Poemas de Luto
Os meios
Não quero a glória no final.
Quero apenas saber
Que lutei e que dei o
Melhor de mim. Não quero
A reverência. Quero apenas
Saber que meus limites
Desafiei e venci. Não
Quero aplausos na chegada.
Quero apenas viver mais
Os meios, lá onde ninguém
Ouve-nos, senão, nosso
Silêncio sussurrando:
Vai dar tudo certo!
Lá onde ninguém nos
Estende a mão, senão,
Essa força chamada FÉ.
O amor fidedigno não é aquele
que devora os carinhos os beijos,
deste ou daquele, e sim, o vário
que padece a renúncia, o eixo
que consegui vida na saudade
e equilíbrio na paixão...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
E.mail
Escrevo-te este e.mail simples, amor meu
Porque hoje acordei com saudades tuas
Nas entrelinhas um pouco do poeta plebeu
E muito de minha alma em versos ingênuos
Para dizer-te de emoção
Cantar-te o quão forte continuas
Na minha vida, no meu coração
Que queria ouvir de ti novamente:
-meu bem
Mesmo que por ligação
Pois você é amor que detém
Que domina a razão
Só você faz o meu poetar ir além
Portanto seja novamente parte desta canção.
Assinado, este que do teu amor é refém.
Eu sou o que fui, mais no que serei
(pelo menos tento),
Um matuto que no cerrado deixei
Na diversidade sou igual ao vento
Sem visibilidade, mas com percepção
Brisa e vigor. Se assim eu não contento
Sinto muito, sou eu: amor, letra e canção.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Um barco segue rumo ao norte
com sorte chegará ao sul
esta é a sina do errante
navegante, que não calcula
...... a força e a direção do vento
que não ouve a voz do silêncio,
este barco sou eu e tu....
A senhora do mistério
Reverenciando a morte,
passando por quedas de equilíbrio
onde a fala não é ouvida,
mas sim...
sentida.
Traço por linhas e versos minha vida,
vida a qual
escorre como a água em meu corpo
passando por cada parte do que sou.
As vezes
fico assustado de ver a velocidade da vida,
ou talvez...
fico feliz,,
aguardando e reverenciando
a senhora do mistério....a morte
onde não sei se quero beijá-la ou afastá-la de mim.
Não são os beijos tão pouco a paixão, que traz ensejos nos amores, e sim, as flores lavradas nos canteiros do coração.
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Dentro de mim
Meu desassossego pede calma.
Calma a alma que ansiosa
Se torna menina ingrata
Com o corpo que ora lhe
Cede morada e mais tarde
Asilo. É dentro de mim
Que vivo meu exílio, retiro.
Quando o mundo lá fora
Se torna um caos. Quando
O mundo lá fora se torna
Intragável. Quando o mundo
Lá fora já não me ouve
Mais. Me recolho dentro
Do meu corpo, meu refúgio,
Meu cais, meu porto seguro.
Dentro de mim é onde me
Encontro. Onde desencontro
Comigo mesmo. É onde
Vivo minhas neuras, fugas
E lutas. Dentro de mim
É onde vive o meu amor
Por ti. Dentro de mim é onde
Vivo minhas indecisões,
Desistências e insistências.
Dentro de mim é onde tudo
Acontece.
Branco no preto
O amor não tem cor.
A vida é incolor. Nossas
Relações não distinguem
Cores. Não somos o
Que toleramos, somos
O que vestimos com
Naturalidade. Não Somos
O que olhamos, mas sim,
o que falamos.Não somos
O que Respondemos,
Mas sim,O que pensamos.
Somos da cor dos nossos
Atos e pré-conceitos.
Entre fases
É na infância que brigamos
Com o tempo e clamamos
Pela adolescência. É nessa
Fase que ansiamos pela
Maioridade. E quando adultos
Tornamo-nos amigos
Do tempo e desejamos
Apenas uma velhice
Saudável e tempo para voltar
A ser criança e brincar de
Ser feliz entre ciclos sem a
Pressa de outrora.
►O Palhaço II
Olá, sou eu novamente
Formando em versos mais um pensamento
Pena que seja no lamento
Mas vejam, dou-lhes um presente.
Minha face mostra um sorriso
Animar os amigos, as amigas
É bom vê-los em alegrias
Amigos, amigas, teus sorrios preciso.
Vivo em prol de saídas
Me vejam como um psicólogo
É grátis, aproveitem logo
As tristezas serão destruídas.
Escrever é uma arte
Você só precisa da caneta
Irão dizer que é careta
Não se preocupe, faz parte.
Ontem escrevi versos
Me disseram que para isso não presto
Tudo bem, mas sou honesto
Mas, vejam em meus versos, gestos!
►Minha Querida Psicóloga
Não possuo tantos amigos quanto parece
Mas na verdade isso não me aborrece
Não possuo alguém para me abraçar,
Ter aquele círculo de amizades para desabafar
Mas, entretanto, possuo alguém que me ajuda
Uma pessoa que vou e digo “Me acuda”
Falo de minha amada "tia-mãe" que comigo dialoga
Minha querida psicóloga!
Decidi tirar um tempo para falar dela
Hoje está viajando para uma cidade bela
Animada para andar pelas favelas, só ela
Outrora, ela fica sentada ao lado da janela
Com aquela roupa simples dela, amarela
Em certas discussões com minha mãe, ela advoga
Minha querida psicóloga!
Tantos valores ela repassou em minha criação
Tia, de verdade, te agradeço de coração
Sempre que saio de noite, você faz uma oração
Sabe que por ti tenho uma enorme admiração
Você e meus pais me prepararam para essa geração
Até mesmo me xinga quando grito “Que Droga”
Minha querida psicóloga!
Tantas vezes já gritou comigo
Engraçado, não me lembro de ficar de castigo
Mas isso tudo valeu a pena, já te digo
Pois hoje eu poderia está no perigo
Com a mente fraca e desmotivada
Escrevo isso com a mente chateada
Me apoia para continuar a ser um palhaço,
Tomem, lhes dou aqui uma piada
Quando a senhora chegar, correrei para o abraço
Da minha psicóloga eu não me desfaço
E se for para agradecer, que seja por esse laço!
Obrigado, Tia
Obrigado, Tia
Leia isso, ria!
►Meus Problemas Mentais, Ideais
Quero uma saída para o caos que vivo
Ou quem sabe, necessito apenas de um novo objetivo
Preciso de um apoio talvez, um incentivo
Me encontro tão inativo, cativo
Talvez quem sabe um simples motivo
Pode-se pensar também que esse sentimento seja relativo
Quem sabe?
Me sinto feliz em ver outros felizes
Afinal, é melhor vê-los assim do que infelizes
Mas para alcançar essa felicidade, cometi alguns deslizes
Fui ignorado algumas vezes
Mas a felicidade que passo à eles, o tornam capazes
De transmitir a outros esse mesmo sentimento
Deveras, isso me ocorre em um pensamento
Talvez seja esse o meu tratamento
Vou tentar, seja esse um experimento
Quem sabe?
Ser recluso possui grandes desvantagens
Ajoelhado no canto do quarto, em meus olhos passam imagens
Me levanto, abro a janela e vejo as nuvens
Com lágrimas, enxergo mensagens
Dizem que chorar não é para os homens
Não irei acatar essas ordens , lamento
Sou um jovem rapaz, esse é meu depoimento
Prestem atenção ao que escrevo neste momento
O que estão a ler, é apenas um fragmento
Um simples pensamento, talvez
Quem sabe?
Sim, me apego em coisas materiais
Reativam o inativo, apesar de ser relativo
Materialismo, é essa a palavra certa?
Não sei bem, sou uma pessoa de “Mão aberta”
Admito me sentir feliz utilizando equipamentos
Mas, antes que fuja do contexto, fiquem atentos
Sou um filho único de meus pais
Porém não sou o primogênito de tais
Nunca iram saber o que sinto, jamais
Pois é, esse é um de meus ideais
Acredite, tenho de mais, que chegam a ser anormais
Talvez eu seja um jovem com problemas mentais
Quem sabe?
Caminhe na tua trilha
Alimente a tua matilha
Costure os teus retalhos
Adube os teus carvalhos
Enxugue o rosto do suor
Das tantas pelejas de amor
E segue o teu caminho...
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
Eu sou um peso leve
Um tijolo em formato de pena
Não cobro o que me deve
O agressor que rebobine a cena
Ao que tudo indica
Creio que indicar nada é
Constato o que fabrica
Já que nem toda propaganda é fé
Eu sou um despertar dormido
Sou como cacos de vidro
Acostumei a viver de mortes
Aprendi a renascer sem nortes
Segure o copo direito!
Sou como da causa, o efeito:
Fácil cai, fácil quebra — Mas corta
Solto rindo qualquer linha torta
