Poemas de Luto
====Amor====
Amor mas que coisa boa
Amamos as pessoas de um jeito...
Amamos as pessoas de um lugar...
Amamos elas até mesmos em sonhos...
Mas sabe de uma coisa,
O amor não tem data,hora,lugar
Não importa aonde ou quando
O amor sempre irá existir
Em nossos corações.
Não importa se você ama
Homem ou mulher
Branco,Pardo ou Negro
O que importa é que você ama alguém
Porque sem amor você não é nada.
O que interessa é o que tu sabes de ti
e não o que falam e dizem por ai.
Rapaz acredita em ti e nas tuas capacidades
porque tens um mundo pela tua frente de oportunidades.
Vou-te dizer que somos manipulados por um sistema
onde para nós sobreviver sempre foi um problema.
Tropa isto é realidade a coisa é séria
olha à tua volta e repara na miséria.
TÃO, TÃO
Esse olhar radiante,
tão seu... Tão meu
Tão belo, na rua
Tão bela, na sua
N'essa lua, nesse ar
assim, toda crua
compenetrada, sei lá,
tão seu esse deixar...
Tão meu esse amar.
Antonio Montes
Ao amanhecer num sábado suave, deitado numa gostosa redinha de pano, regozijando o conforto da manhã, a saudade veio inesperadamente.
Ela foi trazida pelo sonho da noite, fazendo minar no canto do olho uma lágrima que feliz escorrera pelo rosto, carregada das lembranças de um tempo vivido, adormecido, nunca esquecido.
Um tempo vivo, tão vivo, que faz sentir no peito um aperto e na garganta um nó.
É o nó da vida feito pelo laço do encontro, laço que amarra na alma a memória de um sentimento.
Sentimento mágico, longe e ao mesmo tempo perto, salvo na cabeça e guardado no coração.
Senti uma parte sendo arrancada de mim
Um pedaço da minha alma que se vai
Mas já dizia o poeta
A dor, simboliza o recomeço.
Sou poeta que fenece existindo
Na tua voz calada que um dia disse que me amava
Um fantasma solto do exilo
Um piano que toca enquanto escrevo
Uma emoção... A palavra que abre o coração
O estonteamento de anseio que nunca se detém
Em mim... Há aguas brandas... Vindas de um dilúvio
Chamado Saudade...!
Não quero perder-me na solidão das noites
Vem... No sussurro da noite ao encontro do amanhecer!
celina vasques
Sentada ao meu lado, com aquele seu sorriso de canto.
A brisa bate contra seus cabelos, e traz a mim
O cheiro que desliga minha inocência.
Faz minha imaginação se perder em meio a você e seus detalhes
Que de tão únicos, apaixonantes são estes.
E por frações de segundos
Consigo pincelar a imagem de teus lábios aos meus
A leve sensação de seu beijo
Ser aquele que mais tem gosto até os dias de hoje.
E junto ao teu beijo, eu sinto a sua dose
Que logo então, de um vício misterioso
Me aniquilou.
A sua ausência pesa
Digo aos quatro ventos.
Sinto o desejo
Que assim comigo
Aos tempos perecerá
E lembre-se
Que daqueles sorrisos
Na qual lhe ofereço
Embargados de segredos
Estes assim são.
Atormentados pensamentos
Daqueles que vão
Daqueles que ficam
Atormentados pensamentos
Dos que gritam em silêncio
Dos que gritam para os surdos
concordo, tenho dificuldade em falar com as pessoas, na verdade, nem gosto de falar com as pessoas.
(escrever para não enlouquecer)
O DEDO
Sou dedo, que quando me dédo
me enleio nos enleios dos escanteios
das macegas que enxerga as cegas...
Que me leva sem relar, me leva em
sua leveza, me leva na trela,
desse seu levar.
Sou dedo, que quando me aponta...
Sua ponta me atonta, me entrega,
sob, bordoada com sua apronta,
e desafronta em bronca, sem ponta,
e que sem ponta aponta em minha
direção, essa sua viciosa carranca.
Sou dedo bronco, e como tal...
Eu me desaponto com seu confronto,
assim todo tonto... Me amedronto,
com sua ponta a qual, toda vez
que me mira com sua mira...
Me atonta.
Dedo, duro impuro, porque não!
O dedo que dedou os horrores do cão...
Dedo que furou o bolo
arrumou rebolo
e tremendas confusão...
O dedo que não tem boca, não tem fala mas,
maltrata o coração...
O dedo que todavia tem parte
com a arte do velho escariote
e que mesmo sem falar,
as vezes diz sim!
as vezes diz não!
Antonio Montes
Que admiraçãosinto
peloschefes de cozinha,
que com umas tirinhas de carne
doistomates e temperinhos,
criam um prato apetitoso,
todos comem lambendo os beiçinhos
Aqui, com meio boi -coitadinho-
quilos de cogumelos,
molhose tudo mais,
faço um prato que as cobaias
chegam perguntando, desconfiadas:
- O que é isso?kkkk...
e com coragem enfrentam o rancho
de capacete, luvas e armadas!
Na manhã silenciosa de estio,
onde apenas o sol resplandece,
noto os passarinhos sem um pio
e pergunto-me o que será que acontece?
Em dias assim de tanta nostalgia,
a alma pede apenas um abrigo,
se as aves não cantam, perco a poesia,
sou apenas uma poeta de castigo
FIOS PEROLADOS
E, se a gente for pescar estrelas
auxiliados de anzóis suspensos por fios perolados.
estrelas que são como brilhantes em águas de madrepérola
onde a lua reflete sua beleza rebelde
acariciada pela noite
devorada pelo dia
alcançando os planetas
seduzindo astronautas
embalada pela dança das estrelas cadentes
na quietude de um rio, que invade o mar .
Quem sou eu?
Eu sou a confusão
o delírio
a dor
a tristeza
a decepção.
Eu sou a paz
o amor
a paixão
o vento do mar que te acalma,
posso ser também
a mosca voando no seu ouvido,
te irritando.
Eu sou quem você quiser.
A heroína
a mãe
irmã
prima
amiga
a rainha.
Mas, eu sei
quem eu sou.
Só eu
ninguém mais.
Só eu e meu amor.
Que pra ele me entreguei
de alma
corpo
e dor.
Até Logo!
Despediu. Assim onde outras coisas
estão,
poisas.
O céu tranquilo, silêncio, imensidão.
Num caminho sonoro,
de toadas e paisagens
vai-se em coro,
outras miragens...
O maestro de batuta na mão
regendo o espírito.
Ovação!
Saudade assim é escrito.
É fração do infinito!
Amanhece triste o cerrado erudito…
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
26 de abril de 2018
despedida ao primo Guilherme Vaz,
compositor, músico, maestro.
Se você estiver triste,
Faça isso, por favor,
Olhe além do horizonte,
Põe o olhar além das nuvens,
Faça do ar uma ponte,
E atravesse até os montes,
E verá que ainda fulgem,
As cores de uma flor,
E que a beleza existe.
Acima das nuvens
Lá, muito acima das nuvens,
O pensamento se alonga,
Vislumbrando a esperança,
De uma vida mais amena.
Tira do céu a ferrugem,
Onde a saudade se alonga,
Volta a alma a ser criança,
Numa manhã bem serena.
Foge o sol muito ligeiro,
Neste céu tão anilado,
E o sonho que vem primeiro,
Mesmo não realizado.
A força do pensamento,
Traz à tona a realidade,
Respiro pra dar alento,
Jogo tudo na saudade.
" Vá minha luz
rume para o alto
mesmo que eu possa apenas te olhar
brilhe
nasceste estrela
tudo que quero é te ver brilhar...
