Poemas de Mario Quintana sobre Maes
Enxergando a vida com os olhos dos amigos
Tenho pensado muito sobre a amizade, e uma pergunta que paira na minha cabeça é esta: Se nem as pessoas que amamos são eternas, porque as amizades seriam?
Penso em todas amizades que tive, quantas marcaram positivamente minha vida, quantas me massacraram... Quantas será que eu fiz a diferença? Quantas?
Eu sempre me martirizei por não agradar a todos, mas agora estou numa fase que preciso olhar mais para mim... Mesmo assim não consigo parar de pensar naquelas pessoas que magoei e naquelas que me magoaram.
O fato é que na vida tudo é cíclico, a própria vida tem seu início, meio e fim. E eu não posso esperar de todas as amizades algo diferente. A vida é cheia de altos e baixos, de idas e vindas de parentes, de amigos, de animais de estimação, de alegrias, de tristezas, de perdas, de ganhos, ... Mas acho que no final isso é que pode colorir a vida.
Alguns amigos, próximos, têm me dado uma visão diferente de amizade... alguns me entendem, outros me respeitam, outros sequer fazem ideia do que eu passo... Mas a graça está em reconhecer o que cada um pode dar. O limite de cada amizade... e quando uma amizade chegar ao final, Deus me ajude que eu consiga fechar o ciclo e pensar que na próxima poderei fazer diferente.
* Tomando um café agora, e pensando mais ainda que:
Amigo é presença que afaga a alma. Mesmo que essa companhia seja por aqui através dessa telinha. Vale a pena!! sempre Valerá …você ai e eu aqui..
"Vá até onde não puder mais ir"
"Dançava sobre os corações bordados no guardanapo
a força do impulso contra o sentimento concreto
o sorriso esculpindo a prece,
o afago, o fogo, a chuva, o vento, o mar e a atenção
é como deter um foguete com um laço de fita.
(vá!) pode correr até onde quiser...
que seja então, como uma algema
(no contorno de um sopro quente, dos cabelos debandando ao tentar esquecer um punhado de gírias (que calam teus lábios com um beijo até o fim)
(vá...) pode correr até onde quiser...
até o pensamento duvidar, derreter meando uma cachaça com o diabo que seja então, como uma algema... voando na vastidão do meu castelo."
As vezes eu minto sobre meus sentimentos, por isso se eu disser não ter ciumes, duvide
Se eu disser que não me importo, questione
Se eu disser que te odeio, não acredite
Mas em nenhum segundo pense que é mentira quando digo que te amo.
Como Vai Você
Como vai você?
Eu preciso saber da sua vida
Peço alguém pra me contar sobre o seu dia
Anoiteceu e preciso só saber
Como vai você?
Que já modificou a minha vida
Razão de minha paz já esquecida
Nem sei se gosto mais de mim ou de você
Vem que a sede de te amar me faz melhor
Eu quero amanhecer ao seu redor
Preciso tanto me fazer feliz
Vem que tempo pode afastar nos dois
Não deixe tanta vida pra depois
Eu só preciso saber...
Como vai você?
Curvas
Amadureci ou deixei-me morrer sobre as coisas que acontecem ao tempo. É uma quase lágrima, franca e aceitável.
Amadureci ou deixei-me à luz benéfica de um coração exemplar. Não toquei, não feri. Joguei para o ar a saudade e que o vento cuide do resto.
Porque tudo que acontece não cabe mais a mim saber ou jurar. Agora, feito sombra amaldiçoada, saio repetido e esperançoso. Amanhã parece que irá fazer sol, ou depois de amanhã, nunca sei ao certo!
morte sob a luz do luar
sobre a despedida eterna
os laços do coração
são fonte do desejo,
morto a clamado...
embora o tempo tenha acabado,
entre esses tons...
amor a morte lhe cai bem,
no sentimento profundo,
tua luz apaga se no teu ser,
faminto de amor,
reluz o tempo que passou,
nas lastimas passadas,
a morte é doce veneno,
no qual os sentimento passou,
encravado na alma perdida de amor,
no fundo do poço do qual não fundo,
só águas turvas de amarguras...
doloridas sobre a luz do luar,
declamo a dor passado,
nos teus braços como ultima...
gota de suspiro,
seja declarado meu amor,
por aquele amor que viveu
entre os passos da eternidade.
por celso roberto nadilo
Na linha do trem que pro sul desce,
Um ser tão pobre que padece
Sobre as ruas da cidade grande.
Um sertão nobre se voltasse
Mil léguas retroativas.
Respirar o ar limpo e quente
E não mais poeiras radioativas.
Ela babando e dançando, te seduz
A letra confusa te induz
A alimentar esse avestruz que de todos se alimenta.
Sobra oportunidade pra quem tem,
Sobra oportunista pra quem vem,
Claramente que não convém.
Amigos de pele de onça reveste,
O lobo na pele do cordeiro investe,
Não deixe seu palmo de terra
Pra viver a guerra biomédica onde você é a peste.
Uma vez eu li um texto sobre plantar uma arvore. Os pensamentos que vem em nossa cabeça, funcionam assim: Ahh!! e se não der frutos? e ficamos naquela duvida, em plantar ou não plantar. E a mesma coisa acontece quando queremos fazer algo....Ahh! eu faço ou não faço.. o texto que eu li dizia, mais ou menos assim:
Se não der frutos, valeu pela beleza das flores.
Se não der flores, valeu pela beleza das folhas.
Resumindo: e se não der nada?
SE NÃO DER NADA! O que vale é a intenção de SEMENTE!
Eu não sei se vc vai entender,espero que entenda.
"É sobre um porre,há insanidade humana,amigos de
verdade..há e um brinde a plenitude."
Normal é ser simples e natural!!!
Mantenho-me em um estado permanente de atenção sobre o que acontece em meu interior é a única forma que encontrei de fazer com que a vida não seja apenas uma repetição monótona de problemas e aborrecimentos e mesmo ela se faz. Por mais que eu tente reverter estes estados acima citados não consigo ter a paz plena.
As escolhas que faço a cada instante é que definem como será minha realidade. Tolos aqueles que dizem tudo o que sentem, tolos aqueles que vivem massageando o ego...
(...) um gemido grego: “Ai de mim, ai de mim!”
Humildade é a verdade sobre si mesmo: é saber como se é.
Tenho refletido sobre um conceito mais abrangente da humildade: não apenas sob o ponto de vista psicológico, mas do ponto de vista integral, que inclui o espiritual.
Do ponto de vista psicológico ou mental somos racionalidade, afetividade e vontade.
Do ponto de vista integral somos: espírito, mente (ou psique) e corpo.
Antes de jogar água sobre uma fogueira que te aquece,
certifique-se de nos dias de frio
você não quererá acender aquele fogo novamente,
pois pode ser que você tente
e simplesmente não consiga.
SOBRE A VAIDADE DO HIPÓCRITA:
Hoje em dia, como se não bastasse a vaidade dos bens, temos o orgulho do que é feio e caquético. As pessoas não têm mais vergonha do que é feio. Elas querem ser feias! Enquanto há pobres que trabalham e se empenham em melhorar, honestamente, de vida, há outros que, não bastasse refestelarem-se no que a pobreza tem de malsã, acham-se no “direito” de serem malandras e pusilânimes! Para esses, é uma dádiva viver numa sociedade que lhes dá a alfafa mofada de cada dia para que tenham motivos para maldizer a sociedade, vandalizar o bem público e ainda se fazerem de vítimas, não obstante sua conduta indolente e corrompida.
É nesse cadafalso que os ideais morais de virtude caem, hoje em dia. O hipócrita: 1) assume um erro e a vontade de corrigí-lo, sem jamais se esforçar para tal; 2) prega a virtude contrária ao seu próprio erro para forjar uma imagem positiva, para, então; 3) passar a ideia de que a virtude (caminho da retidão) é algo humanamente opressivo e que a probabilidade do erro não vem na medida de sua frouxidão, mas do fato de ser humano como todos e, por isso, se identificar com todos que lhe ouvem. Assim, transforma um discurso em prol da virtude em uma Constituinte que torne aceitável o que antes ele próprio mostrava ser repugnante.
(Em "Sobre a Hipocrisia e o verbo Revelar": http://wp.me/pwUpj-1jF)
Sobre a justiça e a misericórdia
Vejo que ninguém entende o que significa justiça, e todos acham que lutam por ela sem sequer saber qual o lugar de cada um no mundo e na sociedade. Causa-me espanto quando vejo adulterarem a essência da misericórdia, deformando-a em favor de uma promiscuidade relativista, alienante e segregadora.
SOBRE A ANSIEDADE DO DETALHISTA
A ansiedade em ser exato e completo, fiel a todo o turbilhão de imagens e ideias que assaltam o detalhista renitente, o faria passar madrugadas escrevendo tratados e coleções inteiras para retratar uma grande Guerra entre mundos assim como o conflito de encarar um olhar em cuja íris não haja fundo. O detalhista devora suas próprias palavras, deixando apenas excessivas impressões digitais de sua famélica ansiedade.
("Da incapacidade para a síntese": http://wp.me/pwUpj-1cp)
SOBRE A HIPOGLICEMIA
Num contexto psicológico pontual, na convulsão o que sentia era o medo de morrer, o que verificava facilmente com a convulsão. Sendo a glicose o combustível do cérebro, o que sei é se porventura “dormisse”, parasse de me debater, eu morreria. Acho que essa é uma reação inconsciente do organismo – o instinto de sobrevivência -, a sensação de que precisamos nos agarrar àquela única tábua de salvação e garantia de vida, sem a qual tudo ficaria escuro e deixaríamos essa mesma Vida, escorrendo por aquele túnel sombrio e gelado da morte.
BRAÇO FORTE
Este Sol é o mais temível e puro
Reflexo de Narciso sobre o Lago;
Um clarão noturno em dia escuro,
O futuro do passado em que indago.
Diz-me ele que o dia é o seu trabalho;
Traz a Justiça, sobre o Amor, mitigada
Não vai remissa a Sabedoria, apartada,
Do entendimento, a Voz do ordálio.
A essência da Poesia é a metáfora;
É ontológica a santa obviedade,
Tão curta, quanto longa a Eternidade.
Quando respiro, te embalo, te mitigo.
Corpo frágil é fértil e forte na Infinidade,
Pois em ti resvalo, te afago, expiro contigo.
(Fonte: http://wp.me/pwUpj-140)
Enquanto o vidro estiver estilhaçado
Pisarei sobre os cacos,
Que me farão sangrar
E cada gota derramada
Uma lágrima escorrerá de meus lábios
SOBRE O DIREITO À LEGÍTIMA DEFESA
Mas, quando a autoridade nos ameaçar o Direito à Vida e à auto-determinação, bem como à nossa Liberdade de existir como seres independentes e pensantes e nos tirem a escolha de crença, então estaremos diante de uma violência tal que invalida toda a dignidade daquele que se declara soberano. A Soberania é Ordem, e não opressão; conserva, ao invés de destruir; provê, ao contrário de privar; protege, ao invés de esmagar; liberta os fracos, sustenta os desvalidos e corrige os orgulhosos.
("As Termópilas e a busca pela Liberdade": http://wp.me/pwUpj-z6)
E o tempo que me castiga ainda não trouxe as respostas
sobre o que devo fazer pra não sentir todas essas coisas,
enquanto isso vou respirando fundo pra que o ar oxide o ódio,
porque é pecado explodir e eu sequer sabia, eu jamais saberia se eu
não tivesse te contado que é pecado explodir, você sabia?
então esses cortes vem nascendo nas minhas mãos,
enquanto eu me mantenho cansado de correr
atrás do vento que sussurra "perfeição" no meu ouvido burro,
e por isso jamais me aceitarei do jeito que ninguém aceitará,
sabendo que de qualquer forma, lutando ou não,
jamais conseguirei girar o mundo nas minhas mãos,
então te deixo cair e quebrar, e isso faz de mim um homem ruim,
e o mundo gira outra vez sem que o tempo me diga uma só palavra,
porque não ha lugar que as ondas do mar não possam vir derrubar meu castelo,
e toda vez eu o escondo dentro do meu coração,
entre as ruínas dos muitos sonhos que já não fazem sentido,
álhias, nada nunca fez sentido dentro deste meu poço de emoções,
tudo isso são palavras roubadas da mulher que cantava o amor como jogo de azar,
e pra falar a verdade eu apenas desabo mais uma vez,
as marés da vida rompem minhas muralhas,
e a princesa na torre nunca soube nadar,
e não nego que não sei o que fazer,
o tempo me trouxe tudo, menos a resposta que pedi,
"como acalmar meu coração?"
