Poemas de Luto
Calçou as luvas do amor e saiu por aí distribuindo sopa.
Não era uma canja qualquer.
Era temperada com luto, e exemplo herdado daquela mãe.
lidar com a morte
Quando eu Falo para todos que estão ao meu lado ser forte, mesmo quando eu mesma não consigo ser.
Um dia seremos apenas fotos sobre a estante
Não estaremos mais presente naquele instante
A saudade os farão chorar
As boas lembranças os farão sorrir
Mesmo que não queiramos também iremos partir.
Com a infinitividade você me mostrou toda a saudade possível
Com falta de ar você confessou em lágrimas como me ama tanto!
E em grandes reflexos em uma casa você me mostra quão grande me guadar
Na calada tortura de maio você partiu me levando um pedaço da alma
Com a calma das nuvens negras eu segurei em um grito de trombeta dentro do peito toda dor e angustia
Não pude de deixa de pergunta a Deus qual o sentido de viver
E com seus olhos em lágrimas ela me abraçou em um paraíso de pura paz e me dizer...
'' - As estrelas iram te ilumina novamente "
Saber abandonar. Dizer adeus. Se desfazer das coisas. Relembrar pela última vez - e se arrepender de fazer isso.
Seguir em frente. Evitar saudades. Dizer não. Ser forte E dizer não. Ser forte, corajosa E dizer não. Saber dizer não.
Jogar fora o que não presta. SABER jogar fora o que não presta. Decisão. Saber tomar decisão. Ter coragem pra tomar decisão. Esquecer. Saber como esquecer. Sonhar de novo - saber como sonhar de novo. Pés no chão. Cicatrizar. Saber esperar cicatrizar.
ATENÇÃO
Mas quem poderia atender?
Nos cantos da vida não havia chão
Como compreender?
Ela abria seus olhos ao amanhecer
Ela abria os olhos durante o anoitecer
Ela desejava morrer,
Às vezes
Às vezes, ela sentia desejo
E lágrimas
E às vezes ela sorria
E dormia e vivia
E desistia
E às vezes ela abria os olhos
E não entendia
Às vezes ela via o entardecer
Ela desejava morrer
Quando o Sol não bate nas árvores
Porque ela não está embaixo da sombra
Como fazia antes, deitada na grama
Tudo foi aos ares
Quem poderia compreender?
Que às vezes ela abria os olhos
E sentia vontade de morrer
Às vezes.
Um dia as pessoas reconhecerão cada esforço meu.
Um dia lembrarão que fiz algo pequeno, mas fundamental para algo grande em suas vidas.
Notarão que fiz tantas coisas em tão pouco tempo.
Perceberão que eu não era perfeito, nem mesmo queria ser, pois tinha como objetivo usar cada defeito como característica única.
Um dia lembrarão que existi.
Se arrependerão de não terem me perdoado pelos meus erros.
Sentirão minha falta
E me levarão flores
No meu leito de mármore.
Sobre as Partidas Inesperadas
Estamos em uma época cinza.
não como os filmes de outrora,
que sem palavras arrancavam sorrisos desenfreados ,
mas uma época de partidas inesperadas .
De entes sendo levados precocemente ,
e outros , que se dependessem do amor alheio ,
viveriam para sempre.
Alguns , o tempo cuida de levar
outros optam por caminhos com final supraescrito
pela "roleta macabra" da vida torta ,
é época de pais enterrarem filhos ,
e época em que filhos precisam mais do que nunca de seus pais .
É época de homens vestindo cinza
auto-nomearem-se detentores do direito
de executar a lei conforme lhes forem mais convenientes
Levando precocemente quem estiver na frente .
É época cinza pois a cada dia que se liga o noticiário
mais cores da vida vão embora ,
a cada conversa eventual na porta de casa ,
vem o luto , a má nova .
Estamos partindo.
Vivo sem ser um Gênio
Vivo sem ter um Amor
Vivo sem ver Objetivos
Morro para os meus Amigos
Morro para ter um Louvor
Morro pelo próprio Oxigênio
Tão pouca coisa pela que viver,
Ainda assim nunca pensarei em morrer.
Pois viver para mim
É o que basta para lutar sem fim.
Turvo Sentido
Quando nos azuis astrais das águas geladas,
O coração não for mais o cavalgar do corcel,
Serei eu nas lágrimas das amenas cavalgadas,
Navarca na luta com a fantasia, ou na rua, menestrel.
Enquanto uns entretêm,
Outros lhes dão sentido.
Muitos riem!
Enquanto os mesmos lhes dão ouvido,
Monocórdico gemido na noite esguia,
Eu no escuro sonho com uma luz que brilha.
Luto ao som da trovoada em noite fria.
Se eu ao menos tivesse sido pardal de gente,
Erigido na mente, renascido diamante do bruto,
Não tragaria de mim constante que se lamente.
Não faria da noite dia, nem da esquiva morte, luto!
Filho do cravo mudo
E da espingarda silente.
De que muitos riem!
Enquanto outros lhe dão com tudo.
Decibel de incertezas turvas no brilho do escuro.
Capitel donde assisto à peça humana no teatro mudo.
E é tudo um drama, onde nada gruda em dia de entrudo!
Enquanto a geada não cresta o fundamentalismo besta,
O arrebatar de um sino toca o feudal preço do cinismo.
Sonho com o fluido escuro que entra por uma fresta,
Sou eu a humanidade que não presta... a sonhar que cismo!
Enquanto o amor for tudo
E tudo o que amei só:
Ridículos riem;
Poucos terão dó!...
E a poucos eu direi,
O quanto eu amei só!
Como você se sentiria se a pessoa que você não fala por orgulho morresse?
Hoje ela tá aqui e tá bem mas e amanhã?
A gente deixa de saber se a pessoa tá bem , deixa de perdoar pra dar voz ao ego , ao orgulho.
Depois não tem mais volta e a culpa te consome, não deixem que aconteça , nós nunca sabemos o que pode acontecer em minutos.
Desde que você se foi o sol não se pôs mais
Desde que você se foi eu perdi a minha paz
Como é difícil entender
Como é difícil aceitar
Que nos céus você estar
A sua morte é uma cicatriz permanente
Uma dor que eu irei carregar para sempre
As horas passam, mas ainda sinto que você está aqui
Em meu pensamento sua voz eu posso ouvir
Sobre partidas
Depois que ele partiu, os sons ficaram diferentes. Ouvia o barulho do relógio, dos carros, ouvia o riso lá fora, longe. Parecia tudo de outro mundo, achava tudo estranho. Amava tudo isso, coisas cotidianas, mas sentia falta das mãos, dos olhos e do sorriso, das conversas. Sentia falta da porta se abrindo, da bagunça, daquela vida suave. Procurava, procurava e, estranhava, só conseguia encontrar o seu amor no silêncio. No silêncio aprendeu outro jeito de amar, como se comungasse com alguém muito maior, e Ele, bondoso, devolvesse as memórias de tudo que havia sido bom. Dormia abraçada com suas lembranças e, nessas horas, no meio da dor, até paz sentia. No silêncio aprendeu outro jeito de amar quem partiu e quem ficou.
"Se vos engana meu sorriso,
decerto se surpreenderás com minhas lágrimas disfarces,
pois é n'alegria que se esconde minha fúnebre melancolia. "
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Nil Silva GBA , um dia após ficar órfão de pai (09-10-2020)
A morte se veste de sol
A morte, essa ingrata, que cheia de empáfia e malícia se veste de sol e brilha todos os dias nas manhãs mais cinzas e sujas, como se fosse alguma espécie de tempero pra vida, já morna e sem sal de alguns, surge e caminha soberana pela avenida.
Num relance, ela te acena com um pisco doce, leve e suave e você ingênuo corresponde e vai, imberbe e juvenil e aparentemente cego e ou entorpecido, você abre a guarda se ajeita e a segue em busca de mais uma dose de seu próprio destempero, agora, também, seu próprio veneno.
A morte é a corrupção da vida e o corpo aonde ela se encerra, a ânsia e a arrogância são as celas que aprisionam os imberbes e os cheios de ligeirezas, a morte é safa e calculista, transita pelo caos das noites feito os boêmios e notívagos, sempre à espreita ela escolhe, acolhe e envolve as suas vítimas como quem se assenta em uma mesa de bar qualquer para o último gole e abraça o desconhecido como se já fossem íntimos. Amigo... A saideira, por favor! Vamos comemorar, hoje é um grande dia.
25-08-2017
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Último pôr do sol que vi que ele estava vivo, e enquanto eu admirava esse pôr do sol, eu sentia que algo estava errado, passei aquele dia com o pensamento nele, liguei para minha mãe, pois estava angustiada demais, infelizmente o pior aconteceu, ele se foi, e sua partida tão prematura nos tirou o chão, naquele dia uma parte de mim se foi também, a dor do luto não passa, pois a dor da saudade não acaba, se transforma ao avançar dos dias, meses e anos..
as lembranças viram companheiras de estrada é uma dor física, uma dor na alma, uma dor que dura para sempre, só Deus sabe a dor que sentimos com a sua partida meu irmão, eu sinto tanta sua falta, você deixou muito amor entre nós, e seu amor continua pulsando no nossos corações, sei que você está na glória de Deus, e eu estarei aqui orando por você, eu aprendi que mesmo com tanta dor é possível seguir em frente, não importa quanto pareça impossível,
é importante ter em mente que qualquer um que já não esteja entre nós gostaria que seguíssemos em frente, que continuássemos nossas jornadas com fé, pois a vida vale a pena, mesmo assim
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E Prefiro acreditar que não dissemos adeus, mas um até breve, apenas nos separamos para que o destino nos dê um reencontro feliz no final da minha estrada
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Você estará sempre vivo dentro do meu coração, te amo irmão
Adeus Pantera Negra
Descansa agora em paz
Infelizmente não terei
Meu heroi forte e sagaz
Porém tenho a certeza
De que no céu tu lutarás
(Poesia dedicada ao ator Chadwick Boseman, o Pantera Negra dos cinemas, que morreu em 28 de agosto de 2020, aos 43 anos de idade, vítima de câncer).
Encontro celestial
Um dia te encontrarei no paraíso e te pedirei desculpas por não te escutar, te pedirei perdão por ficar com raiva de ti e pensar só em mim.
Quando eu te encontrar, te darei o meu melhor abraço, o presente mais caro da loja, o doce mais apetitoso da confeitaria, o perfume mais cheiroso, a flor mais graciosa e a fruta mais apetitosa.
Quando eu te encontrar, te contarei todos os meus segredos e burradas, meus desejos não realizados e meus sonhos ainda não conquistados.
Quando eu te ver, levarei comigo o melhor sorriso, a áurea mais pura, falarei as palavras mais lindas, contarei todas fofocas que eu souber e todas as piadas sem graças que eu puder.
Enquanto eu estiver chegando bem perto de ti, ficarei te observando com atenção pra nunca mais te esquecer, lembrarei dos nossos dias juntos, de quando por ti sofri e da saudade que por ti eu senti.
E, no dia em que finalmente eu puder sentir a tua presença, esquecerei de todas as lágrimas que chorei e dos dias de luto que enfrentei.
[ Quando as palavras já não servem de nada use o silêncio : Aliado ao tempo ele cura todas as mágoas que a vida vai semear no vosso caminho ]
