Poemas de Luto
FAMÍLIA
Quando na minha família eu fico a pensar
Voo longe,feito pipa fico a dançar
Quando eu sinto mãos unidaspor puro amor
Em gratidão me ponho na fé do louvor
Quando belas reuniões na sala de jantar
Hora sagrada da família se mostrar
E percebo como o santo Deus caprichou
fez tudo certinho e com zelo nos guiou
Nas vezes que sem rumo no mundo fiquei
Me firmei na família e nela me encontrei
Necessária se iguala em tão doce magia
Que até na vã discordância gera alegria
Alegria de se ter quando precisar
De se ter pessoas pra nossa dor curar
Ou , porque às vezes família é leão
As vezes generosa e invasiva união
Familia é pluma às vezes cimento
Um necessário arranjo para o crescimento
Um jantar ríspido, com a atenção chamada
Que logo se abraca e se beija acalourada
Ante sua falta bailarina sem par
Um fardo sentimento de agonia no ar
De lembranças de cheiros,cores e emoções
perfeita mesmo fora de todos padrões
Familia é pauta rima principal
É aconselhamento força matinal
É carinho é riso é café com leite,
É abnegação terno reclame deleite
Familia é amor zelo cuidado
Familia é sempre se sentir amado
Aquela que na partida conduz o trem
como se nunca tivesse faltado ninguem
Lupaganini
Ao pensar no seu sorriso
E no brilho do seu olhar
Não consigo esconder
As noites que só consegui te admirar
Me segurei várias vezes
Mas a vontade foi mais forte
E mesmo eu tentado não demostrar
A saudade de vê-la era enorme
Te conheci de repente
Mas te admirei com facilidade
Por ser linda e inteligente
E com um coração cheio de bondade
Se existe paixão à primeira vista
É, um dia saberei se sim
Mas nunca na vida esqueça
Que é, e sempre será peculiar para mim
ÊXODO
Vou-me embora… vou-me embora…
Já cansei de ser semente.
Vou tentar buscar saída,
Vou partir contra a corrente.
Com roupagem de esperança
Visto meu corpo dormente,
Renuncio ao meu passado
E parto tão de repente,
Que nem mesmo a minha sombra
Há de ver-me pela frente.
Quero andar pelo infinito
Por caminho diferente;
Quero andar por uma estrada
Onde não possa ver gente,
Sem ter fim, sem ter começo,
Sem ter nada que me oriente,
Só sentindo em meus cabelos
Esta chuva persistente…
Esta chuva que ora cai
Sobre meu corpo indolente
Refrescando os pensamentos,
Ordenando minha mente,
Carregando na enxurrada
Toda a tristeza insistente
Que se apoderou de mim,
Que em mim se fez presente
Desde o momento em que a terra
Num soluço penitente,
Vacilou sob os meus pés
Tragando a emoção tão quente,
Tão pura, tão generosa,
Tão viva, tão eloquente,
Que bailava no meu peito,
No meu peito bem-querente…
ESTÍMULO
Madrugada - - frígido espectro da manhã;
Esperança os teus olhos suprafixos têm;
Semifluídas lágrimas já se antevêem
Brilhando impuras sobre tua face louçã.
Incauta aguardas, numa ansiedade vã,
Que os loucos sonhos que tua mente entretém,
Qual lenitivo as paraciências contêm,
Possam sorrir-te e te trazer sorte sã.
Não te amofines! Ergue tua fronte e desperta!
Desencilha-te dessa vida-pó incerta;
O novo dia é hoje, é já, é agora!
Aspira aromas, cores, sons, a vida enfim!
Vive o presente -- Ama! — pois agindo assim,
Venturas ficam. . . e tudo o mais vai embora!
[...]desabrochar
ao acordar destramelo a janela
lá fora o silêncio empoeirado
e cá adentra a alva donzela
num frio do julho do cerrado...
desabrocha... e a vida se revela!
© Luciano Spagnol -poeta do cerrado
16 de Julho de 2020, Triângulo Mineiro
Vive o mundo ciente do mistério
vive o mundo ciente do amor
vive o mundo ciente da beleza
vive o mundo ciente da dor
Vive ciente
Das descobertas
Vive ciente
Das ignorâncias
Vive como fosse eterno o que vives
Mas vive como se conhecesse a efemeridade dominante
Vive com determinação constante
Mas aceitas a dança da vida mutante
Vive como quem sabe que vive
Vive como quem sabe que morre
Vive ciente de que a vida é grandiosa
Mas vive ciente que da grandiosidade universal ela é apenas um instante
INSÍPIDA
Cadê a inspiração?
Ganhou asas
Voa alto e não chega.
Que demora!
Quero versos em rimas
Quero falar do amor
Da cor
Da flor
Da dor
Cadê a inspiração?
Quero cadenciar meus versos
Que demora!
Quero estrofes
Musicalidade
Estribilhos
Brilhos
Cadê a inspiração?
Acabou minha poesia...
Matou minha poesia...
Morreu minha poesia
Saudade que chega a doer
Saudade de te ver chegar
Saudade de te abraçar
Saudade de sentir seu cheiro
Saudade de te tocar
Saudade de te ver sorrindo
Saudade do seu corpo lindo
Saudade do desejo
Saudade... Saudade
Tanta saudade que chega a doer
É Você
É engraçado como tão pouco me trás tanta paz,
Só preciso do teu sorriso,
Só preciso do teu abraço,
Só preciso do teu beijo,
É teu cheiro que sinto quando fecho os olhos,
É o teu calor que aquece minha alma,
São teus olhos castanhos que me hipnotizam,
é o teu toque que inflama o amor, o desejo e o amor em meu coração.
"estive no inferno algumas vezes
perdi neurônios demais para lembrar dos detalhes.
pra quem não morreu
eu tô ótimo
pra quem tá ótimo
eu pareço péssimo."
Leia e compreenda a grande diferença entre Filósofos e Pensadores.
Estes termos são diferentes exatamente para expressar maneiras totalmente diferentes de buscar a Sabedoria.
Por que chamam os Filósofos apenas de amantes da sabedoria?
Porque eles buscam o conhecimento apenas dentro de si mesmo, e não de Deus especificamente. Por isso são apenas amantes de um tipo de sabedoria que traí a si mesmo, pois são guiados mais pela a razão do que pela emoção.
Mas os verdadeiros sábios são descritos na Bíblia como "aqueles que buscam o conhecimento que vem de Deus e não a sua própria iniciativa, razão ou emoção e são guiados pela fé, por meio de Jesus e seu espírito santo a buscarem o verdadeiro conhecimento por meio do amor à Deus e ao próximo.
Por isso "Pensadores nem sempre são Filósofos", e Filósofos nem sempre são Pensadores. A maneira que enxergamos a verdade a respeito da origem da vida pode mudar totalmente seus valores e tornar suas idéias contrárias uma a outra de maneira muito sutil.
E de repente você descobre, que dentre todas as facetas da vida
A melhor delas é ser verdadeiramente você
E se reencontrar a cada dia no seu novo eu.
Use a imaginação
E deixe fluir sua inspiração
Não é sobre rimar
É sobre saber como escrever e se expressar.
De qual cor?
Eu ia pintar meus olhos de preto
Mas contrastava com minha cor
Eu ia me pintar de vermelho
Mas me confundiriam com o amor
Eu ia pintar minhas asas de branco
Mas achariam que fosse um anjo
Eu ia me lambuzar nas tintas
Mas iam dizer que eu era um arco - íris
Decidi ficar transparente
Mas...
De qual cor?
Filho é algo dificil de descrever,
Não consigo nem escrever quando penso,
Fico tenso em me comportar assim,
Mas assimilo o que sinto,
Quando estou longe, no mais distante recinto,
Parece que falta um pedaço de mim!
Eu não sei o que seria sem o seu amor,
Preferia nem existir a ter que provar dessa dor,
Não consigo nem imaginal tal suposição,
Pois meu tesouro nesta vida não está no trabalhar,
Nem em todo dinheiro que eu conseguir juntar,
Mas na certeza de saber que é teu o meu coração!
Rodivaldo Brito em 12 10 2018
PERFEIÇÃO
Subjuguei, preteri e te fazia sucinto
No esplendor em que és na escala
Muito mais que um irregular recinto
És diversidade, és riqueza e de gala
Da beira mar fui cego... e faminto
Deixando de dar-te a devida pala
Onde todos os aromas aqui sinto
Em cores e o céu que te embala
Tu cerrado ao meu olhar deveras
Todo o encanto, maravilha e belo
Adarvado do horizonte e quimeras
E à noite, estrelas, que nos venera
Em conto e causo, ah! tão singelo
Como o Perfeito, assim, quisera!...
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2018, outubro
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
400 metros
Me sinto sozinho todo domingo à noite
Preciso de você
400 metros me tiram da solidão
Estive ai por você
Esteja aqui por mim
Eu preciso de ti
Venha me socorrer
Acredito no seu amor
No poder dos nossos corpos
Venha me curar
Você chegou
Meu coração Aconchegou-se
Tudo o que preciso está no seu abraço;
Lembro-te:
Saudade: - o choro de outrora chora
Rola no pranto aquele olhar certeiro
O teu cheiro, impregnado no roteiro
Das minhas lembranças, que evola ...
Inquieto romance: - de muita parola
Do doce encontro, o nosso primeiro
Abraçar, cheio de sabor, por inteiro
Tudo neste duro poetar se desenrola
Acende um lembrar deste passado:
Quanto mais o tempo, e nele receio
Mais prazenteio de ter sido amado
Me vem a tua imagem sem rodeio
O teu triste olhar ali ao meu lado
Findo no curso, e não mais veio.
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018
Cerrado goiano
Olavobilaquiando
PERMITO SENTIR
(13.10.2018)
Permito sentir o barulho da natureza,
E ela me mostra toda a sua beleza,
Sendo uma ponte para a maneira correta
De se viver a vida sem maiores problemas.
Uma pequena passagem para o interior!
Que expõe de dentro para fora
Os sentimentos a serem verdadeiros,
Pois neste mundo, o que conta é o amor.
As pessoas olham para mim, com olhos de desgosto;
Mas do que importa?
Se o sol continuará brilhando?!
As vezes nem eu consigo me ouvir;
Parece que ninguém, nos céus e na terra;
Ouve meus gritos;
Mas continuam dizendo!
Porquê ou por que?
Eles ouvem de menos e dizem de mais.
Me sinto morto;
E ao mesmo tempo;
Não sinto nada.
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