Poemas de Luto
A vida é como uma imensa avenida, em que caminhamos de uma casa a outra, de uma esquina a outra. E ao longe, sempre vemos a morte andando pelos corredores, escadas, praças, jardins, calçadas, e pensamos (muitas vezes) estar preparados, mas basta ela bater a nossa porta, que vamos perceber que na verdade nunca estivemos.
O corpo é apenas uma casca, um casúlo, por isso, o que tive que fazer, faça, enquanto estou aqui para ouvir e antes do meu vôo de volta pra casa
Quando eu partir, não serei nada mais do que simples palavras ou versos, como estes, que por curiosidade ou saudade alguém resolveu ler.
As estrelas não pertencem a este mundo, por isso, que partem tão cedo. Então ao invés de maldizer e até se revoltar, temos que ser gratos por terem compartilhado conosco um pouco de seu brilho.
Se você vê nitidamente ou sente a presença de alguém em todo lugar, é sinal que ela marcou a tua alma e a vida dela valeu a pena.
A saudade é como uma ferida recente, que sangra e arde, e muitas vezes, até quase sem querer tocamos e arrancamos a casquinha.
Avós são como lanternas, que guiam nosso caminhar por um tempo, depois serão eles que abrirão o nosso caminho para a eternidade.
Infelizmente somos instante, e num instante somos nada, porque logo seremos só uma lembrança, só um pensamento, seremos letras escritas por nós, que alguém resolveu guardar, seremos só um pedaço de pano que ficou perdido numa gaveta.
Durante a Pandemia, a comunidade científica se debruçou em torno da COVID-19. Isso foi e é necessário, mas há outra Pandemia ocorrendo simultaneamente, o luto. Do ponto de vista psicológico, o luto coletivo é, também, na medida em que afeta a saúde mental, outra Pandemia.
A dor da perda de alguém rasga a alma em pedaços, desconstrói esperanças e só as boas lembranças são o caminho da cura.
Em todos os seguimentos da vida tem os bons, os ruins e o equivocados. Estamos vivendo em tempo que ser odioso é sinônimo de convicção. Nada é 100% certo com relação as muitas coisas da vida, sempre há os poréns. A empatia tem sido sabotada vorazmente em nossos corações, achando que ter razão é ser totalitário. Certa vez li o absurdo que o luto virou moda nas redes sociais para a esquerda. Consegues ver o absurdo de tal fala ou teu coração também foi endurecido através das amarras de tanta coisa ruim que tens ingerido nas midias sociais? O luto não tem partido, ideologia, nada, luto é sentir dor, saudade e vazio. Nutra-se de coisas boas e preencha com as pessoas que tu ama. Não sabemos o tempo que nos sobra e ainda sim perdemos tempo com coisas que não nos nutrem a alma. Que tipo de sentimentos você se partisse hoje estaria levando?
Cada vez que um coração muzambinhense para, outros vinte mil disparam gritando saudade. É que em cidade pequena as distâncias são curtas e o amor singelamente mais perto.
Em cada palavra que ensinou, a professora Silvaneide semeou dignidade; que sua partida não seja silenciada pela rotina cruel do descaso, mas ecoe como um grito por justiça e respeito àqueles que sustentam a educação com o próprio corpo.
Nessa vida eu tive o prazer de conhecer o mundo, junto a ele pessoas, culturas e me aprofundei no conhecimento de coisas que jamais um ser humano comum se interessaria. Vivi grandes paixões e amores, alguns dolorosos e outros marcantes, vi flores nascerem, amores morrerem. Passei por situações e cenários inimagináveis de medo e euforia. Nunca foi aventura ou má sorte do destino. foram apenas a construção do que eu sou hoje. Tive que conhecer a dor pra entender o que é o prazer, tive que perder pra saber cativar, pois agora eu tenho a plena certeza do que serei amanhã.
Hoje sou um homem, um homem forte e vivo, não sobrevivo. Sigo vivo!
07 de fevereiro de 2025, hoje você estaria comemorando mais um aniversário. Infelizmente, partiu cedo demais.
“Fico triste toda vez que preciso de algo que ainda não inventaram. Como daquela vez que procurei por uma máquina do tempo para voltar até aquele exato momento do nosso último abraço e dar mais um abraço e falar tudo o que não falei, quando pensei que aquele não seria o último abraço.”
Na verdade todos somos feitos de tristeza, choro, vários lutos e dores, mas também somos feitos de resiliência, esperança, recomeços e curas… todos vivemos uma vida interna a qual pertence somente à nós mesmos, onde construímos e desconstruímos expectativas e planos que são sagrados para nós. Onde passamos por lutos intensos disfarçados com sorrisos e aprendemos a curar feridas antigas que submergem trazendo limpeza e dando espaço à coragem de ter amor próprio e acabar com as dependências que ao longo da vida ou das vidas fomos arrastando. Cada um está passando por um processo intenso nesse momento, pode ser qualquer pessoa ao nosso lado, incluindo nossos filhos, cônjuges, pais, irmãos… sem que ninguém saiba!!! Apenas tentando lidar com seus processos interiores sem ser julgados… porque acredite, ja estão se julgando e isso dói também…
Não é que o espírito esteja em pedaços com a ausência de quem amamos, é muito pior, ele se encontra trincado
