Poemas sobre Medo
Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.
Gostaria de ter a fé das crianças que pulam no colo do pai sem medo de cair, mas minha confiança foi quebrada tantas vezes que hoje eu analiso até a solidez do chão antes de dar um passo. A prudência é a cicatriz da alma que já se estraçalhou no asfalto da realidade.
O amor é um exercício de vulnerabilidade que eu já não pratico com tanta frequência, por medo de que o que sobrou de mim não suporte mais uma decepção. Fechei as janelas do peito, não por ódio, mas para proteger as últimas velas que ainda insistem em não apagar.
Eu não tenho medo da dor, tenho medo da ausência de sentido, porque sofrer sem direção é como existir no vazio absoluto, e eu já me perdi vezes demais dentro de mim, mas foi nesse labirinto que encontrei pequenas razões para continuar.
Carrego dias quebrados como quem leva vidro no bolso: com cuidado, com medo e com a estranha gratidão de ainda sentir o peso das coisas.
Diante do abismo que paralisa o homem comum pelo medo, a virtude se revela na ação. Onde a hesitação recua em busca de abrigo, eu imponho ordem, atitude e direção imediata: minha bagagem não é a de quem reage ao caos, mas de quem o governa.
Não tenha medo do que você é diante dos homens. Os fracos justificam, os tolos gritam, mas os inteligentes caminham sem perder seu alvo. Pare de dar satisfação a quem nunca multiplicou nada.
Jamais permita que o medo paralise suas metas. A coragem ainda é o combustível básico para quem ama triunfar sobre as adversidades.
Não tenho medo de que eles desistam de mim; temeria, sim, que quem me amou me abandonasse. Cristo! Por Ele vivo, por Ele caminho.
A densidade do medo não é um convite ao afogamento, mas o enigma absoluto da travessia que abriu o mar: para alcançar a outra margem pela fé, é preciso primeiro caminhar firme sobre o peso daquilo que já morreu em nós.
Reno Fioraso
Não tente entender o amor. Sinta-o. Como se sente o vento. Como se sente o medo. Como se sente a morte. Porque o amor, quando é verdadeiro, não se explica. Só é.
A única forma de alguém te controlar é pelo seu medo; identifique seus medos e verá que é controlado o tempo todo pela sociedade em que vive.
Não deixe de fazer o que sente vontade apenas por medo do que vão pensar, pois mesmo se você não fizer, vão pensar do mesmo jeito; o pensamento é dos outros, não seu.
"A base do sistema tem sido sempre a mesma: manter as pessoas na ignorância, no medo e em guerra entre elas mesmas."
As pessoas têm medo de pensar, de questionar, de refletir, de tomar consciência do que acontece na sociedade, porque serão obrigadas a perceber a responsabilidade delas nesse estado de coisas. Mas, enquanto não querem tomar consciência do que acontece, a angústia fica ali dentro, gritando. E a cura para essa angústia é tomar consciência do que está acontecendo e fazer a sua parte, para que sua vida comece a ter sentido dentro do fluxo evolutivo da humanidade.
Já vivemos um apocalipse zumbi; e os zumbis se alimentam da carne do medo, do ódio e do ego, para manter vivo suas vidas mortas.
Fugir de algo que tem medo é um ato de medo, e o medo atrai o que você tem medo, até aprender a não ter mais.
