Poemas de Luto

Cerca de 61720 poemas de Luto

⁠Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.

Inserida por michelfm

⁠Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.

Inserida por michelfm

⁠O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.

Inserida por michelfm

⁠A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,

Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.

Inserida por michelfm

⁠Reciclando Retalhos em Meu Eu Descartável

Nosso inconcreto se concretizou,
Não se encaixando em qualquer definição,
Avançamos a etapa da distração,
Tapando os furos e as gafes,
Transpondo muros de pedra sabão.

Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.

Resíduos da sua fragrância,
Fragmentos da minha lembrança.
Todavia não fracassamos,
Deveras enfraquecidos estamos.

Provavelmente nos recuperamos,
Ou recuperaremos as bobeiras que escaparão,
Diálogos longos, bobos parágrafos sem significação.

Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.

O sabonete que era seu desgastou,
A avelã que me deu estragou,
O estoque de aveia esgotou,
O banquete pra dois esfriou.

A aliança na gaveta
E o álbum guardado.
Ela está satisfeita,
Me vou conformado,

Reciclando retalhos
Em meu eu descartável.

Inserida por michelfm

⁠A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.

Inserida por michelfm

⁠Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.

Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?

Inserida por michelfm

⁠Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.

Inserida por michelfm

⁠Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.

Inserida por michelfm

⁠Amarga Doçura

A sensação aguça o paladar,
Prefiro o amargo à falta de sabores,
Mas com ela tudo se suaviza,
Voltamos a nos tratar como amores.

Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.

Gostamos de dosar,
Em medidas homeopáticas,
Práticas em equilibrar,
Debandar do amor apático.

Afago ou travessuras ?
Carícias ou ternura ?

Memorizando mais,
Limitaremos menos,
Mentalizando mais,
Teremos menos o que temer
E nos tornaremos mais.

Amarga Doçura,
Doce Amargura,
Sabores da cura
Que experimentamos.

Inserida por michelfm

⁠Inanimada, mimada, maltratada.
Estudantes a usufruem,
Tratantes a confundem.

Inserida por michelfm

⁠Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.

Inserida por michelfm

⁠Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.

Inserida por michelfm

⁠Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !

Inserida por michelfm

⁠Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.

Inserida por michelfm

⁠Coração de Mesa Riscado a Grafite

Inanimada, mimada, maltratada.
Estudantes a usufruem,
Tratantes a confundem.

Altar dos casórios,
Palco dos escritores,
Símbolo supremo dos escritórios.

Vendida, comprada,
Doada, lixada, pintada,
Montada, desmontada, desdenhada,
Compensada, carunchada.

Suporte supostamente sociável,
Atura copos, pratos, panelas, jarras de suco,
Cartas de baralho e murros de truco !

Agüenta as facas e suas pontas,
Agüenta contas, pregos e cola,
Livros, álcool, mimeógrafo, carbono e sola.

Suporta-nos !
Eu, a letra “e”, Ela.

Distanciados pela injuntável falta de apetite,
Fusionados num coração de mesa riscado a grafite.

Inserida por michelfm

Conversa genealógica sobre a experiência alheia

⁠⁠15 anos grávida, casou-se rapidamente, para reparar um erro com outro. Errar é totalmente humano, o humano é totalmente errado. Teve 2 filhos, se divorciou aos 19, hoje com 36 está desquitada a 17. Conheceu um subgerente de 24 numa festa beneficente, estão casados há 3 anos, tem uma filha de 8 meses, do segundo relacionamento firmado juridicamente. Seu primogênito está com 21 e deu-lhe um netinho a 1 ano e meio; a filha do meio fez 18 e não pretende se casar. A família se reúne rigorosamente aos sábados à tarde, para churrascos no quintal ou agradáveis piqueniques no parque.

Ela, o atual marido, o ex-marido, os 2 filhos do primeiro casório, o neto, a filha do segundo, a esposa do ex, os três filhos dela com o primeiro esposo, mais o filho do marido, com a segunda esposa dele e o pequenino filho da empregada, que insistiram em trazer. Sem comentar os 2 cães labradores, do pai da esposa de seu primeiro cônjuge e as sogras, sogros, tios, tias, sobrinhos, primos, avós e afilhados. Quando guardavam os utensílios, depois do piquenique da semana retrasada, confessou para a recente esposa de seu ex, que a relação dela com o atual amante não vai lá muito bem, o casamento há algum tempo está em crise.

Inserida por michelfm

Em cada flor um perfume colorido,
Em cada estrela um brilho com intensidade única.
Em um olhar que brilha admirando a beleza de uma flor que exala um suave perfume, ao guanto num olhar que reflete o brilho das constelações numa noite linda e romântica...

Inserida por marcio_henrique_melo

⁠Neste caminho observamos os fatos, a vida alheia, as paisagens; quando percebemos que ali mesmo estávamos construindo a nossa própria história. O tempo do agora é o que importa, tudo o que passou não voltará, não temos o futuro, somos o que somos.

Ao final da vida percebemos que o arrependimento se deu por aquilo que não fizemos, pelo que deixamos de realizar pelo medo da crítica, do insucesso. Os nossos passos devem ser firmes, deixando marcas para a eternidade, calcados em nossa essência. Os passos mais firmes são aqueles do presente, quando o vivemos intensamente, em total consciência.

Prefácio do Livro Passos Reflexivos, Memórias Eternas - Poemas.

Inserida por jose_netto_1

⁠Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta boba poesia!
Nem mesmo o sol
deixaria
a porta aberta do cais
o tempo tão logo
entraria
na solidão dos haicais
eu, em grande assombro,
diria
as rimas em nada falam
além das tais fantasias
além dos além do mais!
Se o sol fosse à noite
o que a lua é ao dia
não seria necessário
esta estranha afasia
não seria nem prudente
pensar na estadia
não seria permitida
esta louca poesia!

Inserida por noi_soul