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Poemas de Luto

Cerca de 61464 poemas de Luto

"Aprendi a amar você"

Aprendi a conhecer você, caminhando passo a passos ao seu lado...

Assim como os pássaros conhecem seus ninhos e voam rumo
ao infinito.

Aprendi como é lindo o brilho das estrelas...

Que respeita a claridade da lua que, com seu brilho intenso ilumina toda a terra...

Sabendo que, como ela só existe uma única no mundo.

Aprendi a esperar você...

Assim como o mar espera as as ondas para de se debater...

É e o vento as transforma em espumas suaves formando se lindas dunas na areia.

Aprendi a entender você...

Assim como a planície entendem as nuvens e pede chuva para os seus campos florescer.

Aprendi a amar você...

Assim como os pássaros amam a liberdade e contempla a natureza.

Como os rios amam as águas...

Como o céu ama as estrelas.

O mar ama as ondas...

Como verde ama as campinas.

Como terra ama a chuva...

Como as aves que ama as gotas de orvalhos.

Aprendi a amar você com o mais puro e sublime amor.

Inserida por Marylucy

"A culpa foi do coração"


A culpa foi do Coração Peço-te perdão...

Perdão pela minha confusão.

Confesso que por um momento achei que teria seu coração...

Mas quando dei por mim, vi que era tudo uma ilusão.

Nossa amizade era tão verdadeira e real...

Quando vejo que ela acabou, me sinto mal.

Na verdade a culpa foi minha...

Ou talvez do sentimento que eu tinha.

Acho que sua foi a culpa...

Quem mandou ser tão culto.

Quem mandou ser tão belo...

E ao mesmo tempo sincero.

Quem mandou ser tão responsável...

E ao mesmo tempo tão amável.

Quem mandou me dar tanta atenção...

Isso cativou meu coração.

Hoje não nos falamos...

Sinto saudade.

Saudade do meu celular tocar...

Que sempre era você a me acordar.

Saudade ouvir sua críticas por mais que eu não gostasse...

Mas que para eu era preocupação de quem talvez me amasse.

Não podemos colocar quem queremos em nosso coração...

Mas também não podemos evitar de gostar de quem nos trata apenas como irmão.

É a vida é mesmo uma comédia...

Gostamos de quem gosta da gente.

Mas que não gosta como queremos que goste realmente

Inserida por Marylucy


IDIOTAS

A paixão nos deixa idiotas...
Passamos a viver numa dimensão paralela!
Ficamos suspirando pelos cantos,
Criamos situações ridículas,
Entregamos nosso coração de bandeja,
Ofertamos presentes cheios de significados,
Fabricamos poemas sinceros,
Cantamos por todos os lados,
Suplicamos por atenção,
Desejamos aquela presença,
Suspiramos sem querer,
Almejamos felicidade,
Idealizamos uma relação para toda vida!

Inserida por deborahpaledzki

⁠Mulher
quem és tu?

Não sei.

Como não sabes!
E sabes ao menos de onde vens?

Não sei.

Que fazes tu da vida?

Não faço nada.

Como não fazes nada?!
Todos fazem algo, todos têm sonhos,
Que é feito dos teus sonhos?

Asfixiei-os.

Porquê?

Talvez por me causarem uma ilusão desmedida,
não sei.
Doiam-me na alma e no corpo inteiro.

Mulher, tu és totalmente alucinada,
Louca!

Sou sim.

Inserida por sofia66

⁠Todos os dias te chamo
envolta no negrume
desta minha alma vazia.

Todos os dias emudecem gritos
na garganta
paridos nesta agonia
de viver sem saber para quê!

Ninguém sabe
de que néctar nos lambuzámos,
de que luz nos incendiámos
na lânguida tela, primordial e eterna
inebriada de papoilas
e trigo por ceifar.

Ninguém soube,
nem eu sequer
o quanto te amei.

Todos os dias te chamo
e tu vens afoito, sorridente
comemorar comigo Vida
ao entardecer na tapada.
E com amoras nos olhos
samambaias no rosto
adormeces-me neste exílio
de terra fecundada
onde me dou por inteira,
sangue, pele, artérias
indignação
e coisa nenhuma.

Todos os dias me adormeces
num beijo de colibri
para que esta dor imensa
renasça flor.

Inserida por sofia66

⁠Aos meus dias de pranto,
às vertigens ocas
espaços inexplorados
e às virgens destrambelhadas
o meu aplauso.

Às flores de lótus
quimeras incendiadas
de paz e opala
minha rendição.

À poesia, mãe amada
companheira de glória e infortúnio,
única e dedicada amiga
todas as pérolas,
poemas, almas decepadas
ouro, platina,
filhos que amei
sem parir e chorei.
Agonia que jamais ousei
de meu ventre
amor aos pedaços
pela enseada de azul e nada.

À poesia e somente a ela
todas as alegrias,
todas as tragédias!

Inserida por sofia66

⁠Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
enquanto do meu ventre
gritam araras
em agonia

No lagar da morte
aprecia-se o vinho
enquanto gemem os dias
absurdamente iguais
mordendo pétalas,
as mais belas.

Nasce-me dos olhos
a fome com rosto de meninos
mas é em becos sorridentes
onde meu fado habita
que a morte se esgueira
expande, agiganta-se
num leito de beijos.

Nascem-me das mãos
madrugadas de afronta,
mas é na face uterina da noite
que se incendeiam os dias
e nessa luz imensa
acalma-se a agonia
deste meu ventre de pranto

Inserida por sofia66

⁠Quando te deitares comigo
não pises as camélias
que trago no olhar
e me afagam a púbis
neste vale encantado
de luxúria
entre lençóis,
nem beijes a nudez
do meu silêncio.

É tarde meu amor,
tão tarde.

Peço-te
que teu cálice transborde,
enlouquecidamente
a saudade
que me morde as entranhas,
enquanto eu…
…eu apenas trago corais nos sentidos
e asas nos pés.

© Célia Moura, in “No Hálito de Afródite”

Inserida por sofia66

Chamo-te hoje,
Porque pensar-te
É a lâmina mais feroz.

Êxtase de te revelar segredos,
E te acolher no ventre, ó vagabundo,
Entre o pranto e o anoitecer,
Estremecendo vagas de solidão em aguaceiros de poesia.

Ó desconhecido de todos os desalentos,
Escancarando vida no umbral da porta,
Imaginei-te somente!

E, guardiã da tristeza intrínseca,
Baptizei-te alento,
Prenúncio de temporal.

Grito-te ainda,
Porque o silêncio a bailar entre risonhos girassóis,
É o tempo mais sublime,
Ânsia de ansiar
Nossos corpos esculpidos
Num sopro de infinito.

© Célia Moura – Do livro “Enquanto Sangram As Rosas…” (2011)

Inserida por sofia66

A Pastelaria Defronte À Casa Vazia De Mim

Na pastelaria defronte à casa vazia de mim
onde habito
distraio-me nas gargalhadas imbecis
das gentes rotineiras que absorvem meias de leite e galões
fazendo uma espécie de orquestra
com o autocarro parado adiante
falando da vida alheia
com a boca tão cheia
que chegam a cuspir “gafanhotos”espaciais
apanhando os mais incautos.

São raras as vezes que passo por lá,
mas gosto de observar o saltitar dos pardais em busca de migalhas.

Na pastelaria defronte à casa
onde ainda habito
o álcool ameniza as mágoas,
a marijuana devolve-lhes
os sonhos mais banais
e as crianças vagueiam soltas sem jantar
brincando e comendo gomas e chocolates.

Se ao menos fossem como os pardais da manhã a saltitar entre as mesas,
se ao menos fossem como alguns cães que certas senhoras
levam a passear aos quais compram bolos de arroz ou com eles dividem a tosta mista!

Quão estéril é a pastelaria defronte a esta casa vazia de mim!

Inserida por sofia66

⁠Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.

Inserida por RuanCarlos22_

Saudade da Infância na fronteira de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Na simplicidade dos dias passados,
A família reunida, sorrisos partilhados.
Festas e encontros, boa conversa,
Histórias, causos, lendas que a alma dispersa.

Piadas e anedotas, risos sem fim,
Cada um contando sua história, assim.
Do tempo de criança, da juventude vivida,
Saudade de quem partiu, memória querida.

Avós, pais, primos e tios,
Tempo bom de alegria, momentos gentis.
Na memória, gravadas histórias,
De um tempo que passou, mas deixou suas glórias.

Inserida por yhuldsbueno

Lápide

Quem você procura, por que veio?
Ele não está aqui, não existe mais.
Apenas seus restos mortais,
Símbolo da fragilidade da vida,
Que é uma dádiva, mas se esvazia,
Como um jarro d’água ao regar uma planta,
Entrega o sabor da vida, mas se esvazia.

Quem você procura, não está aqui,
Somente em sua memória ele vive,
Cada gesto, cada olhar,
A palavra que ecoa como o vento nas árvores,
Produzindo sons que se perdem no tempo.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em outra vida, no passado,
Nos ecos das histórias que deixou,
Marcadas em suas lembranças.

Quem você procura, não está aqui,
Mas em você, todos os dias,
Ao dormir e ao levantar,
Ele estará presente.

Ele estará sempre vivo enquanto você se lembrar que ele não esta mais aqui.

Inserida por yhuldsbueno

Memórias e o Tempo

Memórias que colecionamos ao longo do tempo,
Adormecidas, surgem com o cheiro, o gesto, o rosto,
Trazendo lembranças de outros tempos,
Congeladas nas imagens, fotos antigas, filmes de eventos.

Festas, reuniões para comemorar algo,
Memórias afetivas da infância,
Saudosistas, de paixões e amores,
Da escola, dos amigos, das risadas.

O tempo em que o jovem só tinha que viver,
Sem preocupações, apenas estudar,
Memórias dos carinhos e cuidados da mãe, da avó,
Dos ensinamentos dos pais, perdidas no tempo.

Surgem como um filme quando a idade chega,
A velhice bate à porta,
Viver e recordar,
Viver e ter memórias para relembrar,
O tempo que não volta mais.

Inserida por yhuldsbueno

⁠No ecoar do tempo ergue-se a fronteira, a Princesinha dos ervais, cheia de histórias as memórias de seus ancestrais.
Onde bravos pioneiros depois de lutas e sacrifícios fincaram bandeira.
No pós-guerra, sem medo, sem freio,
Exploraram riquezas neste vasto rincão

Na terra bendita, erva-mate brotava,
E o aroma da madeira a selva perfumava.
Rios e riachos cortavam o chão,
Cercados por campos, por vida, por emoção.

Dois povos, uma história entrelaçada,
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades irmãs de jornada.
Laguna Porã refletindo no seu espelho d'água seu laço,
Um portal do tempo, um eterno abraço.

Aqui nesta fronteira se misturam culturas e raças,
O chimarrão aquece, o tereré refresca.
Polca, vanera, vanerão a ecoar,
O churrasco na brasa a todos juntar.

Acolhedora, vibrante, sem divisão,
Recebe o mundo com alma e paixão.
Brasileiros e paraguaios, filhos do chão,
Na fronteira, um só coração.

Inserida por yhuldsbueno

Fronteira: linha traçada.

⁠Na fronteira onde a história se entrelaça,
Tropeiros marcham, guerreiros Guaranis em caça.
Lendas vivas, memórias sem fim,
Ponta Porã e Pedro Juan, juntas assim.

O povo fronteiriço, forte e aguerrido,
Sua cultura vibrante, jamais esquecido.
A erva mate que a terra gerou,
Tereré refrescante, tradição que ficou.

Chipa dourada, sabor sem igual,
Comidas típicas, herança cultural.
Chimarrão que aquece, mate a brotar,
Dessas folhas que um dia iam pelo ar.

Beleza de vida nessa linha traçada,
Conquistas e dores, estrada moldada.
Divisão imaginária que nunca impediu,
Mistura de povos, união que nos uniu.

Passado, presente e futuro a tecer,
Duas cidades, um só viver.
No sul de Mato Grosso do Sul a brilhar,
Histórias que seguem e vão se contar.

Que essa poesia celebre a fronteira que pulsa e respira, onde culturas se abraçam e o tempo constrói sua própria melodia.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Instante de Felicidade

É quando o tempo esquece do tempo,
e tudo cabe num suspiro leve:
o riso solto sem nenhum lamento,
o agora inteiro que nunca se atreve
a prometer mais do que entrega.

Felicidade não grita, sussurra.
É cheiro de pão na manhã que escura
vai se rendendo à luz que se achega.
É o toque breve, quase distraído,
mas que acende em nós o sentido.

Talvez more num olhar que entende,
num silêncio que acolhe e não fere,
numa lembrança que sempre se rende
a voltar como se nunca partisse.

É fração do dia, fragmento de tudo,
um átimo de paz no meio do mundo.
E, mesmo quando vai embora,
fica escondida na memória.

Inserida por yhuldsbueno

⁠**Ponta Porã, Princesinha dos Ervais**

*por Yhulds Bueno*

Na linha sutil de um mapa sem muro,
Onde o Brasil e o Paraguai se dão as mãos,
Nasce Ponta Porã, em abraço maduro,
Terra de ervais, de cheiros e canções.

Princesinha cercada de verde e neblina,
Com a alma gelada do vento europeu,
Nos dias frios, o céu se inclina
E acaricia o mate que alguém aqueceu.

Aqui, o tereré canta em roda de amigos,
Fronteira sem porteira, só coração,
Mistura de línguas, de risos antigos,
De lendas que cruzam o chão do sertão.

Brasileiros e paraguaios se encontram,
Sem barreiras, sem pressa, sem porquê,
As histórias se fundem, os olhos se contam,
E a cultura floresce onde a paz quer viver.

Ó cidade das neblinas e do chimarrão,
Dos mitos que dançam no campo molhado,
És poesia na palma da minha mão,
Ponta Porã, meu canto encantado.

Inserida por yhuldsbueno

⁠No caderno de um poeta, se encontram linhas e páginas, com versos e orações.

As guais expressam sentimentos e emoções.

Dias de alegrias, vontades e fantasias.

Tristezas, ou talvez profundas nostalgias.

Inserida por RobinsonMarques

⁠⁠Havia uma suspeita:

O mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam.
A extensão não poderia terminar com a exata dimensão das coisas.
Havia o depois.
Costumava haver um lugar para o sol se pôr à noite.
Havia um abrigo para a lua durante o dia.
Meu coração jovem estava desesperado.
Eu não era um marinheiro ou um pássaro sem barco ou asa.
Um dia aprendi com a vida a decifrar letras e suas somas.
A palavra se manifestou como eu suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.
Com as palavras, cruzei o horizonte.
O meu coração se afagava em esperança.
Ao virar a página de um livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré. Ao passar uma folha eu frequentava o fundo dos oceanos.
Suei nos desertos e depois tornei-me hóspede em outros corações.
Pela leitura temperei minha pátria, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei de meus desejos e limites.
Portanto o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais e aminha rota.
Pelo livro soube da história e criei os avessos.
Soube do homem e seus disfarces e suas várias faces e, de tantos lugares para se olhar.

Inserida por JoaoDaniel