Poemas de Memória
Um dia na memória é como um ano no calendário.
Então aproveite e faça valer cada segundo da sua vida , para quando chegar a época em que você vá viver só na memória não seja doloroso.
ALÉM DOS PALCOS DO MEDIANEIRA
No tropel da memória,
muitas são as lembranças,
Nessas minhas andanças,
Foi pra frente que andei
Revisitando a consciência,
Sou levado à essência
O que hoje é sustento,
Na base engenhei
Alicerce seguro,
O ensino me deu
Em teus corredores e salas,
Um jovem cresceu
Entre letras, brincadeiras e risos,
Até artista virou
Dum palco belo e gigante
Ao protagonismo da vida
Com gestos de amor e carinho,
Exemplos seguidos: missão aprendida
Saudades de ti,
É certeza que tenho,
Pois de onde eu venho
É um orgulho de “Ser’
Um pouquinho de ti,
Em uma história que é una
Reconheço e divulgo,
Esssa foi minha origem
Sagrado ofício
Bênção divina,
Prossigas na lida,
Da busca do bem
Prum mundo mais justo,
Com menos porteiras
É a ti Medianeira,
Que agradeço teu germe
Plantado no cerne
Do meu coração
Faz a realidade: ao que já foi ilusão!
Vidraças da Memória
Digo que a saudade em si não é tristeza.
Ela nos devolve por instantes os momentos por nós vividos.
Tem dias e noites que ela me traz o passado
de forma que eu nem gostaria de abrir os olhos para ver o presente.
Feito as águas da chuva que vem lavando toda poeira que ao vento ficou,
vem a saudade em forma de lágrimas lavar os meus olhos!
Vidraças de minha memória e de meu coração.
Provocas mesmo sem intenção uma viagem no tempo quando acesso as lembranças que trago na memória, construídas com teus sorrisos, olhares, teu jeito e teus gestos, uma emoção diferente, porém, sempre agradável a cada detalhe que lembro.
O teu viver é notoriamente significante, faz lembrar de que a temporalidade é bastante relativa quando se vive de verdade, construindo momentos marcantes à base de fé, amor e simplicidade, muito emocionantes, consequemente, memoráveis.
A vida obviamente é temporária, mas a sensação de vitalidade aumenta todas as vezes em que se aproveita bem o presente ou se viaja a um deleitante passado, lembrando e revivendo os raros instantes de contentamentos, algo indispensável.
Na memória,
guardo um cenário
de uma Natureza incrível,
onde a vida é bastante expressiva
e iluminada pelos raios de sol
fica ainda mais linda
e ainda é banhada por um amor
de águas cristalinas,
um lugar tão lindo
que nem parece ser real,
talvez, um pedaço do paraíso
pra fazer ignorar aquilo
que for banal.
Uma memória de uma vivência breve
pode ter uma valor imensurável
se for rica em simplicidade,
em euforia, em vitalidade,
de uma maneira liberta,
sem cobranças, sem maldade,
assim, na mente pode tornar-se eterna e ser transformada
numa dose de coragem.
Isso faz parte da grandiosidade da vida
que mesmo sendo passageira,
pode ter um sabor de eternidade
se for constantemente usufruída na beleza de cada simples detalhe.
Leve na sua memória aquilo que lhe dá esperança
O que passou já era
Resista ao frio
Refresque no calor
Viva com prazer de viver
Viva com amor
Pois como diz Bob Marley
O Coração humano pode destruir o sentimento de uma flor, mas jamais vai destruir a beleza de uma primavera.
Rai Mota
Em certa noite tranquila, daquelas que se guarda felizmente na memória, estive na praia na companhia da solidão até que as águas do mar tocaram os pés e uma sensação confortante foi tomando conta como se um amor divino tivesse tocado a minha alma.
Pouco tempo depois, a solidão incomodada, despediu-se e a solitude decidiu ficar abrigada ao meu lado, foi um momento de equilíbrio bastante memorável por ter sido naquela noite, tudo que eu precisava, um bem permanente mesmo vindo de um instante temporário.
Quando a simplicidade deixa marcas na mente, estas serão transformadas em portas que poderão ser abertas usando a chave da lembrança sempre a esperança estiver pouco presente, graças a Deus, isso faz parte da força de um ser resiliente.
Então é Natal,
e ele pode nos trazer à memória de que estamos envolvidos por razões e sentimentos que nos elegem, para sermos acolhedores e acolhidos.
O bem e o bom existem em nós, e está entre nós.
No final de tudo, o tempo se desfaz,
As estrelas se apagam, a noite enfim se faz.
Mas na memória, nossos momentos viverão,
Como fagulhas de luz.
AQUIVOS DELETADOS.
Apaguei da minha memória tudo o que vivemos juntos para permitir-me esquecer a nossa história, os nossos sonhos que muitas vezes insistimos em compartilhar.Removi o passado e os arquivos já apagados, excluir as lembranças que às vezes ecoavam em meus pensamentos.Apaguei tudo o que era nosso, mesmo que sendo difícil de desfazer.
Agora só resta-me a dor da ausência, tá sendo dolorido ficar sem nenhum registro da nossa história, hoje só me restou os cacos, restou-me viver momentos de caos sem nenhuma lembrança do que já vivemos juntos.
Comunidades são feitas de gente, e gente é feita de memória, mas é possível argumentar em favor de o humano ser animal mnemônico por excelência. Só existe pertencimento e laço social porque o animal feito de memórias é capaz de se lembrar, de imaginar, de divagar e de estabelecer horizontes para a permanência insistida no mundo.
SEAWRIGHT, Leandro. Vidas Machucadas: História Oral Aplicada. São Paulo: Editora Contexto, 2023, pg. 17.
(Não) Vaga memória de você
Se tenho certeza de algo,
é da certeza em você.
Não preciso me lembrar
para nunca te esquecer.
É meio batido
Cá estou eu falando novamente
Do tal amor da minha vida
E que juro amá-lo para sempre
Mas escrevo para me lembrar
Que não nos pertencemos mais
Escrevo para fortalecer
Os sentimentos que um dia
foram reais.
As memórias cultivadas
Permanecerão regadas
Cuidadas, amparadas
Cumprirei com apreço
Meu papel
de jardineira apaixonada
Você diz que não posso regar
algo inexistente
Digo para aumentar seu grau
Pois mesmo com toda minha miopia
Enxergo o maior
dos amores latentes
No meu lobo temporal
Você grita permanência
Pode se acomodar
E nunca declarar ausência
E lá você se perde
Fazendo lindos passos,
meu coração te segue,
clamando que fique,
enquanto gradativamente
me esquece.
Por mais que não acredite
Acredito na gente
posso acreditar por nós
E viver com meu regador
para sempre
Então mente
Elogia esse irrigador
E diz me amar eminentemente
Por mais que não corresponda
Tenho amor o suficiente
Para viver na cegueira
Te dar todo o amor
que meu córtex sente
Consigo cuidar desse nosso jardim
Sem que esteja presente
Então fique
E com o tempo verá
A tempestade passar
E como um relâmpago
Enxergará,
que só há você
Lá no canto
do meu infinito
hipocampo.
"Claro que errei.
O porquê não sei.
Mas errei.
Tens na memória os meus erros, mas e as vezes que acertei?
Mereço eu o julgamento pelos erros, mesmo sabendo as coisas que eu sei?
Errar é humano e humano pela eternidade serei.
Se o erro me faz mais um humano, então digo-lhes, sou mais humano que todos vocês.
Não o sou pela humanidade em si, mas sim, pelas vezes em que errei.
Sem errar fiz-me Deus e no erro fiz-me rei.
Turva-me a memória as vezes em que, no seu mar de mentiras eu mergulhei.
Suas falácias são águas de um mar revolto e nelas me afoguei.
E enquanto as inverdades afogavam-me o coração, por sua salvação eu aguardei.
Naquele momento eu sabia, que não existiria vida em seu amor, eu errei.
As vezes em que mais errei, foram as vezes em que te amei.
Errando sou humano, sem teu amor o que serei?
Um poeta, um demônio, um louco? Não sei.
Do seu amor já fui escravo, um servo, mas nunca um rei.
Na sua ausência já fui boêmio, ébrio, juiz e até réu das coisas que eu sei.
O que eu sei?
Continuo refém das vezes em que te amei.
Quanto mais for escura a noite, mais fica claro o que eu sei.
Não sei o porquê.
Mas é claro como a noite, eu errei..."
A Eterna Thamar
Thamar, teu nome ecoa em minha alma,
Teu rosto, memória que nunca se apaga,
Menina de sonhos, ainda a descobrir,
Eu, maduro, em teu olhar quis me consumir.
Nosso amor foi chama, ardente e pura,
Cada instante, marcado pela ternura,
Entregaste a mim tua alma e teu ser,
E juntos aprendemos o verbo viver.
Mas o mundo, cruel e voraz,
Trouxe adversidades, nos separou em paz,
Roubou-te de meus braços, sem compaixão,
Deixou-me apenas a dor e a solidão.
Treze anos se passaram, e em meu peito,
Ainda pulsa o amor, tão perfeito,
Intenso, eterno, como a primeira vez,
Lembrança viva de um amor cortês.
E sei que em teu coração, guardado assim,
Resta um pedacinho imortal de mim,
Thamar, amor que o tempo não desfaz,
És minha história, meu sonho, minha paz.
Gratidão.
Torna-se um óleo que transborda no coração
perfumando os pensamentos
trazendo a memoria tudo que nos trás esperança.
Mãe em meio a um turbilhão de coisas, minha memória descansa no seu amor.
Grata sou a Deus, por escolher você para ser minha mãe.
Uma mulher quevtofos os dias, brilha com a lição "amor" "paciência" e principalmente com a "fé".
As pessoas te amam e te admiram, por ser sempre carinhosa, receptiva, bondosa e dona do sorriso mais lindo que eu já conheci.
