Poemas de Luto
Permanência
Não peçam aos poetas um caminho.
O poeta não sabe nada de geografia celestial.
Anda aos encontrões da realidade
sem acertar o tempo com o espaço.
Os relógios e as fronteiras não tem
tradução na sua língua.
Falta-lhe o amor da convenção em que nas outras
as palavras fingem de certezas.
O poeta lê apenas os sinais da terra.
Seus passos cobrem
apenas distâncias de amor e de presença.
Sabe apenas inúteis palavras de consolo
e mágoa pelo inútil.
Conhece apenas do tempo o já perdido;
do amor
a câmara escura sem revelações;
do espaço
o silêncio de um vôo pairando
em toda a parte.
Cego entre as veredas obscuras é ninguém
e nada sabe— morto redivivo.
Tudo é simples para quem
adia sempre o momento
de olhar de frente a ameaça
de quanto não tem resposta.
Tudo é nada para quem
descreu de si e do mundo
e de olhos cegos vai dizendo:
Não há o que não entendo.
Os amigos
Amigos cento e dez, e talvez mais,
Eu já contei. Vaidades que eu sentia!
Supus que sobre a terra não havia
Mais ditoso mortal entre os mortais.
Amigos cento e dez, tão serviçais,
Tão zelosos das leis da cortesia,
Que eu, já farto de os ver, me escapulia
Às suas curvaturas vertebrais.
Um dia adoeci profundamente.
Ceguei. Dos cento e dez houve um somente
Que não desfez os laços quase rotos.
- Que vamos nós (diziam) lá fazer?
Se ele está cego, não nos pode ver…
Que cento e nove impávidos marotos!
Lascas da Vida
Me fiz de fogo para lhe aquecer
De água para matar sua cede
Me fiz de Terra para lhe dar onde pisar
De ar para seus cabelos alisar.
Ao fim de me usar, consumir e abusar me deixou a beira mar para que meu pranto não escultar.
Desculpem lá a minha sinceridade,
tou-me a cagar para quem critica,
não faço rap por vaidade,
simplismente só quero mandar a minha dica.
Converso
Te verso
Te traduzo
Em mil vocábulos
Por que o teu acaso
Mesclado ao meu caos
Virou neologisno
Novamente
E sempre
Eu te chamo
Te rascunho
Por quê teu nome
É o fonema que eu preciso
Guardar em cada canto meu
Que caso você não saiba
É teu
a paz é pássaro
a guerra é gaiola
aprisiona
os pensamentos
mais lindos.
ansioso
pelo dia
que os noticiários
sejam só sobre o amor.
De dentro pra fora.
De alma e coração.
Deixo minha alma transcender.
Sempre busquei algo sútil e etéreo.
Na urgência de equilibrar meu ego.
Contrabalancear o que já não balança mais.
Desenferrujar o espírito.
sacudir a poeira da alma.
Entrando para dentro de mim...
Senti sagradamente que "Preciso de um balanço geral na alma..." (...)
TUA LUZ
Nas multicores de tão bela pintura
Busca minh'alma, ao distinto olhar
O que a bem descreve em candura
E com seus encantos a faz brilhar
Seria loucura essa tal procura?
É sinfonia a magia desse sonhar
Que no ritmo das linhas sela a jura
Da estrada de estrelas juntos trilhar
A lançar semente, ver nascer a flor
Nos jardins da vida revelar o amor
Abrir o peito aos matizes da beleza
Pois de todos os tons é o da pureza
Que Ilumina a face no brilho a oferecer
Clara luz, clara alma...eterno amanhecer.
Sob a Via Láctea,
Vou te beijar intensamente.
Vou te beijar e beijar e beijar,
E vamos dançar... até o anoitecer.
E vamos dançar... e dançar e dançar,
Tocando a nossa música preferida.
Ouvir "Sixpence None" a noite toda,
Vou te beijar... e beijar e beijar.
Até os vagalumes vão dançar,
Sob a fenda lunar,
Que para nós está mais brilhante!
E vamos nos beijar, dançar e cantar,
Lua abençoando-nos nesta loucura,
Do soneto que canto à tua ternura!
Chegou como um anjo em minha vida
Era tudo que me mais queria
Hoje voce é meu tudo
Virou meu mundo
Lindo sorriso
Tudo eu memorizo
Ate o suave som de sua voz
Hoje não existe mais eu só nós
Presente de deus
Seus olhos nos meus
Minha boca deseja a sempre a sua
Seu brilho e maior do que a luz da lua...
Moço...
Não me tire a roupa com teu olhar mórbido..
Dispa-me com tua inteligência!
Se tens.
Podes usa-la...!!
..
Que as malas que carrego, sejam deixadas uma por uma
Que os golpes não sejam de amigos
Que a inveja seja aniquilada
Que o caminho seja longo e divertido
Que alegria seja constante
Que a vida seja leve
Que a leveza me leve a paz
Que os amigos sejam bem vindos
Que os que se foram encontrem paz
Que o tempo encarregue da verdade
Que as palavras sejam ditas
Que as ofensas levem ao perdão
Que amor seja vivido
Que o futuro seja a esperança
Que a esperança seja o futuro.
O Amor verdadeiro não aparece como uma opção. Ele acontece como uma razão. A razão de ser essência ao lado de quem ama!
Almany Sol
Nunca objetive qualquer coisa
quando você não tiver certeza.
Contar com a sorte
é fazer loteria com o destino.
Se sentir merecedor é vão
pois nada nos garante
que os mérito são exclusivos.
O amor não é uma pedra
que a teimosia tanto bate
até que se desabrocha.
A loucura do querer
é doente e danosa.
Somente a sensatez
é capaz de avaliar quando,
o vento sopra a nosso favor!
Título: As 4 operações
A adição do certo e errado é o seu achismo
A subtração do achismo e abismo é o seu ceticismo
A multiplicação do ceticismo e certeza é a sua firmeza
A divisão da firmeza e moleza é a sua destreza.
Autor: Nélio Joaquim
Título: Os 4 elementos
No ar o amor vai propagar,
Na terra o amor vai entranhar,
Na água o amor vai contaminar,
No fogo o amor vai inflamar.
Autor: Nélio Joaquim
Título: Delito
O maior roubo é namorar e um só se apaixonar,
O pior roubo é casar sem amar.
O maior furto é entrar no meu coração e o ver vazio,
O pior furto é perceber depois de tudo isso que ao amor fiquei arredio.
Autor: Nélio Joaquim
O MEDO
Nunca havia entendido como se pode ter medo do que não se conhece.
Nem mesmo do que já se conhece...
Sejam praias com coqueiros lilases,
Sejam sombras que seus membros fazem no chão.
Era como estar nos braços de um anjo.
Escorregando de um arco-íris em que no fim não fazia diferença o senso de loucura.
Mas hoje vejo que o medo estava escondido.
Ele ficava escondido sob a superfície de tudo o que se ama.
Esperava a tela da confiança cair para surgir e atormentar a coragem, reavivando o senso de loucura antes não percebido no fim do arco-íris.
Agora conheço o medo.
Sei onde ele está.
Sei que me espera e que me chama.
Hoje o vejo transpassando a tênue fronteira
Entre certo e errado...
Entre a frágil linha que separa pavor e coragem...
Entre o continuum do Espaço-Tempo.
Entre a certeza de ter mesmo em parte e a dúvida de perder pelo menos a metade.
O Sorriso do Sol
Caminhando sozinho pelas ruas
Amei demais o Sol.
Mas Ele não viu.
E não sentiu...
E não viu mesmo...
E eu chorei.
Não nas margens do Rio Piedra,
Mas nas margens do Sol.
Ao redor da luz do Sol.
Só o Sol conhece meu jeito de sentir
Meu jeito de abrir os olhos ao amanhecer
E mesmo se por outra paixão me perder
O amor do Sol continuará sabendo quem sou...
E assim ocorreu.
O sorriso do Sol escureceu.
Seu brilho caiu.
Sua voz desiludiu,
E seu coração padeceu.
Outros caminhos procurei.
Outros sóis visitei.
Terras mais distantes que Passárgada.
E não me acostumei nas terras onde andei...
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