Poemas de Morte
O homem é um bicho realmente interessante, isso porque é o único que vivendo recebe o mundo, mas por vezes escolhe justo aquilo que lhe cause a morte.
Matéria, espaço, tempo, apenas três elementos para que se sucedam as leis naturais, as quais regem o coral que conduz a formação da existência, que por sua vez se revela em um contínuo ciclo de infindáveis deteriorações e reformulações da matéria dentro do espaço, através dos tempos. A lei é o regente dessa orquestra que não dá vez à sentimentos, pois é firme e direto, promovendo a música da morte. Esse é "o brilhante, estrela da manhã,Lúcifer". Mas nem tudo está perdido na existência, pois como por um milagre, um outro regente se reverbera em todos os cantos, dentro e fora do espaço natural conhecido, onde as leis imperam, com a sua orquestra divina. Com Ele as leis já não são mais o todo, onde o natural é como o nada, e a matéria se desfaz em si mesma. Este regente está entoando o cântico dos cânticos, fazendo aquilo que as leis não proporcionam, a misericórdia, a paciência e a maior das leis que não é natural, mas divina, o amor. E assim, entoando o som que emudece todos os outros, ele triunfante agora neste exato momento está tocando o hino da vitória, o verdadeiro som que traz o equilíbrio à existência, que é o da vida. Esse é Javé, "Aquele Que Faz Que Venha a Ser".
Com Clancy Gilroy, Midnight Gospel
O corpo é o limitador do verdadeiro entendimento que apenas a meditação pode oferecer, a morte para o renascimento completo junto ao sistema de coisas, um metaverso maior que o seu, o universo. Fugir da realidade para evitar a dor em existir, de amar, apenas tardará o entendimento de que viver o agora é estar conectado com tudo o que existe, passado e futuro no mesmo espaço tempo, transcendendo os limites da imaginação, da mente, ao se aproveitar aqui e agora.
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Somos únicos a cada novo instante e o melhor backup é mesmo nos outros, dura mais que a memória RAM e é lembrada sem pedidos. Penso que a morte eterna sem dúvidas é mesmo o esquecimento, então, lembre-se de eu, pois, lembrarei de você enquanto houver tempo.
Há quem diga que todos nós nascemos sabendo o que é o amor. Isso é mentira. A única coisa de que sabemos, ao nascermos, é de que estamos destinados à morte. Inevitavelmente, a morte é a nossa única certeza; mas é claro que o amor é importante porque, de alguma maneira, este sentimento é o meio pelo qual encontramos um alívio para a tristeza causada pela desordem deste mundo
se não pode ficar com alguém, ao menos o deixe ir, porque velar por algo que está morto e não sepultar é ir contra a natureza.
A coisa mais injusta da vida é você ter que enterrar as pessoas que você ama e não saber quem irá te sepultar....minha grande ternura pelas pessoas que irão me devolver a terra.
e minha voz se calou na sua e meu corpo encontrou o teu, não são núpcias serenando o amor ou um namoro tirando a sorte, são lágrimas de dor embelezando a morte.
'' A ostentação é sobrinha da inveja, que é prima da ganância, que é tia da ambição, que é irmã da soberba, que é namorada do orgulho, que é o filho da morte.''
Cuidado! Não se ensoberbeça quanto a sua salvação, seja sempre humilde, sem se desfazer das pessoas; pois a verdade nos revela que a tentação só termina quando vem a morte.
“Não se enganem, não existe um pacto com o diabo, ele é destruidor; o que existe é uma aliança com o pecado, onde o salário é a morte."
“Com o pecado vem o fracasso, com o fracasso, vem a vergonha, com a vergonha a desonra, com a desonra o tormento, com o tormento vem o medo, com o medo vem à culpa, com à culpa vem a condenação, e a condenação traz à morte”
Embora tenhamos total certeza de que não existíamos antes de nascer, não podemos afirmar com a mesma segurança que ao morrer deixaremos de existir.
Em geral, a trajetória de um suicida é uma árdua caminhada cheia de dores, desgostos, reveses e desilusões que lentamente conduzem, encaminham pro gesto, culminam no ato final.
Eu costumo pensar o seguinte: toda vez que nos sentirmos mal pensando que estamos ficando velhos e não conquistamos nada, devemos nos lembrar das pessoas que morreram mais novas do que nós e que independente de terem ou não um futuro promissor, tudo acabou ali. Nós por estarmos vivos estamos em infinita vantagem sobre elas, pois ainda temos aberta a porta para todas as possibilidades, cuja condição mínima é viver.
É difícil acreditar que quem morre deixa de existir. Mas é ainda mais difícil acreditar que continue vivendo em outro lugar.
