Poemas de Morte
Porque se seus sonhos forem apenas suas vontades, quando atingi-lo está condenado a aguardar a morte? O sonho é a utopia mais viva e necessária, assim como a paz.
Acredite na vida, pois a morte é uma conseqüência tanto de uma vida bem vivida quanto de uma mal vivida.
Sua mente jamais saberá o porque do coração ter morrido, mas seu coração sabe os motivos da morte de sua mente, e nem por isso esquece que tem que manter seu corpo todo vivo..
"A morte é - para ela própria - uma eternidade limitada, pois espera pelos vivos; e vã, pois não pode pensar ou sentir."
"A morte pode me apagar; e podem mesmo apagar todos os vestígios da minha existência. Todavia, absolutamente nada apagará o fato de eu ter estado aqui. Para a estrutura do Universo, não o meu ser, mas o meu estar é eterno."
Quem decide ter alguém cegamente, a ponto de seguir para além dos muros da morte, merece um verdadeiro amor e vida eterna.
Muitos temem a morte, muitos a desejam, já eu prefiro pensar sobre a vida, pois com a morte me preocupo depois
Nascimento e morte são dois altos penhascos entre os quais corre o rio da vida. A força do atmashakti
(o poder espiritual) é a ponte que liga os precipícios e, para aqueles que desenvolveram essa força e essa fé, as enchentes não são motivo de preocupação. Com o atma-shakti como seu apoio seguro, eles podem alcançar o outro lado, desbravando todos os perigos.
"O tempo é casado com a morte, ele é cruel nos leva tudo embora e a morte é a ladra que nos rouba quem amamos..."
(Irene Aguiar)
Vi um dia a beleza das flores, e por trás encontrei o horror da morte, e da solidão das trevas, acabei descobrindo a Luz!
Para que pensar na morte se temos tantas coisas para pensar na vida?Embora gente,vamos é viver!Samuel Sanches
O choro ao nascer é o prenúncio da morte que se avizinha. Os anos passam rápido demais e terminamos as nossas vidas tão frágeis quanto quando nascemos, tão frio quanto chegamos ao mundo.
Então descobri como é o silêncio da morte. Assisti ao desencanto dos sobreviventes que não sabiam ao certo o motivo da celebração. Arrastam-se com um orgulho mentiroso por não terem conhecido o lado onde me encontro agora. Conto os dias para a minha ressurreição, mas temo por nascer de novo. Pretendo permanecer onde a mudez é regra. Tento traduzir o que minha alma canta. Não entendo mais seu idioma. Muito menos o que escrevo. E a solidão é faca sem gume. Cega, sádica, violenta. Corto meus cabelos, corto meus pulsos, corto relações com a luz do dia. Releio meus textos de trás pra frente. Até que um dos três morra...
