolho as que abraço como lenços, para limpar, não para ferir. Dizer pode ser armas ou remédio, prefiro a medicina. Meu vocabulário tem dias de luta e dias de trégua. Aprendo a calibrar a voz como quem regula uma balança.

Há palavras que salvam e outras que condenam, mas as que mais doem são as que não foram ditas. O silêncio de quem deveria ter sido abrigo se transforma em cicatriz eterna. E levamos essa marca como quem leva uma sentença que nunca escolheu. Mesmo assim, seguimos, porque desistir seria morrer em vida.

O silêncio bem usado é ferramenta precisa: afina o pensamento e sutura palavras que feriram.

Minhas palavras de alerta caíram como gotas de chuva silenciosas, incapazes de alcançar aqueles que eu tentava ensinar.

O aviso final foi transmitido pelo sussurro do letreiro, piscando as palavras que estavam se formando na noite.

As palavras dos profetas estão escritas e gravadas nos muros e nos saguões, mas permanecem escondidas e sussurradas dentro dos sons do silêncio.

Acordo com a sombra de um ontem na garganta, onde palavras não ditas fermentam como feridas abertas. Seguro o silêncio entre os dentes, conto as batidas do escuro, e aprendo que a esperança às vezes nasce de uma cicatriz que respira.

Há palavras que surgem como fósforos acesos em mãos trêmulas. Acendem-se, queimam rápido, deixam cheiro de algo que foi e não volta. Guardo-as em potes de vidro para que não se apaguem por completo, e quando preciso, abro um pote e relembro o calor que um dia tive.

Há palavras que se escondem no bolso justo da memória. Aparecem só quando o corpo precisa de consolo. Algumas são duras, outras acariciam a garganta. Se pudesse, as colocaria em moldura e as olharia todas as manhãs. Seria um museu íntimo de pequenas verdades.

Quando a noite se senta ao meu lado, não falo. Ouço-a dizer o que minhas palavras não alcançam. Ela traz histórias de quem caminhou antes de mim. E entre as histórias, encontro uma trilha de volta. Sigo os passos, mesmo sem saber o destino.