Poemas de ódio

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Ódio


Volte-o para si: você será a cidade queimada, o império em ruínas.
Dirija-o para fora: você se tornará o fogo que consome tudo o que toca e, inevitavelmente, a mão que o segura.
Ódio é o combustível definitivo.
E a escolha mais importante da sua vida pode ser se você o usará para se incendiar ou para incendiar o mundo ao seu redor.

Não luta com ódio, mas com o coração,
Erguendo a espada da verdade e do bem,
Wolf no instinto, anjo na missão,
Caminha com passos que a luz sustém.


------- Eliana Angel Wolf⁠

Ódio

É uma coisa engraçada
E também complicada
Perder a calma sem perceber o lugar
Mas falam que é só se acalmar

Lembrar e sentir tudo de voltar
Tentar esquecer e só piorar
Isso é um erro que se permanecer
Que infelizmente eu não consigo esquecer

O bom caminhar
Nessa vida
Requer
Uma alma preparada.
Distante do ódio
Que sempre nos espreita
a jornada⁠.

POÉTICA:

Deixe o ódio de lado!
O rancor te faz palor.
Respira o cheiro
Da clorofila!
Tudo é hipótese
Tese.
Síntese e antítese.
Não há locura ou razão
Nem razão que se defina
Não haverá destino
Nem sina.
Se houver
Não se destina
É sonho quimérico
Métrica que alucina.

Política virou religião.
E religião virou escudo pra ódio.

Mas Deus não tá em partido.
Tá no prato de comida.
No remédio. Na paz.

Van Escher

Quando a política se alimenta do ódio, o que ela devolve à sociedade é ainda mais ódio.


Benê Morais


O ódio que você semeia
irá germinar como erva daninha ao longo do seu caminho
lhe trazendo farta colheita ao final do seu destino

Quando o ódio e o fanatismo contaminam políticos, militantes e eleitores, a democracia sangra em silêncio.


Benê Morais

⁠Às vezes o ódio fala mais alto dentro fazendo-nos tomar decisões e atitudes dos quais só nós levaram pra destruição.
Por isso pense bem antes de falar ou fazer qualquer coisa antes que seja tarde demais
...

ÓDIO?


Ela disse ódio como quem diz vento,tão natural que o mundo, dentro de mim,se partiu ao meio. Meu semblante foi de umchoque imediato...


E o coração, pulsando na palma da mão,se fez carne contra o desabamentodas palavras sem roteiro, sem perdão.Eu a amo. Como caberia o ódionesse rastro que ainda respira?


Às vezes penso: se esse veneno me achasse,
que lagarto eu seria?Mas não.O ódio não tem porta em mim.Nunca teve.Não terá.Sou apenas um estranho de convicções remotas
e quebra-cabeças sem imagem...


Um retrato perdido tentando nadarem mares que ainda não aprendi a navegar.Sou breve, confesso. Vícios desmedidos, gestos aparentes.Sou gente.Tateando razão no escuro...


--- Risomar Sírley da Silva ---

Levante-se o muro entre o passado e o amanhã;
Emoção e a razão;
Amor e o ódio;
Vingança e o perdão;
Saudade e o desapego;
Guerra e o sossego;
Medo e o certo...
Difícil é saber que a necessidade de isso acontecer é inevitável, imutável e irremediável
Os muros se levantam pra mostrar que ainda há algo a viver, mesmo se temer
o medo não pode reinar.


Muita devoção à sua própria religião e difamação
à religião do outro resulta em ódio e discussão.
Há estupidez maior que isso?
A religião justa em todos os tempos é aquela que ilumina as pessoas
e conduz a uma maneira pacífica de viver.
Pessoas religiosas nunca devem sacar espadas umas contra as outras.

"Maturidade"


"Só a maturidade ensina que amar é melhor do que nutrir o ódio.
Que o perdão é mais satisfatório do que a vingança.
Que fazer amigos é mais saudável do que cultivar inimigos.
Que a reciprocidade nem sempre será uma via de mão dupla.
Por fim, a maturidade ensina que, se soubéssemos disso antes, não teríamos perdido tanto tempo sendo infelizes."


@Suédnaa-Santos

Guarda também esta velha verdade, meu neto:

"Todo homem que sobe ao alto usando o ódio das pessoas…
um dia precisará manter esse mesmo ódio vivo para continuar de pé."

A pessoa passa a exercer a vilania que tem: o ressentimento, o ódio, a mágoa, a inveja, a ira que ela tem na vida e reprime por questão de viver no coletivo. A convivência exige educação e regras. Não se deve atravessar os espaços das pessoas.


_Jane Silva

O Cardápio e o Juízo
Por Marcio Melo

Adeus a este mundo que chama de normal
O ódio que impera sobre o sangue dos inocentes.
Eu não caibo aqui,
Pois prefiro o meu mundo interior,
Onde a música e a poesia dançam abraçadas,
E a primavera não morre nunca.

Mas todo dia o cardápio é servido:
Mulheres, crianças, homens,
Partes colhidas das guerras, da fome, da miséria,
Montadas com sofisticação
Pra o mundo comer sem culpa.

Então eu acredito em Deus de novo.
Não por medo,
Mas por esperança.

Porque haverá um tribunal divino,
Um juízo final
Que há de consertar o que quebramos.
A natureza, as espécies,
Toda a criação profanada.

E nesse dia, salvos ou não,
Quem destruiu será queimado como palha seca,
Pulverizado da existência.
Porque justiça sem conserto não é justiça.

Até lá, eu fico no meu mundo.
Até lá, eu escrevo.
Porque alguém precisa dizer
Que o banquete da crueldade
Um dia acaba.

Tem gente de terço na mão.
Tem Bíblia na boca.
E tem ódio no coração
pra quem votou diferente.
Rezam "perdoai-nos"
e condenam sem perdão.
O céu confuso pergunta:
Que evangelho é esse
que não cabe no outro?

Van Escher

⁠Já senti tanta raiva e ódio
E para quê me serviram?
Já senti tanta falta e repulsa
E para quê me serviram?
Já senti tanto medo e remorso
E para quê me serviram?
Já senti tanto nojo e carência
E para quê me serviram?
Para nada
Nada
Nada!

⁠Se tu não gostas de alguém, então não deverias vivenciar a vida deste. Isso só irá fomentar o ódio, alimentar a inveja, potencializar a ganância e a emulação. Dará ênfase à zelotipia, nutrirá a cupidez, a avidez e a sofreguidão.

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