Poemas de Martha Medeiros

Cerca de 915 poemas de Martha Medeiros

⁠Atravessar fronteiras era um desejo meu desde menina, incluindo as fronteiras mentais, não apenas as geográficas. Conhecer, descobrir, avançar, aprender: verbos que de certa forma me definem, todos relacionados com o exercício da liberdade.

Martha Medeiros
Um lugar na janela. Porto Alegre: L&PM, 2012.
Inserida por felipeninefour


Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia,um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia. Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.

Inserida por Samiaferreira

⁠É mil vezes preferível uma voz que diga coisas que a gente não quer ouvir, pois ao menos as palavras que são ditas indicam uma tentativa de entendimento.

Martha Medeiros

Nota: Trecho da crônica A Voz do Silêncio, publicada em 1999.

Inserida por Samiaferreira

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Martha Medeiros

Nota: Trecho da crônica "As razões que o amor desconhece" de Martha Medeiros.

Inserida por VivianeGoncalves

Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.

Martha Medeiros
Doidas e santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Nota: Trecho da crônica Falar, de 2 abril de 2006.

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Inserida por adoravelsam

⁠Se a felicidade depende de nossas escolhas, é da sorte a última palavra. Você pode escolher livremente virar à direita, e não à esquerda, mas é a sorte que determinará quem vai cruzar com você pela calçada, se um assaltante ou o Chico Buarque.

Martha Medeiros
Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Nota: Trecho da crônica Para que lado cai a bolinha.

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Inserida por adoravelsam

⁠O que todos deveríamos aceitar: nosso controle é parcial. Há quem diga até que não temos controle de nada. Não existe satisfação garantida e tampouco frustração garantida, estamos sempre na mira do imprevisível. Treinamos, jogamos bem, jogamos mal, escolhemos bons parceiros, torcemos para que não chova, seguimos as regras, às vezes não, brilhamos, decepcionamos, mas será sempre da sorte o ponto final.

Martha Medeiros
Doidas e Santas. Porto Alegre: L&PM, 2008.

Nota: Trecho da crônica Para que lado cai a bolinha.

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Inserida por adoravelsam

Tenho um problema com esta esfuziante e libidinosa festa popular [Carnaval]. Não consigo me soltar. Todo mundo pula, brinca, se acaba, enquanto eu entro na minha fase mais introspectiva.

Martha Medeiros
Non Stop: Crônicas do cotidiano. Porto Alegre: L&PM, 2007.

Nota: Trecho da crônica Minha fantasia de Carnaval.

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Inserida por pensador

Todo dia eu procuro me lembrar: dá pra escolher. Não temos controle sobre tudo, mas dá pra escolher.

Inserida por Ge16

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Inserida por biihalves

A indústria farmacêutica ainda está muito atrasada em relação a corações feridos, não é mesmo?

Inserida por thamynf

Me pergunto como é que se explica que sentimentos tão fortes como o medo,o amor ou a raiva se desintegrem. Alguém era grande no meu passado, fica pequeno no meu presente. O tempo, de novo, dando a devida proporção aos meus afetos e desafetos.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Coisas da Vida. Porto Alegre: L&PM, 2009.

Nota: Trecho da crônica "A interferência do tempo"

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Inserida por biancavasconcelos

O silêncio que perturba é aquele que fala. É quando alguém não te responde, não abre uma aba, mesmo assim, você entende a mensagem.

Martha Medeiros

Nota: Paráfrase de trecho da crônica "A voz do silêncio"

Inserida por Piratta

Eu sei como é que você se cura, se trata, você não chora nem lamenta, você volta pra rua, você vai atrás de todas as mulheres nuas feito um vira-lata, (...) você está me matando dentro de você, e eu morro a quilômetros de distância, a sós comigo mesma, você transa com outra e me mata, você goza e me mata mais um pouco, você dorme e me deixa insone pra sempre, eu sei que não vai ser pra sempre, mas eu não enxergo o dia de amanhã, hoje eu só estou acordada pro eterno desse pesadelo, você era meu, droga, exclusivamente meu até dias atrás, meu como esse sofrimento.

Martha Medeiros
MEDEIROS, M. Fora de Mim. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2010.

“Todos nós somos diferentes e idênticos, dependendo do que se trata. Temos desejos e angústias parecidas, e desejos e angústias únicas. Uns são mais iguais que outros, uns são mais estranhos que os demais, e essa saudável miscelânea é que dá graça à vida.”

Inserida por lubaffa