Poemas de Luto
Aqui vou deixar não um pensamento,pois escrevo poesias e admiro Carlos Drumond de Andrade.
Deixo aqui um pequeno trecho de um poema de minha autoria.
Aquecida por você.
Um facho de luz quente,
invadiu meu corpo.
Embriagou-me com toques
ávidos e incessantes.
Suas mãos quentes percorriam
meu corpo frio.
Me vi cercada pelos seus beijos
tão ternos, e chorei de alegria.
E meu corpo aquecido pelo
seu calor que me envolvia.
Nesse belo dia!
Como eu quero o seu amor,
e o seu calor.
Se Não Fosse a Poesia
Ah! O que seria da vida sem a poesia
Sem o entoar embriagante das canções?
Não haveria o desejar, nem as paixões
E nem sequer felicidade haveria
Trancafiada a sangrar os corações
Santo Deus! Nem o amor existiria
Não haveria encanto ao luar
E nem mesmo a magia do mar
E as esquecidas estrelas
(Coitadas!) não mais brilhariam
Oh! Pobre natureza
Nem as flores brotariam
Se não fosse a poesia
Nada disso existiria
Nem o pôr nem o nascer
Nem a noite nem o dia
Se não fosse a poesia
Nem a existência bastaria
E não haveria ao ser o mundo
Somente o vácuo profundo
Se não fosse a poesia
Grão de areia
Entre milhões de palavras
como um grão de areia
está um invisível poema.
Um poema que nunca se escreveu.
Um poema feito grão de areia,
talvez parte de uma construção,
talvez não...
Pequeno grão de areia
em silêncio na beira do mar,
que vai sendo soprado
para um destino incerto,
talvez o mar, talvez o deserto.
Palavras que ao vento se vão
como um pequeno grão a rolar na praia,
procurando a concha da sua vida.
Não tenho pressa, sou como este grão
também sigo a rolar na areia
até renascer na praia ou encontrar o
poema da minha vida...
A poesia virou confete
É na areia que está o meu carnaval,
é no mar que estão as serpentinas,
brancas ondas a quebrar na praia.
Aqui encontro a magia da poesia,
vestindo fantasia que a luz do sol irradia.
No meu carnaval não tem máscaras!
Tem rostos, tem corpos bronzeados
desfilando naturais alegorias na praia,
que vem do mar, que vem da areia
desfilando como netunos e sereias.
É a palavra que brinca na praia,
no balanço das ondas faz o samba enredo,
o carro abre alas é um navio pirata
assaltando um coração enfeitado
por poesia que na areia virou confete.
Pô-eca!
(Poema originalmente composto em um lenço de papel usado)
Abra-se este si-lenço
E leia-se este pô-eca!!!
Todo mundo,
Por mais polido que seja,
Arrota, cospe e beija.
Todo mundo,
Por mais educado que seja,
Caga, tosse e peida...
Todo mundo,
Por mais fresco que seja,
Chora, morre e graceja,
Não nesta ordem,
Mas veja,
Todo mundo,
Por mais nojento que seja,
Tem princípios,
Sim, bons ou maus,
Mas tem princípios;
Então, todo mundo,
Por mais diferente que seja,
No fundo-no fundo, é igual.
O seu poema!
ontem não acordei muito bem
mais foi só chegar a noite pra eu perceber
que o céu com estrelas revelava o brilho infinito dos teus olhos, me lembrei da meiguiçe do teu rosto e descontroladamente fiz você na minha mente, pra fazer do meu êxtase o seu poema.
Meu amor é maior do que o calendário
E meu corpo não aguenta o passar das horas
Do poema "Antes do Fim do Mundo"
Meus Poemas
Meus poemas vão sendo largados
na beira das estradas onde passo,
ao luar do sonho, às flores comuns
das estradas desertas, das pedras
esculpidas pelas maresias,
ao campo que se alonga até o mar.
Talvez eu tenha dado os passos certos,
talvez encontre em cada um deles,
a estrada do sonho, os momentos que vivi.
Talvez recupere nas curvas do caminho,
velhos poemas que se perderam na poeira,
em amareladas folhas rasgadas.
Talvez encontre em meio às flores,
os poemas que fiz e não deixei nascer,
poemas imaginados que nunca ganharam corpo,
numa estrada inventada para atravessar o tempo.
Poemas abandonados, poemas espalhados,
na estrada da imaginação, onde ninguém pisa,
poemas passageiros desta longa viagem,
abandonados versos, lembranças escritas,
de quem um dia pretendeu ser poetisa.
Disparatado.
É só um poema,
Pensamentos que vêm e vão.
Alguns desses, trazendo uma saudade consigo, ficam
Um pouco mais de tempo que o necessário.
A saudade é, algumas vezes, de algo que ainda não conheço.
Existem poemas sem nenhuma coerência,
E pensamentos sem nenhuma chance de acontecer.
JAAK BOSMANS O PAI DA POEMAGEM
(ACRÓSTICO)
Já nasceu poeta, e um
Artista de diversas artes,
A musica te embalou no ventre materno, um
Kit de carinho, amor e afeto.
Bela história de vida,
O homem Jaak foi escrevendo
Separando o joio do trigo,
Mas sempre com o coração amando, e
Abrigando todos os amigos.
No por do sol ou no alvorecer,
Só não te ama... quem não sabe te compreender.
Ou mesmo o seu talento... quem não sabe reconhecer.
Pai da Poemagem,
A sua criação foi para a poesia um desafio,
Intermediado entre criticas e elogios.
Poeta de uma grande sensibilidade,
O seu verso faz a gente sonhar,
E nesse seu universo poético
Malandro é quem chega... E aprende a amar.
A semente foi plantada,
Germinadas para mais gerações
E a poemagem chegou para ser amada
Musicada, e para sempre perpetuada.
(amaropereira)
16/11/
Poemática
Quero multiplicar minhas alegrias
Diminuir minhas tristezas
Somar minha esperança
Dividir meu sucesso
Resolver meus problemas
Quero radicalizar meus pensamentos
Sair em busca das raízes
Completar as matrizes
Quero ainda sorrir muitas vezes
Exercitar tudo em mim
Evoluir ao quadrado essas emoções
E conseguir todas as noções.
"...Toda vez que chove,
eu sinto tão forte
esse choro do céu ...
E respiro poesia
como se fosse cheiro
de terra molhada..."
Na minha Ignorancia te escrevi um poema,
Na mesma Ignorancia q te escrevi;te enviei ele
E na tua sabedoria,nao soubestes entende-lo
Idealizei tanto o momento dessa manhã, como aqueles autores que escrevem poemas melosos, idealizando perfeições, que eu não poderia imaginar que, na realidade, seria infinitamente mais aprisionador… esse amor de manhã inteiro!
Você achou lindo, quando te mostrei e você ouviu…
… vai dizer que não lembra, aposto!
Jota Cê
-
VERSOS SECRETOS
Faço essa poesia
para saber que a fiz
não faço pensando
em fazer ninguem feliz
Alguém lerá meus versos
que fiz já para meu bem
mas os que agora faço
não mostro a ninguem
se estás agora lendo
pensando em se engraçar
infelizmente o poeta
terá de te matar
TEU BEIJO É UM POEMA
Senti em teu beijo
que ali havia algo mais
parecia algum verso
de vinicius de moraes
e que beijo, que verso
que alegria
dê-me um carinho
dê-me um beijo
dê-me uma poesia
VERSOS SACRATOS
Faço essa poesia
para saber que a fiz
não faço pensando
em fazer ninguem feliz
Alguém lerá meus versos
que fiz já para meu bem
mas os que agora faço
não mostro a ninguem
se estás agora lendo
pensando em se engraçar
infelizmente o poeta
terá de te matar
VEERSOS SECRETOS
Faço essa poesia
para saber que a fiz
não faço pensando
em fazer ninguem feliz
Alguém lerá meus versos
que fiz já para meu bem
mas os que agora faço
não mostro a ninguem
se estás agora lendo
pensando em se engraçar
infelizmente o poeta
terá de te matar
POESIA, MINHA FIEL COMPANHIA
Num dia fui inventada, no outro me reinventei. Já tive asas quebradas. Já as tive inteiras, outra vez. Já pisei em pedregulhos e sorri por puro orgulho, quando a dor me visitou.
Já me perdi no horizonte sem sequer sair do lugar, viajando ao ver os navios
dançando felizes, nas águas, em alto mar.Já sonhei com outras terras, outros portos, com as gentes de outro lugar.
Já bebi minha própria saliva; já provei do meu próprio veneno; já tive a boca rachada de tanto tagarelar.
Já rasguei minhas memórias escritas em um papel qualquer que o tempo, no seu tempo, esqueceu em algum lugar.
Já tive medo do escuro, já me perdi em atalhos, já enlouqueci por bobagens.
e distraidamente, tranquei minha alma num armário.
Já chorei quando perdi amores; já dei risadas quando recebi flores; já voei nas nuvens, inflada pela felicidade.
Até corri em disparada, só para ganhar um abraço dos braços de quem eu tinha muita saudade.
Já tive o coração na garganta, na boca, na cabeça com sentimentos que nem me deixavam a realidade enxergar.
Já amei quem não devia e tremi mesmo quando me diziam: “Não tenha medo não”.
Os anos foram passando e eu sempre esperando que minha alma estabanada sossegasse e, quieta devorasse essa tal de poesia, que os mais velhos diziam que com o tempo nos fugia, desfigurando todas e quaisquer emoções.
De fato, passaram-se os anos, os dias, as horas e meus planos.
Porém, a poesia, dona absoluta de minhas fantasias, numa doce e eterna teimosia, resistiu ao tempo, às dores, aos desencantos , ao meu cansaço e como uma bactéria resistente, continua presente em minhas veias ,correndo com sofreguidão como sangue quente me fazendo companhia nas minhas horas de total e irrestrita solidão.
