Poemas de Paixão
Teu olhar fala e faço de tudo para entende-lo.
Contudo, fico tão aprisionada
em sua beleza que sou incapaz de ouvi-lo.
A verdade é que esse teu olhar...
Ele me ensurdece.
Nesta extensão,
eu me afogo e me sufoco no meio de sua perfeição,
perdida e afetada,
você me guia e me aguarda.
Quando você me chama...
Quando você me chama de "gatinha",
eu ainda penso que um dia você será minha,
quando você me chama de "anjo",
eu te desejo, sinto que te mereço,
Quando você me chama de "amor",
minha vida se enche de cor.
Hoje, exatamente hoje,
está completando um mês
daquela noite em que nossos corpos
se entrelaçaram pela primeira vez.
Aquecidos num calor tão forte e
envolvidos num clima intenso de amor e paixão.
A música foi o som dos nossos lábios se encontrando
juntamente com o ritmo das batidas do nosso coração.
"...Ainda posso sentir teu olhar penetrar minha alma lentamente...".
(Fragmentos do livro "O diáro tardio de Lígia Castelli")
“Resolvi, quero renascer!
Sei que ainda vou errar muito,
Só não sei, se conseguirei amar de novo.
Pouco ou muito, mas vou viver”
" Quando tua lembrança chega com essa força avassaladora,
me recluso em mim mesma e tento tragar esse sabor,
que já me é conhecido a muito tempo ".
Fechei os meus olhos, contei até cinco,
E ela havia sumido,
Eu não deveria ter fechado os meus olhos,
De que eu tinha medo?
Às vezes, a felicidade vem ao nosso encontro,
E nós, por puro medo de sermos felizes, a ignoramos. Não feche seus olhos.
a melhor parte de ti ausente
é poder sentir-te
é ter-te como te sinto iminente
a um passo de mim respirar-te
é como num trilho seguir-te
em suaves tons tocar-te
da boca ao ventre inventar-te
na exuberância das cores possuir-te
como lubrica a noite é de repente
a um suspiro que ai se evapora
sinto este corpo gemido e dormente
sem tempo sem culpa ou demora
ter-te assim tão iminente
nesta ausência que me devora
Ela não se diz, Ela foi
não é alegria, que esvoaça e poisa
Ela engasga, suspende e cala
no tempo de um susto
no tempo de um espanto. e vai
não falou, não disse que ia
Felicidade, é a coisa
não se diz, sobrou
no travo a saudade
na sensação tardia.
e quando eu morrer, um dia
que se guardem, meus olhos
junto ao encontro do encanto.
Ali, antes da saudade
entre o susto e o espanto.
há um vendaval iminente
em cada passo que te aproxima
um arrepio que a pele sublima
nessa espera por ti urgente
nesse ar teu que faz do clima
um ranger gemido e quente
suave sentir roçar do ventre
como só o mimo toca e mima
ah, o desespero de quem te sente
nesse vendaval que se aproxima
sem saber como se prende
se por entre por baixo ou por cima
este vendaval que demente me fustiga
como quem beija impunemente
vim, só para te contar de mim.
de uma vez dizer-te quem sou.
e vou agora que vim
contar-te tudo num beijo só
lento e profundo
com jeito de mundo
que não pára, despe e suspira
tua pele, de súplica vestida
que suplica no fundo
que meu beijo não pare
nem que pare tudo
nem que o mundo acabe
e eu, sigo-te neste jeito
louco e profundo
de quem só quer, no fundo
o mundo todo no teu peito
Imagine-se em suspiro, a pele.
e num cálido halito em flor
a sustentação suspensa do sopro
onde levite ébrio, um olhar amante...
.
atente-se na estátua, em calma.
no arfar suave do peito
o angulo raro, em jeito de ave
no poiso encanto, da alma...
.
imagine-se em voo pleno, a pluma
como um susto que arde
como em suma, o desejo clama.
imagine-se, em chama, o beijo
e se eu hoje pudesse
ser o que quisesse
seria tudo, num beijo
sem mãos, nem chão
sem corpo que se perdesse.
apenas beijo
num desejo profundo
inebriante e tão fundo
que nem ver, se visse.
como se enfim, sentir-se
fosse o único meio
fosse o fim supremo
Ah, se eu hoje pudesse
se um dia me sentires tatear-te
talvez, da luz, o olhar se tenha perdido
talvez, por não ter desistido
eu mereça encontrar-te
amar-te é como se luz
(luzindo fráguas
qual água até que fura)
morando nos teus olhos.
é dançar abraço dando
no piar de um ninho em cama
(que nos faz dançando
o chão fugindo)
pisar um céu de luz e chama
e o universo dançará à volta
(enquanto a luz for brilho
envolta no piar do ninho)
no balançar de um riso à solta
e foi sobre esse voar
(de alma e pranto)
que se viu chuviscar
o sol (amplo e nascente)
e foi desde e por entre
o desanuviar do espanto
que um quê de encanto
se esfumou crescente
quem sabe se nevoando
solidão sobre os beirais
se lembrando ais
no crepitar da saudade
quem sabe, quem sabe!
Todos somos iguais em energia,
Todos temos em comum o tamanho do coração.
Todos merecemos carinho, amor, paixão, felicidade, alegria e prazer.
Satisfazer o que falta no caminhar, é esquecer o passado, e dar sentido no presente.
A fim de chegar, onde ainda não se chegou.
Pois a escolha real equilibra sua energia geradora com o universo.
Essa liberdade dá coragem e resistência para qualquer prova.
Meus pensamentos ébrios
Tentavam me fazer acreditar que
Aquilo não era real.
O coração calejado se negava a acreditar
Mas era real! Era mais que real!
Enveredando-me em meus pensamentos
Imersão que se perde no espaço tempo
A mente encontrou a resposta que o corpo já sabia
Que congelar aquele momento era tudo que eu queria.
Meu transcender
Corpos unidos
Mentes conectadas
Energia fluindo
Almas sossegadas
No afago, me afogo
Nessa vibe, Transbordo.
